França

› 26 de julho de 2010

Début na Torre Eiffel

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Primeira vez em Paris?

Então vou dar uma dica simples que vai fazer a sua primeira visão da Torre Eiffel ser inesquecível.

(Ok, a primeira visão da Torre Eiffel é inesquecível para qualquer ser com um mínimo de sensibilidade turística. Mas seguindo esta dica, esta visão inesquecível vai ter um clímax grandioso.)

1) Depois de passar no hotel/albergue/apartamento para fazer check-in e aquele xixizinho básico, procure a estação de metrô mais próxima e enfie-se dentro dela.

Metrô

2) Devidamente autorizado a passar pelas roletas, veja quais conexões você precisa fazer para descer na estação Trocadéro (linhas 9 e 6).

Linha 9

Linha 6

>>> ATTENTION, S’IL VOUS PLAÎT: se por acaso o seu trem for de alguma linha que passa pela superfície, é grande a chance de você acabar vendo a Torre (ou um pedaço dela) antes de chegar em Trocadéro, o que coloca toda esta dica por água abaixo. Culpe a RATP por estragar a surpresa. <<<

3) Chegando na estação Trocadéro, desça do trem e procure a placa que indica a saída para o Musée National des Monuments Français.

Ali, no círculo vermelho

4) Suba as escadas e siga em frente, mantendo o Théâtre National de Chaillot e o Musée National des Monuments Français à sua esquerda. Caminhe um pouco e, quando o prédio acabar, olhe para a esquerda.

5) Voilà! Pode se urinar feito um filhotinho de cachorro, porque você está de frente para a Torre Eiffel.

Sua primeira vista

Fale a verdade: ela não é maior do que você imaginava?

P.S. Fazia um tempão que este post estava na minha cabeça, mas eu esqueci de anotar as coordenadas na última vez que fui a Paris e não conseguia encontrar orientações confiáveis na internet. Até que, depois de muita pesquisa, achei um texto que explicava exatamente o que eu queria. É este aqui. Se você vive em Paris e percebeu algum erro, por favor, me avise que eu mudo a dica. Merci.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de janeiro de 2010

Pas facile d’être parisien

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Até já tuitei isso, mas não resisti e coloquei aqui também.

Adorei muito o vídeo que a Carol Bensimon fez para mostrar aos leitores do Paris 75004 um pouco da difícil vida de estudante expatriado na capital francesa.

A parte da Diana na porta do vizinho é de se pisser de rire.

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de janeiro de 2010

Paris, je t’aime (moi non plus)

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Oui, je confesse: sempre fui meio relapso com relatos sobre Paris, onde estive por 3 vezes (99, 04 e 08). Na mais recente, eu até já tinha me metido a querer fazer fotos com um mínimo de beleza e escrever sobre os lugares por onde passava, ainda assim não me dediquei a buscar imagens da mesma forma que faço em outros lugares. Sei lá, acho que tenho algum freio em relação a cidades mega dissecadas e fotografadas.

Enfim.

A questão é que resolvi me redimir um pouco escrevendo sobre os meus lugares preferidos na capital francesa e colocando algumas fotos, mesmo que eu não goste tanto delas. Não espere nada especial ou fora do roteiro turístico. São apenas os meus pontos preferidos, onde eu fiz questão de passar em todas as visitas à cidade e que eu recomendo a todos que me pedem dicas.

Allons-y.

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Place des Vosges

Foto: Tamar Marie - Flickr

(A foto não é minha) Desde a primeira vez que li a descrição desta praça, decidi que seria um dos principais lugares que eu visitaria em Paris. Não tanto pela beleza (ela é considerada uma das mais belas do mundo - como tudo em Paris), mas por sua história. A Place des Vosges foi construída por Henrique IV, em 1605. É a primeira praça planejada de Paris, cercada por 36 prédios idênticos e simétricos. Foi palco de duelos e festas, como a do casamento de Luís XIII com Ana da Áustria. Hoje é um oásis de paz e tranquilidade no Marais.

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Sainte-Chapelle

(As fotos não são minhas) Lembro que fiquei bem bobão na fila para visitar a Sainte-Chapelle. Apesar de ter visto as fotos nos guias, eu não esperava nada além de mais uma igreja. Mas, quando entrei, me caiu a bunda. A Sainte-Chapelle virou atração imperdível para mim, mesmo que eu tenha que enfrentar filas enormes e milhares de revistas de segurança para chegar dentro dela.

A capela inferior, destinada aos plebeus, é exatamente como eu sempre havia imaginado uma construção medieval: pé-direito “baixo”, pouca luz, arcos e mais arcos. Apesar de ser sufocante, é incrívelmente bonita.

Foto: Christopher Chan - Flickr

A capela superior também é sufocante, desta vez não pela falta de espaço, mas pela beleza. Simplesmente não tem como descrever. Vá, enfrente a fila e veja ao vivo.

Foto: Uncle Buddha - Flickr

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Prefeitura de Paris (Hôtel de Ville)

Foto: racingsquirrel - Flickr

(A foto não é minha) Mais um lugar que me atrai mais pela história do que pela beleza. E desta vez, é por histórias mórbidas. A praça em frente à prefeitura, hoje chamada de Place de l’Hôtel de Ville, era o principal palco de execuções de Paris lá pelos anos 1300. Então adoro parar ali e ficar imaginando tudo que aconteceu naquele espaço.

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A cúpula da Catedral de Sacré-Coeur

Paris sem ninguém por perto

(Desta vez a foto é minha) Não acho a Sacré-Coeur grande coisa. Para mim, o sucesso dela se deve mais à Amelie Poulain e a sua localização (no alto do Montmartre) do que a sua beleza. Mesmo assim, sempre passei por lá para ver Paris de cima com certa tranquilidade. O segredo para isso é encarar os trocentos degraus até a cúpula. Justamente pela quantidade de degraus, poucos turistas se animam a subir, o que significa que é grande a chance de você ficar lá sozinho ou com dois ou três corajosos como você. Aproveite, porque não sei se existe outro lugar com aquela vista e aquela calma.

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A casa de Serge Gainsbourg

5 bis, Rue de Verneuil

(Outra foto minha) O cara é uma lenda francesa, do tipo que faz todo mundo lembrar onde estava no dia em que ficou sabendo da sua morte. Fez músicas maravilhosas. Gravou La Marseillese em ritmo de reggae, trocando o refrão por “et cétera”. Pegou uma mulherada cobiçadíssima. Fez Brigitte Bardot gemer de prazer em “Je T’Aime, Moi Non Plus”. Falou “I wanna fuck her” na cara da Whitney Huston, em plena TV e no auge do sucesso da moça. E ainda casou com a lindíssima Jane Birkin, com quem teve a talentosíssima Charlotte. Você nem precisa ser tão fã do Serge como eu, mas precisa ver onde esse cara viveu seus últimos dias e as homenagens que seus admiradores deixam por lá.

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Para terminar, fica aqui o link para uma série de vídeos fantásticos que mostram pontos de Paris em time-lapses maravilhosos (dica do excelente blog Obvious) e algumas parcas fotos que fiz por lá nestas andanças.

A torre

A torre de novo

Ah, o humor francês!

Operrá

Morangos franceses

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de novembro de 2009

Annecy, por Mlle. Carol Bensimon

Carol Bensimon, escritora e dona do blog Paris 75004, passou recentemente por Annecy, na França. As fotos, as impressões e a opinião dela sobre cidades pequenas estão aqui.

Recomendo a leitura e uma comparação entre a linda Annecy no outono (quando ela foi) e no inverno (quando eu fui).

Outono. Foto: Carol Bensimon (25ruedutemple - Flickr)

Inverno. Foto: Gabriel Prehn Britto

Por favor, desconsidere o fato de que eu peguei um dia de sol. Imagine tudo sob a mesma previsão do tempo, ok?

- Gabriel Prehn Britto

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› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de novembro de 2009

Em bom português

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Paris, entre setembro e outubro de 1999.

Desci do meu quarto louco para me jogar no petit déjeuner do hotel cujo nome esqueci mas sei que ficava perto da Place d’Italie. Havia poucos hóspedes além de mim e da minha esposa na época. Nos servimos e sentamos sem conversar. De repente, escutamos uma palavra conhecida. Era alguém falando português. Mais do que isso: era um casal brigando em português. Eles não faziam escândalo, mas o tom da conversa elevou o volume naturalmente. Ela era carioca. Ele era gringo, falava nossa língua com sotaque americano.

Não lembro bem o que a mulher dizia além de “acabou, chega, eu vou embora, não aguento mais”. Mas nunca vou esquecer do que o gringo repetia sem parar, com aquele sotaque carregado:

- Voce kagow in min. Voce kagow in min.

“Você cagou em mim.” Obviamente, nós ficamos quietinhos o café da manhã inteiro, segurando as risadas e suando frio para não mostrar que estávamos compreendendo tudo na briga que os dois achavam que estava apenas entre eles.

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Nova York, década de 90 do século 20.

Um amigo brasileiro estava em um restaurante conversando com outro amigo. Em determinado momento, repararam em uma figura estranha sentada na mesa ao lado. Achando que era um gringo, começaram a falar mal da figura em alto e bom som. Foi assim por muito tempo. Uma tiração de sarro sem igual.
A figura se levantou para ir embora. Mas não sem antes passar pela mesa do meu amigo e dizer, em português brasileiríssimo:

- Não vou responder como deveria porque sou mais educado que vocês.

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Onde eu enfio a minha cara, hein? (Foto: Brookezilla - Flickr)

Estas histórias são pequenos exemplos que lembrei depois que um amigo fez um tweet sobre o suposto ferrolho que encontramos na nossa língua no exterior.

Brasileiro parece que nasce em árvore. Estamos em todos os cantos do mundo. Não esqueça disso antes de acreditar que ninguém está entendendo seu português.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de setembro de 2009

A Normandia ontem e hoje

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Para o retorno do feriado, uma galeria de fotos sensacionais comparando as cidades da Normandia logo após o Dia D e hoje.

Logo apos o Dia D (Foto: Patrick Elie)

Hoje (Foto: Patrick Elie)

Para quem é apaixonado por “turismo de guerras”, como eu, é diversão por horas.

As fotos atuais são de Patrick Elie.

- Gabriel Prehn Britto
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› 3 de abril de 2009

Turismo estranho

Tem gente que acha estranho, tem gente que acha uma loucura e tem gente que acha sensacional e faz a mesma coisa. A verdade é que o turismo funerário existe, e eu sou um grande adepto dele.

Adoro visitar cemitérios nos lugares onde vou. Claro que não faço questão de ir em qualquer cemitério. Tem que ter pelo menos uma destas 3 características: ser um lugar bonito, ter algum valor histórico/cultural e, principalmente, ter moradores ilustres. Seguindo estes pré-requisitos, já visitei vários pelo mundo. Em Buenos Aires, obviamente já dei uma passeada pelo da Recoleta. Em Praga, sempre levava meus amigos para conhecerem o de Visehrad, onde está enterrado Dvorak, onde a cidade começou e de onde se tem uma vista maravilhosa do castelo e do Vltava.

Em Paris, já na primeira vez que fui, fiz questão de passar um bom tempo visitando o Père Lachaise, talvez o cemitério mais famoso do mundo, onde estão enterrados Edith Piaf, Jim Morrison, Chopin, entre outras figuras que fizeram história. Também não deixei de ir nas catacumbas parisienses, uma experiência claustrofóbica, mas muito boa. E nesta última parada na capital francesa, em 2008, aproveitei para conhecer o cemitério de Montparnasse, onde tirei muitas fotos de um dos meus ídolos, o genial Serge Gainsbourg, que teria completado 81 anos ontem, se ainda fosse vivo.

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Admito que visitar cemitérios pode parecer bizarro, mas tente fazer isso na sua próxima viagem. Escolha um lugar bem bonito, ou um onde esteja enterrado alguém que é importante para você. Garanto que não tem como se arrepender. Se não fosse assim, não apareceriam mais de um milhão de fotos no Flickr com o tag cemetery. Não sou só eu que gosto de visitar túmulos.

- Gabriel Prehn Britto
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