Hungria

› 19 de novembro de 2009

Egészségetekre!

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Esta é especial para quem está com planos de visitar a Hungria.

Em 2000, quando estive lá na companhia do meu amigo Barna Eröss (que na verdade se escreve “Eröss Barna”, porque os húngaros colocam o sobrenome antes do nome), fui em um lugar fantástico chamado Old Man’s Pub, onde estava tocando uma banda ótima, mas com um nome meio bizarro: Boom Boom.

Estávamos em um grupo que incluía o irmão do Barna, Balász, e mais um casal de amigos locais. Feliz pelo momento e embalado pela música e pelo joelho de porco (sim, eu comi joelho de porco), levantei meu caneco de cerveja e gritei “cheers!”.

Neste momento, todos à mesa silenciaram e me olharam. Barna, gentil como sempre, limpou minha barra com os locais e me esclareceu a saia-justa: na Hungria não se brinda com cerveja.

A história que explica essa tradição é curta, mas mostra uma determinação forte e até bonita dos húngaros.

Cena difícil de se ver na Hungria (Foto: RedandJonny - Flickr)

Lá pelos idos de 1848, na época em que o país fazia parte do império Austro-Húngaro e era comandado pelos soberanos da Áustria, 13 líderes revolucionários foram capturados e executados pelos austríacos, que comemoraram o feito bebendo cerveja e fazendo brindes. Ao ver aquilo, os compatriotas dos mortos, juraram que não brindariam com cerveja pelos 150 anos seguintes.

Os 150 anos já se passaram, mas os húngaros não esqueceram a tradição e até hoje não fazem tim-tim em rodadas de cerveja.

Não vá pagar de mal-educado por lá, então.

(A propósito, o título deste post significa “à nossa saúde”, em húngaro. Ou pelo menos foi isso que eu encontrei na internet.)

- Gabriel Prehn Britto
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