República Tcheca

› 17 de outubro de 2010

Os 600 anos do Relógio Astronômico de Praga

Não sei se isso vai acontecer de novo em Praga. Mas se acontecer e você estiver lá, por favor, grite:

- Ty vole, doprdele! To je naez! (”Putaqueospariu, isso é lindo!” - ou algo parecido, em tcheco).

Obrigado.

The 600 Years from the macula on Vimeo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 6 de agosto de 2010

Uma década

A melhor ação, investimento, loucura, aventura ou whatever da minha vida completa 10 anos hoje.

Melhor souvenir EVER

Foi em 6 de agosto de 2000 que eu desembarquei em Praga sem data para voltar. Não pensava em ficar para sempre, nem em quando retornaria. Só queria viver aquela experiência pelo tempo que conseguisse, sabendo que seria fantástico mesmo se fosse um fracasso.

Depois de tudo que aprendi naquela viagem, virei o maior incentivador de chutes no balde entre meus amigos. Vivo papagaiando “passe um tempo fora!” e até inventei uma lei que obriga todo portador de dupla cidadania a viver ao menos 6 meses na sua segunda pátria.

Para comemorar esta primeira década da minha aventura, quase fiz uma lista do aprendizado em solo boêmo, mas depois achei que isso ficaria piegas e saudosista. Então mudei e escrevi uma lista diferente, com argumentos para derrubar todos os seus medos de fazer o mesmo. Se eu conseguir que você olhe os preços das passagens para qualquer lugar do mundo, já ficarei alegrinho. Mas se você não resistir e acabar embarcando, aí, sim, eu vou me sentir feliz como um tcheco em um buffet de cervejas.

Ready. Steady. Go.

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1) “Já estou velho para isso”

Bobagem. Eu já era independente, pagava prestações e tinha compromissos financeiros sérios e longos quando fui. Nada disso foi prejudicado. Quer mais? Um ex-chefe fez o mesmo com 30 anos, meu irmão vai fazer aos 37 e um tio e uma tia fizeram aos 50. Com exceção do meu irmão (que ainda não retornou) todos os outros voltaram numa boa. Desculpe, mas idade não é empecilho para viver experiências enriquecedoras.

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2) “Eu sou casado. É mais difícil fazer isso com duas pessoas”

Eu também era e só ajudou: foram duas pessoas trabalhando e economizando para viajar e duas pessoas para dividir as contas do apê tcheco.

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3) “Tenho medo de ir e ser esquecido no meu mercado de trabalho”

Você só vai ser esquecido se (A) não tiver amigos no seu mercado ou (B) virar um ermitão e deixar de se comunicar com todos. Facebook, Twitter, Orkut, Skype e coisa e tal estão aí para evitar isso. E se pensar bem, você vai perceber que não vê alguns amigos há meses e nem por isso foi esquecido ou esqueceu deles. A gente costuma achar que o mundo muda muito em um ano, mas não muda. Fui, vivi, aprendi a vida, voltei e encontrei a minha cidade do mesmo jeito que deixei, com as pessoas nos mesmos empregos de sempre, como se eu nunca tivesse saído. A única diferença era que eu, a partir de então, tinha a experiência de viver fora e inglês fluente.

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4) “Tenho medo de voltar e não encontrar emprego”

Se você conseguiu juntar dinheiro para ir é porque tem um mínimo de talento e contatos para se colocar de novo no mercado. Sem falar que você vai voltar bilíngue e com mais experiência de vida do que a maioria dos seus colegas, o que é um diferencial para ser escolhido. Se mesmo assim você tem medo, economize um pouco mais para garantir algum tempo sem emprego na volta.

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5) “Não quero ir sem ter algum objetivo que me faça crescer profissionalmente”

E se você ficar em casa lendo blogs de viagem, vai crescer quanto? Claro que uma experiência gringa fica ainda melhor com algum curso/estágio/emprego ligado a sua área. Mas não se prenda a isso. Lembre-se que a experiência de vida é o maior ganho. Vida > trabalho, sacou? E experiência de vida conta muito na hora de ser escolhido para um emprego, pelo menos por chefes decentes.

Olha o @achutti unindo propaganda e música em Londres

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6) “Tenho medo de não arranjar emprego para me sustentar lá”

Dependendo do seu destino e de quanto você consegue economizar, é capaz de nem precisar trabalhar. Eu não trabalhei. O custo de vida tcheco era tão baixo que 800 dólares por mês sustentavam duas pessoas numa boa. Se este é o seu único medo, escolha o seu destino pensando em custo de vida e mercado de trabalho. Se você conseguir juntar grana para se manter sem precisar de trampo, perfeito. Caso contrário, escolha um lugar onde você saiba que não é impossível se empregar. E não me venha com frescuras de exigir cargos de status. Escreva na sua testa (de trás para frente, para poder ler no espelho): “Eu não viajei para ganhar dinheiro, mas para ganhar experiência, conhecer pessoas, aprender culturas e novas línguas.” Ganhe o dinheiro que você precisa para não morrer de fome. O resto é lucro. Pense que esse desapego (temporário, vale lembrar) também faz parte das novas experiências.

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7) “Eu não quero trabalhar ilegalmente em um país”

Economize o suficiente para pagar um curso de qualquer coisa e escolha um país que permita que você trabalhe algumas horas por semana. Ou vá atrás de algum estágio/emprego antes de sair. Ou arranje uma maneira de trabalhar remotamente, pela internet, e viva como turista. Você é brasileiro, não desiste nunca.

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8 ) “Não sei para onde ir”

Vá para algum lugar que você já conhece (e gosta) ou já tenha amigos. Não conhece nada e é um lobo solitário no mundo? Escolha um lugar com o qual simpatize, economize e matricule-se em um curso. Mais cedo ou mais tarde você vai se enturmar, porque estrangeiros são como imãs no exterior. Brasileiros, então, são que nem baratas: você encontra em qualquer lugar.

Ô, praga!

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9) “Eu não posso ficar fora por um ano”

Quem disse que você precisa ficar um ano no exterior? Fique quanto tempo você quiser e/ou puder. Na minha temporada tcheca, aprendi que estas experiências novas têm momentos distintos. Sabe numa viagem de férias, quando você faz milhares de fotos no primeiro dia e depois começa a diminuir o ritmo de cliques? Em temporadas gringas também é assim: os primeiros meses são extremamente intensos, tudo é novo, diferente, curioso e maravilhoso. Mas depois as coisas se acalmam. Se não puder ficar nem 3 meses, fique apenas um. Já vai ser o suficiente para mudar a sua cabeça.

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10) “Tenho medo de não me adaptar ao novo país”

Todos os viajantes estão sujeitos a isso, mesmo em simples férias. O pior que pode acontecer neste caso (além de uma diarréia por causa de algum tempero no seu intestino não adaptado) é você comprar uma passagem de volta e encurtar sua aventura. De qualquer maneira, você já terá vivido uma grande experiência.

Coitada da privada do não-adaptado

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11) “Que língua vou falar lá?”

Se você escolher algum lugar de língua bizarra, certamente vai encontrar uma cacetada de expatriados tão perdidos quanto você e, inevitavelmente, vocês vão se ajudar. Depois, naturalmente, você vai aprender o básico-raso-be-a-bá da língua e, aos poucos, vai conseguir estabelecer contato mínimo com os nativos. Eu fui para a República Tcheca, um lugar onde não se fala inglês fora dos pontos turísticos. O que eu mais tinha que falar por lá era tcheco mesmo. Obvio que era um nível  Tarzã-tcheco (“Onde banheiro?”, “Quanto isso?”, “Hora saída?” - tentando descobrir o horário de check out em uma pousada no interior, cujo dono não sabia nem o que era “check out” em inglês), mas sobrevivi. E se eu, que tenho inteligência mediana, consegui aprender isso, você consegue também.

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12) “Vou morrer de saudades”

Ah, vai. Mas contra isso tem a lembrança de que você não vai ficar lá para sempre, tem o Skype e tem até as lições que a saudade nos ensina. Além do mais, ela vai ser a responsável por um dos aspectos mais emocionantes de viver fora: fazer com que parentes e amigos que nunca viajariam visitem você. Garanto que você nunca vai esquecer destes momentos. A saudade é gigantesca, mas passa. Já a experiência, ah, essa fica.

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13) “Eu tenho estabilidade e um bom nível de vida aqui. Não quero correr o risco de perder tudo”

Ô, pessimismo, hein? Momento Shinyashiki: se você alcançou a estabilidade, é porque tem talento e capacidade de reconquistar a mesma algum tempo depois de voltar. Pode ser que seu salário caia um pouco (o meu caiu), mas é questão de tempo até você se recuperar totalmente. Essa perda momentânea não vai ser nada perto da experiência de vida que você vai ter na volta.

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14) “Tenho medo de ter que voltar para o Brasil”

E quem disse que você vai voltar? E quem disse que você vai querer ficar lá? E quem disse que você não vai querer voltar? Não sofra por antecipação. Vá e veja o que acontece. Se tudo for uma maravilha, você vai ficar. Se a saudade bater, você vai voltar. Eu voltei morrendo de amores pelo Brasil. Voltei mais porto-alegrense do que o pôr-do-sol no Guaíba. Ia a shows do Nei Lisboa, tomava chimarrão na Redenção, caminhava pela Independência como se estivesse na Champs-Elysées. Quem garante que não vai acontecer o mesmo com você? Você realmente prefere deixar de viver essa experiência por causa de uma dúvida?

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15) “Eu tenho filho(s)”

Se não for possível levar a molecada junto, espere até que cresça e volte para o ponto 1 desta lista.

Grande Al Bundy!

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Por enquanto é isso. Caso o seu receio não esteja contemplado aqui, escreva nos comentários. Se for possível, derrubarei e espancarei o coitado. Tudo para que você também tenha uma cidade estrangeira para chamar de sua.

E feliz 10 anos para o casamento eu + Praga.

O visto

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de abril de 2010

Só no pedalzinho

Ciclista? Fã de ciclismo? Viajante? Aventureiro? Rico?

Rapaz, você tem sorte. Pode fazer uma das viagens do Trek Travel, uma companhia de cicloturismo que veio parar aqui no meu navegador.

Rico pedalando

Como o nome indica, a Trek Travel é intimamente ligada à Trek, uma das melhores fabricantes de bicicletas do mundo. Isso significa que as magrelas fornecidas para os clientes são muito boas, assim como o equipamento e, em alguns casos, até mesmo a companhia. Lance Armstrong, por exemplo, multi-campeão da Tour de France, aparece em alguns roteiros.

Babei muito em várias opções, mas obviamente tive uma queda maior pelo tour Praga-Viena, via Český Krumlov (3.295,00 doletas por pessoa).

Caminho

E ainda dá para beber cerveja e dirigir bicicleta.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de janeiro de 2010

O mundo nas lentes do Piotr

Semana passada um amigo me indicou (mais) um site sensacional, daqueles de deixar qualquer viajante babando. Se você for viajante e curtir fotografia, então, sugiro segurar o desfibrilador na mão que não estiver no mouse.

O site é o World in My Lens, do polonês Piotr Kulczycki.

World in My Lens

Com míseros 24 anos de idade, Piotr já andou por grande parte da Europa, pela China e também pelos Estados Unidos. As fotos dele estão disponíveis para uso comercial na internet por apenas 10 doletas, e por preço a combinar para uso impresso. Segundo Piotr, é com essa grana que ele segue viajando e fazendo suas imagens.

Sensacional.

Como eu sou previsível pra caramba, aqui está alguma foto que ele fez em Praga, só para você ter um gostinho. O álbum inteiro (e todos os outros) você encontra lá no World in My Lens.

Foto: Piotr Kulczycki (World in My Lens)

- Gabriel Prehn Britto
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› 13 de janeiro de 2010

Finalmente neste blog: dica de onde ficar em Praga

Meu amigo Chester Santos é um cabra corajoso. Depois de encarar muitos testes bizarros na revista Void, ele resolveu enfrentar mais dois desafios: as minhas sugestões e o inverno tcheco. Foi, voltou vivo e ainda trouxe uma bela dica de lugar para ficar em Praga (coisa que eu sempre fiquei devendo aqui, porque nunca parei em hotel lá).

Anota aí: Hotel & Residence Vinoh.

Olha o que o Chester disse:

“O apto que alugamos era realmente muito bem localizado. Distante da muvuca dos turistas, com supermercado e estação de metrô próximos, parques lindos e o mais importante: foi o melhor custo/benefício em questões de moradia durante toda a viagem. Dá só uma olhada na vista do apto, que era completo: cozinha com tudo que se precisa, despensa, lavabo, sala grande com uma escada que levava ao segundo piso, onde ficava o quarto e o banheiro gigante com maquina de lavar. Curiosidade para a fechadura da porta em que a chave dava 4 voltas.”

Vista do apartamento do Chester no Vinoh

O Vinoh fica no bairro de Vinohrady, uma região excelente para quem quer fugir dos preços pornográficos dos bairros mais turísticos, mas a uma distância totalmente “caminhável” do centro. E o Chester ainda seguiu outra dica que eu sempre dou para quem quer conhecer um pouco mais do país: passou um dia na maravilhosa Český Krumlov.

“No terceiro dia pegamos nevasca no caminho para Krumlov, a melhor das dicas. Chegamos lá e tava tudo branquinho. Temperatura entre -5 e -8 graus. O lugar é lindo mesmo. Almoçamos, apreciamos as ruelas e a arquitetura das casas, tomamos um café no final do dia e voltamos a noite pra Praga, que estava toda branca.”

Český Krumlov vestida de branco

Ele ainda não falou nada das cervejas tchecas, mas eu aguardo ansiosamente por este teste.

Ah, as fotos aí em cima são dele.

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de janeiro de 2010

Viagem de cinema

Quantas vezes você já viu um filme e ficou louco para conhecer ao vivo o lugar onde ele foi feito?

O pessoal do The Worldwide Guide to Movie Locations (nome pomposo…) e do The Movie Map dá uma força para a suas férias cinematográficas indicando as locações de várias obras.

TWGML

O primeiro é mais completo, dando até endereços dos lugares. O segundo é mais genérico e um pouco incompleto, mas ambos ajudam você a descobrir onde raios fica aquela cidadezinha que você torce para que não seja um Projac da vida.

É bom consultar fontes assim antes de embarcar por aí. Muitas vezes as locações não são no lugar que dizem ser. Por exemplo: você gostou da cidade montenegrina que aparece em “Cassino Royale”?

Karlovy Vary, a cidade do James Bond e da Becherovka

Pois vai perder seu tempo se for até lá. As filmagens aconteceram em Karlovy Vary, na República Tcheca.

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de dezembro de 2009

O ganso louco

Sim, eu sei que essa semana tá igualzinha à semana passada: post do Por Que Pra Lá? + post sobre post dos Destemperados.

Mas o que eu posso fazer se o Diogo resolveu escrever justamente sobre o Potrefená Husa, um dos restaurantes de Praga mais significativos da minha vida, onde eu levava todos os amigos que me visitavam, onde eu bebia Staropramen e comia goulash sempre que podia, onde bebi absinto “Czech style” pela primeira vez, onde comemorei meus saudosos 25 anos e onde fui assim que cheguei na cidade neste ano?

Potrefená Husa e o ganso louco que dá nome ao local - Foto: Diogo Carvalho (Destemperados)

Vá lá nos Destemperados e descubra o Potrefená. Depois, vá para Praga e experimente.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de dezembro de 2009

Praga Destemperada

Começou!

Diogo “Destemperados” Carvalho finalmente chegou na parte tcheca das mais recentes férias dele.

Hoje ele postou o primeiro relato gastronômico da visita que fez à cidade mais linda do mundo. Dá uma olhadinha nas belezuras que ele provou na primeira noite.

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Quer saber o que é isso? Vai lá, ora!

Quando tudo estiver postado, linkarei na página das minhas dicas especiais para quem vai para aquelas bandas.

Děkuji moc, Diogo!

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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I’m not a Terrorist

Lembra da campanha Not a Crime, do British Journal of Photography? Aquela onde os fotógrafos pedem menos paranoia anti-terrorista pelo mundo, depois de alguns casos de pessoas tendo problemas com a polícia por fotografar locais públicos?

Pois finalmente enviei a minha contribuição para o grupo do Not a Crime no Flickr. É essa aí embaixo.

Photography is Not a Crime!

Para quem não identificou o lugar, isso é o Ossuário de Kostnice, em Kutná Hora, na República Tcheca.

E pra quem não identificou a careca, ela é minha.

- Gabriel Prehn Britto
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