Conaprole nuestro que estás en los cielos
(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)
Domingo de Carnaval, saí de La Paloma, no litoral uruguaio, com a certeza de não voltar mais para lá. Foi a minha segunda vez na cidade, e eu deveria ter aprendido com a primeira.
Na virada de 2007 para 2008, escolhi ficar na praia Anaconda, que faz parte de La Paloma. Um lixo. Não dava nem para ir até o mar no réveillon, porque era preciso passar por um lodaçal cheio de mosquitos para alcançar a areia.
Mesmo com esta experiência, topei passar o carnaval de 2010 em outra praia da cidade: La Aguada. Outro lixo. Além da própria praia ser feia, a casa alugada pela internet era podre. Já fiquei em muitas casas como aquela quando eu tinha 18-20 anos, mas com 34 eu não me submeto mais a certas humilhações.
Mas graças aos deuses Conaprole e Lapataia (seres divinos uruguaios que se manifestam entre os mortais sob a forma de doce de leite), na mesma noite em que eu, minha mulher e meus amigos chegamos naquele muquifo, encontramos outros amigos que estavam em La Pedrera.

A sorte começou a mudar.
Eles sabiam de uma casa para alugar ao lado da casa deles, na beira da praia. No dia seguinte, alegamos que a geladeira do muquifo não estava funcionando (o que era verdade) e pedimos metade do aluguel de volta. Com o dinheiro na mão, tocamos para La Pedrera, demos uma choradinha de 50 dólares e ficamos com a casa.
Só saí dela para fazer compras, comer sorvete Popi (outra divindade uruguaia), jantar em restaurantes excelentes e charmosíssimos (a/c Destemperados) e para passar umas poucas horas debaixo do guarda-sol na areia. De resto, minha rotina foliônica foi ler e dormir.
F-é-r-i-a-s.
Apenas 3 dias, mas f-é-r-i-a-s.
No fim, a grande dica para quem for para aqueles lados é o restaurante Perillán, na rua central de La Pedrera, quase esquina com o mar. Deus do céu, comi um salmão com purê com wasabi que me pegou no colo, me deitou no solo e me fez mulher. Ainda bebemos um belo vinho, comi uma entrada deliciosa e paguei 60 reais por tudo. Não é baratinho, mas para a qualidade oferecida, foi uma pechincha.
Fique com as poucas fotos que eu fiz nos poucos momentos em que movimentei meu corpo do sofá para a sacada.










