Veja essa lista de guias de viagem bizarros. Encontrei todos em uma seleção do Listverse.com. Coloquei apenas 4 (a lista original mostrava 10, não concordei com os outros 6), mas tenho certeza de que são apenas a ponta do iceberg dos guias estranhos.
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• The Space Tourists Handbook
Quantas pessoas realmente precisam deste guia? Segundo o Wikipedia, apenas 7 privilegiados já conseguiram fazer turismo espacial e, mesmo que o livro não trate apenas de viagens até a Estação Espacial Internacional (ele também fala de voos de gravidade zero, suborbital e assemelhados), o número de turistas que conseguiram ver o mundo azul não é assim tão grande.
É aqui que entra o “detalhe”: um dos autores é o presidente da Space Adventures, a empresa que levou todos os 7 turistas para o espaço. Dinheiro para imprimir um livro apenas por galhofa não é problema para ele.
Visitar cemitérios famosos: OK. Eu faço isso sempre que posso.
Mas daí a comprar um guia exclusivo dos cemitérios da Califórnia vai uma distância considerável.
Laid to Rest in California é a bíblia de quem quer visitar a moradia eterna de todos os figurões, astros e estrelas vizinhos de Hollywood. Tudo com direito a fotos de túmulos, obituários, contato (com os cemitérios, não com os mortos) e horários de visitação. Também tem dicas de restaurantes para quando você estiver morrendo de fome.
Eu sei que o turismo médico é um setor que vem crescendo. Mas ainda acho estranho existir um guia especializado nisso (na verdade existem vários). Neste livro, são apresentados 24 países e suas sei lá quantas atrações médicas, com detalhes de valores, burocracias e coisa e tal.
Chegou meu guia Lonely Planet do Irã. Hora perfeita para um post sobre onde encontrar, como escolher e comprar guias para destinos “não-convencionais”.
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DO YOU SPEAK INGLÊS?
A primeira lição é: você dificilmente vai encontrar este tipo de guia em português.
As coisas até andam melhorando (já tem guia para o Vietnã e Camboja em nossa língua) e talvez você encontre algo em espanhol e em francês. Mas o único certo mesmo é o inglês. Be prepared, babe.
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UNI-DUNI-TÊ, QUE GUIA ESCOLHÊ?
Você não vai ter muitas alternativas na hora de escolher seu guia. Existem zilhões de editoras por aí, mas (até onde eu sei) muito poucas cobrem países exóticos.
A mais completa, sem sombra de dúvidas, é a Lonely Planet, com guias para qualquer canto obscuro do mundo. Mas vale pesquisar e dar uma olhada mais aprofundada em tudo que você eventualmente encontrar. Às vezes, editoras que não são especializadas em turismo lançam livros muito bons no assunto.
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LIVRARIAS ANALÓGICAS
Faça o óbvio e vá às livrarias mais bem servidas da sua cidade. De novo, dificilmente você vai encontrar algo. Nossas livrarias, mesmo as maiores, costumam ter apenas os guias de destinos mais populares.
Caso você dê sorte e encontre o guia que procura, fique esperto: é bastante normal que seja uma edição antiga. Não compre antes de confirmar isso com um vendedor.
Caso você tenha nascido com a mala para a lua e encontre uma edição atual do guia que procurava, segure seus ímpetos e não compre ainda. Anote o preço e passe vá para o tópico “Livrarias Digitais Gringas”. Os preços de guias são supervalorizados no Brasil e provavelmente vai sair mais barato importar seu exemplar.
(Não seja bobo de se preocupar com coisas como “preciso comprar logo ou alguém vai levar”. Se você teve sorte suficiente para encontrar esta raridade, não vai ter o azar de alguém comprar justamente o seu achado.)
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LIVRARIAS DIGITAIS BRAZUCAS
Antes ou depois da peregrinada pelas livrarias da sua cidade, não esqueça de dar uma passadinha também nos sites delas.
Às vezes, o que você não encontra na loja está no estoque virtual ou em alguma filial perdida pelo Brasil. Se o preço não for muito mais alto do que nas livrarias gringas, vale fazer o pedido ali mesmo, já que as encomendas nacionais costumam chegar bem mais rápido do que as internacionais.
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LIVRARIAS DIGITAIS GRINGAS
Tudo isso é muito bonito, mas o mais provável é que você tenha que encomendar seu guia em alguma livraria gringa. Como a importação de livros é livre de impostos, muitas vezes vale a pena, apesar da espera pela encomenda.
O básico da busca internacional é a Amazon, claro, mas não se prenda a ela.
Faça sempre uma comparação com os sites das próprias editoras. A lova virtual da Lonely Planet faz promoções muito boas e pode valer a pena. O prazo de entrega costuma ser parecido, então não se preocupe com isso se você não estiver em uma urgência.
Também vale ficar de olho nas ofertas de compras casadas, oferecidas pelos sites. Se aquele livrinho de khmer básico for oferecido por uma pechincha junto com o seu guia do Camboja, coloque no carrinho. Pode ser útil na viagem e, no mínimo, vai ser uma boa recordação.
Dica básica: se você tiver outros livros para encomendar ou amigos que também queiram importar livros, junte todos em um mesmo pedido. O preço do frete de um único exemplar costuma ser o mesmo uma quantidade maior, então faça a grana render.
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DOWNLOAD LEGAL E “DOWNLOAD LEGAL”
Eu ainda prefiro ter o guia em formato de livro, mas se você não se importa com isso, pode economizar uns trocados imprimindo guias em formato PDF.
O site da Lonely Planet oferece essa opção com desconto em relação à versão encadernada.
Você também tem a opção de comprar apenas os capítulos que interessam a sua viagem - o que pode ser uma boa vantagem naquelas edições que cobrem mais de um país, quando você só vai para um deles.
Ah, claro, você também pode baixar guias de graça por aí, mas eu não vou dizer onde, para não me comprometer.
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I-APLICATIVOS
Não recomendo aplicativos de telefones e tablets para destinos incomuns.
Apesar de lindinhas, essas coisinhas precisam de energia e tomadas. Se já é um porre lembrar de recarregar baterias de câmeras a cada sei lá quantos dias, é ainda mais chato ter que fazer isso com o seu guia - sem falar que pode ser muito difícil em determinados lugares.
Se você tiver um iPhone, então, vai precisar de tomada todos os dias. Um suplício.
Além de todas as recomendações básicas (se você ainda não sabe quais são, leia, sua existência depende disso) também existem duas saídas pouco divulgadas: o aeroporto e o mar.
Mas para onde ir? Quais cantos do mundo são mais seguros contra o ataque destes seres que dançam Thriller?
E em quais lugares você não deve nem pensar em colocar os pés, porque certamente já estão tomados por zumbis?
Não seja besta. O Haiti é a terra do zumbis, a verdadeira Zumbilândia.
O vodu é a religião mais praticada por lá e eram justamente os feiticeiros vodus que, até agora, tinham o poder de reanimar os mortos. A República Dominicana fica na mesma ilha do Haiti e é tão perigosa quanto. Fuja.
Aliás, fuja de qualquer lugar no Caribe e no México. Nunca se sabe se algum feiticeiro vodu já andou por ali reanimando uns cadáveres.
Apesar do país ser gigantesco, mais cedo ou mais tarde eles vão encontrar você. Principalmente se você for para alguma cidade grande ou algum dos estados do sul, onde o vodu também é praticado.
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3) Europa, Ásia e África
Esqueça estes continentes. Eles são habitados há milênios e já passaram por uma pá de guerras. O que tem de morto lá não é brincadeira, meu amigo. Certamente já estão tomados por zumbis.
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5) Argentina
Desde aqueles 4 X 0 para a seleção alemã na África do Sul, a Argentina tem 40 milhões de zumbis vagando pelas ruas. Esqueça. Você nunca mais vai comer alfajores na sua vida.
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Agora vamos aos lugares para onde você DEVE IR.
Ilhas são os locais mais indicados. A princípio, zumbis não nadam nem pilotam barcos. Mas quem garante que eles não vão aprender? Por isso também vale a dica: quanto mais longe da costa, melhor.
Procure lugares isolados e nunca antes habitados, para evitar que haja pessoas sepultadas.
Se não encontrar nada assim, escolha destinos com poucos habitantes e cemitérios pequenos. Com boa pontaria e munição suficiente, você consegue dar conta de algumas dezenas de zumbis.
Importante: sua ilha precisa ter solo fértil ou abundância de peixes. Você vai ter que passar o resto da vida ali. É fundamental ter comida.
Coloco a mão carcomida de um zumbi no fogo: a ilha Pirâmide de Ball é o refúgio mais UAU! para os sobreviventes.
Ela fica longe de tudo, entre a Austrália e a Nova Zelândia. Hoje, esta pedra gigantesca é um parque natural protegido pelo governo australiano, que não permite desembarcar ali.
Apesar de ser bastante gelada no inverno (fica no norte da Escócia), Foula é uma ótima opção. É linda, tem solo fértil e até abrigo, já que é habitada por mais ou menos 30 pessoas (don’t worry, vocês darão conta dos zumbis).
Sealand é uma nação fictícia criada por um inglês excêntrico em uma base naval britânica a 10 km da costa do país.
Não é exatamente um destino bonito, mas certamente é o mais seguro: é isolado e bem acima do nível do mar, mesmo que os zumbis aprendam a nadar, também terão que aprender a levar escadas.
Nunca teve cemitérios e a população é de 20 malucos.
Em um apocalipse zumbi ninguém tem muito tempo para escolher onde se refugiar. Por isso não reclame se o único lugar que você conseguir for a ilha Bouvet.
Em certos aspectos ela é perfeita: é considerada a ilha mais remota do mundo e totalmente desabitada. Mas é coberta de gelo e fria como a Antártida. Leve um casaco.
Para os amantes da França, uma ilha isolada que faz parte do país.
A Ilha Nova Amsterdã (ou apenas Île Amsterdam) fica no Oceano Índico. É desabitada e tem solo bom para fazer a sua horta. Se bobear, você até planta umas uvas para fazer vinho e comemorar a sobrevivência em grande estilo.
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Pronto. As dicas foram dadas. Agora salve a sua vida.
Thomas Kohnstamm é um gringo que um dia foi convidado pela Lonely Planet para passar um tempo atualizando a edição do seu guia Brasil. Como não é louco, largou tudo e topou a oferta, mas logo percebeu que aquela vida era uma roubada, largou tudo de novo e escreveu Autores de Guias de Viagem Vão Para o Inferno?, um livro que conta o lado difícil de um dos trampos mais desejados do mundo.
Alguns dos motivos que fizeram Thomas desistir estão em uma entrevista no site da revista Trip: a grana é ridiculamente baixa, o dinheiro que os escritores recebem raramente cobre todas as despesas da viagem, os editores exigem informações impossíveis e não ligam para as dificuldades, os prazos são insanos, a rotina é exaustiva, etc., etc. e etc.
Ter um programa de TV sobre viagens não deve ser muito mais fácil, não. A equipe que me acompanhou durante o Viajante Opanka não estava na mesma moleza que eu (ah, as fé-ri-as!) e o dia-a-dia deles era bem corrido.
O diretor, a produtora, o operador de áudio, o câmera e o motorista (você nem imaginava que era tanta gente, né?) trabalhavam muito. Passavam os dias organizando a agenda. Tinham que resolver os eventuais imprevistos técnicos. Faziam simpatias para que São Pedro ajudasse no clima e malabarismos para que o trânsito não nos atrasasse mais do que o normal. E no final do dia, quando eu já estava de cuecas nos lençois de algodão egípcio da cama king size da minha suíte, eles ainda tinham que analisar, editar e enviar os vídeos para Porto Alegre.
Alguma semelhança com o estresse e a correria que você vive em um escritório? Ah, pois é. Então na próxima vez que invejar mortalmente o povo que ganha para viver em férias, lembre-se do Padre Quevedo:
- Isso NO ECZISTE!
UPDATE-RELÂMPAGO: Vida de blogueiro de viagem também não é nada fácil.
Depois de uma semana em campanha feroz (e às vezes sendo chato, eu sei, desculpe), volto à programação normal deste blog enquanto preparo as malas para partir pelo Brasil como Viajante Opanka.
Volto para dar uma dica que, aparentemente, não tem nada a ver com turismo, mas tem - e muito.
Não sou ligado em futebol. Se você perguntar a escalação do meu time, só conseguirei dizer o nome do goleiro. Sobre a Seleção Brasileira, só lembro das camisas espalhafatosas do Dunga e sei que o tal de Ganso e o Neymar não foram convocados, gerando dúvidas sobre a capacidade intelectual do treinador e um monte de opiniões nada respeitosas sobre a senhora mãe dele.
Eu sabia que algo escrito pelo genial Eduardo Menezes seria bom até mesmo se o assunto fosse futebol. Logo, foi uma belíssima surpresa descobrir que o futebol é apenas o fio condutor de um livro que fala muito mais sobre história, cultura e curiosidades dos 32 países participantes do campeonato da Fifa.
Sabia que os australianos praticam um esporte que mistura boxe com xadrez?
Que metade da seleção da Argélia é formada por filhos de imigrantes argelinos nascidos na França, em um movimento de migração contrário ao que normalmente ocorre nas relações entre colonizadores e colonizados?
Sabia que existem 260 etnias, 520 línguas e pelo menos 10 religiões populares na Nigéria?
Não sei em você, mas, em mim, informações deste tipo acendem aquela vontade de visitar um lugar. Como não querer conhecer um povo tão ingênuo como o ganês, que caiu num boato à la Guerra dos Mundos (de Orson Welles) em pleno século XXI?
Perdão pelo trocadilho infeliz e clichê no título deste post. Tentei, mas simplesmente não consegui resistir. Prometo me esforçar para evitar outros ao longo do texto. Juro que prometo.
No fim de 2009, eu dormia e acordava com o Peru na cabeça. O país andino era praticamente o destino certo das próximas férias. Tão certo que cheguei a usar o meu Personal Guia de Organização Turística para montar um roteiro que encaixasse o Peru inteiro (ou sua maior parte, porque o Peru é maior do que você imagina) num espaço de 20 dias de descanso. Era bonito ver o Peru ganhando corpo e crescendo na minha frente. Mas então vieram algumas incertezas e o Peru foi se encolhendo até ficar pequeno no meu mapa-múndi. Caiu na lista de destinos e não levantou mais.
Mesmo assim, o roteiro do Peru continuava armado. Firme, forte. E como eu sou um amigo do peru, lembrei de colocar toda a pesquisa neste post. Porque se as minhas férias não serão gozadas no Peru, talvez você possa se divertir muito nele.
A ideia era, na verdade, fazer uma ménage à trois: eu, o Peru e sua amiga Bolívia, salgando a relação com uma visita ao magnífico Salar de Uyuni. O período seria por agora mesmo, maio. O melhor roteiro que tracei foi este:
Brasil - Lima - Cusco - Machu Picchu - Arequipa - Puno (Lago Titicaca) - Copacabana (Bolívia) - La Paz - Uyuni - La Paz - Lima - Brasil
Entraria pelo Peru e seguiria por ele até a Bolívia, de onde voaria de volta a Lima e, depois, ao Brasil, deixando o Peru para trás.
Em cada planejamento de cidade, você verá a quantidade de noites que imaginei (após pesquisas em fóruns pela internet), o nome e o preço de um hotel que me pareceu decente (após pesquisas no Trip Advisor) e o transporte para o próximo destino, incluindo o valor do deslocamento, quando este não estiver no preço da passagem pela LAN (veja lá embaixo).
Importante: certifique-se dos preços nos links indicados. Não dê mole para o Peru. Ele costuma ser duro com quem não faz as contas direito e pode ferrar suas economias.
Os voos por dentro do Peru tiveram o melhor preço na compra de todos os trechos pela LAN: GRU-Lima-Cusco-Arequipa / La Paz-Lima-GRU, com saída em setembro/2010 - 1.049 USD.
Como você deve ter percebido, as refeições não estão incluídas neste roteiro. Mas para o Peru não melar seus planos, reserve uma média que varie entre 3,5 a 8,1 euros para cada refeição (conforme indica o Routard).
Ou se você preferir sentir o genuíno gosto do Peru provando os deliciosos pratos locais em restaurantes bons, prepare-se para mais de 12 euros por refeição. É um pouco mais caro e você pode sair do Peru com uma mão na frente e outra atrás, mas permite que você sinta o Peru por inteiro.
Espero que as dicas ajudem você a se preparar. Nada melhor do que chegar em Lima com o Peru na ponta da língua.
Se você não for um tarado por viagens, nem tiver sido hippie nos anos 70, é provável que não. Mas talvez seja a hora de mudar de ideia.
Assim como várias zonas de conflito ao redor do mundo, o Afeganistão tem suas regiões consideradas seguras para o turismo. A maior prova disso é o guia do país lançado pela Lonely Planet em 2007, o primeiro depois da queda do Talibã em 2001.
O.K. Ir para lá no peito e na raça achando que só vai encontrar crianças empinando pipas é algo um pouco radical demais, para aventureiros extremos. Mas que tal conhecer as regiões consideradas seguras com o acompanhamento de uma empresa de turismo especializada no país?
Sim, existem empresas de turismo especializadas no Afeganistão. Uma delas eu descobri por acaso, lendo uma revista antiga. É a Great Game Travel, do americano Andre Mann. Os caras têm roteiros sensacionais e garantem a segurança do viajante em viagens por regiões onde os conflitos ainda não chegaram e em companhia de guias que sabem tudo das bocadas afegãs.
Os preços variam, mas são bem menores do que eu imaginei. Segundo o site, uma viagem de 12 dias com quase tudo incluído (exceto passagens aéreas) sai por 4.000 USD.
Vai dizer que não dá vontade de encarar uma burquinha?
É Megiddo, em Israel, que já foi uma cidade-estado importante nos tempos (muito) antigos, mas hoje é “apenas” uma colina repleta de ruínas, tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade, pela Unesco.
O que tem de tão legal lá? Foi o que descobri assistindo ao History: além de ter sido palco de acontecimentos históricos da humanidade, Megiddo é o lugar onde, segundo a Bíblia, vai acontecer o combate final entre Deus e o Coisa-Ruim.
Será a batalha do Armagedon, palavra que deriva de “Har Megiddo” e que significa “Monte Megiddo”, em hebraico.
Reserve já o seu assento, porque essa luta não vai passar no pay-per-view.
Juro que imaginei que todo mundo já conhecesse o Via Michelin, o excelente site que a marca criou há tempos para quem viaja pela Europa e arredores. Mas quando desconfiei que a Marcie não conhecia este brinquedinho, me dei conta de que era preciso colocar a dica aqui no blog. Porque se ela não conhece, então um monte de gente nunca nem ouviu falar do Via Michelin.
Pois bem, a referida maravilha do turismo rodoviário é um site que indica rotas, custos, tempos de viagem e até posições de radares para viajantes da Europa e de alguns países da África e da Ásia, além de hotéis, restaurantes e toda a cauda longa associada a este assunto.
Você vai lá, digita a cidade de saída e a de chegada e espera. Se souber, pode colocar até os endereços dos locais.
Em segundos, ele aparece com o roteiro desenhado e explicado nos mínimos detalhes. Não gostou da sugestão da Michelin? Não tem problema: você também pode pedir as rotas mais rápidas, as mais curtas, as mais turísticas e as mais econômicas (aquelas que fogem de pedágios). E se você for totalmente tecno-hippie, também pode pedir sugestões para ir a pé ou de bicicleta.
Para um teste ilustrativo, escolhi uma viagem bem longa: Lisboa-Moscou.
O Via Michelin me apresentou o mapa acima (que pode ser ampliado e impresso), a rota que ele considera a mais adequada, além das infomações de custos de combustível e pedágios, tempo de viagem e distância percorrida.
E como o negócio é para funcionar mesmo, há até uma planilha indicando cada mísera conversão que você precisar fazer, dentro das cidades e nas estradas.
Claro que com GPS no carro talvez você nem precise do roteiro da Michelin nas suas férias. Mas para planejar quanto vai custar a viagem, ainda não conheci nada melhor.
Pois é, achei que esta semana teria apenas os posts abaixo. Mas então descobri o Google Goggles e tive que voltar para publicar, porque este aplicativo para o Androidvai mudar o seu jeito de viajar. Veja o filme e segure o queixo.