Merda acontece

› 3 de junho de 2011

Wear sunscreen

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Bogotá é a 3ª capital mais alta da América do Sul. Ela está 2640 metros acima do nível do mar.

Além de todas aquelas coisas que atrapalham os times de futebol brasileiros em jogos por lá (falta de ar, dor de cabeça, enjoos), essa altitude elevada também traz um problema que eu desconhecia até a última viagem: o alto índice de raios UV.

Juan Diego Velasco (CC BY-NC-SA 2.0)

Se você presta um mínimo de atenção no mundo, sabe que os raios UV são os piores vilões do sol. São eles que queimam, causam câncer de pele e coisa e tal.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a intensidade dos raios UV aumenta 6% a cada 1000 metros acima do mar. Isso significa que, em Bogotá, eles são quase 16% mais fortes do que em uma cidade na mesma latitude, ao nível do mar.

Em português compreensível: não dá para dar mole, magrão.

Veja a previsão de intensidade da radiação nos próximos 8 dias na cidade:

http://www.weatheronline.co.uk

http://www.weatheronline.co.uk

Agora veja o que significa um nível 10, segundo a Organização Mundial de Saúde:

http://www.saude.sp.gov.br/content/previsao_indice_uv.mmp

Em índices assim, a recomendação é “evitar o sol em horários próximos do meio-dia, permanecer na sombra e usar camisa, boné e protetor.”

Eu ignorava esse aviso e senti na pele a minha desinformação. Acabei tomando um torrão na careca que me fez descascar feito um velho caspento.

Então fica a dica: uso filtro solar quando for a Bogotá (ou a qualquer outro lugar alto).

- Gabriel Prehn Britto
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› 5 de janeiro de 2011

Se ficar o zumbi come

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Aconteceu.

Por motivos até este momento desconhecidos, os mortos se levantaram de suas tumbas e saíram pelas cidades, famintos, em busca de cérebros humanos.

É o apocalipse zumbi.

Photo: James Calder (Flickr)

O que fazer agora?

Além de todas as recomendações básicas (se você ainda não sabe quais são, leia, sua existência depende disso) também existem duas saídas pouco divulgadas: o aeroporto e o mar.

Mas para onde ir? Quais cantos do mundo são mais seguros contra o ataque destes seres que dançam Thriller?

E em quais lugares você não deve nem pensar em colocar os pés, porque certamente já estão tomados por zumbis?

Photo: Michael Caroe Andersen (Flickr)

Photo: Ollie T. (Flickr)

Comecemos com onde você NÃO DEVE IR.

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1) Haiti, República Dominicana e qualquer lugar do Caribe e do México

Photo: Eyeline Imagery (Flickr)

Não seja besta. O Haiti é a terra do zumbis, a verdadeira Zumbilândia.

O vodu é a religião mais praticada por lá e eram justamente os feiticeiros vodus que, até agora, tinham o poder de reanimar os mortos. A República Dominicana fica na mesma ilha do Haiti e é tão perigosa quanto. Fuja.

Aliás, fuja de qualquer lugar no Caribe e no México. Nunca se sabe se algum feiticeiro vodu já andou por ali reanimando uns cadáveres.

Photo: Christian y Sergio Velasco

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2) Estados Unidos

Photo: jmm (Flickr)

EUA? Você enlouqueceu? Salvo poucas exceções, os maiores (e mais verdadeiros) filmes de zumbis acontecem nos EUA: A Noite dos Mortos-Vivos, O Dia dos Mortos, A Madrugada dos Mortos, Resident Evil, et cetera.

Photo: Cory Doctorow (Flickr) / Painting: Grayson Coffee

Apesar do país ser gigantesco, mais cedo ou mais tarde eles vão encontrar você. Principalmente se você for para alguma cidade grande ou algum dos estados do sul, onde o vodu também é praticado.

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3) Europa, Ásia e África

Photo: jasohill (Flickr)

Esqueça estes continentes. Eles são habitados há milênios e já passaram por uma pá de guerras. O que tem de morto lá não é brincadeira, meu amigo. Certamente já estão tomados por zumbis.

Photo: Philippe Leroyer (Flickr)

Photo: lush-design (Flickr)

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5) Argentina

Desde aqueles 4 X 0 para a seleção alemã na África do Sul, a Argentina tem 40 milhões de zumbis vagando pelas ruas. Esqueça. Você nunca mais vai comer alfajores na sua vida.

Photo: Sebastian Dario (Flickr)

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Agora vamos aos lugares para onde você DEVE IR.

Ilhas são os locais mais indicados. A princípio, zumbis não nadam nem pilotam barcos. Mas quem garante que eles não vão aprender? Por isso também vale a dica: quanto mais longe da costa, melhor.

Photo: M. V. Jantzen (Flickr)

Procure lugares isolados e nunca antes habitados, para evitar que haja pessoas sepultadas.

Se não encontrar nada assim, escolha destinos com poucos habitantes e cemitérios pequenos. Com boa pontaria e munição suficiente, você consegue dar conta de algumas dezenas de zumbis.

Photo: Zanthia (Flickr)

Importante: sua ilha precisa ter solo fértil ou abundância de peixes. Você vai ter que passar o resto da vida ali. É fundamental ter comida.

Vamos aos locais que encontrei:

1) Ilha Pirâmide de Ball

Photo: Fanny Schertzer (commons.wikimedia.org)

Coloco a mão carcomida de um zumbi no fogo: a ilha Pirâmide de Ball é o refúgio mais UAU! para os sobreviventes.

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Ela fica longe de tudo, entre a Austrália e a Nova Zelândia. Hoje, esta pedra gigantesca é um parque natural protegido pelo governo australiano, que não permite desembarcar ali.

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2) Ilha Foula

Photo: c41um (Flickr)

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Apesar de ser bastante gelada no inverno (fica no norte da Escócia), Foula é uma ótima opção. É linda, tem solo fértil e até abrigo, já que é habitada por mais ou menos 30 pessoas (don’t worry, vocês darão conta dos zumbis).

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3) Ilha Pitcairn

Photo: M J Patterson (Flickr)

Já pensou viver em paz e sem zumbis em plena Polinésia? Então voe para a ilha Pitcairn.

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Sol, céu azul, isolamento total e apenas 50 habitantes.

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4) Ilhas Palmyra

Photo: U.S. Fish & Wildlife Service Pacific Region's (Flickr)

Photo: U.S. Fish & Wildlife Service Pacific Region's (Flickr)

Mais uma opção para quem gosta de calor, sol e solidão. Fica entre o Havaí e a Samoa Americana.

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Tem até pista de pouso, construída pelo governo americano durante a Segunda Guerra e nunca foi habitada. Perfeita.

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5) Sealand

Sealand é uma nação fictícia criada por um inglês excêntrico em uma base naval britânica a 10 km da costa do país.

Photo: Casey Hussein Bisson (Flickr)

Não é exatamente um destino bonito, mas certamente é o mais seguro: é isolado e bem acima do nível do mar, mesmo que os zumbis aprendam a nadar, também terão que aprender a levar escadas.

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Nunca teve cemitérios e a população é de 20 malucos.

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6) Ilha Bouvet

Photo: Carl Chun (commons.wikimedia.org)

Em um apocalipse zumbi ninguém tem muito tempo para escolher onde se refugiar. Por isso não reclame se o único lugar que você conseguir for a ilha Bouvet.

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Em certos aspectos ela é perfeita: é considerada a ilha mais remota do mundo e totalmente desabitada. Mas é coberta de gelo e fria como a Antártida. Leve um casaco.

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7) Ilhas Trindade e Martin Vaz

Photo: john.vergari (commons.wikimedia.org)

Ótimas opções e as mais próximas da costa brasileira. Ficam a 1200 km de Vitória (ES) e são separadas por 48 km de mar entre elas.

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Lado negativo: existem 32 militares vivendo por lá.

Sabe como é: trinta homens no meio de uma ilha. Talvez você tenha que fazer favores para ser aceito/aceita. Melhor que ser comido por zumbis, não?

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8 ) Ilha Nova Amsterdã

Para os amantes da França, uma ilha isolada que faz parte do país.

Ilha Nova Amsterdã

A Ilha Nova Amsterdã (ou apenas Île Amsterdam) fica no Oceano Índico. É desabitada e tem solo bom para fazer a sua horta. Se bobear, você até planta umas uvas para fazer vinho e comemorar a sobrevivência em grande estilo.

Ilha Nova Amsterdã

http://commons.wikimedia.org

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Pronto. As dicas foram dadas. Agora salve a sua vida.

- Gabriel Prehn Britto
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› 6 de novembro de 2010

Unidas (ou Desorganizadas?)

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Aterrissei em Belo Horizonte às 22h45 da sexta-feira do feriadão de Finados, cansado, louco para pegar meu carro (reservado quase um mês antes) e ir logo para o hotel. Mas quando cheguei no balcão da locadora Unidas, encontrei aproximadamente 7 pessoas desejando o mesmo na minha frente e apenas uma pobre funcionária atendendo a todos.

Prazer, meu nome é Unidas

Todo mundo sabe que feriadão pede planejamento. Qualquer adolescente indo para a praia sabe que a procura por turismo aumenta nestes dias. Todo mundo sabe disso e eu não preciso repetir.

Agora me diga: se você, pessoa física, assalariado ou estudante, consegue se programar para evitar qualquer chatisse causada pelo excesso de procura, por que uma empresa que trabalha com aluguel de carros, um dos setores mais procurados em feriadões, não consegue?

Unidas em uma só

Saí do aeroporto com o meu carro somente às 0h45. Foram exatamente duas horas de fila e burocracia. Mas, pensando bem, nem posso reclamar: o senhor que chegou logo depois de mim foi simplesmente avisado de que o balcão estava fechado e que ele ficaria sem carro, mesmo que o atraso tivesse sido causado pelo seu voo. Nem fiquei para ver no que aquilo ia dar. Fiquei com medo de que acabasse em sangue e fui embora.

Duas horas. É melhor você planejar esse tempo de espera quando for alugar seu carro com a Unidas em um feriadão. Porque, pelo que eu percebi, não dá para confiar que ela vá se planejar.

- Gabriel Prehn Britto

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› 7 de outubro de 2010

Nem Mãe Dinah salva

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Durante um ano você planejou tudo. Foram 12 meses divididos entre o trabalho e os planos de férias. Cada hotel foi checado em todos os sites de opiniões. Os trajetos foram vistos e revistos, e o tempo de viagem entre cada cidade está anotado naquele caderninho comprado especialmente para isso. Você sabe a duração de cada voo, os documentos necessários para entrar em cada lugar, quais atrações você vai ver e os porquês, reduzindo ao nada as chances qualquer movimento sair dos seus planos.

É chato dizer isso, mas… desista: algo vai dar errado.

Ooops!

Não estou agourando a sua viagem. Está certo que as minhas próximas férias devem ser a partir de julho de 2011, mas eu não sou tão invejoso assim.

Escrevo apenas por experiência própria: mesmo com planejamentos que beiram a neurose, nunca enfrentei uma aventura que não tivesse ao menos um imprevisto.

Eu vi isso.

Já fiquei em hoteis vagabundos que, na internet, pareciam decentes; perdi uma grana em euros pagando primeira classe de trem porque era feriado e não havia mais passagens baratas; fiz viagem noturna em ônibus cujas poltronas não reclinavam; tive que procurar hotel novo às 6h da manhã, porque o hotel velho não tinha feito a minha reserva; mudei o roteiro em cima da hora porque enjoei da região; perdi horas de viagem por que os horários de trens na internet não estavam atualizados; enfim, um mundo de roubadas.

Vamos cantar, gente?

E o que fazer nessas horas? Relaxar, respirar fundo e procurar a melhor saída para a situação.

O hotel era um lixo? Pense em quantas noites você vai ter que dormir ali e, se concluir que não vai dar para aguentar, encare a busca por outro como uma aventura extra.

Sobrou apenas a caríssima primeira classe no trem? Coloque no cartão ou mude de planos. Veja o que tem de bonito ao redor de onde você está e decida.

Gostosa

O importante é lembrar de duas regrinhas básicas: (1) você está de férias e não vale a pena se irritar; (2) tudo vira história para contar no futuro.

O imprevisto também deve estar previsto nos seus planos.

- Gabriel Prehn Britto
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› 1 de abril de 2010

Adeus, Iugoslávia

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

R.I.P. Iugoslávia

Na última quarta-feira, dia 30 de março, o derradeiro vestígio do país que um dia foi chamado de Iugoslávia sumiu do mapa.

Ou melhor, sumiu da rede.

O domínio .yu, destinado aos sites hospedados no ex-país do carniceiro Milošević, foi oficialmente tirado do ar pela Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, em inglês), a entidade que cuida de todos os domínios de países (e que, certa vez, provavelmente em uma piada de um funcionário brasileiro, resolveu dar a Cuba o domínio .cu).

El cu es nuestro! (Foto: filsinger - Flickr)

Para quem nasceu a partir de 90 e matou algumas aulas de História, a Iugoslávia era formada por Eslovênia, Croácia, Macedônia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Sérvia. Depois de muita guerra, ficou apenas com sérvios e montenegrinos, que, por sua vez, sepultaram o nome original ao virarem o país chamado Sérvia e Montenegro, em 2003.

Em 2006, eles foram oficialmente separados, dando lugar a dois países independentes, cujos domínios na internet agora são .me (de Montenegro) e .rs (da Sérvia, para a provável revolta dos gaúchos).

Isso sem falar em Kosovo, que segue numa pendenga internacional, tentando se livrar dos sérvios e também ficar independentes.

Não é todo mundo que tem a oportunidade de acompanhar o tiro de misericórdia em um país. Muito menos acompanhar o primeiro domínio nacional a deixar de existir (me corrijam se eu estiver errado, por favor). Então, não sei para você, mas, para mim, 30 de março de 2010 foi um dia histórico.

Para comemorar o acontecimento, fiquei aí com a foto da última Miss Iugoslávia (2002), Ana Šargić.

Ana Šargić, a última Miss Iugoslávia (2002)

- Gabriel Prehn Britto
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› 1 de março de 2010

As lições dos Griswolds*

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em meio a tantos terremotos, maremotos (a.k.a. tsunami) e coisa e tal, pesquei rapidamente algumas dicas para os viajantes que são surpreendidos por alguma catástrofe natural no meio das férias.

Férias Frustradas, um clássico

Em palavras do Ministério das Relações Exteriores:

“Em situações inesperadas, como desastres, catástrofes naturais, atentados, conflitos armados e revoluções, é de grande importância que o nacional entre em contato o mais cedo possível com autoridades consulares brasileiras a fim de solicitar orientação. É importante lembrar, entretanto, que nem os Consulados nem as Embaixadas do Brasil poderão alojar em seu interior cidadãos brasileiros.”

Em palavras compiladas pela internet, para antes de viajar:

“Faça uma pesquisa aprofundada sobre o país para o qual está indo - descubra alertas de viagem, problemas de segurança, acesso à Internet, informação sobre moeda e câmbio e leis e costumes locais.

“Deixe uma cópia do seu plano de viagem com algum familiar. Isso pode ajudar pessoas a encontrá-lo na ocorrência de uma emergência ou crise durante sua viagem.”

“Faça um seguro viagem internacional, para o caso de necessitar de cuidados médicos lá fora.”

Em palavras minhas:

-Não tente se virar sozinho nem tente bancar o machão. Você é forasteiro e não conhece lhufas por ali. Siga as instruções do hotel e/ou das autoridades.

- De qualquer maneira, pense que, se você sair vivo, aquilo vai ser uma experiência única. Viajar é bom até quando dá errado.

*NOTA: Não sabe quem são os Griswolds? Clique aqui e lembre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de fevereiro de 2010

Mala suerte

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

No início bate um medão. Você está em um país estranho. Aquela esteira, que há pouco tempo estava repleta de malas, começa a ficar vazia e, de repente, para sem trazer sua bagagem. Você olha ao redor para ver se está na esteira certa, confirma que está, olha para os lados e não vê nem sinal da sua fiel companheira cheia de roupas.

Sim, a companhia aérea perdeu sua mala.

Jack, Kate, Sawyer, Ben, Locke, Rodrigo Santoro e a sua mala

Na verdade, ela provavelmente não perdeu, apenas colocou em um voo errado ou simplesmente esqueceu de colocar no seu voo naquela conexão anterior. Mesmo assim, na melhor das hipóteses, você vai levar um dia para recebê-la de volta. Levando em consideração que você já está há umas 24 horas com a mesma roupa, a mesma cueca/calcinha e as mesmas meias, isso é péssimo.

Respire fundo e relaxe, porque você não está sozinho. Segundo a Comissão Europeia dos Transportes, 90 mil malas são extraviadas por dia. Ou seja: se você fizer uma viagem de dois dias (tipo Porto Alegre - Bangcoc) você tem 180 mil chances de perder a bagagem.

(Tá, matematicamente não é bem isso, mas eu preciso criar um clima de medo para o que vem a seguir.)

Destas 90 mil, 30 nunca mais voltam para seus donos.

Graças a Alá, nunca passei por esta situação radical de nunca mais ver minha malinha, mas já passei pelo susto descrito ali no primeiro parágrafo. Foi no Marrocos. Desembarquei em Casablanca e fui para Marrakesh no mesmo dia. Passei um dia inteiro me sentindo podre, mas tudo terminou bem, apesar da podríssima Iberia ter me feito pagar um táxi até o aeroporto da cidade para pegar minhas coisas, ao invés de levá-las até o meu hotel.

Foi bom. Aprendi várias lições com aquela experiência e vivenciei outras que já tinha escutado:

- A regra básica de levar uma muda de roupa na bagagem de mão;

- Viajar de óculos, nunca com as lentes de contato;

- Colocar identificação fora e dentro das malas (a de dentro em cima de todas as roupas);

- Dividir o conteúdo das malas com alguém que for viajar com você (se perderem uma, ambos ainda terão roupas);

- Saber descrever as características das malas (isso é solicitado no guichê de bagagem extraviada do aeroporto);

- Ter à mão endereços de todos os hotéis da viagem, para o caso das malas demorarem mais tempo para chegar;

- Na volta, colocar os cartões de memória da máquina fotográfica sempre na bagagem de mão.

- Anotar todos os gastos causados pelo extravio, guardando notas fiscais, para que possam ser ressarcidos pela companhia aérea.

- Manter a calma, porque não há nada que possa ser feito e qualquer chilique só vai estragar a sua viagem. Deixe para execrar a companhia aérea depois.

My sweet love (Foto: wooferSTL - Flickr)

- Gabriel Prehn Britto
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