Ao que tudo indica, em 9 de julho de 2011, todos os viajantes terão um novo carimbo de passaporte para desejar.

O Sudão do Sul, que hoje é uma região autônoma do Sudão, será um país independente, livre, leve, solto e, talvez, com o nome de Kush.

Essa separação começou há muito tempo, envolveu guerra civil (a maior que a África já viu, com duração de 20 anos), matou 2,5 milhões de pessoas e levou o Sudão, o maior país africano, à miséria.

Porém, ao contrário do que acontece em muitos casos semelhantes, parece que terminou de forma democrática.
Entre 9 e 15 de janeiro de 2011, todos os sudaneses votaram pela união ou separação do país. O resultado só deve sair em fevereiro, mas as prévias mostram quase 100% de votos favoráveis à independência sulista.

(Aliás, não deixe de ver a galeria do Big Picture sobre o referendo sudanês. É linda demais.)


Ainda existem muitos pontos políticos e econômicos a discutir antes da divisão do Sudão acontecer de verdade. Mas para quem gosta de viajar, a velha questão já aparece: por que ir para o Sudão do Sul?
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SUDÃO DO SUL - POR QUE PRA LÁ?
Este foi o Por Que Pra Lá? mais difícil até hoje. O Sudão do Sul é uma zona praticamente inexplorada pelo turismo por causa das últimas décadas de conflitos. Nem o Lonely Planet tem indicações sobre a região, tive que pesquisar em muitos sites para conseguir poucas informações. E isso é o primeiro motivo para ir para lá.

Agora vamos aos outros:
2) Para navegar pelo Nilo Branco, que corta o país inteiro, passa pela capital do Sul, Juba, e se encontra com o Nilo Azul em Cartum, capital do Sudão, onde forma o famosérrimo Rio Nilo.


3) Para conhecer um país cuja capital se chama Juba (essa é só para os fãs de Armação Ilimitada)

4) Para ver de perto o que muitos especialistas dizem ser as maiores migrações de mamíferos no mundo, uma descoberta feita apenas em 2007, depois de décadas de desconhecimento sobre a situação da vida selvagem na região.

5) Se você tiver po$$ibilidade, para fazer sobrevoos durante as migrações.

6) Para conhecer tribos locais isoladíssimas.


7) Para ver ao vivo uma das regiões de natureza mais linda da África.
8 ) Para conhecer logo um dos lugares apontados como “a próxima fronteira do safari na África” e “onde se pode viver o safári original”.


Dica: algumas das fotos acima (coloque o mouse sobre elas para saber quais) foram retiradas do site da agência de turismo Bahr El Jebel, que faz safaris pela região. Vale dar uma olhada lá.

- Gabriel Prehn Britto