Línguas

› 21 de abril de 2011

Facebook também é cultura

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Dica do Gabriel Schmitt sobre post do Mashable: os botões de “curtir” do Facebook ao redor do mundo.

Facebook buttons

Bom para qualquer vocabulário básico.

Se estiver pequeno para ver aqui, veja lá direto na fonte.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de março de 2011

Vorbiţi portugheza?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Uma das características que mais me chamam a atenção sobre a Romênia é a língua local.

Apesar de estar cercado por eslavos, magiares e outros falantes de línguas bizarras, o romeno é bem mais amigável aos nossos padrões.

www.romerican.com

A explicação é simples: ele é derivado do latim e tem muitas semelhanças com o português (assim como com o italiano, o espanhol e o francês).

Claro que não é facinho entender a pronúncia das palavras. Mas, em muitos casos, é possível captar direitinho o que está escrito ao seu redor.

www.inspirational-imagery.blogspot.com

Veja este vídeo com uma aula básica de romeno:

Mais: segundo andei pesquisando, dá até para falar francês com a rapaziada. Parece que eles entendem numa boa.

La revedere!

- Gabriel Prehn Britto
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› 31 de maio de 2010

O H9PPY Viajante Opanka

Dia 25/05

“Happy”.

Foi praticamente este o código que um amigo teve que digitar para votar em mim no Viajante Opanka. Ele me enviou a imagem, que representa perfeitamente como eu estou me sentindo agora (inclusive com a cara de mongolão da foto).

Daí fiquei pensando: qual é a melhor maneira de um blog de viagens agradecer aos seus leitores e amigos pela campanha emocionante como a que me deu a vitória e me deixou tão happy?

No mínimo é dizer “obrigado” em várias línguas, com direito a guia de pronúncia em algumas (a partir do inglês).

Então lá vai:

Shukran (shoo-krahn) - Árabe
Merci / blagodaria - Búlgaro
Kyay tzu tin pa te - Birmanês
Do jeh (daw-dyeh) - Cantonês
Xiè xie (syeh-syeh) - Mandarim
Děkuji (dyeh-ku-yih) - Tcheco
Tak (tahg) - Dinamarquês
Dank u wel (dank ye wel) - Holandês
Kiitos (kee-toas) - Finlandês
Merci (mehr-see) - Francês
Danke (dahn-kah) - Alemão
ευχαριστώ (ef-har-rih-stowe) - Grego
Mahalo - Havaiano
Toda (toh-dah) - Hebraico
Köszönöm - Húngaro
Go raibh maith agat - Irlandês
Grazie (gra-see) - Italiano
Arigatô (ahree-gah-tow) - Japonês
Kamsah hamnida (kahm-sah ham-nee-da) - Coreano
Gratias ago - Latim
Takk (tahk) - Norueguês
Motashakkeram, mamnun (formal) - Persa
Dziękuję (dsyen-koo-yeh) - Polonês
Cпасибо (spah-see-boh) - Russo
Tapadh leat (singular, familiar) tapadh leibh (plural, formal) - Escocês
Dakujem - Eslovaco
Gracias, muchas gracias - Espanhol
Tack (tahkk) - Sueco
Kop khun krahp (masculino) - kop khun kha (feminino) - Tailandês
Tesekkur ederim (teh-sheh-kur eh-deh-rim) - Turco
Diakuiu - Ucraniano
A dank - Iídiche

Espero que um destes seja útil em alguma viagem sua.

Para finalizar, obrigado também à Opanka e aos viajantes-concorrentes Geraldo Figueras e Daniel de Los Santos, pela disputa divertida e honesta. Foi sensacional. Prometo honrar e respeitar meu mandato como Viajante Opanka.

É nóis

Agora dá licença que eu tenho que arrumar as malas.

- Gabriel Prehn Britto
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› 22 de fevereiro de 2010

Desacordo Cultural

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Amigos mais próximos sabem que eu sou a melhor pessoa (ou pior, depende do ponto de vista) com quem se aconselhar sobre pretensões de morar um tempo fora do Brasil. Quando alguém me pede opinião sobre este assunto, não importa a idade, o salário nem a situação profissional do possível viajante: minha resposta sempre varia entre “vai”, “demorô”, “te arranca”, “vaza, lôco” e outras expressões similares que signifiquem “compra a passagem logo e some já da minha frente”.

Digo isso porque sei que morar fora é uma das melhores experiências que se pode ter na vida. As lições que se vive no dia-a-dia com estranhos são únicas. E entre tantas que aprendi quando me aventurei em outro país, a melhor de todas foi também a mais óbvia: é fundamental respeitar as culturas de cada povo.

Este foi um aprendizado que uso até hoje em todo lugar que vou e que, salvo algum eventual Alzheimer, não esquecerei nunca mais.

Daí, na semana passada, comecei a ler o livro Desacordo Ortográfico (Não Editora), uma seleção de textos de escritores de língua portuguesa organizados por Reginaldo Pujol Filho.

Ali embaixo tem um link para comprar, ó, pá.

Já na introdução vi que a proposta do Desacordo era genial. Confesso que quase parei ali mesmo, porque eu, tiete en-lou-que-ci-da de José Saramago, concordei imediatamente com cada linha que o Reginaldo escreveu.

Desacordo Ortográfico é uma celebração à beleza que existe nas diferenças entre as várias línguas portuguesas ao redor do mundo. Uma pequeníssima e emocionante amostra de que são justamente as ortografias distintas que nos permitem criar maravilhas literárias, compreendidas por qualquer um capaz de ler este mísero post.

É uma celebração às diferenças culturais, portanto. As mesmas que o Acordo Ortográfico pretende eliminar ao unificar as ortografias.

Imagem retirada do blog http://pauloquerido.pt

Faz pouco mais de um ano que o Acordo foi implementado. Por força profissional, eu já me obrigo a escrever bizarrices como “pára” sem acento, mas os protestos contra as mudanças pipocam por todos os lados.

Se o chororô vai fazer efeito? Não sei. Só sei que os burocratas que assinaram o Acordo deveriam ter experimentado viver um tempo fora dos seus países.

Talvez assim eles tivessem aprendido como é bom respeitar as diferenças culturais.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de novembro de 2009

Em bom português

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Paris, entre setembro e outubro de 1999.

Desci do meu quarto louco para me jogar no petit déjeuner do hotel cujo nome esqueci mas sei que ficava perto da Place d’Italie. Havia poucos hóspedes além de mim e da minha esposa na época. Nos servimos e sentamos sem conversar. De repente, escutamos uma palavra conhecida. Era alguém falando português. Mais do que isso: era um casal brigando em português. Eles não faziam escândalo, mas o tom da conversa elevou o volume naturalmente. Ela era carioca. Ele era gringo, falava nossa língua com sotaque americano.

Não lembro bem o que a mulher dizia além de “acabou, chega, eu vou embora, não aguento mais”. Mas nunca vou esquecer do que o gringo repetia sem parar, com aquele sotaque carregado:

- Voce kagow in min. Voce kagow in min.

“Você cagou em mim.” Obviamente, nós ficamos quietinhos o café da manhã inteiro, segurando as risadas e suando frio para não mostrar que estávamos compreendendo tudo na briga que os dois achavam que estava apenas entre eles.

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Nova York, década de 90 do século 20.

Um amigo brasileiro estava em um restaurante conversando com outro amigo. Em determinado momento, repararam em uma figura estranha sentada na mesa ao lado. Achando que era um gringo, começaram a falar mal da figura em alto e bom som. Foi assim por muito tempo. Uma tiração de sarro sem igual.
A figura se levantou para ir embora. Mas não sem antes passar pela mesa do meu amigo e dizer, em português brasileiríssimo:

- Não vou responder como deveria porque sou mais educado que vocês.

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Onde eu enfio a minha cara, hein? (Foto: Brookezilla - Flickr)

Estas histórias são pequenos exemplos que lembrei depois que um amigo fez um tweet sobre o suposto ferrolho que encontramos na nossa língua no exterior.

Brasileiro parece que nasce em árvore. Estamos em todos os cantos do mundo. Não esqueça disso antes de acreditar que ninguém está entendendo seu português.

- Gabriel Prehn Britto
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