Por Que Pra Lá?

› 8 de julho de 2011

Participação de nascimento

Amanhã, 9 de julho de 2011, vai nascer um novo país nesse mundão: o Sudão do Sul.

Wikimedia Commons

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Já fiz um Por Que Pra Lá? sobre ele em janeiro, época em que rolou o referendo para decidir se a região iria se separar do Sudão original. Então, hoje, para comemorar a chegada deste lindo bebê-país, republico o post.

Seja bem-vindo, Sudão do Sul.

Beijo grande.

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SUDÃO DO SUL - POR QUE PRA LÁ?

Este foi o Por Que Pra Lá? mais difícil até hoje. O Sudão do Sul é uma zona praticamente inexplorada pelo turismo por causa das últimas décadas de conflitos. Nem o Lonely Planet tem indicações sobre a região, tive que pesquisar em muitos sites para conseguir poucas informações. E isso é o primeiro motivo para ir para lá.

Photo: United Nations Photo (Flickr)

Agora vamos aos outros:

2) Para navegar pelo Nilo Branco, que corta o país inteiro, passa pela capital do Sul, Juba, e se encontra com o Nilo Azul em Cartum, capital do Sudão, onde forma o famosérrimo Rio Nilo.

wikimedia-commons

3) Para conhecer um país cuja capital se chama Juba (essa é só para os fãs de Armação Ilimitada)

United Nations Photo (CC BY-NC-ND 2.0)

4) Para ver de perto o que muitos especialistas dizem ser as maiores migrações de mamíferos no mundo, uma descoberta feita apenas em 2007, depois de décadas de desconhecimento sobre a situação da vida selvagem na região.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

5) Se você tiver po$$ibilidade, para fazer sobrevoos durante as migrações.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

6) Para conhecer tribos locais isoladíssimas.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

7) Para ver ao vivo uma das regiões de natureza mais linda da África.

United Nations Photo (CC BY-NC-ND 2.0)

United Nations Photo (CC BY-NC-ND 2.0)

8) Para conhecer logo um dos lugares apontados como “a próxima fronteira do safari na África” e “onde se pode viver o safári original”.

Photo: Arsenie Coseac (Flickr)

Photo: Arsenie Coseac (Flickr)

Dica: algumas das fotos acima (coloque o mouse sobre elas para saber quais) foram retiradas do site da agência de turismo Bahr El Jebel, que faz safaris pela região. Vale dar uma olhada lá.

- Gabriel Prehn Britto
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› 24 de junho de 2011

Por Que Pra Lá? - Djibuti

Me emocionei tanto com o visto que recebi do Marcelo Siegmann lá no Fuck Yeah Passport Stamps que resolvi fazer um Por Que Pra Lá? especial do Djibuti.

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Vamos começar pelo nome.

No meu primeiro tweet sobre o país, escrevi Djbouti, com “O” no meio. Mas depois de algumas pesquisas, me convenci de que o correto em português é Djibuti.

O nome é estranho e o significado é engraçado e baseado em uma lenda.

Rolam boatos de que naquela região vivia uma mulher-ogro (Fiona?) chamada Buti. A mulher não era flor que se cheirasse e era a responsável por todas as mortes, desonras e fraticídios nas bandas. Um dia, um grupo nômade acreditou ter matado Buti e passaram a chamar as terras locais de “djibuti”, que significa “a derrota de Buti”.

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A bandeira do Djibuti é essa aqui embaixo e quem nasce no país é djibutiano.

Travlr (CC BY-NC 2.0)

Agora vamos ao que interessa: por que passar férias no Djibuti?

Stéphane POUYLLAU (CC BY-NC-SA 2.0)

1) Para visitar um país com quase nada de turistas e um dos mais desconhecidos da África.

2) Para conhecer um país chamado de “um paraíso de estabilidade e neutralidade” em uma área meio conflituosa do mundo.

G. A. Hussein (CC BY-NC-SA 2.0)

3) Para experimentar o país mais quente do mundo, com média de temperatura anual de 30ºC (239 dias por ano acima de 29ºC e 96 dias acima de 35ºC).

djib (CC BY-NC-ND 2.0)

4) Se você costuma atacar de DJ, para tentar registrar um domínio de internet com o seu nome e a extensão .dj (a oficial do país).

5) Para visitar a vulcões na Depressão de Danakil (ou Depressão de Afar ou Triângulo de Afar), uma região de atividade sísmica feroz, onde dizem que deve surgir um novo oceano daqui a uma penca de anos.

Charles Roffey (CC BY-NC-SA 2.0)

6) Para ver paisagens lunares nos arredores do lago Abbé (Não encontrei nada de fotos de lá em Creative Commons, mas aqui tem.)

7) Para conhecer o ponto oposto ao Kilimanjaro. O lugar mais baixo da África e o terceiro mais baixo do mundo: o lago Assal.

Stéphane POUYLLAU (CC BY-NC-SA 2.0)

8) Para conhecer as montanhas Goda, o ponto mais verde do país. (Mesmo problema do lago Abbé: nada de fotos liberadas. Mas aqui tem algumas que mostram como o lugar é lindo.)

9) Para mergulhar no golfo de Tadjoura, um ótimo lugar para mergulhar. (De novo: aqui tem imagens.)

10) Porque o Djibuti é chamado de “o paraíso do Mar Vermelho”.

11) Porque os djibutianos foram um dos primeiros povos islâmicos da África (o país fica a poucos quilômetros da Península Arábica.

aurelio candido (CC BY-NC-SA 2.0)

12) Para mascar qat (ou khat), a droga mais popular (e liberada) da região.

Charles Roffey (CC BY-NC-SA 2.0)

G. A. Hussein (CC BY-NC-SA 2.0)

13) Para aproveitar que está por lá e dar uma banda na Etiópia.

14) Para conhecer as ilhas Maskali e Moucha, duas belezuras na Terra (que não aparecem na Wikipedia!)

aurelio candido (CC BY-NC-SA 2.0)

E por último:

15) Porque esse foi o Por Que Pra Lá mais difícil para encontrar fotos em Creative Commons. Alguém precisa ir para lá e liberar tudo para o povo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 16 de junho de 2011

Por Que Pra Lá? - Mongólia

A primeira vez que eu olhei para a Mongólia como um destino de viagem foi assistindo a um episódio do Planeta Solitário, apresentado pelo meu heroi Ian Wright, há uns 10 anos.

Lembro dele chegando em uma cidade que parecia deserta, a capital Ulan-Bator, carinhosamente chamada de UB (“u-bê”) pelos locais.

Michael Chu (CC BY-NC-ND 2.0)

A cidade era uma bela porcaria, só lembro de uns prédios velhos, com aquele estilão comunista. Mesmo assim, me apaixonei na hora. Vai entender.

Aos poucos descobri que a Mongólia tem muito mais atrações do que apenas aquela capital com nome estranho.

Duvida? Então lê.

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MONGÓLIA - POR QUE PRA LÁ?

Antes de mais nada, um esclarecimento sobre a origem do nome do país: não tenho ideia de como surgiu o termo “mongolão” e seus derivados usados popularmente para identificar pessoas com problemas de desenvolvimento mental, mas sei que o significado do nome “mongol” não tem relação nenhuma com isso.

 Wikimedia Commons

Segundo o livro A Origem dos Nomes dos Países, existem algumas possibilidades para ele:

- Mongólia vem da palavra “mong”, que significa “intrépido” em alguma língua local. Então seria “a terra dos intrépidos”.

- Vem do nome de uma tribo chamada Hmong, que significa “gente livre”, o que dá ao país o nome de “terra da gente livre”.

- Significa “centro do mundo”, segundo os próprios mongois, o que dá a eles o título de “gaúchos da Ásia”.

Esclarecido? Sigamos.

Wikimedia Commons

Desde os primeiros habitantes da região (lá por 400 a.C.), a Mongólia era mais ou menos como a casa da Mãe Joana. Todo mundo invadia, tomava conta, arranjava briga com os vizinhos e desaparecia.

Foi mais ou menos assim até que Gêngis Khan assumiu o poder e colocou ordem no recinto, unificando as várias tribos nômades que viviam na região e iniciando o temível e poderosíssimo Império Mongol. Olha o tamanho que ele alcançou:

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Isso era lá por 1206. d.C.

Com a morte do grande líder, o caos voltou a reinar, o país foi dividido em vários clãs, os chineses invadiram, os russos correram os chineses e, em 11 de julho de 1921, a Mongólia foi oficialmente declarada e reconhecida como um país independente, apesar de viver sob as asas soviéticas até o fim da URSS.

Dave Gray (CC BY-NC-ND 2.0)

Hoje, a bandeira mongol é essa aqui embaixo (o símbolo estranho em amarelo representa o fogo, o sol, a lua, a terra, a água e o yin-yang).

erjkprunczyk (CC BY-NC-SA 2.0)

Mas vamos ao que interessa: por que passar férias na Mongólia?

1) Porque é a terra do Gêngis Khan, ora, bolas. O cara foi um dos maiores líderes e conquistadores da humanidade e construiu o maior império contínuo da história. Só pisar na terra dele já vale a viagem.

Andrew Becraft  (CC BY-NC-SA 2.0)

2) Para encontrar um descendente de Gêngis Khan (estudos indicam que 1 em cada 3 mongois é descendente dele).

Emilia Tjernström (CC BY-NC-SA 2.0)

3) Para conhecer Karakorum, a antiga capital do império mongol de Gêngis Khan (que foi destruída pelos chineses. Não sobrou muita coisa).

Nicolas Mirguet (CC BY-NC 2.0)

4) Para conhecer o país com a menor densidade demográfica do mundo: são apenas 1,7 pessoas por km2 (no Brasil são 23).

Mark Fischer (CC BY 2.0)

5) Se você prefere cheiro de cavalo do que cheiro de povo (FIGUEIREDO, João), para conhecer um país onde o quadrúpede é o animal mais querido e mais importante. Segundo um provérbio local: “Um mongol sem um cavalo é como um pássaro sem asas”.

Kit Seeborg (CC BY-NC-SA 2.0)

6) Para ir no inverno e experimentar a capital mais gelada do mundo. A temperatura máxima média no inverno, em Ulan-Bator, é de -16ºC. Para fugir do frio, faça um passeio pelos muitos museus da cidade.

Jargalsaikhan Dorjnamjil (CC BY-ND 2.0)

7) Para conhecer um dos poucos países realmente democráticos na Ásia, ao lado de Japão e Coreia do Sul.

NonviolentConflict (CC BY-NC-ND 2.0)

8 ) Para dormir em um ger, aquelas barracas onde os nômades locais vivem há milhares de anos. Eles são de feltro, com armacao de madeira e cobertos com uma lona branca, com uma chaminé bem no centro. No verao, a parte de baixo é dobrada para cima, deixando o lugar ventilado.

Emilia Tjernström (CC BY-NC-SA 2.0)

9) Porque dizem que as paisagens verdes pontilhadas de gers parecem “pérolas brancas sobre um tecido verde”.

Paulo Philippidis (CC BY 2.0)

10) Para conhecer a hospitalidade mongol.

11) Para aprender a gritar “nokhoi khorio!” quando estiver se aproximando de um ger e os cachorros do proprietário estiverem correndo em sua direção. A expressão significa “segure os cachorros” e dizem que é básica para a sobrevivência no interior do país, já que todos os gers são guardados por cães nada amistosos.

http://www.egonf.com

12) Para experimentar airag, uma bebida levemente alcoólica feita com leite de égua fermentado. Delícia.

Todd Anderson (CC BY-SA 2.0)

13) Para conhecer o deserto de Gobi, do tamanho do estado do Amazonas, um dos mais quentes do mundo.

mysim photography (CC BY-NC-SA 2.0)

14) Para encontrar gelo no meio de um dos desertos mais quentes do mundo. Gobi tem cânions cuja base não pega sol nunca. Então o gelo do inverno não derrete no verão.

http://www.egonf.com

15) Para tropeçar num fóssil de dinossauro enquanto estiver no deserto de Gobi. O local é considerado um dos maiores sítios paleontológicos do mundo. Dizem que tem fósseis a céu aberto.

Frédéric Gloor (CC BY-NC-SA 2.0)

16) Para tomar uma tempestade de areia na cara quanto estiver no deserto de Gobi.

17) Para ver de perto as dunas mais fantásticas do país, as Khongoryn Els, classificadas pelo Lonely Planet como um dos cinco melhores lugares do mundo para você ficar sozinho e longe de outros humanóides.

Radek Krol (CC BY-NC-ND 2.0)

18 ) Para se borrar todo quando o vento começar a soprar sobre Khongoryn Els e dar início às “duut mankhan” (dunas que cantam), um som fantasmagórico que acontece no local.

19) Para mergulhar no lago Khovsgol Nuur, enquanto acampa por suas paisagens lindas (ele é considerado a melhor atração do país, pelo Lonely Planet).

http://www.egonf.com

http://www.egonf.com

20) Para conhecer parque Gurvan Saikhan, um lugar onde você pode encontrar desde camelos até leopardos-das-neves.

http://www.egonf.com

21) Para ver o festival Naadam, o maior e mais tradicional do país, com aproximadamente 2 mil anos de história, onde os mongois se enfrentam em corridas de cavalos, torneios de arco-e-flecha e lutas de bokh (que parece uma luta greco-romana).

http://www.egonf.com

http://www.egonf.com

22) Porque de lá você pode engatar uma viagem de trem pela Trans-siberiana para Moscou. São duas viagens de sonho em uma só.

Miguel Angel (CC BY-NC-SA 2.0)

23) Porque é impossível não querer ir para lá depois de ler todos os relatos do Egon Filter e ver as fotos no site dele (muitas estão nesse post).

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Agora vamos à piadinha infame e irresistível: tem que ser muito mongolão para não querer ir à Mongólia.

- Gabriel Prehn Britto
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› 24 de janeiro de 2011

Quase recém-nascido

Ao que tudo indica, em 9 de julho de 2011, todos os viajantes terão um novo carimbo de passaporte para desejar.

Photo: babeltravel (Flickr)

O Sudão do Sul, que hoje é uma região autônoma do Sudão, será um país independente, livre, leve, solto e, talvez, com o nome de Kush.

wikimedia-commons

Essa separação começou há muito tempo, envolveu guerra civil (a maior que a África já viu, com duração de 20 anos), matou 2,5 milhões de pessoas e levou o Sudão, o maior país africano, à miséria.

wikimedia-commons

Porém, ao contrário do que acontece em muitos casos semelhantes, parece que terminou de forma democrática.

Entre 9 e 15 de janeiro de 2011, todos os sudaneses votaram pela união ou separação do país. O resultado só deve sair em fevereiro, mas as prévias mostram quase 100% de votos favoráveis à independência sulista.

Photo: Peter J. Bury (Flickr)

(Aliás, não deixe de ver a galeria do Big Picture sobre o referendo sudanês. É linda demais.)

Photo: United Nations Photo (Flickr)

Photo: United Nations Photo (Flickr)

Ainda existem muitos pontos políticos e econômicos a discutir antes da divisão do Sudão acontecer de verdade. Mas para quem gosta de viajar, a velha questão já aparece: por que ir para o Sudão do Sul?

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SUDÃO DO SUL - POR QUE PRA LÁ?

Este foi o Por Que Pra Lá? mais difícil até hoje. O Sudão do Sul é uma zona praticamente inexplorada pelo turismo por causa das últimas décadas de conflitos. Nem o Lonely Planet tem indicações sobre a região, tive que pesquisar em muitos sites para conseguir poucas informações. E isso é o primeiro motivo para ir para lá.

Photo: United Nations Photo (Flickr)

Agora vamos aos outros:

2) Para navegar pelo Nilo Branco, que corta o país inteiro, passa pela capital do Sul, Juba, e se encontra com o Nilo Azul em Cartum, capital do Sudão, onde forma o famosérrimo Rio Nilo.

wikimedia-commons

Photo: Vit Hassan (Flickr)

3) Para conhecer um país cuja capital se chama Juba (essa é só para os fãs de Armação Ilimitada)

Photo: Peter J. Bury (Flickr)

4) Para ver de perto o que muitos especialistas dizem ser as maiores migrações de mamíferos no mundo, uma descoberta feita apenas em 2007, depois de décadas de desconhecimento sobre a situação da vida selvagem na região.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

5) Se você tiver po$$ibilidade, para fazer sobrevoos durante as migrações.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

6) Para conhecer tribos locais isoladíssimas.

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

Photo: http://www.bahr-el-jebel-safaris.com

7) Para ver ao vivo uma das regiões de natureza mais linda da África.

8 ) Para conhecer logo um dos lugares apontados como “a próxima fronteira do safari na África” e “onde se pode viver o safári original”.

Photo: Arsenie Coseac (Flickr)

Photo: Arsenie Coseac (Flickr)

Dica: algumas das fotos acima (coloque o mouse sobre elas para saber quais) foram retiradas do site da agência de turismo Bahr El Jebel, que faz safaris pela região. Vale dar uma olhada lá.

Photo: JC Kole (Flickr)

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de dezembro de 2010

Por Que Pra Lá? - Alasca (especial para o Blog de Viagens)

No Follow Friday da semana passada, o Nei Ferrari associou cada twitter que segue a algum lugar do mundo.

O Blog de Viagens foi homenageado com o Alasca e perguntou: “mas fazer o que no Alasca?”

drurydrama-len-radin (Flickr)

É aqui que eu entro nessa história. É aqui que começa o Por Que Pra Lá? especial para o Blog de Viagens.

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ALASCA - POR QUE PRA LÁ?

O Alasca tem uma história interessante.

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Dizem que os primeiros homens a pisar no continente americano chegaram por lá, depois de atravessar o estreito de Bering há mais de 10 mil anos. Mas foi só em 1728 que a história começou apontar para o Alasca de hoje, quando um dinamarquês atracou na região a pedido do czar russo da época.

tim-hamilton (Flickr)

A Rússia foi a dona do campinho até outubro de 1867, quando resolveu vender o território aos Estados Unidos. O preço foi uma barbada: 7,2 milhões de dólares, o equivalente a 2 centavos por hectare.

jdegenhardt (Flickr)

No início, muitos americanos ficaram putos com o seu governo, achando inútil a compra de uma região coberta de gelo. Mas foi só até a descoberta de ouro perto da cidade de Juneau, em 1880, quando todo mundo viu que havia sido um baita negócio. O ouro brilhou e, em 3 de janeiro de 1959, o Alasca virou o 49º estado americano.

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A bandeira do Alasca foi desenhada por um menino de 13 anos, em 1927. Ela mostra o azul do céu e da pétala de Miosótis, a estrela Polaris e a constelação de Ursa Maior, que representa os ursos que vivem no Alasca.

O nome da região tem origem aborígene e significa “terra grande”

E chega de papo, vamos ao que interessa: por que passar férias no Alasca?

1) Para conhecer o Parque Nacional Denali, que atrai 1 milhão de visitantes por ano (o Brasil inteiro recebe 5 milhões/ano), é maior que o estado de Massachussets, tem paisagens lindississíssimas e é considerado um paraíso para ver ursos, lobos, alces e outros bichos do Alasca.

nic-mcphee (Flickr)

2) Para ver o McKinley, que fica dentro do Parque Nacional Denali, a montanha mais alta da América do Norte e a mais gelada do mundo, com temperaturas chegand a -40ºC no inverno. Ela tem 6.193 metros de altura.

nic-mcphee (Flickr)

3) Para ver todas as maravilhas do Alasca em um único lugar, na Península de Kenai. São geleiras gigantescas, litoral recortado e cheio de enseadas (perfeito para passear de caiaque) e vida selvagem marinha e terrestre.

drurydrama-len-radin (Flickr)

4) Para navegar calmamente e de boca aberta pela Inside Passage, uma rota de 1600 km de extensão no litoral, onde 1/3 dos turistas do Alasca vai ver orcas e jubartes, fiordes gigantescos e cidadezinhas bucólicas.

_christopher_ (Flickr)

jill-clardy (Flickr)

5) Para conhecer o Parque Nacional de Glacier Bay, uma ponta de fiorde com 105 km de extensão, cheio de gelerias e bichos que você não vê por aqui.

felix63 (Flickr)

6) Porque todos estes lugares indicados até aqui estão no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.

7) Para passear de caiaque pelo Glacier Bay.

naparish (Flickr)

8 ) Para ver a Wild Salmon on Parade, um evento anual em Anchorage, onde artistas criam “salmões” bizarros e todos são expostos pelas ruas.

frank-kovalchek (Flickr)

9) Para encher a pança de salmão em Anchorage.

woodley-wonderworks (Flickr)

10) Para ver a aurora boreal.

jim-trodel (Flickr)

11) Para rir de quem fez a Route 66 ao dizer que você fez a Alasca Highway com um motor-home.

bruce-mckay (Flickr)

12) Para ver os Jogos Olímpicos Esquimós, que acontecem no fim de julho, em Fairbanks.

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13) Para conhecer um wolverine ao vivo. Mas não se emocione porque não é o Hugh Jackman: wolverine é um animal de zonas frias, conhecido em português como carcaju).

bcoppa (Flickr)

14) Para pisar nas ilhas Aleutas, aquele rabinho do Alasca em direção à Rússia, consideradas, ao mesmo tempo, o ponto mais oriental e mais ocidental dos EUA.

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15) Para observar ursos na ilha com a maior densidade deles na América do Norte, a Admiralty.

drurydrama-len-radin (Flickr)

16) Por que eu me perdi na quantidade de parques nacionais do Alasca recomendados pelo Lonely Planet, nenhum com descrição menos emocionada do que “maravilhoso”.

drurydrama-len-radin (Flickr)

17) Para conhecer uma cidadezinha com o nome de Nome, cujo slogan é “There’s no place like Nome”. Genial.

nome

18 ) Para descobrir que o Alasca não é coberto de gelo o ano inteiro e que o verão de lá é mostra florestas e paisagens lindíssimas.

doug-brown (Flickr)

19) Para tentar pegar uma carona no caminhãozinho da Lisa Kelly, a Sula Miranda dos EUA.

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20) Para conhecer Fairbanks e nunca mais reclamar das mudanças de temperatura estúpidas de Porto Alegre. Lá faz -70ºC no inverno e +32ºC no verão.

kolby (Flickr)

21) Para visitar Juneau, que o Lonely Planet classifica como “a capital mais bonita dos EUA”.

dale-musselman (Flickr)

22) Para conhecer a minúscula Barrow, a cidade mais ao norte dos EUA, que passa 65 dias por ano sem sol e, por isso, faz uma festa no retorno dele (li isso numa Reader’s Digest há alguns anos e nunca esqueci).

j-stephen-conn (Flickr)

23) Enfim, para conhecer um lugar que certamente tem algumas das paisagens naturais mais lindas do mundo.

jeremy-wheaton (Flickr)

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Acho que já tem bastante atividades para vocês lá, né, Blog de Viagens? =)

- Gabriel Prehn Britto
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› 15 de dezembro de 2010

Por Que Pra Lá? - República Democrática do Congo

A vitória do Mazembe sobre o Internacional fez com que muitos colorados se perguntassem “Onde esses caras aprenderam a jogar esse futebol?” e muitos gremistas se questionassem “Onde encontro uma camisa destes caras?”

MONUC Observes International Day of UN Peacekeepers

A resposta para as duas perguntas é simples: na República Democrática do Congo.

Peacekeeping - MONUC

Mas antes de comprar a sua passagem para aprender a jogar bola ou comprar a camisa do seu novo segundo time, é bom saber o que tem para ser visto no país.

E, para isso, nada melhor do que um Por Que Pra Lá? - República Democrática do Congo.

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REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO - POR QUE PRA LÁ?

Em primeiríssimo lugar, um esclarecimento: não confunda a República Democrática do Congo com a República do Congo. Apesar de terem praticamente o mesmo nome e serem vizinhos, os dois são países diferentes. Juro que tentei entender como isso aconteceu, mas meus neurônios não me deixaram. Então vou explicar por cima, ok?

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A República Democrática do Congo foi colonizada por belgas e chegou a ser considerada como propriedade privada do rei Leopoldo II. Foi chamada de Congo Belga, Zaire, República do Congo, Zaire de novo e, finalmente, República Democrática do Congo.

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Já a República do Congo foi colonizada por franceses e sempre foi chamada por este nome, que, segundo historiadores, provavelmente é derivado do rio Congo, que passa pelos dois países.

Para piorar essa orgia congolesa, as capitais de ambos, Brazzaville e Kinshasa, ficam uma de frente para a outra.

É, pois é.

Mas vamos ao que interessa: por que passar férias na República Democrática do Congo?

1) Para conhecer um país que entra na lista de “visitas arriscadas” do Lonely Planet, já que vive em tensão político-social há décadas (apesar de viver em relativa paz nos últimos anos).

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2) Para conhecer um país riquíssimo em vida selvagem, natureza e cultura indígena, que tem 5 parques naturais considerados Patrimônios Naturais da Humanidade: Garamba National Park, Kahuzi-Biega National Park, Okapi Wildlife Reserve, Salonga National Park e Virunga National Park.

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3) Para conhecer um dos lugares que inspiraram Dian Fossey, a naturalista que escreveu o livro (que depois virou filme) Nas Montanhas dos Gorilas.

4) Para ver de perto os gorilas em risco de extinção que Dian tentou proteger.

5) Para ver pigmeus de verdade.

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6) Para ver macacos Bonobos transando feito loucos em seu ambiente natural.

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7) Para conhecer as paisagens do lago Kivu, na fronteira com Ruanda.

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8 ) Para navegar no rio Congo, a principal via de transporte do país, que tem florestas fechadíssimas e intransitáveis.

9) Para ver de perto o vulcão Nyiragongo, um dos mais ativos da África, com rios de lavas que chegam à velocidade de 100 km/h.

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10) Para ver de perto o vulcão Nyiamuragira, vizinho do Nyiragongo, considerado o vulcão mais ativo da África.

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11) Para aproveitar e fazer tours também em Ruanda, Burundi e Uganda.

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12) Para conhecer um Okapi, um bicho estranho que parece uma mistura de zebra com girafa.

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13) Para beber cerveja feita de babana.

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14) Porque as fotos de lá, no Flickr, são lindas.

E, se você for gremista:

15) Para tirar uma foto pulando sentado, no gramado do Estádio Municipal de Lubumbashi, ao lado do Kidiaba.

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Allons-y República Democrática do Congo?

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de dezembro de 2010

Por Que Pra Lá? - Butão

Esse eu estava devendo desde o primeiro Por Que Pra Lá?. Foi um pedido da querida leitora Taís há… há… POR BUDA, FOI HÁ MAIS DE UM ANO!

Desculpe o atraso, Taís. Mas, enfim, chegou a hora de saber por que ir para o Butão.

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POR QUE PRA LÁ? - BUTÃO

Primeiro pegue um mapa. Depois, uma lente de aumento. Agora olhe aquela região onde Índia, Nepal, Bangladesh e China se encontram. Viu um ponto diferente por alí? É o Butão.

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Não é de se estranhar que muita gente não saiba onde fica esse país minúsculo (800 mil habitantes) com nome esquisito.

Photo: jarame (Flickr)

Até há bem pouco tempo, o Butão simplesmente não existia para o mundo do turismo. Suas fronteiras só foram abertas aos estrangeiros em 1974 e até hoje são controladíssimas pelo governo, que pretende evitar turismo em massa e qualificar seus visitantes cobrando entre 200 e 250 doláres por dia de cada um.

Photo: graham (Flickr)

Até hoje, o maior motivo de destaque mundial do Butão, cuja bandeira é essa aqui embaixo, foi a forma nada ortodoxa de medir a sua riqueza. Ao invés do clássico Produto Interno Bruto, os butaneses usam a Felicidade Interna Bruta. E pelos relatos que vêm de lá, a FIB anda em alta no país

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Feita a introdução, passemos ao que interessa: por que passar férias no Butão?

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1) Para conhecer o país que é conhecido como “o último paraíso na Terra”.

Photo: jean-marie hullot (Flickr)

2) Para visitar o primeiro (e até agora único) país do mundo onde é proibido vender cigarro, mas não é proibido fumar se você conseguir de algum turista, por exemplo.

3) Para ver plantações de maconha em um país que proíbe o tabaco (usadas para alimentar porcos).

Photo: hockadilly (Flickr)

4) Para conhecer um país fundado por budistas e profundamente ligado à religião até hoje.

Photo: steve evans (Flickr)

5) Para conhecer um país onde a população pinta enormes pênis nas paredes, em homenagem ao lama Drukpa Kunley, que andava pelado, “iluminava” mulheres através do sexo e trocava sabedoria por cerveja. Um gênio, portanto.

Photo: deana zabaldo (Flickr)

6) Para conhecer o único país do mundo que usa o indicador “Felicidade Interna Bruta” para medir sua riqueza.

Photo: Steve Evans (Flickr)

7) Para tentar entender como a Felicidade Interna Bruta pode ser tão alta em um dos países mais pobres do mundo.

Photo: steve evans (Flickr)

8 ) Para tentar entender como um dos países mais pobres do mundo consegue ter indicadores sociais tão bons.

9 ) Para ver ao vivo o Festival de Paro, a única atração butanesa no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.

Photo: andy lederer (Flickr)

10) Para aprender dzongkha, a língua oficial do Butão, falada apenas lá e na região indiana de Sikkim.

Photo: Andrea Williams (Flickr)

11) Para conhecer um país que teve sua primeira eleição democrática em 2008.

12) Para ver como são as ruas de um país com um único semáforo.

Photo: Steve Evans (Flickr)

13) Para visitar um lugar que só viu o primeiro televisor há 11 anos.

14) Para ser um dos pouquíssimos 14 mil turistas que visitam o país a cada ano.

Photo: Birger Hoppe (Flickr)

15) Para conhecer a arquitetura butanesa, uma das principais atrações do país.

Photo: Soham Banerjee (Flickr)

16) Para encher a cara com as cervejas butanesas.

Photo: Daniel P. Schmidt (Flickr)

17) Para ver paisagens de cair o queixo, já que o Butão fica no meio das montanhas do Himalaia.

Photo: Marina & Enrique (Flickr)

18) Para fazer trekking por lugares estupendos e, no final, chegar em uma cidadezinha e ser abençoado por um lama reencarnado.

Photo: Steve Evans (Flickr)

19) Para passear pelo Royal Manas, um parque natural com biodiversidade incrível, por estar na junção biogeográfica indiana, etíope e indochinesa.

20) Para perder o fôlego vendo, ao vivo, o monastério Taktsang. Sim, aquele que aparece em 10 entre 10 matérias sobre o Butão.

Photo: Bob Witlox (Flickr)

21) Para comprar um chapeuzinho de bambu do povo Layap.

Photo: steynard (Flickr)

22) Para ver alguns dos aproximadamente 2 mil templos e monastérios budistas do país.

Photo: Jean-Marie Hullot (Flickr)

23) Para voar de Druk Air, a companhia aérea nacional, ou de Buddha Air, a mais nova companhia a entrar no país.

Photo: laihiuyeung ryanne (Flickr)

24) Para chegar lá pegando o voo entre Kathmandu e Paro, que passa por 4 das 5 maiores montanhas do mundo: Everest, Lhotse, Makalu e Kangchenjunga.

Photo: shrimpo1967 (Flickr)

25) Para conhecer um país que tem mais de 70% da sua área coberta por florestas.

26) Para conhecer um país cujo rei usa um penteado Elvis-style.

Photo: Gelay Jamtsho (Flickr)

27) Para querer voltar (70% dos turistas que passam por lá manifestam a vontade de retornar em menos de 5 anos).

Photo: Birger Hoppe (Flickr)

Demorou mas foi bom, não, Taís?

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Pronto. A primeira lista de pedidos de lugares no Por Que Pra Lá? foi finalizada. Que tal colocar mais desafios na caixa de comentários, hein?

- Gabriel Prehn Britto

4 comentários
› 27 de setembro de 2010

Por Que Pra Lá? - Gabão

Desde que conheci uma pessoa com o nome de Kenya (há muito tempo), pensei: se eu tivesse o nome de um país, teria muita vontade de conhecer o lugar.

Então, em pleno 2010, olhando para o mapa, me dei conta da semelhança entre Gabe e Gabão. O.k., não é assim nada lógico como Kenya e Quênia, mas com um pouco de imaginação, egocentrismo e forçação de barra, dá para criar a fantasia de que o pequenos país africano e eu temos alguma ligação morfológica, quiçá cósmica.

Nada melhor que celebrar esse encontro com um Por Que Pra Lá? - Gabão.

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GABÃO - POR QUE PRA LÁ?

Antes de mais nada, vamos ao significado deste lindo e aumentativo nome. Segundo o livro A Origem dos Nomes dos Paises, Gabão é uma palavra portuguesa para “casacão” ou “sobretudo”. Os portugas, que foram os primeiros europeus a aparecer pela área, se inspiraram na geografia do lugar para batizá-lo, porque o estuário do rio Mano protegia as embarcações lusitanas no oceano Atlântico.

Bandeira

Gabe, por sua vez, é o apelido inglês para Gabriel. Descobri isso vendo Risco Total, do Stallone, lá por 93, e adotei. Achei mais masculino do que “Gabi”. Sei lá. Me deixa.

Gabe

O Gabão fica na África Central, cercado pelo Congo, pelos Camarões e por Guiné Equatorial. É um pouco menor do que o estado do Tocantins e a capital é Libreville. Nome bonito também.

Te localiza

Mas por que você, que não se chama Gabriel, passaria férias por lá? Por muito mais motivos do que você imagina:

1) Por que a capital Libreville é considerada uma das cidades mais cosmopolitas da África.

Libreville

2) Para conhecer a segunda cidade mais cara da África e a 13ª do mundo. Sim: do mundo. Libreville é mais cara que Helsinque, Moscou e Paris, por exemplo.

3) Para conhecer um país riquíssimo em natureza e que, por isso, transformou 11% do seu território em reservas protegidas, uma das maiores proporções do mundo.

Sono

Gorila

Massa

4) Para ver búfalos, elefantes e gorilas tomando banho de sol na beira da praia.

Prainha

5) Para ver hipopótamos tomando banho de mar.

Foto: National Geographic

6) Para conhecer um país que, segundo o Lonely Planet, “quanto mais tempo você fica, menos quer sair”.

7) Para visitar o Loango National Park, uma reserva ecológica chamada de “O último paraíso da África” pelo naturalista Mike Fay, da National Geographic.

O último Éden

8 ) Para tentar entender como um país com mais de 40 etnias consegue ser um dos mais estáveis da região.

9) Para ir a um lugar definido como “totalmente novo para o turismo”

10) Para passear pelos túneis verdes das estradas gabonesas.

11) Para ir ao país considerado “o futuro melhor destino da África para o ecoturismo”.

Praião

12) Para conhecer o Ivindo National Park, um dos principais e mais lindos parques ecológicos do país.

Foto: Robert J. Ross

13) Para conhecer Lambaréné, a vila onde o Prêmio Nobel da Paz de 1952, Albert Schweitzer, fez o seu trabalho mais importante de ajuda humanitária.

14) Para conhecer um país com 70% do seu território coberto por vegetação nativa.

15) Para fazer uma foto em cima da Linha do Equador, em frente a uma placa em francês.

Êêêê!

16) Para ver praias praticamente intocadas.

Paz

17) Para voar de Air Gabon.

Air Gabon

18) Para experimentar uma viagem de iboga ou de “kola nuts”, dois alucinógenos leves utilizados principalmente pela rapêize gabonesa para virar a noite dançando. Aliás, dividir “kola nuts” com alguém é um sinal de respeito e amizade por lá.

Kola nuts

19) Porque é impossível não morrer de vontade de ir para lá depois de dar uma olhada neste site.

20) Porque as palavras do naturalista Mike Fay são fortes: “I literally want as many people on earth as possible to see this place and fall in love with it”.

Mike Fay

Hora de Gabriéis e não-Gabriéis colocarem o Gabão nas suas listas de viagens.

- Gabriel Prehn Britto

1 comentários
› 5 de julho de 2010

Por Que Pra Lá? - Paraguai

Arrisco a dizer que, com exceção de eventuais filhos brazucas de funcionários da embaixada do Paraguai em Brasília, todos os brasileiros devem achar que o nobre país vizinho se resume a Assunção, Ciudad del Este e Ponte da Amizade.

Eu, inclusive.

Mas vamos lá. Continuo defendendo minha teoria de que qualquer lugar do mundo tem algo de interessante para ser mostrado/sentido/vivido. Então, depois de ver a Larissa Riquelme, a Larissa Riquelme, a Larissa Riquelme e a garra da seleção paraguaia na Copa do Mundo, fiquei encucado: o que será que existe de turístico no Paraguai?

Grandes momentos da vida de um celular

Fui à cata e admito que não foi fácil. Mas encontrei coisas tão legais quanto celulares entre os peitos, muamba, bons zagueiros e goleiros-artilheiros. Por isso declaro aberto o duro (mas desafiador) Por Que Pra Lá? - Paraguai.

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POR QUE PRA LÁ? - PARAGUAI

Já vou começar a coisa toda com uma curiosidade: a história do nome Paraguai não é 100% segura. Segundo o livro A Origem dos Nomes dos Países, existem várias hipóteses aceitas:

- Pode vir do guarani, língua oficial de lá, significando tanto “rio dos marinheiros” quanto “um lugar com um grande rio”, depende do autor da resposta;

- Dizem que é derivado do nome de aborígenes que habitavam a área, chamados “payaguás”;

- Rolam boatos de que significa “rio do manancial do mar” e vem de uma povoação chamada Tavaparaguay, que ficava onde hoje é Assunção;

- Tem chances de vir da palavra aborígene “Para-cua-I”, que significa “água do Cuacamayo”;

- Alguns apostam que vem da junção de “paragua” e “I”, o que significa “rio coroado de palmas”;

- E ainda pode ser “rio que começa no mar”, “braço de mar” e “lugar de grandes águas.

Enfim, já está aí o primeiro motivo para ir para lá: conhecer um país cujo nome ninguém sabe ao certo o que significa.

Qué passa?

Vamos aos outros:

1) Conhecer a única nação da América do Sul com duas línguas oficiais: o castelhano e o guarani.

2) Conhecer a única nação da América do Sul onde a língua nativa (o guarani) conseguiu resistir às línguas dos colonizadores europeus.

Você falar meu língua?

3) Conhecer o único país do mundo cuja bandeira tem dois lados diferentes.

De frente

De costas

4) Visitar um país que não tem voos diretos para Europa (bem melhor do que um país que não tem McDonald’s, hein, aventureiro?)

5) Conhecer Assunção, uma das capitais mais antigas da América do Sul, fundada em 1537 e conhecida como a “Mãe das Cidades”, porque foi de lá que saíram expedições que criaram grandes cidades sul-americanas (inclusive a segunda fundação de Buenos Aires).

O palácio do governo

6) Ver a arquitetura colonial de Assunção, bem preservada apesar das guerras do país.

7) Fazer parte do seletíssimo grupo de pouco mais de 280 mil turistas que visitam o país a cada ano (isso é metade do que o Altes Museum, em Berlim, recebeu em 2009).

8 ) Para comprar redes (dizem que são ótimas por lá).

La hamaca paraguaya

9) Para conhecer cidades pequenas, coloridas e antigas, como Concepción.

Concepción

10) Para esquecer do mundo no Chaco, a maior atração do Paraguai, o lugar perfeito para aproveitar a natureza por lá. O Chaco toma 60% do país, mas apenas 3% da população paraguaia viva na região.

Chaco

11) Para ver de perto a única atração paraguaia listada como Patrimônio Cultural da Humanidade: as Missões Jesuítas de Jesus e Trindade.

A Missão

12) Para ver os Saltos de Monday, pertinho das Cataratas de Iguaçu.

Segunda-feira

13) Para ver a atual maior represa do mundo, Itaipu (se ela não atrai você turisticamente, que seja religiosamente: vá até lá agradecer por toda a luz alcançada até hoje na sua casa).

14) Para comer locro, mazamorra, baipy e um churrasco com milho.

Come

15) Para descobrir onde o pessoal do site de turismo do Paraguai fez fotos tão bonitas.

16) Para conhecer um lugar que não é mencionado no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, nem nas Blue Lists 2007 e 2008 do Lonely Planet, nem no Viaje na Viagem (edição 1998). Um lugar que não tem restaurantes nos Destemperados, quase nada de fotos decentes no Flickr, sem companhias aéreas e com apenas um patrimônio da humanidade da Unesco. Enfim, para conhecer um país fundamental no passaporte de quem se considera um aventureiro desbravador.

Visado

Se alguém pagar os gastos, eu topo muito ir para lá descobrir mais.

- Gabriel Prehn Britto
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› 10 de maio de 2010

Por Que Pra Lá? - Groenlândia

A Groenlândia é um país estranho. Veja só:

- Pode ser só impressão minha, mas lembro dela sempre apresentada em branco, mesmo nos mapas políticos mais coloridos.

Branquinha

- Tem um nome que significa “Terra Verde”, mas tem 80% do seu território coberto por gelo, o que a transforma no provável maior caso de propaganda enganosa do mundo turístico.

- É a maior ilha do mundo. Tem 2,1 milhões de km2. Para você ter uma ideia, esse tamanho deixa o estado do Amazonas no chinelo. Porém, mesmo com essa enormidade toda, a Groenlândia faz parte do reino da minúscula Dinamarca, com seus míseros 43 mil km2, o mesmo tamanho do estado do Rio de Janeiro.

- Apesar de fazer parte do Reino da Dinamarca, a Groenlândia não faz parte da União Europeia.

Porém, ser estranha não significa que a Groenlândia não seja um belo destino de férias. O país é considerado um dos lugares mais atraentes do mundo para quem gosta de belezas e paisagens naturais, além de atividades incomuns para quem vive abaixo do círculo polar ártico.

Por tudo isso (e porque o Minwer pediu) começa aqui o Por Que Pra Lá? - Groenlândia.

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GROENLÂNDIA - POR QUE PRA LÁ?

Oficialmente descoberta por um viking islandês de codinome redundante (Erik, o Ruivo), a Groenlândia já foi território norueguês e motivo de disputa entre a Noruega e a Dinamarca, teve a sua costa explorada pelos ingleses e foi invadida pelos alemães na 2ª Guerra. Depois disso, voltou ao domínio dinamarquês e, já há algum tempo, pretende ficar totalmente independente (mas, pelo que percebi, isso ainda não aconteceu).

Erik, o Ruivo

Segundo o livro A Origem dos Nomes dos Países, o bizarro nome Terra Verde é creditado ao fato de haver um bosque de bétulas na região onde Erik, o Ruivo, desembarcou no ano de 983. Apressadinho e sem ver que o resto todo era gelo, Erik chamou o país de Groen-Land e assim ficou.

Foto: yidnaMU - Flickr

A bandeira da Groenlândia tem as cores da bandeira dinamarquesa, mas é cheia de significados próprios.

Bandeira groenlandesa

A faixa branca representa a camada de gelo que cobre o país. A faixa vermelha é o oceano. O semi-círculo vermelho representa o sol no horizonte, enquanto o semi-círculo branco representa os icebergs.

Aos que se interessarem pelo destino, um aviso: preparem o bolso. Como o próprio site oficial de turismo do país explica, a Groenlândia só é auto-suficiente em alguns cereais, peixes e cubos de gelo. O resto tem que ser importado, o que deixa os preços aproximadamente 10% mais altos do que na Escandinávia. Em resumo: é caro pra dedéu.

Mas chega de blá blá blá e vamos ao que interesse: por que passar férias na Groenlândia?

1 - Para conhecer a maior ilha do mundo (ou a segunda maior, se você é daqueles que acredita que a Austrália é uma ilha).

2 - Para conhecer um país que tem 80% do território coberto de gelo.

Vai um gelinho?

3 - Para tirar carteira de motorista de trenó.

4 - Para conhecer um país que tem 57 mil habitantes e 30 mil cães de trenó.

5 - Para ver o Festival do Retorno do Sol, quando os groenlandeses festejam o fim das noites intermináveis.

Bom dia, sol!

6 - Para conhecer um país que não tem nenhum trem e nenhuma estrada, o que significa que ir de uma cidade a outra só é possível de trenó, de barco ou de avião/helicóptero (outro motivo para aumentar muito os custos das suas férias).

Air Greenland

7 - Para tentar entender por que a Tele Greenland usa um camelo no seu site.

Animal típico?

8 - Para conhecer um país que diz ter apenas 3 estações no ano: Primavera (março e abril), Verão (maio-setembro) e Inverno (novembro a fevereiro). Não me pergunte onde eles colocaram o mês de outubro, porque eu não sei.

9 - Para ver a corrida de cross-country mais casca-grossa do mundo: a Artic Circle Race.

arctic-circle-race_mg_1381

10 - Para experimentar o Greenlandic Coffee, parecido (mas um pouco mais forte) com o Irish Coffee.

Mijou na cama

11 - Para conhecer o lugar onde ficava a primeira igreja do novo mundo, Thjodhild.

12 - Para conhecer Kulusuk. Segundo o Lonely Planet, este é um dos melhores lugares do mundo para se ficar sozinho e distante de tudo.

Solidão, solidão

13 - Para comer gordura e pele de baleia, o mattak, adorado pelos groenlandeses.

Dilíça!

14 - Para conhecer o Northeast Greenland National Park. O maior parque nacional do mundo, maior que a França e a Inglaterra juntas, repleto de fiordes maravilhosos.

Greenland, Rype Fjord, Iceberg - Foto: Jerzy Strzelecki

15 - Para conhecer a geleira (ou fiorde de gelo) Ilulissat, Patrimônio Natural da Humanidade, que produz mais gelo do que qualquer outro glaciar fora da Antártida. Haja uísque.

Ilulissat

16 - Para voar de Air Greenland.

Air Greenland

17 - Para conhecer um lugar que tem uma média de 45 carros para cada 1000 habitantes (São Paulo tem 1 carro para cada 1,68 habitante).

18 - Para conhecer um país que tem apenas 4 semáforos.

Vermelho

19 - Esse motivo é tão bom que vale a pena repetir: para conhecer um país que tem apenas 4 semáforos.

Vermelho

20 - Para ver a aurora boreal.

Aurora

21 - Para aprender algumas palavras de kalaallisut, ou groenlandês (tão inútil quanto aprender tcheco).

Do you speak greenlandic?

22 - Para conhecer o povo que inventou o caiaque (ou o “qajaq”, em kalaallisut)

23 - Para ver o sol da meia-noite.

Hora de dormir

24 - Para ver icebergs.

A ponta

25 - Para vestir uma roupa que parece uma fantasia de urso polar e fazer “grrau!” para a câmera.

Em extinção

26 - Para observar baleias (ok, isso dá para fazer no Brasil).

Rabão

27 - Para comprar um toupilak, um souvenir inspirado nos “espíritos dos ancestrais”.

Bu!

28 - Para conhecer Nuuk, considerada a menor capital do mundo.

Foto: _Zinni_ - Flickr

29 - Para comer um churrasquinho de boi almiscarado, o maior mamífero terrestre da região.

Muuu!

30 - Para conhecer a Ushuaia do norte, Qaanaaq, a cidade mais ao norte do mundo.

Foto: © Jerry Kobalenko

31 - Para fotografar cenários absurdamente lindos, como os que ficam no topo do site de turismo do país.

32 - Para descobrir porque grandes viajantes dizem que “Quando você já viu o mundo inteiro, sempre tem a Groenlândia”.

33 - Para prestigiar o país que fez o site de turismo mais claro e completo que eu conheci até hoje, de onde tirei a maior parte das informações deste Por Que Pra Lá?.

34 - Para ver que todos estes motivos são apenas a ponta do gigantesco iceberg de atrações groenlandesas.

Clichê

- Gabriel Prehn Britto
10 comentários