Gastronomia

› 25 de fevereiro de 2010

Conaprole nuestro que estás en los cielos

Domingo de Carnaval, saí de La Paloma, no litoral uruguaio, com a certeza de não voltar mais para lá. Foi a minha segunda vez na cidade, e eu deveria ter aprendido com a primeira.

Na virada de 2007 para 2008, escolhi ficar na praia Anaconda, que faz parte de La Paloma. Um lixo. Não dava nem para ir até o mar no réveillon, porque era preciso passar por um lodaçal cheio de mosquitos para alcançar a areia.

Mesmo com esta experiência, topei passar o carnaval de 2010 em outra praia da cidade: La Aguada. Outro lixo. Além da própria praia ser feia, a casa alugada pela internet era podre. Já fiquei em muitas casas como aquela quando eu tinha 18-20 anos, mas com 34 eu não me submeto mais a certas humilhações.

Mas graças aos deuses Conaprole e Lapataia (seres divinos uruguaios que se manifestam entre os mortais sob a forma de doce de leite), na mesma noite em que eu, minha mulher e meus amigos chegamos naquele muquifo, encontramos outros amigos que estavam em La Pedrera.

Amém. (Foto: blog Ariel Palacios)

A sorte começou a mudar.

Eles sabiam de uma casa para alugar ao lado da casa deles, na beira da praia. No dia seguinte, alegamos que a geladeira do muquifo não estava funcionando (o que era verdade) e pedimos metade do aluguel de volta. Com o dinheiro na mão, tocamos para La Pedrera, demos uma choradinha de 50 dólares e ficamos com a casa.

Só saí dela para fazer compras, comer sorvete Popi (outra divindade uruguaia), jantar em restaurantes excelentes e charmosíssimos (a/c Destemperados) e para passar umas poucas horas debaixo do guarda-sol na areia. De resto, minha rotina foliônica foi ler e dormir.

F-é-r-i-a-s.

Apenas 3 dias, mas f-é-r-i-a-s.

No fim, a grande dica para quem for para aqueles lados é o restaurante Perillán, na rua central de La Pedrera, quase esquina com o mar. Deus do céu, comi um salmão com purê com wasabi que me pegou no colo, me deitou no solo e me fez mulher. Ainda bebemos um belo vinho, comi uma entrada deliciosa e paguei 60 reais por tudo. Não é baratinho, mas para a qualidade oferecida, foi uma pechincha.

Fique com as poucas fotos que eu fiz nos poucos momentos em que movimentei meu corpo do sofá para a sacada.

No estacionar

No estacione 2

Let's go surfing now

Fumador

Frío

A Popi não poupa ninguém

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de dezembro de 2009

O ganso louco

Sim, eu sei que essa semana tá igualzinha à semana passada: post do Por Que Pra Lá? + post sobre post dos Destemperados.

Mas o que eu posso fazer se o Diogo resolveu escrever justamente sobre o Potrefená Husa, um dos restaurantes de Praga mais significativos da minha vida, onde eu levava todos os amigos que me visitavam, onde eu bebia Staropramen e comia goulash sempre que podia, onde bebi absinto “Czech style” pela primeira vez, onde comemorei meus saudosos 25 anos e onde fui assim que cheguei na cidade neste ano?

Potrefená Husa e o ganso louco que dá nome ao local - Foto: Diogo Carvalho (Destemperados)

Vá lá nos Destemperados e descubra o Potrefená. Depois, vá para Praga e experimente.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de dezembro de 2009

Praga Destemperada

Começou!

Diogo “Destemperados” Carvalho finalmente chegou na parte tcheca das mais recentes férias dele.

Hoje ele postou o primeiro relato gastronômico da visita que fez à cidade mais linda do mundo. Dá uma olhadinha nas belezuras que ele provou na primeira noite.

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Quer saber o que é isso? Vai lá, ora!

Quando tudo estiver postado, linkarei na página das minhas dicas especiais para quem vai para aquelas bandas.

Děkuji moc, Diogo!

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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› 10 de março de 2009

Ainda o Ronald McDonald

Via @chmkt, encontrei um post que reforça um dos pontos que me fazem comer em McDonald’s em viagens: a lanchonete americana é ótima para detectar peculiaridades das culinárias locais, porque cria sanduíches diferentes em cada lugar.

Para ficar em apenas um exemplo, dá uma olhada no McCurry indiano. Pão retangular recheado com milho, brócolis, cogumelos e pimenta-da-guiné, molho bechamel e cobertura de queijo. Nada de carne bovina. Só falta a Juliana Paes atendendo no outro lado do balcão.

Esse Mac deve fazer sucesso na Globo hoje em dia

Esse Mac deve fazer sucesso na Globo hoje em dia

Para ver outros, vá direto ao site que fez essa seleção por mim.

- Gabriel Prehn Britto

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› 19 de fevereiro de 2009

McDonald’s para viagem

É normal escutar pessoas dizendo que fogem de McDonald’s quando estão no exterior. Parece que comer nas lanchonetes americanas é uma vergonha, uma mancha no currículo de um verdadeiro viajante, aquele cara que aproveita o mundo de forma mais intensa do que os simples turistas (bobagem sobre a qual escreverei em outro post). Mesmo que seja apenas para chegar na França e pedir um “royale with cheese” ou um “le Big Mac”, só para botar banca de personagem do Tarantino, entrar em um McDonald’s é, teoricamente, proibido para quem quer viver a viagem. Nem em último caso se deve fazer isso.

Eu tenho outro percepção do assunto, desenvolvida entre 2000 e 2001, quando viajava pela Europa Central. Para mim, o McDonald’s é a melhor primeira refeição que se pode fazer quando se chega em algum país.

Explicarei.

O momento da chegada é sempre confuso. A gente não sabe direito o valor das coisas, não tem ideia de quanto se paga por uma refeição decente, não tá muito por dentro da culinária local e, mais importante, está morrendo de fome (pelo menos eu estou sempre faminto). Até onde eu sei, os lanches do McDonald’s têm mais ou menos o mesmo nível de valor dentro da economia local no mundo todo. Eles nunca são extremamente caros nem ridiculamente baratos. Ou seja, são uma refeição de valor médio. Tá aí o primeiro motivo para se escolher um restaurante da rede: matar a fome com a certeza de não estar sendo totalmente enganado pelo preço por não ter noção dos valores dos restaurantes locais. Assim, consegue-se um prazo para se adaptar à moeda local antes de escolher um restaurante diferente.

Tirando o motivo econômico de lado, vem o motivo cultural. Ao contrário do que o pessoal mais radical pensa, o McDonald’s não é uma ameaça às cozinhas típicas e nem uma pasteurização dos pratos mundo afora. Em todos os lugares onde tive a oportunidade de visitar uma filial da loja do Ronald, encontrei pratos bem diferentes dos que temos no Brasil. Claro que os Big Macs e os campeões de vendas estão sempre lá, mas ao lado deles estão opções criadas de acordo com a preferência local, sem falar nas bebidas e nas sobremesas. Por isso o Mac de Fes, no Marrocos, vende sanduíche feito com pão árabe. Por isso, os restaurantes da rede em Viena oferecem doces maravilhosos. Por isso, comi um belo pastel de nata num Mac em Lisboa. E por aí vai. Por mais que soe como uma heresia para alguns, comer em um McDonald’s é também uma forma de conhecer algumas preferências da cozinha local.

Obviamente, eu não como Mac em todas as refeições em viagens, porque faço questão de experimentar pratos típicos (sem bizarrices). Mas se eu enxergar aquele M amarelo gigantesco na cidade e se eu ainda não tiver ido em outra loja deles no país, pode ter certeza de que vou lá ver o que tem de diferente para mim.

- Gabriel Prehn Britto
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