Literatura

› 25 de abril de 2011

Livros para deixar em casa

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Não tenho Kindle nem iPad, mas imagino que deve ser uma maravilha correr o planeta com um monte de livros nas mãos (ainda mais quando a sua companhia aérea não tem muitas opções de entretenimento a bordo).

Porém o mundo não é um paraíso de liberdade, e turistas também precisam ficar ligados em leis locais que proíbem muitas coisas aparentemente corriqueiras - como certos livros, por exemplo.

Photo: Muskingum University Library (Flickr) - Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Quando sua biblioteca pesa menos que 500 gramas, é preciso tomar muito cuidado para não esquecer tudo que existe nela e cruzar uma fronteira com algum título proibido.

Me dei conta disso ao ler um post sobre o assunto no But. If. And. That. e resolvi pesquisar.

Percebi que a lista de proibições é imensa e não inclui apenas ditaduras. Muitos países que defendem a liberdade também proíbem certas publicações.

Veja os títulos mais famosos aqui embaixo. Listas mais completas estão por aí, em vários sites.

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• Alice no País das Maravilhas - banido na provícia de Hunan, na China.

• A Revolução dos Bichos - banido nos Emirados Árabes.

• O Código da Vinci - Banido no Líbano, na Jordânia, no Irã… Enfim, simplesmente deixe em casa.

• O Diário de Anne Frank - Também banido no Líbano.

• The King Never Smiles - Banido na Tailândia, onde ofensas ao rei são punidas de verdade.

• Mein Kampf - Proibido na Alemanha, na Rússia e em vários países europeus. Meio óbvio, né?

• Os Versos Satânicos - Precisa mesmo falar?

• A Declaração Universal dos Direitos Humanos - Cuba já prendeu alguns por ela.

• Constituição Americana - Cuba prendeu mais alguns por ela.

• Qualquer guia da Coreia do Norte - O governo local não deixa você entrar com nenhuma publicação estrangeira sobre o país.

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Photo: florian.b (Flickr) - Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0)

Enfim, fique ligado quando viajar com seus e-readers. Alguns desses livrinhos (e muitos outros) dão uma dor de cabeça bem forte em certas aduanas.

- Gabriel Prehn Britto

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› 11 de março de 2011

Na cama que escolherei

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Mesmo que você tenha esquecido do título e do nome do autor, certamente se lembra de uma tal Pasárgada citada em um poema nas aulas de literatura no colégio.

Vou-Me Embora Pra Pasárgada

Lembrou?

O título é Vou-Me Embora Pra Pasárgada e o autor foi Manuel Bandeira, que se inspirou em uma cidade persa para escrever este poema sobre um lugar perfeito.

Photo: unknown

Lógico que a Pasárgada de verdade não era a sem-vergonhice sonhada por Manuelito (creio), mas isso não interessa.

O importante é que as ruínas da cidade ainda existem no Irã, são uma das relíquias mais importantes dos iranianos e eu conhecerei in loco.

Photo: youngrobv (Rob&Ale) (Flickr)

Photo: Ivar Husevåg Døskeland (Flickr)

Pasárgada fica a 50 quilômetros de Persépolis, na província de Fars, região central do país.

Ela começou a ser construída ao redor de 550 a.C, por Ciro, e foi a capital do primeiro grande império multicultural do Leste da Ásia, onde as tradições dos povos conquistados eram respeitadas.

Wikimedia Commons

Mas, apesar da importância, não foi totalmente completada porque Ciro morreu e seu filho transferiu a capital do império persa para outra cidade.

Wikimedia Commons

Photo: dynamosquito (Flickr)

Hoje, as ruínas de Pasárgada são protegidas pela Unesco e lá está o que os arqueólogos acreditam ser a tumba de Ciro (visitada também por onde Alexandre, o Grande).

Photo: LetsGoIran.com (Flickr)

Além de valor histórico, Pasárgada tem valor arquitetônico também.

Sabe aqueles jardins murados, com piscinas retangulares, canais internos e muitas plantas? Tipo os jardins do Taj Mahal e de Alhambra? Pois eles nasceram em Pasárgada e são chamados de Jardins Persas.

Photo: Saad Akhtar (Flickr)

E aí? Vai embora pra Pasárgada também?

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2011

Momento sensível

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Olha que lindão esse poema do persa Jelaluddin Rumi, do século XIII:

screen-shot-2011-01-11-at-111123-am

Vai dizer que você imaginava algo assim escrito por um iraniano?

- Gabriel Prehn Britto
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› 29 de dezembro de 2010

Embarque imediato

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Meus companheiros destes dias de descanso pré-2011:

O MUNDO ISLÂMICO (Francis Robinson, Série Grandes Civilizações do Passado, editora Folio)

A patroa me deu esse livro em 2008, quando planejávamos ir para o Irã em 2009. Ficou guardadinho e agora será devoradinho. Conta a história do islamismo, falando também sobre arte, cultura, literatura e coisa e tal.

livro1

TODOS OS HOMENS DO XÁ (Stephen Kinzer, editora Bertrand Brasil)

Esse foi comprado na Feira do Livro de Porto Alegre em novembro de 2004, quando eu já namorava o Irã. Faz uma análise sobre a influência dos EUA no Irã e o governo de Mohamed Mossadeg. Já li, mas lerei de novo. É ótimo para entender o Irã de hoje.

livro2

O ATLAS DO ORIENTE MÉDIO (Dan Smith, editora PubliFolha)

Uma geralzona sobre a formação do Oriente Médio. Básico, mas bastante didático. Também foi comprado em 2009, mas em fevereiro.

livro3

Minha viagem começou.

- Gabriel Prehn Britto

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