Romênia

› 31 de maio de 2011

Direto de Bucareste, Rafael Britto

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Finalmente o primeiro e único enviado especial deste blog arranjou um tempo para escrever para o primeiro e único destino para onde este blog já enviou alguém.

Bucareste, a capital do conde Drácula e da Romênia, foi dissecada em fotos e caminhadas em um fim de semana de primavera. Vamos aos relatos. As fotos são dele próprio.

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BUCARESTE, POR RAFAEL BRITTO

Não sei bem por onde começar a escrever sobre Bucareste, então vamos pela pergunta que mais escutei: “Eu voltaria para lá?”

Acho que não. Gostei bastante da cidade, mas me parece que uma vez é suficiente.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Vale a pena ir? Penso que vale conhecer qualquer lugar ao menos uma vez, então aqui eu respondo “sim”. Mas não recomendo que seja o destino principal de uma viagem de férias. O ideal é colocar Bucareste como um destino a mais, junto com outros.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Eu não sabia antes de ir para lá, mas Bucareste ja foi conhecida como “little Paris” (Nota do Editor: desconfio que toda capital europeia se autodenomina “blablablá Paris”), no inicio do século XX, mas a Segunda Guerra e dois terremotos destruíram muito da cidade, que hoje está repleta de obras de restauração para resgatar um pouco do charme de antigamente.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

A arquitetura é muito rica, mas tem bastante coisa mal conservada. Uma das atrações principais é o Palácio do Parlamento (Palatul Parlamentului), simbolo da era comunista. É o segundo maior prédio do mundo em área, só perde para o Pentágono.

A visita guiada dentro dele dura pouco menos de uma hora e percorre apenas 4% do prédio. Vale a pena fazer a visita.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

O prédio foi finalizado em 1984 e, para abrir espaço para a construção, cerca de 1/6 da população da cidade foi removida. A avenida em frente ao palacio foi construida com meio metro a mais de largura do que a Champs Elysées, em Paris.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a fiação elétrica e de telecomunicações nas ruas. É uma bagunça total. Desconfio que não deve existir nenhum tipo de regulamentação, porque tem fio de todo lugar para todo lugar! De um prédio ao outro, do poste para o telhado, do poste direto para o apartamento, uma confusão geral.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

A língua parece uma mistura de grego com italiano ao escutar, mas tem muita palavra que a gente consegue entender especialmente na escrita. Não é fácil encontrar pessoas que falem inglês na cidade. Quem for para lá pode esperar dificuldade de comunicação.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Na “gastronomia”, é o lugar mais barato que eu fui, até agora, na Europa. Com 10€ dá pra comer muito bem em restaurantes, digamos, “normais”. Com uns 20€ dá pra esbanjar!

Como referência, o número 1 do McDonald’s custa 3,50€.

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So você gostou e se interessou por Bucareste, fique ligado na Dri Miller também. Ela andou por lá neste fim de semana e logo deve publicar outra visão.

Enquanto isso, veja as outras fotos que selecionei e o álbum completo. Se o Rafael não fosse meu irmão mais velho, eu diria que ele puxou de mim o olho bom para a fotografia.

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

Photo: Rafael Britto  - All rights reserved

- Gabriel Prehn Britto
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› 4 de abril de 2011

Bucareste: ufa, essa foi

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Meu enviado especial ao Leste Europeu já cumpriu sua missão: foi, conheceu, destrinchou e voltou de Bucareste, capital da Romênia.

Em tempos de zica nas minhas milhas, vale ver a prova da viagem. Olha ela aqui:

Lyon-Bucareste-Lyon

Agora é esperar os relatos. Assim que possível, publicarei.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de março de 2011

Vorbiţi portugheza?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Uma das características que mais me chamam a atenção sobre a Romênia é a língua local.

Apesar de estar cercado por eslavos, magiares e outros falantes de línguas bizarras, o romeno é bem mais amigável aos nossos padrões.

www.romerican.com

A explicação é simples: ele é derivado do latim e tem muitas semelhanças com o português (assim como com o italiano, o espanhol e o francês).

Claro que não é facinho entender a pronúncia das palavras. Mas, em muitos casos, é possível captar direitinho o que está escrito ao seu redor.

www.inspirational-imagery.blogspot.com

Veja este vídeo com uma aula básica de romeno:

Mais: segundo andei pesquisando, dá até para falar francês com a rapaziada. Parece que eles entendem numa boa.

La revedere!

- Gabriel Prehn Britto
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› 14 de março de 2011

Chez Dracula

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

É impossível falar de Romênia sem lembrar de Transilvânia.

É impossível falar de Transilvânia sem lembrar de Drácula.

Gary Oldman em Drácula (Coppola)

E é impossível falar de Drácula sem lembrar do pescocinho da Winona Ryder, mas isso é coisa minha.

Winona em Drácula (Coppola)

A missão do meu correspondente no Leste Europeu é vasculhar Bucareste, porém nada impede que ele ignore a capital romena e decida fazer um bate-volta na terra do terrível Vlad, o Empalador.

commons.wikimedia.org

Se ele quiser, aqui vão algumas informações para ajudar na aventura.

A história do Vlad já é conhecida e não perderemos tempo com ela: blablablá era um cara mau, blablablá empalava seus inimigos, blablablá virou lenda e inspirou Bram Stoker na criação do tatatatataravô do Edward Cullen.

vlad_the_impaler_ilustration_germanic__3

Mas qual foi o castelo de Vlad Drăculea na Transilvânia? Há controvérsias.

O castelo Bran é o mais famoso e o mais vendido como a casa do ex-príncipe da Valáquia.

Photo: prinsesse Lea (Flickr)

Fica nas redondezas de Brasov, linda cidade a 160 km de Bucareste.

Photo: Iversonic (Flickr)

Apesar de bonitão e amedrontador pelo lado de fora, Bran não parece ser muito atraente do lado de dentro, onde está uma coleção de arte e objetos de outra antiga moradora do castelo, a rainha Maria da Romênia.

Outro possível lar de Vlad é o castelo Poenari, na cidade de Arefu, a 180 km de Bucareste.

Wikimedia Commons

Poenari fica em um lugar de acesso bem difícil. Dizem que foi exatamente por isso que O Empalador gostou dele e se mudou para lá. Hoje está em ruínas e é considerado um dos lugares mais assombrados do mundo.

Photo: Matt Werner (Flickr)

(Entre nós, eu aposto minhas fichas no Poenari como o castelo genuíno do Vladinho.)

O terceiro e último possível cantinho aconchegante de Vlad é o castelo Hunyad.

Hunyad em 1865

Ele fica em Hunedoara, a 300 km de Bucareste. Também tem fama de ser assombrado e já recebeu até equipe de TV para estudar o caso.

Photo: Giamesh (Flickr)

Segundo a lenda, Vlad passou 7 anos preso no castelo Hunyad, antes de ser deposto. É um castelo lindo e amedrontador também, mas será que dá para considerar como “casa” do Vlad se ele ficou lá só porque foi preso?

Existem outros lugares nesta disputa pela verdadeira casa do Drácula (claro, nenhuma cidade com um castelo quer perder o dinheiro dos turistas), mas estes três são os candidatos mais fortes.

Photo: Luke Addison (Flickr)

Escolha o que você prefere, pegue seu colar de alho e seu crucifixo e vá ver de perto, se tiver coragem.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de março de 2011

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Post rápido e indolor: por que a Romênia se chama Romênia?

Romênia

A região foi o lar de uma penca de povos. Viveram por ali dácios (os habitantes originais), godos, hunos, ávaros, eslavos, búlgaros, húngaros e sei lá mais quantos.

Photo: Julie Kertesz (Flickr)

Entre todos estes invasores estavam os romanos, que chegaram chegando e se misturaram aos dácios, formando o povo dácio-romano. Daí nasceu a língua romena (derivada do latim) e o nome do país, adotado em 1862.

Então, Romênia significa “terra dos romanos”.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de fevereiro de 2011

Wally vai para Bucareste

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Enfim, as passagens Lyon-Bucareste-Lyon foram emitidas com as minhas milhas.

Mais ou menos por aí.

Não foi fácil. Tive que amargar umas boas dezenas de minutos ao telefone e ainda tive que explicar para a atendente do Flying Blue que era, sim, possível pagar as taxas também com milhas.

Pelo menos a ligação era de graça e, no fim, deu tudo certo.

Dia 1º de abril, Rafael Britto partirá para a capital da terra do Drácula com as missões de descobrir o que ela tem de interessante, fotografar e mostrar tudo por aqui.

Photo: Gaspar Serrano (Flickr)

Será apenas um fim de semana, mas do jeito que o Rafa caminha, certamente vai ser o suficiente para cobrir toda Bucareste e arredores.

Photo: Gaspar Serrano (Flickr)

Enquanto isso, eu farei alguns posts sobre o destino dele, para que todos conheçam um pouco mais da história dos romenos.

Obrigado a todos pela participação nessa farra.

- Gabriel Prehn Britto
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