Turismo Estranho

› 30 de novembro de 2010

Com que roupa eu vou?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Imagine uma companhia aérea que vende a passagem e informa a data, o horário e o aeroporto de embarque. Mas não informa o seu destino.

Photo: msmail (Flickr)

Você entra no avião e as janelas ficam o tempo todo fechadas.

Os monitores individuais nas poltronas não mostram aquele mapa do mundo com o aviãozinho se deslocando.

Photo: scoobyfoo (Flickr)

Não é permitido usar relógios.

Você simplesmente embarca. E só descobre onde chegou quando o avião pousa e a aeromoça diz, pelo microfone: “Welcome to…”.

Pois essa companhia existe. É a Anywhereways.

Anywhereways

Criei ontem à noite e até já fiz o logotipo (ainda bem que eu sou redator, morreria de fome se fosse designer).

E aí? Você encararia uma viagem com a Anywhereways?

(Em tempo: reparou na interrogação que o avião faz? É praticamente o C do Carrefour, não?)

- Gabriel Prehn Britto
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› 29 de novembro de 2010

Coreias

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Coreias do Norte e do Sul vivem em constante bullying mútuo. Às vezes a coisa desanda, elas trocam uns tapas e se xingam, mas semana passada a coisa esquentou um pouco mais. A irmã do Norte resolveu chamar a irmã do Sul para uma briga feia, trocaram palavrões e viraram a atual preocupação do mundo.

Excelente momento para escrever sobre um sonho meu: conhecer a Coreia do Sul e a Coreia do Norte na mesma viagem.

Photo: socialism expo (Flickr)

Photo: eryoni (Flickr)

Imagine o choque: o Sul é o suprassumo da modernidade, tem a maior banda larga de internet do mundo, a renda per capita é de 16 mil dólares anuais, todo mundo tem celular, a indústria é fortíssima e a educação também; o Norte é talvez o último lugar do mundo onde se vive como na União Soviética, a internet é proibida, a renda per capita é de 600 dólares por ano, celular só existe para pessoas autorizadas, o povo passa fome, a indústria é sucateada e a educação segue aquela coisa comuna de ser.

E ainda assim, ambos são o mesmo povo.

Photo: toughkidcst (Flickr)

Esta experiência não seria fácil nem barata. Os preços na Coreia do Sul são comparados aos da Europa. E apesar de ser um país miserável, a Coreia do Norte é cara porque exige que hoteis, transportes e guias (obrigatórios) sejam reservados pela agência de turismo governamental, a Ryohaengsa. Isso pode ser feito por você mesmo, se sua paciência com a burocracia estatal estiver sob controle, mas a maioria dos turistas prefere fazer os trâmites via agências especializadas.

Photo: kwramm (Flickr)

Com toda esta função, apenas a temporada norte-coreana acaba custando, em média, 250 euros por dia para os viajantes solitários. Já para quem escolhe ir em grupos organizados por estas agências economiza um pouco: os gastos ficam próximos a 130 euros por dia.

Photo: yeowatzup (Flickr)

O ideal, para mim, seria começar a jornada pelo norte. Primeiro porque imagino entrar em Pyongyang sem ter um carimbo sul-coreano no passaporte deve evitar olhares raivosos na imigração. Depois porque eu acho mais produtivo deixar os países ricos para o final (já falei sobre isso aqui, lembra?).

De qualquer maneira, a China será passagem obrigatória, já que a Air China é a única companhia aérea internacional com voos regulares para Pyongyang, desde Pequim. Então o roteiro ficaria São Paulo-Pequim-Pyongyang-Pequim-Seul-São Paulo. É estranho ter que mudar de país para entrar no vizinho, mas cruzar a fronteira pela Coreia do Sul é praticamente impossível.

Photo: kwramm (Flickr)

A parte burocrática só afrouxa na entrada na Coreia do Sul. Lá, brasileiros não precisam de visto para turismo. Por outro lado, para entrar na Coreia do Norte você vai precisar de um mundaréu de coisas e, se for jornalista, tem suas chances reduzidas a quase nada. O melhor é contratar uma empresa especializada mesmo.

Photo: swisscan (Flickr)

Quantos dias duraria essa viagem? Não sei. Nunca parei para ver o que tem na Coreia do Sul além de Seul. Sei que a Coreia do Norte tem atrações naturais interessantes e os pacotes para lá geralmente são de 5 ou 6 dias. A época ideal seria entre agosto e outubro, quando acontece o Mass Games na Coreia do Norte e quando o clima na Coreia do Sul é praticamente perfeito.

Photo: kwramm (Flickr)

Porém se você não tem assim tanta disposição para ver de perto as diferenças escandalosas entre as duas Coreias, ainda existe uma alternativa mais simples e mais fácil de pisar nos dois países numa mesma viagem.

Desde 2002, turistas podem visitar a área do Monte Kumgang, na fronteira entre os dois países, mas ainda na Coreia do Norte. Em 2005, outras duas áreas foram liberadas para os viajantes: a montanha Baekdu e a região de Kaesong, também na parte norte-coreana da fronteira. Dá para ir até lá de ônibus desde Seul, em excursões programadas e autorizadas.

two-koreas

Mas como estamos falando de duas irmãs que vivem se apurrinhando, vale a pena verificar se estas áreas estão abertas antes de viajar. Sabe como é: uma pode cortar relações com a outra a qualquer momento.

- Gabriel Prehn Britto
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› 10 de maio de 2010

Visite o livreiro de Cabul

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

(Mãe, não leia isso. Obrigado. Beijo.)

Já pensou em ir para o Afeganistão?

Welcome, my friend - Foto: Jane Sweeney - LP

Se você não for um tarado por viagens, nem tiver sido hippie nos anos 70, é provável que não. Mas talvez seja a hora de mudar de ideia.

Assim como várias zonas de conflito ao redor do mundo, o Afeganistão tem suas regiões consideradas seguras para o turismo. A maior prova disso é o guia do país lançado pela Lonely Planet em 2007, o primeiro depois da queda do Talibã em 2001.

Capa do guia Afeganistão, do LP

O.K. Ir para lá no peito e na raça achando que só vai encontrar crianças empinando pipas é algo um pouco radical demais, para aventureiros extremos. Mas que tal conhecer as regiões consideradas seguras com o acompanhamento de uma empresa de turismo especializada no país?

Sim, existem empresas de turismo especializadas no Afeganistão. Uma delas eu descobri por acaso, lendo uma revista antiga. É a Great Game Travel, do americano Andre Mann. Os caras têm roteiros sensacionais e garantem a segurança do viajante em viagens por regiões onde os conflitos ainda não chegaram e em companhia de guias que sabem tudo das bocadas afegãs.

A vida fácil do afegão médio - Foto: John Mock - LP

Os preços variam, mas são bem menores do que eu imaginei. Segundo o site, uma viagem de 12 dias com quase tudo incluído (exceto passagens aéreas) sai por 4.000 USD.

A Mesquita Azul - Foto: Stephane Victor - LP

Vai dizer que não dá vontade de encarar uma burquinha?

- Gabriel Prehn Britto
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› 4 de maio de 2010

Ponha-se no seu lugar, Gabriel

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Vida de  viajante assalariado é assim: quando você pensa que já é um cara relativamente viajado e coisa e tal, vem a Winni Rio Apa e humilha você com uma aventura fantástica pelo deserto do Saara.

Foto: Alex Ribondi

Vale dar uma lida na matéria.

Winni, você ganhou um fã.

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de abril de 2010

As Cidades Mais Hostis do Mundo?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)J

á falei isso, mas vale repetir: admiro muito (a.k.a. “invejo”) quem tem ideias ótimas para programas de tevê envolvendo viagens.

WOW

Quando vi a chamada para “MacIntyre: As Cidades Mais Hostis do Mundo”, nova atração do canal TruTV, achei que tinha encontrado mais um integrante da minha galeria “Como Foi Que Eu Não Pensei Nisso Antes?” e decidi que não podia perder aquela estreia.

Mas perdi. E quando procurei pelos horários de reprises, achei que foi melhor não ter visto mesmo.

Fale a verdade: um programa com esse nome remete a quê? Cidades perigosíssimas, com altíssima criminalidade, brigas de gangues, fanatismo religioso, códigos de conduta rígidos, enfim, aquela parte da cultura de um país que quase ninguém quer ver ao vivo.

Qualé, dusmeu?

E que cidades guardam o que existe de mais radical nesse quesito, segundo Donal MacIntyre, o jornalista que apresenta o programa?

Istambul, Cidade do México, Paris, Praga e Nápoles.

Repetindo o nome do programa: “MacIntyre: As Cidades Mais Hostis do Mundo”.

Repetindo as cidades apresentadas: Istambul, Cidade do México, Paris, Praga e Nápoles.

Tudo bem que estes lugares têm seus lados violentos. Cidade do México e Istambul não estão em países ricos e certamente têm seus recantos extremamente perigosos. Mas me parece que o nosso amigo Donal precisa mudar alguns conceitos antes de dizer que seu programa mostra “as cidades mais hostis do planeta”.

Recomendo viver em algum país subdesenvolvido antes de produzir a segunda temporada.

- Gabriel Prehn Britto
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› 3 de fevereiro de 2010

Pintou sujeira

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Aqui está uma lista para viajantes aventureiros e para viajantes que não querem se arriscar nem um pouquinho. São as 10 cidades mais poluídas do mundo e as 10 mais limpas, segundo uma pesquisa do Blacksmith Institute e da Green Cross da Suíça. A dica para ver esta belezura veio do Menezes.

Dá uma olhada nos mestres da poluição aqui embaixo.

10 - Kabwe, na Zâmbia.

Foto: Justin Qian - Flickr

Desde 1902, a cidade é conhecida pela alta quantidade de chumbo e cádmio no solo. E desde lá, pouco se fez para evitar a contaminação das pessoas.

9 - Sumgayit, no Azerbaijão.

Foto: aaklaus78 - Flickr

Apesar da maioria das empresas petroquímicas que poluíam a cidade já terem fechado, o mercúrio e os outros metais pesados extraídos de forma irresponsável ainda estão lá.

8 - Chernobyl, na Ucrânia.

Foto: blinkofaneye - Flickr

Minha mãe vai ficar puta comigo, mas eu pretendo conhecer Chernobyl. Afinal, apesar de ainda ser contaminada com radiação, já existem tours para lá - e eu imagino que isso signifique que é seguro visitar a cidade se alguns cuidados forem tomados.

7 - Norilsk, na Rússia.

Imagem: Google Earth, via born1945 (Flickr)

Mineradoras e processadoras de níquel e metais acabaram com o ar de Norilsk.

6 - Dzerzhinsk, também na Rússia.

Foto: Oleg aka Xtraboy - Flickr

O que esperar de uma cidade que abriga fábricas de armas químicas?

5 - La Oroya, no Peru.

Foto: Matthew Burpee - Flickr

A única representante da América do Sul conquistou seu lugar com a ajuda de mineradoras e processadoras de metais. É chumbo grosso no solo e na água.

4 - Vapi, na Índia.

Foto: duygukck - Flickr

Um copo d’água em Vapi contém mais de 100 vezes a quantidade máxima de mercúrio tolerada pela Organização Mundial de Saúde. Mérito das indústrias químicas da região.

3 - Sukinda, também na Índia.

sukinda__india

O nome do poluidor é pomposo: cromo hexavalente. E o estrago causado pelas minas que extraem essa maravilha também é grande.

2 - Tianying, China.

Tianying

Medalha de prata, Tyanying brinda a colocação com um belo copo de água contaminado com chumbo e metais pesados extraídos por empresas inescrupulosas.

1 - Linfen, China.

Foto: sheilaz413 - Flickr

Medalha de ouro também para a China, com sua Linfen repleta de carvão no ar, graças às minas legais e ilegais da região.

Agora morra de inveja das mas limpinhas. As características em comum a todas são os investimentos em transporte público eficiente e limpo e o cuidado com a limpeza para atrair turistas.

10 - Berna, na Suíça.

Foto: lone snapper - Flickr

9 - Katsuyama, no Japão.

Foto: Kurisu Kuupaa - Flickr

8 - Zurique, na Suíça.

Foto: Dreamer7112 - Flickr

7 - Estocolmo, na Suécia.

Foto: Claudio.Ar - Flickr

6 - Oslo, na Noruega.

Foto: Studio Troll I Ord - Flickr

5 - Minneapolis, nos Estados Unidos.

Foto: y entonces - Flickr

4 - Ottawa, no Canadá.

Foto: ViaMoi - Flickr

3 - Helsinque, na Finlândia.

Foto: Claudio.Ar - Flickr

2 - Honolulu, nos Estados Unidos.

Foto: garyhymes - Flickr

1 - Calgary, no Canadá.

Calgary

E aí? Vai pra onde?

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2010

Atentado? Só contra a elegância

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Se a vida dentro dos aeroportos já estava um porre de sidra, ficou pior depois da traquinagem do rapaz que tentou derrubar um avião americano no Natal. A bomba que Umar Farouk Abdulmutallab carregava na cueca (no joke intended) não explodiu, mas destruiu a sensação de relativo controle que vivíamos.

Em busca de mais segurança, os queridinhos da hora agora são os tais scanners corporais, que não deixam passar nenhum artefato suspeito, mas que mostram as vergonhas de todos os passageiros com riqueza de detalhes asquerosa ou sensual (depende do escaneado).

Pelada e perigosa

Obviamente isso tem gerado uma gritaria pelo direito das pessoas à privacidade de suas partes íntimas. A discussão promete se arrastar por um bom tempo, com protestos aqui e ali, confusão e o diabo a quatro. Mas tudo isso você já sabe.

O que você não sabe é a minha opinião e a minha proposta de solução para este problema.

Minha opinião: sou totalmente a favor da instalação destes brinquedinhos em aeroportos considerados de risco.

A lógica é simples. Todo mundo tem o direito de manter a privacidade do que esconde nas roupas de baixo (salvo no terrível banheiro da academia, você só mostra sua intimidade para quem você quiser) e todo mundo tem liberdade para optar qual meio de transporte vai usar nas suas viagens. Mas ninguém tem o “direito a voar de avião” (advogado, me corrija se eu estiver errado).

Então, como cruzar os céus não é um direito seu e como a segurança está exigindo mais rigidez, não tem saída: quem quer viajar de avião pre-ci-sa se submeter a um controle que vai vê-lo peladinho da Silva.

É chato, constrangedor e invasivo, sim. Mas você tem o direito inalienável e sagrado de optar entre manter sua privacidade ou ir de carro, trem, ônibus, navio, biga, cavalo, a pé ou de qualquer outra forma onde a sua nudez não seja exigida como condição para embarcar.

Minha proposta de solução para o problema:

Bomba, só se estiver muito bem escondida

Campanhas massivas para o pessoal perder a timidez e viajar peladão.

Os comandantes só teriam que prometer maneirar no ar-condicionado a bordo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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