2006 - Marrocos e Espanha

(Este site continua boicotando a Espanha. Retirei todos os relatos sobre o país e recomendo que qualquer plano de férias por lá seja cancelado e qualquer conexão em Madri seja evitada. Vá para a França, que é mais legal. Mais informações sobre os motivos que me levaram a riscar a Espanha do meu mapa, você encontra aqui e aqui.)

Não havia se passado nem seis meses desde as últimas férias, quando veio a chance de ir para o Marrocos. A ideia de conhecer um pedaço da África árabe me atraía muito e não consegui resistir. Quando vi, já estava aguardando a conexão para Casablanca, de onde fui direto para a mítica Marrakesh.

Um primeiro contato com a cultura árabe não poderia ser melhor: megafones de mesquitas gritando “Alá é grande!”, ruas labirínticas cheias de lojinhas, ar temperado por restaurantes a céu aberto, multidões de pessoas vestidas com túnicas, muita música por todos os cantos e prédios decorados de forma indescritível. O cenário se repetiu em Essaouíra, Fes e Meknes, cada uma com suas peculiaridades, claro, e ficou melhor em Ait Benhaddou e Merzouga, onde a cultura berbere fala mais alto e o Saara deixa a experiência ainda mais inesquecível.

Foram 11 dias de aventura, conhecendo pessoas sensacionais e outras nem tanto, decifrando o francês carregado de sotaque dos marroquinos, viajando em ônibus noturnos cujos bancos não reclinavam, atravessando o deserto dentro de uma Mercedes antiga, escutando música árabe e comendo pratos deliciosos, até chegar ao Estreito de Gibraltar.

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