Hotéis

› 13 de janeiro de 2010

Finalmente neste blog: dica de onde ficar em Praga

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Meu amigo Chester Santos é um cabra corajoso. Depois de encarar muitos testes bizarros na revista Void, ele resolveu enfrentar mais dois desafios: as minhas sugestões e o inverno tcheco. Foi, voltou vivo e ainda trouxe uma bela dica de lugar para ficar em Praga (coisa que eu sempre fiquei devendo aqui, porque nunca parei em hotel lá).

Anota aí: Hotel & Residence Vinoh.

Olha o que o Chester disse:

“O apto que alugamos era realmente muito bem localizado. Distante da muvuca dos turistas, com supermercado e estação de metrô próximos, parques lindos e o mais importante: foi o melhor custo/benefício em questões de moradia durante toda a viagem. Dá só uma olhada na vista do apto, que era completo: cozinha com tudo que se precisa, despensa, lavabo, sala grande com uma escada que levava ao segundo piso, onde ficava o quarto e o banheiro gigante com maquina de lavar. Curiosidade para a fechadura da porta em que a chave dava 4 voltas.”

Vista do apartamento do Chester no Vinoh

O Vinoh fica no bairro de Vinohrady, uma região excelente para quem quer fugir dos preços pornográficos dos bairros mais turísticos, mas a uma distância totalmente “caminhável” do centro. E o Chester ainda seguiu outra dica que eu sempre dou para quem quer conhecer um pouco mais do país: passou um dia na maravilhosa Český Krumlov.

“No terceiro dia pegamos nevasca no caminho para Krumlov, a melhor das dicas. Chegamos lá e tava tudo branquinho. Temperatura entre -5 e -8 graus. O lugar é lindo mesmo. Almoçamos, apreciamos as ruelas e a arquitetura das casas, tomamos um café no final do dia e voltamos a noite pra Praga, que estava toda branca.”

Český Krumlov vestida de branco

Ele ainda não falou nada das cervejas tchecas, mas eu aguardo ansiosamente por este teste.

Ah, as fotos aí em cima são dele.

- Gabriel Prehn Britto
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› 31 de agosto de 2009

Hoteis, futebol e marroquinos

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Normalmente eu dou sorte nos hoteis que escolho. Com exceção de pouquíssimos lugares onde tive problemas, sempre gostei de todos e em alguns até bati longos papos com os proprietários.

Lembrei disso neste sábado, quando revi algumas fotos das férias de 2006, no Marrocos e na Espanha. No meio de muitas imagens, encontrei esta:

Nada como um futebolzinho e um chazinho de menta

Sou eu assistindo a Real Madrid X Barcelona com os irmãos Ali e Youssef Oubassidi, e alguns empregados do seu hotel, o Ksar Bicha (o nome é estranho, mas não é o que você está pensando), em Merzouga, no Marrocos. A pequena cidade é na verdade um oásis no meio da parte marroquina do Saara e junto da região com as maiores dunas do país.

Neste dia, eu e minha mulher chegamos no hotel, depois de zilhões de horas de carro desde Marrakesh, e fomos recebidos com os sorrisos do pessoal do Ksar. Após o tradicional chá de menta de boas-vindas, fomos para o quarto, tomamos banho e coisa e tal, jantamos e estávamos descansando quando bateram na porta:

- Brasileiros, os Ronaldos estão jogando!

Na época, Ronaldo Nazário jogava no Real Madrid e Ronaldinho jogava no Barcelona. Os marroquinos, fanáticos por futebol, deduziram que os compatriotas não gostariam de perder aquele jogão e foram nos chamar. Apesar de não ser fã do esporte, não pude perder a oportunidade de assistir a uma partida daquelas junto de pessoas tão diferentes e no meio do Saara. Foi inesquecível.

Hoje, Ali Oubassidi é meu contato no Facebook e volta e meia pratico meu francês com ele. Foi ele quem me encontrou na rede, mais de dois anos depois da minha visita ao seu país. Foi a primeira vez que vi um dono de hotel fazer isso.

É, eu dou sorte com os hoteis que escolho.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de junho de 2009

Campanha por wi-fi gratuito em hotéis

Ultimamente tenho viajado com certa frequência para São Paulo a trabalho. Como geralmente eu preciso usar a internet nos hotéis por lá, acabei conhecendo uma prática do mercado que achei bizarra: a cobrança pelo acesso à web.

No Mercure, por exemplo, a rede de hotéis na qual fico nestas viagens, 24 horas de acesso à internet por cabo ou wi-fi custam absurdos 12 reais.

Na primeira vez que vi isso, me lembrei de um post em que Ricardo Freire traduziu um artigo de Jeremiah Owyang dizendo que cobrar por acesso à internet é como cobrar pela energia elétrica. Concordo muito. É incrível que empresas grandes como estas redes hoteleiras não tenham percebido que acessar a internet não é mais um capricho, é uma necessidade. Cobrar por acesso a ela é completamente absurdo.

Mais incrível ainda é pensar que a maioria dos hotéis baratésimos onde me hospedei na viagem de 2008 ofereciam internet gratuita aos hóspedes. Até mesmo o hotel mais bagaceiro do Vietnã, que me cobrou nada mais que 15 dólares por um quarto de casal com ar-condicionado e banheiro privativo, tinha seu computador à disposição dos clientes.

Por isso, entrei na campanha lançada pelo blog Lady Rasta: na medida do possível, só ficarei hospedado em hotéis que ofereçam wi-fi de graça. Ou que tenham, no mínimo, computadores disponíveis no lobby ou em outro lugar.

wifi-gratis

Entre nessa campanha também. Espalhe o selo por aí.

A propósito, hoje embarco para Brasília, onde passarei o fim de semana. Mesmo que não conheça nada da cidade, não vou com a intenção de fazer turismo. Mas se rolar de visitar algum lugar e fazer algumas fotos, postarei aqui.

- Gabriel Prehn Britto

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› 24 de junho de 2009

Tá lá, é gol

Parece que demorou, mas na verdade foi até bem rápido, em comparação com as outras: já está no mapa do O Que Eu Fiz nas Férias a exclamação que leva para a viagem entre a República Tcheca, Berlim e Amsterdã.

Vai dar uma olhada  lá, vai. E vê se viaja também.

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de maio de 2009

Praga-Berlim-Praga

Estive em Berlim em 2001. Era janeiro, fazia um frio da morte, o tempo estava feio, a cidade parecia um canteiro de obras e o Portão de Brandemburgo estava tapado por tapumes para reforma. Mesmo assim, gostei. Me impressionei no Checkpoint Charlie, achei sensacional a igreja semi-destruída em plena Ku’Damm, me encantei com os orangotangos no maior zoologico da Europa, fiquei chocado com a diferença entre as antigas Berlim Oriental e Berlim Ocidental, me emocionei por ficar de frente para o Bundestag e me apaixonei perdidamente pelo Ampelmann, o bonequinho de chapéu que orienta os pedestres nas sinaleiras.

Domingo voltei de lá. Foram 3 dias inteiros babando pela capital alemã. É impressionante como cada esquina tem algo novo e impressionante para mostrar. Depois da fase “gigantesco canteiro de obras”, Berlim está lindíssima. Revi os lugares que mais gostei e conheci alguns novos. Peguei um feriado xarope no meio (lembre-se: sempre verifique os feriados antes de marcar sua viagem), mas mesmo assim foi excelente. Vivi alguns dias de turista nessas férias. Acordei cedo e passei os dias inteiros caminhando, até as pernas não aguentarem mais.


ampelmann


Para quem quiser ir também, deixo abaixo algumas dicas. Se eu pudesse, iria de novo.

- Viagem entre Praga e Berlim. Ou entre Berlim e Praga.

Em tempos de milhares de verificações de segurança chatas em aeroportos, nem pense em ir de uma cidade à outra de avião. Só vai valer a pena se o vôo for direto e a passagem tiver custado, no total (incluíndo o deslocamento Centro-aeroporto), menos que 55 reais. Foi isso que eu paguei por cada trecho entre as duas cidades em um ônibus com tv e bebidas quentes à vontade. Nem o trem vale a pena, porque custa mais e demora as mesmas 5 horas. Procure nas companhias Megabus, Orange Ways e Eurolines.

- Onde ficar.

Hotel Gunia. Fica em Schöneberg, bem no centro da cidade. Pertinho do metrô e de restaurantes bons e baratos (para o padrão das grandes cidades européias). Quartos simples, mas com pé-direito de 4 metros e um casal de donos pra lá de simpáticos. Recomendo fortemente.

- Locomoção.

Se o seu orçamento permitir, considere a possibilidade de alugar uma bicicleta. Vi valores de 10 euros por dia, o que sai bem mais caro que um passe de metrô, mas é muito mais divertido.

Se o seu orçamento estiver apertado, considere não comprar passes de metrô. Berlim é ótima para caminhar e as distâncias que aparecem no mapa parecem ser bem menores ao vivo. Se bobear, você só vai usar um ou dois bilhetes por dia, o que custaria ao redor de 4,50 euros.

- Comer.

Você está de férias. Dê-se ao luxo de tomar um café, beber um vinho e comer algo decente de vez em quando. Nem que para isso você tenha que passar o dia comendo mini-pizzas de 1 euro (elas existem aos montes em mini-pizzarias na cidade), só para poder aproveitar a refeição da noite. Os arredores da Savigny Platz e o Schöneberg são lugares bons para encontrar restaurantes legais. Se quiser algo mais Sex and The City, caminhe pela Kantstrasse.

- Compras.

Se o seu cartão de crédito tiver um bom limite, mergulhe no bairro Mitte. Caminhe pelos arredores da Orianenburgerstrasse e do Hackescher Markt. Saindo de lá, vá para a Ku’Damm e se perca nas ruazinhas laterais.

- Valores.

Gastos com refeições módicas, taças de vinho, capuccinos, metrô e atrações: mais ou menos 46 euros por dia, sem hotel e sem entrar em muitos museus. A Europa é assim, bêibe.


- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de fevereiro de 2009

O prédio mais feio do mundo?

Perambulando pela web no carnaval, encontrei essa notícia sobre o prédio que foi eleito o mais feio do mundo. Fica em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Achei interessante saber que o prédio é considerado terrível até mesmo para o duro governo norte-coreano, que o apaga das fotos turísticas da cidade (quando na verdade deveria mostrá-lo, porque o prédio mais feio do mundo também é uma atração, não? Para mim, é.)

O hotel Ryugyong começou a ser construído em 1987, teve as obras interrompidas em 92 e agora está sendo levado adiante. Tem 105 andares, nada menos que 3 mil quartos e 5 restaurantes no topo.

Tudo bem, o prédio é feio pra caramba. Mas não perde para o que eu considero a construção mais horrível do universo: o prédio da agência central do Banrisul, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Clica aqui embaixo e vê se eu não tô certo. E olha que a foto que encontrei nem é das piores.

Esse, sim, merece ser apagado de qualquer foto.

- admin
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› 7 de fevereiro de 2009

2009 - República Tcheca e…

Uma frase em um post anterior entregou que a próxima viagem não será exclusivamente para a República Tcheca. E não será mesmo. Eu e minha patroa decidimos que vamos aproveitar a passagem para conhecer uma cidade que queremos há tempos: Amsterdã. Será uma parada de uns 3 ou 4 dias, na volta. Para isso, atravessaremos o Atlântico nas asas da KLM, uma companhia sobre a qual eu sempre escutei elogios que, agora, espero confirmar. Na verdade eu já voei com eles, entre Praga e Lisboa, em 2001, mas não observei o serviço com olhos de chato, então pretendo fazer isso nas sei lá quantas horas em que estarei sob os seus cuidados.

E sobre Amsterdã? Estou louco para conhecer e já comecei a estudar a cidade. Aceito sugestões de hotéis bons e baratos.

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2009

Um luxo de trem, um lixo de site

Quem gostou do filme Viagem a Darjeeling (The Darjeeling Limited - 2007) e curte aquele tipo de viagem onde o próprio hotel é uma das atrações vai gostar dessa notícia.

Hoje, 11 de janeiro, começa a operar o Royal Rajasthan on Wheels, um trem de alto luxo que promete mostrar o melhor da Índia a hospedes endinheirados e amantes da vida sobre os trilhos. Cada noite nos vagões chega a custar 2 mil doletas, uma bela grana.

A título de curiosidade, a Índia tem outros trens de luxo como esse. Um deles, o Palace on Wheels, está com lotação esgotada até 2010. Ao que parece, tá cheio de gente querendo conhecer a Índia sem ter que interagir muito com a população local.

Para terminar, dá um bico no site “provisório” do Royal Rajasthan on Wheels. Dispensa comentários.

UPDATE em 17/01: O site provisório já foi modificado. Uma pena, porque o outro era engraçadíssimo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 15 de outubro de 2008

O Conselheiro de Viagem

Viajar é sensacional. Mas preparar uma viagem dá uma trabalheira tão desgraçada que às vezes parece que vai ser preciso tirar férias da preparação para as férias. E entre todas as tarefas que essa preparação exige, reservar hotéis é uma das mais cansativas - pelo menos para quem gosta de fazer as coisas pessoalmente e usa o mínimo possível a sua agência de viagens, o que é o meu caso. A quantidade de hotéis, pousadas, B&Bs, albergues e quartinhos que aparecem um uma mísera pesquisada no Google é gigantesca. Se você não estiver embarcando para um lugar perdido no mundo (coisa cada vez mais rara de se encontrar), pode se preparar para ter que vasculhar entre dezenas, centenas ou até milhares de ofertas. Como se isso não bastasse, cada uma se diz melhor que a outra (óbvio, dã!) e sempre fica aquele medo de estar entrando em uma belíssima roubada.

Para amenizar essa tarefa ingrata para meus queridos leitores, resolvi escrever sobre um site que descobri há um tempo e que foi uma mão na roda na hora de escolher os lugares onde fiquei na viagem para a Indochina: o adorável Trip Advisor.

O que é esse bichinho? Exatamente o que o nome dele diz: é um “conselheiro de viagem”, repleto de opiniões de viajantes sobre hotéis, restaurantes, destinos, atrações turísticas e muito mais, com direito a fotos escondidas (bem mais reveladoras do que as colocadas nos sites dos lugares). Tudo, aparentemente, real e confiável, já que todas as opiniões são submetidas a uma análise para verificar se não existe alguma falcatrua. Colocar uma opinião sobre um hotel que ainda não foi avaliado por ninguém requer uma dose de paciência e vontade, porque muitas perguntas são feitas para que se possa verificar se o hotel existe mesmo. E nada vai para o ar logo depois do clique do viajante. As opiniões levam um tempo para serem analisadas e só depois são publicadas.

Minha rotina no monte de finais de semana que passei escolhendo hotéis no Vietnã, no Camboja, no Laos e na Tailândia era procurar indicações nos meus guias e no Google, visitar o site de cada um que se encaixava na minha faixa de preços pagáveis, verificar a opinião de clientes no Trip Advisor e só então entrar em contato para confirmar valores e fazer as reservas. O resultado foi muito bom: dos 8 hotéis que escolhi na viagem, apenas um foi decepcionante e pelo menos 3 eram sensacionais, com preços que não passaram de 30 dólares por noite, por quarto (veja as fotos deles abaixo).

Não sei como o Trip Advisor se sai em viagens por outros lugares do mundo. Testei a criança rapidamente num plano (frustrado) de passar alguns dias na Patagônia argentina no fim de 2008, e funcionou muito bem. Só sei que pelas bandas asiáticas e pelo Marrocos ele é tão respeitado que hotéis bem qualificados chegam a divulgar o link da página onde as pessoas opinam sobre os seus estabelecimentos.

Para visitar a página com as dicas que eu publiquei no Trip Advisor, clique aqui, ó. Tem até um joguinho legal que testa o “QI Viajante” das pessoas. O meu deu 145, mas essa brincadeira é assunto para outro post.

- Gabriel Prehn Britto
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