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› 8 de maio de 2011

Islã com classe

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Um homem que viaja apenas com cuecas e meias velhas (para poder se desfazer delas durante a viagem) não deveria falar de moda em seu blog. Mas eu vou falar.

Você é uma mulher ocidental acostumada a andar por aí balançando os cabelos como num comercial de xampu. Num belo dia, aparece aquela vontade de passar umas férias em algum país islâmico que exige roupas “adequadas” dos seus visitantes.

Então você se pergunta: como raios eu me visto lá? E onde eu compro umas roupinhas antes de chegar?

Falastin Zarruk, brasileira de origem palestina e italiana, pensou em você (e em muitas brasileiras muçulmanas) e lançou a FayHejab, sua marca de “moda islâmica”.

Photo: http://fayhejab.blogspot.com

Além de vender as peças que cria, Falastin dá dicas (inclusive em vídeo) sobre como se vestir e usar o hijab de forma elegante e criativa em várias situações.

Photo: http://fayhejab.blogspot.com

Sei que sou apenas um homem careca mal vestido, mas achei ótima a ideia da Falastin.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de fevereiro de 2011

Wally vai ter que rebolar

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Kiev ganhou a votação, mas não vai levar.

Nem Riga, a segunda colocada.

E nem Skopie, a terceira.

Como eu deveria ter imaginado, havia uma pegadinha do Mallandro na ferramenta de pesquisa de milhas do programa Flying Blue, da Air France-KLM.

Quando eu entro no site e digito Lyon-Kiev, olha a quantidade de milhas que ele diz que são necessárias para um bilhete de ida e volta:

Lyon-Kiev Return

Sim, 30 000. Como eu e minha mulher temos 29 851 cada, dá para emitir um trecho de 15 000 em cada conta e ainda sobra. Perfeito.

Mas quando eu acesso o site para valer, digito meus códigos e escolho a data da viagem (precisa ser na Páscoa ou em algum fim de semana), o que aparece é isto:

Lyon-Kiev real

Ele me pede 30 000 PARA CADA TRECHO.

Até é possível comprar cada trecho por 15 mil milhas, mas apenas alguns dias durante todo o mês. Nos outros (e em todas as sextas-feiras) são necessárias 30 000 milhas para fazer apenas Lyon-Kiev.

O mesmo aconteceu quando tentei emitir os bilhetes para as duas cidades mais votadas depois de Kiev. Todas até têm passagens de 15 000/trecho, mas justamente nas datas desejadas, eu preciso de 30 000/trecho.

Veja como é para fazer Lyon-Riga:

Lyon Riga: quase tudo é 30000

Ainda bem que a quarta colocada, Bucareste, tem muitos voos por 15 000 milhas cada trecho. E, segundo o site, eu posso pagar as taxas de embarque com outras 7 500 milhas por trecho - o que é fundamental porque ninguém aqui está esbanjando grana.

Aviso de que pode pagar as taxas com milhas

O problema agora é outro: para pagar as taxas (um total de 144 USD) é necessário ligar para a central Flying Blue, que só atende de segunda a sexta.

Então por enquanto é isso, meu povo. No fim das contas, a viagem do Rafael vai ser para Bucareste, capital da Romênia.

Photo: Gaspar Serrano (Flickr)

Photo: Gaspar Serrano (Flickr)

Isso, claro, se o Flying Blue não tiver mais nenhuma pegadinha e eu conseguir usar minhas milhas na segunda-feira - último dia de validade delas.

Torçam daí que eu corro daqui.

- Gabriel Prehn Britto
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› 24 de fevereiro de 2011

Aonde vai Wally?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

ATUALIZAÇÃO às 23h56 de sexta-feira:

Acabou a votação.

Kiev, capital dos ucranianos ortodoxos, é a vencedora.

Photo: И. Максим (Flickr)

Já comecei a verificar a parte burocrática da brincadeira. Notícia ruim: brasileiros precisam de visto para entrar na Ucrânia. Isso é bem chato.

Estamos tomando as providências cabíveis para resolver esta adversidade e voltaremos com mais notícias assim que elas existirem.

—————————————–

É o seguinte, meu povo viajante.

Apareceu uma ideia divertida para usar as minhas milhas moribundas da Air France-KLM.

Photo: Daniel Blok (Flickr)

Mas antes de explicar a sacanagem e pedir a cumplicidade de vocês, já aviso: não sei se vai dar certo.

É que eu demorei muito para me dar conta que minhas milhas estavam vencendo e agora tenho que correr. Por isso esta proposta está sendo anunciada antes de eu conseguir confirmar totalmente a sua realização. Não venham me xingar mais tarde, OK?

Photo: Chris Beckett (Flickr)

Enfim, depois que descobri que não posso “fazer muita coisa com 30 mil milhas no Brasil” (como disse a moça do call center da Flying Blue), a espertíssima Mari Campos me sugeriu emitir uma passagem para outra pessoa no exterior.

Logo pensei no meu irmão, Rafael, que está passando uma temporada de estudos na França.

Conversamos e ele veio com a ótima sugestão de que eu escolhesse o destino para ele ir, fotografar e contar aqui no blog. Algo inspirado na minha Anywhereways.

Anywhereways

Então fui mais além: resolvi deixar que vocês (sim, vocês!) escolham para onde o meu irmão vai, entre as capitais europeias pré-selecionadas aqui embaixo.

- Vilnius (correção: é “Vilna”, em português) - Lituânia

Photo: Flavijus (Flickr)

- Riga - Letônia

Photo: Desmond Kavanagh (Flickr)

- Skopie - Macedônia

Photo: Darko Hristov (Flickr)

- Kiev - Ucrânia

Photo: Matt Shalvatis (Flickr)

- Bucareste - Romênia

Photo: Panoramas (Flickr)

- Belgrado - Sérvia

Photo: Genial 23 (Flickr)

- Praga - República Tcheca (Coloquei Praga apenas para que nossa mãe não me acuse de querer me livrar do meu irmão mais velho enviando ele para lugares obscuros da Europa.)

Photo: Gabriel Prehn Britto (Flickr)

Importante: caso eu encontre problemas para emitir um bilhete para a cidade mais votada, passarei a vaga para a segunda colocada - e assim por diante.

Agora é com você. Em qual destas capitais você quer que o Rafael Britto passe um fim de semana ou feriado?

Diga aí na caixa de comentários. A votação termina amanhã à noite.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2010

Nab deisar

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Eu ia apenas colocar o link do Las Fg no Twitter, mas não resisti e resolvi publicar aqui as bandeiras que eu mais gostei nesse projeto do Gabriel Gomes.

A ideia dele é tão divertida quanto simples: redesenhar os pavilhões dos países e inventar novos nomes a partir dos originais.

Então surgiram essas nações e bandeiras aqui embaixo, as minhas preferidas.

Criação de @gabrimg

Criação de @matheusventura

E a melhor de todas:

Criação de @dbasso

Desenhe a sua e mande para o Las Fg também. Pode até rolar uma graninha.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de outubro de 2010

Amsterdã, 1898

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Acabei de receber o cartão postal que o Daniel Duclos (a.k.a. @ducsamsterdam) me enviou no Dia das Crianças.

Olha que bonitão.

325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein, 1898

O endereço acima é 325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein, que hoje é o cruzamento abaixo.

325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein 2010

Ou não.

Verso

E o cartão ainda veio com um selo especialíssimo.

Dank u, Ducs!

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de maio de 2010

Viajante Opanka - Apenas o 1º dia

Imaginava fazer este registro apenas no último dia das votações do Viajante Opanka. Mas a disputa ficou divertidíssima logo no primeiro dia (até a Fresno entrou na função), então resolvi adiantar os planos.

Caro leitor, leitora, amigo, amiga ou perdido na internet: muito, muito, MUITÍSSIMO obrigado pelas campanhas em prol desde viajante.

Resultado às 19h do dia 25/05

Do fundo deste coração sofrido…

(pausa dramática)

…estou extremamente emocionado.

É fantástico ver tantos amigos fazendo campanha. E é mais incrível ainda ver pessoas que eu nem conheço pedindo votos para mim.

Não sei se vou ganhar o Viajante Opanka. O Geraldo Figueras é um concorrente fortíssimo e o Daniel de Los Santos, apesar de (ainda) não estar brigando pela pole-position, tem o meu respeito (e o meu medo de ser ultrapassado). Mas sei que as emoções deste primeiro dia já fizeram o concurso todo valer a pena para mim.

Apesar da farofada que seria nas praias, juro que gostaria de ganhar e levar todos vocês comigo.

(Tá, agora vai lá e continua votando. Beijão.)

- Gabriel Prehn Britto
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› 4 de maio de 2010

Ponha-se no seu lugar, Gabriel

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Vida de  viajante assalariado é assim: quando você pensa que já é um cara relativamente viajado e coisa e tal, vem a Winni Rio Apa e humilha você com uma aventura fantástica pelo deserto do Saara.

Foto: Alex Ribondi

Vale dar uma lida na matéria.

Winni, você ganhou um fã.

- Gabriel Prehn Britto
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› 22 de março de 2010

Traveler Nanny

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

No meio das pesquisas sobre criatividade e viagem, encontrei um blog sensacional para viajantes com filhos.

Ao contrário do que deve ter vindo a sua cabeça, não é mais um blog de pais contando como viajam com seus rebentos. É melhor. É sob outro ponto de vista interessantíssimo: o de uma babá, Elizabeth, que cuida de um menino, Charles, cujos pais vivem viajando. E ela e seu pequeno cliente vão junto.

O nome é Tot ‘n Tow, definido por sua autora como “histórias e dicas para famílias viajantes modernas”.

Entre tantas ideias ótimas, uma me chamou a atenção pela simplicidade e pela beleza.

Ao longo de uma viagem para Milão, Paris e Amsterdã, Elizabeth pediu para que Charles desenhasse, em uma única folha, as coisas que ele mais gostou em cada dia. O resultado foi esse aqui:

Acho que aquilo lá em cima é a Torre Eiffel

Obviamente, o desenho não faz sentido algum para um adulto calejado pela vida e que simplesmente olha para ele no meio do trabalho. Mas não tenho dúvidas de que o Charles vai adorar ver isso quando crescer e, quem sabe, virar um viajante.

Recomendo também a seção Small Thoughts, onde Elizabeth conta as melhores frases que escutou na sua vida de babá.

“Eu sinto que a vida era muito mais fácil quando eu tinha 3 anos”, dito por uma criança de 5, é impagável.

- Gabriel Prehn Britto
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› 22 de fevereiro de 2010

Desacordo Cultural

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Amigos mais próximos sabem que eu sou a melhor pessoa (ou pior, depende do ponto de vista) com quem se aconselhar sobre pretensões de morar um tempo fora do Brasil. Quando alguém me pede opinião sobre este assunto, não importa a idade, o salário nem a situação profissional do possível viajante: minha resposta sempre varia entre “vai”, “demorô”, “te arranca”, “vaza, lôco” e outras expressões similares que signifiquem “compra a passagem logo e some já da minha frente”.

Digo isso porque sei que morar fora é uma das melhores experiências que se pode ter na vida. As lições que se vive no dia-a-dia com estranhos são únicas. E entre tantas que aprendi quando me aventurei em outro país, a melhor de todas foi também a mais óbvia: é fundamental respeitar as culturas de cada povo.

Este foi um aprendizado que uso até hoje em todo lugar que vou e que, salvo algum eventual Alzheimer, não esquecerei nunca mais.

Daí, na semana passada, comecei a ler o livro Desacordo Ortográfico (Não Editora), uma seleção de textos de escritores de língua portuguesa organizados por Reginaldo Pujol Filho.

Ali embaixo tem um link para comprar, ó, pá.

Já na introdução vi que a proposta do Desacordo era genial. Confesso que quase parei ali mesmo, porque eu, tiete en-lou-que-ci-da de José Saramago, concordei imediatamente com cada linha que o Reginaldo escreveu.

Desacordo Ortográfico é uma celebração à beleza que existe nas diferenças entre as várias línguas portuguesas ao redor do mundo. Uma pequeníssima e emocionante amostra de que são justamente as ortografias distintas que nos permitem criar maravilhas literárias, compreendidas por qualquer um capaz de ler este mísero post.

É uma celebração às diferenças culturais, portanto. As mesmas que o Acordo Ortográfico pretende eliminar ao unificar as ortografias.

Imagem retirada do blog http://pauloquerido.pt

Faz pouco mais de um ano que o Acordo foi implementado. Por força profissional, eu já me obrigo a escrever bizarrices como “pára” sem acento, mas os protestos contra as mudanças pipocam por todos os lados.

Se o chororô vai fazer efeito? Não sei. Só sei que os burocratas que assinaram o Acordo deveriam ter experimentado viver um tempo fora dos seus países.

Talvez assim eles tivessem aprendido como é bom respeitar as diferenças culturais.

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de fevereiro de 2010

Sou pobre mas não tô amassado

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

A Veja desta semana (edição de 10 de fevereiro) apresenta um guia interessante para quem só tem condições de voar na classe gado e topa tudo para tentar aliviar as dores de 12 horas em uma poltrona apertada.

Ilustração da matéria "Classe econômica com um pouco mais de conforto", da Veja

Vale aparecer lá para dar uma lida.

- Gabriel Prehn Britto
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