A Volta ao Mundo com Paulo Maluf
Paulo Maluf é aquele senhor que todos nós conhecemos muito bem e dispensa apresentações.
Pois na semana passada, lendo a coluna do Ricardo Setti, na Veja digital, descobri um fato novo sobre este senhor.

Descobri que ele é procurado pela Interpol e que, por isso, não pode pisar no solo de nenhum dos 181 países-membros da polícia internacional.
No início até deu uma peninha, mas depois passou.
Mesmo assim, imbuído do meu espírito misericordioso, resolvi dar uma ajudinha a este nobre político brasileiro e listei as principais atrações dos 7 países que não são membros da Interpol e, portanto, onde ele pode carimbar seu passaporte sem precisar fazer um cursinho compulsório de canário.
Doutor Paulo, anote aê.
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• Kiribati

O país, cujo nome significa “perfume do mar”, é o primeiro a mudar de ano a cada réveillon, já que fica bem juntinho da linha internacional da data. Lá, Maluf poderá ver o sol nascer antes de todo o planeta. E o melhor: ele vai nascer redondinho. Nada de sol quadrado.

Kiribati é formado por 33 ilhas e atois, mas é pequeno em extensão de terra, com apenas 810 km2 (provavelmente, menor do que o total de terras do referido político).

Mas o doutor Paulo precisa ser rápido se quiser ir a este paraíso do Pacífico. Como suas ilhas estão praticamente no nível do mar, tudo está ameaçado de inundação com o aquecimento global.

Então restarão apenas 6 países para o nobre senhor visitar.
• Estados Federados da Micronésia
Micronésia é um nome que vem do grego e significa “pequenas ilhas”. Como o doutor Paulo é expert em “pequenas ilhas” (exemplo: Ilhas Jersey), a Micronésia, um país do Pacífico também, tem tudo para ser um ótimo destino.

Mas prepare o snorkel, caro Maluf. O lance por lá é mergulho, mergulho e mergulho. E não é mergulho em acusações de falcatruas. É no mar mesmo.
Na ilha Chuuk, por exemplo, estão os destroços de 60 navios de guerra japoneses, a maior concentração do tipo no mundo. Dizem que é lindo de se ver.



Se procurar direito, Maluf periga até encontrar alguma relíquia valiosa em um navio, para aumentar o seu patrimônio conquistado com trabalho honesto.
Maluf vai se ouriçar todo lendo o nome deste destino que, obviamente, lembra as minas de Salomão. Mas não é nada disso. As minas de Salomão ficavam na África, enquanto as Ilhas Salomão ficam no Pacífico.

Apesar de um passado violento - até os anos 1930, o canibalismo fazia parte da rotina dos seus habitantes, e no fim da década de 90 aconteceram conflitos pesados - as Ilhas Salomão são um lugar calmo para se visitar.



É recomendável apenas evitar a ilha de Guadalcanal, onde o bicho pode pegar.
Será que, se a gente pagar a passagem, o Maluf vai para Guadalcanal?
Agora eu fiquei com inveja do Maluf. Eu votaria no Pitta (#RIP) se isso me garantisse uma viagem de férias à terra do Kim Jong-Il.

A questão é: quem daria ao outro as melhores dicas de como ignorar a população e seguir a vida? Kim Jong-Il ou Paulo Maluf?
Difícil dizer.
• Palau


Existem várias versões para a origem do nome deste país composto por 343 ilhas. Mas uma delas tem um significado interessante, com o qual o doutor Paulo Maluf vai se identificar prontamente.
Segundo a lenda, “Palau” deriva da palavra “aibebelao”, que significa “respostas indiretas”.
Não nasceram um para o outro?

Lá, Palau Maluf, ops, Paulo Maluf poderá fazer basicamente o mesmo que em todos os destinos liberados para ele (com exceção da Coreia do Norte): mergulhar. Dizem que a região é uma das melhores do mundo para a prática.
• Tuvalu
Outro país que corre o risco de desaparecer por causa do aquecimento global. Se isso acontecer, serão apenas 5 para Maluf conhecer. A coisa está ficando preta.

Enquanto não acontece, Maluf poderá se esbaldar em cada uma das 30 ilhas que formam Tuvalu, das quais apenas 8 são habitadas.

Uma dica ao doutor Paulo: em Tuvalu, o senhor vai poder aproveitar para registrar o domínio de um eventual canal de vídeos na internet, o maluf.tv. Sim, é de lá a extensão .tv.
• Vanuatu
Chegamos ao final da nossa “volta ao mundo do Maluf”.
Vanuatu significa “nossa terra para sempre” e, segundo o Lonely Planet, é um paraíso no nosso planetinha solitário.
São muitas as atrações por lá: o vulcão ativo mais acessível do mundo, mergulho ao redor de um navio do tamanho do Titanic, cachoeiras, vilas primitivas, praias perfeitas e um povo que não apurrinha o turista atrás de dólares.



Perfeito para descansar dessa gente que vive perguntando de onde o senhor tirou tanta grana, né, doutor Paulo?
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Para finalizar, a má notícia disso tudo.
Nenhum destes destinos tem voo direto do Brasil. Para ir até eles, Maluf vai ter que gastar uma boa grana fretando um jato que o leve sem escalas e torcer para que não aconteça nada com o avião.
Porque, se precisar parar em algum lugar no meio do caminho, a casa cai.
- Gabriel Prehn Britto


