A lenda do mochilão
Alguns viajantes nem têm dúvidas na hora de escolher entre mala ou mochila. Já estão acostumados com uma ou com outra, e jogar tudo para dentro delas é tão natural quanto burocracia na alfândega.
Mas para muitos outros, principalmente para aqueles que estão viajando pela primeira vez, sempre pinta a dúvida: mala ou mochila? O que é melhor?

As mochilas têm um charme irresistível. Depois de “chutar o balde” e “enfiar o pé na jaca”, aposto que “mochilar pelo mundo” é a expressão que mais transmite liberdade, independência, aventura, desapego, juventude e tudo mais que sobra na sua vida ali entre os 18 e os 24 anos. Essa aura cool faz com que muitas pessoas automaticamente liguem “viagem independente” com “mochila”, o que não é verdadeiro.
Ambas têm vantagens e desvantagens, e não vão definir se você é um turistão ou um intrépido aventureiro.
Mochilas são ótimas para quem tem costas fortes ou vai para destinos mais rurais ou menos desenvolvidos, com ruas e estradas de terra, lama, grama, pedra ou coisa pior. Por mais que sua mala tenha rodas de trator, puxá-la por uma rua lamacenta vai ser sempre uma experiência ruim.

Já se você está embarcando para uma temporada na Europa, passando apenas por destinos civilizados, com ruas asfaltadas e acessibilidade para cadeirantes (no caso, a sua mala de rodinhas), ou ainda se não tem força/paciência para carregar suas coisas no lombo, aposte sem medo na amiga mala com alça telescópica. Ela é prática, fácil de carregar e não cansa seus ombros.
Eu não tenho mala. Uso uma mochila com abertura lateral (porque aquelas mochilas tipo saco são um pé no saco). Mas muitas vezes fiquei com inveja de quem estava elegantemente puxando suas coisas, enquanto eu estava carregando as minhas. Por isso uma boa mala, com belas rodinhas e revestimento durinho já está nos meus planos.
- Gabriel Prehn Britto

