Sou pobre mas sou rico
(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)
Acredito que os Estados Unidos não estejam entre os países mais procurados por quem gosta de lugares estranhos. Do mesmo jeito, acredito que esse pessoal deveria começar a olhar para os americanos com outros olhos.
Veja o exemplo do protagonista deste post.
Kiryas Joel, é um vilarejo com pouco mais de 21 mil habitantes e conhecido carinhosamente como KJ. Seria um lugar normalérrimo se não tivesse duas características bem peculiares:
1) É a cidade mais pobre dos EUA - 70% dos moradores vivem abaixo da linha de pobreza nacional, contra 56% da segunda colocada.
2) Mesmo assim, ninguém passa fome, não existem favelas, nem pessoas sem ter onde morar e quase nada de violência.
Kiryas Joel é a pobre mais chique dos EUA. Veja algumas fotos do New York Times e do Kiryas Joel Voice:




Dizem que o segredo para essa mistura de pobreza e bem-estar está na religião.
Praticamente todos os moradores de KJ são judeus ultra-ortodoxos, que vivem de trabalhos religiosos e informais. Como se dedicam quase que exclusivamente à comunidade, os moradores que têm mais dinheiro ajudam os outros, mantendo a qualidade de vida da cidade.
Junte a isso a quantidade de gente em cada casa (6, a maior média dos EUA) e feche a conta: eles gastam tudo em necessidades básicas.


Se você quiser conhecer esse lugar, não precisa quebrar a cabeça para saber como chegar lá. Kiryas Joel fica a apenas 70 km da cidade mais cosmopolita do mundo.
Sim, essa ilha de hábitos comunitários difíceis de encontrar hoje em dia fica pertinho de Nova York.
(Obrigado, @acarlucci, pela dica.)
- Gabriel Prehn Britto

