Gastronomia

› 27 de abril de 2011

Bogotô com fome

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Eu tenho a sorte de ter uma amiga casada com um colombiano.

E tenho a sorte ainda maior desta amiga (que mora em Barcelona) me enviar um monte de dicas gastronômicas da Colômbia.

Já você tem a sorte de ser meu leitor e também conhecer essas delicinhas.

A ver.

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Arepa con carne desmechada y queso.

southie3 - Attribution-NonCommercial-NoDerivs 2.0 Generic (CC BY-NC-ND 2.0)

A arepa é um ícone da cozinha colombiana e considerada um símbolo da unidade gastronômica do povo. É uma massa de milho com recheios variados. Segundo minha amiga, “tem umas gordinhas, mas as boas são as planas recheadas”.

Arepa de choclo

régine debatty - Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

Uma versão diferente da arepa, feita com massa de milho e queijo branco.

• Ajiaco

Nas palavras da moça: “Não entendo como uma sopa de frango com batata pode ser tão maravilhosa”.

Morten (CC BY-NC 2.0)

O (a?) Ajiaco é o prato mais representativo de Bogotá e se come com avocado (aquele abacate pequeninho, chamado de palta no Chile), alcaparras e nata.

Suco de lulo

Quimbaya - (CC BY-NC-ND 2.0)

Segundo o que encontrei, é uma fruta parecida com o jiló, com cor vermelha e um pouco ácida. Outras pessoas disseram que o suco é delicioso.

Sancocho

Francisco Cárdenas (CC BY-NC-ND 2.0)

Outro prato bem colombiano. É uma sopa de tubérculos com carne. Tem até uma versão com mondongo. Blergh.

Arroz com coco

southie3 - (CC BY-NC-ND 2.0)

Filho de baiano que sou, esse arroz escuro aí em cima vai descer macio, macio.

Arroz com Coca-Cola

Chegamos ao ponto bizarro da brincadeira. Arroz com Coca-Cola. Sério: tenho que experimentar isso. Não coloquei foto porque é a mesma cara do arroz com coco.

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No a la droga! Si a la comida colombiana!


- Gabriel Prehn Britto
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› 9 de março de 2011

Dessert

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Encontrei uma motivação para ir à Itália.

Como eu já disse aqui, a Berluscolândia não me chama a atenção turisticamente, porque prefiro lugares mais diferentes e coisa e tal.

Mas nesse fim de semana conheci melhor (e posso dizer que experimentei) um projeto que me fez sonhar com alguns dias por lá.

O projeto é o Al Mondo.

Toscana

A proposta é perfeita para os Destemperados: uma semana em um casarão de cinema,  em alguma cidadezinha bucólica da Itália (ou da França, da Espanha, de onde for).

Os dias são livres para fazer o que você quiser.

À noite, jantares fucking deliciosos, com direito a aulas de culinária que vão da compra dos ingredientes frescos nos mercados locais ao preparo dos pratos.

toscana

Fala aí. Não deu vontade de se atirar nessa espreguiçadeira e passar o dia sem fazer nada?

Toscana

Tive o prazer de jantar na casa de dois dos 5 pais do Al Mondo (o Marcelus e a Suzana) e garanto: eles são sensacionais e o Marcelus cozinha como ninguém.

Toscana

Depois de alguns dias em um lugar estranho do mundo, uma semana de jantares com eles, em um casarão na Toscana, seria o fechamento mais do que perfeito.

Melhor que isso, só com uma festinha na mansão do Berlusconi.

Photo: Hytok (Flickr)

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de novembro de 2010

E o angu, Sílvio?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Na ida ou na volta de Ouro Preto para Belo Horizonte, pela BR 356 (Rodovia dos Inconfidentes), preste atenção quando você chegar em Itabirito.

É nesta cidade que fica um legítimo representante da, sei lá, “decoração surrealista brasileira”: o Pasté de Angu Jeca Tatu.

angu

Repara na loucura do lugar.

Angu

Dá para perder um bom tempo por ali, olhando as milhares de capas de discos antigos (muito antigos, afinal o lugar também é chamado de museu), os anúncios do tempo em que a propaganda tinha textos e o móveis de sei lá qual século.

Angu

E a parada ainda pode ser aproveitada com um belíssimo (e baratésimo) almoço bem caipira, com destaque para os excelentes pasteis de angu.

angu

Deixa de ser jeca e aproveita.

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de outubro de 2010

A culpa não é do chef

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Essa eu tirei da Superinteressante.

Na próxima vez que servirem aquela comidinha insossa no seu voo, não reclame do coitado do chef. A culpa não é dele, é do ambiente do avião.

Classe pooobre

Por causa da pressurização e do ar seco da cabine, a nossa percepção de sabores fica alterada. Segundo cientistas alemães a gente perde 30% da capacidade de sentir o doce e o salgado em um voo. Com estas informações, eles já estão em busca de soluções para o problema.

Agora a minha conclusão: se isso é verdade, ou o pessoal mente ao elogiar a comida da primeira classe, ou as companhias aéreas já sabem do problema e não estão nem aí para a classe pobre.

Classe rykah

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de fevereiro de 2010

Conaprole nuestro que estás en los cielos

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Domingo de Carnaval, saí de La Paloma, no litoral uruguaio, com a certeza de não voltar mais para lá. Foi a minha segunda vez na cidade, e eu deveria ter aprendido com a primeira.

Na virada de 2007 para 2008, escolhi ficar na praia Anaconda, que faz parte de La Paloma. Um lixo. Não dava nem para ir até o mar no réveillon, porque era preciso passar por um lodaçal cheio de mosquitos para alcançar a areia.

Mesmo com esta experiência, topei passar o carnaval de 2010 em outra praia da cidade: La Aguada. Outro lixo. Além da própria praia ser feia, a casa alugada pela internet era podre. Já fiquei em muitas casas como aquela quando eu tinha 18-20 anos, mas com 34 eu não me submeto mais a certas humilhações.

Mas graças aos deuses Conaprole e Lapataia (seres divinos uruguaios que se manifestam entre os mortais sob a forma de doce de leite), na mesma noite em que eu, minha mulher e meus amigos chegamos naquele muquifo, encontramos outros amigos que estavam em La Pedrera.

Amém. (Foto: blog Ariel Palacios)

A sorte começou a mudar.

Eles sabiam de uma casa para alugar ao lado da casa deles, na beira da praia. No dia seguinte, alegamos que a geladeira do muquifo não estava funcionando (o que era verdade) e pedimos metade do aluguel de volta. Com o dinheiro na mão, tocamos para La Pedrera, demos uma choradinha de 50 dólares e ficamos com a casa.

Só saí dela para fazer compras, comer sorvete Popi (outra divindade uruguaia), jantar em restaurantes excelentes e charmosíssimos (a/c Destemperados) e para passar umas poucas horas debaixo do guarda-sol na areia. De resto, minha rotina foliônica foi ler e dormir.

F-é-r-i-a-s.

Apenas 3 dias, mas f-é-r-i-a-s.

No fim, a grande dica para quem for para aqueles lados é o restaurante Perillán, na rua central de La Pedrera, quase esquina com o mar. Deus do céu, comi um salmão com purê com wasabi que me pegou no colo, me deitou no solo e me fez mulher. Ainda bebemos um belo vinho, comi uma entrada deliciosa e paguei 60 reais por tudo. Não é baratinho, mas para a qualidade oferecida, foi uma pechincha.

Fique com as poucas fotos que eu fiz nos poucos momentos em que movimentei meu corpo do sofá para a sacada.

No estacionar

No estacione 2

Let's go surfing now

Fumador

Frío

A Popi não poupa ninguém

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de dezembro de 2009

O ganso louco

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Sim, eu sei que essa semana tá igualzinha à semana passada: post do Por Que Pra Lá? + post sobre post dos Destemperados.

Mas o que eu posso fazer se o Diogo resolveu escrever justamente sobre o Potrefená Husa, um dos restaurantes de Praga mais significativos da minha vida, onde eu levava todos os amigos que me visitavam, onde eu bebia Staropramen e comia goulash sempre que podia, onde bebi absinto “Czech style” pela primeira vez, onde comemorei meus saudosos 25 anos e onde fui assim que cheguei na cidade neste ano?

Potrefená Husa e o ganso louco que dá nome ao local - Foto: Diogo Carvalho (Destemperados)

Vá lá nos Destemperados e descubra o Potrefená. Depois, vá para Praga e experimente.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de dezembro de 2009

Praga Destemperada

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Começou!

Diogo “Destemperados” Carvalho finalmente chegou na parte tcheca das mais recentes férias dele.

Hoje ele postou o primeiro relato gastronômico da visita que fez à cidade mais linda do mundo. Dá uma olhadinha nas belezuras que ele provou na primeira noite.

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Quer saber o que é isso? Vai lá, ora!

Quando tudo estiver postado, linkarei na página das minhas dicas especiais para quem vai para aquelas bandas.

Děkuji moc, Diogo!

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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› 10 de março de 2009

Ainda o Ronald McDonald

Via @chmkt, encontrei um post que reforça um dos pontos que me fazem comer em McDonald’s em viagens: a lanchonete americana é ótima para detectar peculiaridades das culinárias locais, porque cria sanduíches diferentes em cada lugar.

Para ficar em apenas um exemplo, dá uma olhada no McCurry indiano. Pão retangular recheado com milho, brócolis, cogumelos e pimenta-da-guiné, molho bechamel e cobertura de queijo. Nada de carne bovina. Só falta a Juliana Paes atendendo no outro lado do balcão.

Esse Mac deve fazer sucesso na Globo hoje em dia

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Para ver outros, vá direto ao site que fez essa seleção por mim.

- Gabriel Prehn Britto

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