Europa

› 27 de julho de 2010

Os últimos serão os últimos

Não mudei minha teoria de que qualquer lugar do mundo tem algo que faz valer uma viagem. Mas dia desses me peguei pensando nos lugares que ficariam no fim da minha lista de desejos, aqueles que eu deixaria para conhecer só depois de ter visitado praticamente todos os outros possíveis.

Acabei em um resultado que deve encontrar opositores ferrenhos, decepções com este pobre aprendiz de viajante, ameaças de morte e xingamentos pesados. Tudo bem, respeito opiniões diferentes e os amantes destes destinos podem me avacalhar à vontade. Só peço que deixem minha mãe de fora dos insultos, ok? Grato.

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Antepenúltimo: Itália

Toma!

Oooh! Supremo sacrilégio! Sim, eu sei. A Itália é pura história e tem mais atrações do que gente bebendo espresso (com S, grafia italiana). Mesmo assim, não tenho esse fascínio todo pela bota. Talvez seja birra por não ter passaporte italiano, trauma pós-Copa 82 ou alguma repulsa ao sotaque do Tony Ramos na novela, não sei. Minha mulher tem muita vontade de ir, e eu já disse que podemos combinar uma viagem separados e nos encontrar em outro país. Enfim, scusa. Se ameniza a decepção, saiba que eu adoro pizza.

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Penúltimo: Paquistão

Paquistão

É uma pena, porque eu adoraria fazer o “Tourzão” (o passeio pelos países centro-asiáticos que terminam em ÃO). Mas o Paquistão não me apetece, ainda mais com os problemas de violência mais recentes. Para piorar, sempre me pareceu a cara do último colocado desta lista, o que não ajuda em nada.

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Último: Índia

Raj

Que os deuses hindus me perdoem pelas palavras a seguir: não tenho atração pela Índia. Um dia eu irei, claro, mas hoje a vontade de embarcar para Mumbai & Cia. é zero. Até me sinto atraído por alguns pontos do país, como Goa e Dharamsala, mas o resto não tem nenhum apelo sobre mim. Nem mesmo o curry. Nem o Taj Mahal. Nem mesmo o Ganges. Nem mesmo o meu querido Raj Koothrappali.

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Alguém se anima a fazer um Por Que Pra Lá? destes lugares para me convencer a ir antes de todos os outros?

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de março de 2010

Vida no gelo

O Träsel deu a dica lá no Twitter dele e eu corri para publicar aqui.

Vida na Islândia

Vida na Islândia. Um ótimo blog de um brasileiro contando como é a vida na terra da Björk e do vulcão por onde o Dr. Lidenbrock chegou ao centro da terra. Dá para seguir no Twitter também.

Não consegui encontrar o nome do dono de tudo isso, mas já favoritei.

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de fevereiro de 2010

Michelã

Juro que imaginei que todo mundo já conhecesse o Via Michelin, o excelente site que a marca criou há tempos para quem viaja pela Europa e arredores. Mas quando desconfiei que a Marcie não conhecia este brinquedinho, me dei conta de que era preciso colocar a dica aqui no blog. Porque se ela não conhece, então um monte de gente nunca nem ouviu falar do Via Michelin.

Via Michellin

Pois bem, a referida maravilha do turismo rodoviário é um site que indica rotas, custos, tempos de viagem e até posições de radares para viajantes da Europa e de alguns países da África e da Ásia, além de hotéis, restaurantes e toda a cauda longa associada a este assunto.

Você vai lá, digita a cidade de saída e a de chegada e espera. Se souber, pode colocar até os endereços dos locais.

Início, meio e fim

Em segundos, ele aparece com o roteiro desenhado e explicado nos mínimos detalhes. Não gostou da sugestão da Michelin? Não tem problema: você também pode pedir as rotas mais rápidas, as mais curtas, as mais turísticas e as mais econômicas (aquelas que fogem de pedágios). E se você for totalmente tecno-hippie, também pode pedir sugestões para ir a pé ou de bicicleta.

Mas, tchê! Não tem a cavalo?

Para um teste ilustrativo, escolhi uma viagem bem longa: Lisboa-Moscou.

É légua pra dirigir

O Via Michelin me apresentou o mapa acima (que pode ser ampliado e impresso), a rota que ele considera a mais adequada, além das infomações de custos de combustível e pedágios, tempo de viagem e distância percorrida.

Raio-x da viagem

E como o negócio é para funcionar mesmo, há até uma planilha indicando cada mísera conversão que você precisar fazer, dentro das cidades e nas estradas.

Real time driving

Claro que com GPS no carro talvez você nem precise do roteiro da Michelin nas suas férias. Mas para planejar quanto vai custar a viagem, ainda não conheci nada melhor.

- Gabriel Prehn Britto

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› 26 de janeiro de 2010

O mundo nas lentes do Piotr

Semana passada um amigo me indicou (mais) um site sensacional, daqueles de deixar qualquer viajante babando. Se você for viajante e curtir fotografia, então, sugiro segurar o desfibrilador na mão que não estiver no mouse.

O site é o World in My Lens, do polonês Piotr Kulczycki.

World in My Lens

Com míseros 24 anos de idade, Piotr já andou por grande parte da Europa, pela China e também pelos Estados Unidos. As fotos dele estão disponíveis para uso comercial na internet por apenas 10 doletas, e por preço a combinar para uso impresso. Segundo Piotr, é com essa grana que ele segue viajando e fazendo suas imagens.

Sensacional.

Como eu sou previsível pra caramba, aqui está alguma foto que ele fez em Praga, só para você ter um gostinho. O álbum inteiro (e todos os outros) você encontra lá no World in My Lens.

Foto: Piotr Kulczycki (World in My Lens)

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de janeiro de 2010

Pas facile d’être parisien

Até já tuitei isso, mas não resisti e coloquei aqui também.

Adorei muito o vídeo que a Carol Bensimon fez para mostrar aos leitores do Paris 75004 um pouco da difícil vida de estudante expatriado na capital francesa.

A parte da Diana na porta do vizinho é de se pisser de rire.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de novembro de 2009

Na rua, na chuva, na Noruega

Inspirado por um sábado modorrento, com chuva ininterrupta em Porto Alegre, resolvi descobrir qual é a cidade do mundo mais detestada por São Pedro, ou aquela com a maior quantidade de chuva ao longo do ano.

Eu já tinha visto algum programa falando sobre isso certa vez, mas não lembrava o nome da pobre localidade, só lembrava que era lá para aquelas bandas escandinavas. Minha memória estava certa: a capital mundial da chuva é Bergen, na Noruega.

Ser meteorologista deve ser bem fácil em Bargen (Foto: larigan - Flickr)

Você acha chato morar em Porto Alegre, uma cidade onde chove, em média, 1347 mm por ano? Ou em São Paulo, onde São Pedro derruba 1454 mm de água sobre as ruas engarrafadas a cada 365 dias? Pois não reclame mais. Em Bergen, a média de precipitação anual é de escandalosos 2250 mm, segundo números do WMO - World Meteorological Organization, órgão da ONU que estuda o clima no planeta.

Entre 29 de outubro de 2006 e 21 de janeiro de 2007, choveu todos os dias em Bergen. Foram nada menos que 85 dias consecutivos de água. Haja saco, TV a cabo e internet banda larga em casa, hein?

Hm, será que chove hoje? (Foto: wOLD - Flickr)

Segundo o Wikipedia, esse exagero acontece por causa da localização da cidade (óbvio). Leiga e porcamente explicando, ela é cercada por montanhas que fazem com que o ar úmido do Atlântico Norte estacione sobre a sua cabeça. Ele se transforma em nuvens e, em seguida, chuva. É mais ou menos o que acontece em Ubachuva, São Sebastrovão e Caraguatachuva, no litoral paulista, cercadas pela Serra do Mar. Captou?

Por causa da quantidade de chuva, Bergen é conhecida como “a Seattle da Europa”. Porém, reza a lenda que Seattle não tem tanta chuva assim (são apenas 940 mm/ano), mas leva a fama por causa dos seus 226 dias nublados entre janeiro e dezembro.

TURISMO MOLHADO

A esta altura você já cortou Bergen do seu mapa de férias, certo? Então coloque de novo, porque a cidade tem muito mais do que guarda-chuvas, capas e poças d’água para oferecer ao turista.

Sognefjord (Foto: Vault Handler - www.visitnorway.com)

Trata-se da segunda maior cidade da Noruega e a principal porta para a região de Hordaland, onde se encontram muitos fiordes, uma das maiores atrações do país.

O porto Bryggen, construído no século XI também é uma atração por lá. Aliás, uma atração que tem o aval da Unesco, porque já foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

O porto de Bergen (Foto: Bergen Tourist Board / Willy Haraldsen)

COMO CHEGAR

Existem muitas formas de se chegar a Bergen. Talvez um barco fosse o mais apropriado por causa da chuva, mas a indicação principal é o trem mesmo, já que ele passa por paisagens desbundantes no trajeto desde Oslo, e a experiência é chamada de “a melhor viagem de trem do mundo” pelos os noruegueses. Ela dura entre 6 e 7 horas e pode ser reservada no site da NSB, a companhia de trens da Noruega.

O trem para Bergen (Foto: Rolf M. Sørensen)

ONDE FICAR

Para encontrar um teto para dormir protegido da água e não ensopar suas coisas, procure no site Visit Bergen (que, aliás, não dá uma única linha sobre a previsão do tempo na cidade. Por que será?). Mas fique ligado: segundo o Lonely Planet, Bergen fica bem lotada durante o verão e pode ser difícil encontrar vagas nessa época.

QUANDO IR

Veja a tabela da WMO e decida. Mas não esqueça: em qualquer época, leve um guarda-chuva.

Chove, chuva. Chove sem parar.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

I’m not a Terrorist

Lembra da campanha Not a Crime, do British Journal of Photography? Aquela onde os fotógrafos pedem menos paranoia anti-terrorista pelo mundo, depois de alguns casos de pessoas tendo problemas com a polícia por fotografar locais públicos?

Pois finalmente enviei a minha contribuição para o grupo do Not a Crime no Flickr. É essa aí embaixo.

Photography is Not a Crime!

Para quem não identificou o lugar, isso é o Ossuário de Kostnice, em Kutná Hora, na República Tcheca.

E pra quem não identificou a careca, ela é minha.

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de outubro de 2009

Auschwitz no Facebook

Semana passada, o Memorial de Auschwitz lançou a sua página no Facebook. Admito que no início me soou estranho, mas depois concordei que era uma bela iniciativa.

Facebook

Segundo o porta-voz do Memorial, Pawel Sawicki, a página é uma experiência da instituição, que quer se aproximar dos jovens para fazer o que sempre fez: manter a memória do holocausto viva e discutir o que aconteceu lá.

Como já disse aqui, estive em Auschwitz duas vezes e acho que todo mundo deveria visitar aquele lugar (veja as dicas abaixo). Mas preciso avisar a quem se interessar: a experiência é fortíssima.

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AUSCHWITZ, POLÔNIA

O Memorial de Auschwitz fica aberto o ano inteiro (exceto 1o de janeiro, 25 de dezembro e domingo de Páscoa) e a entrada é gratuita. O serviço de guias dentro do campo é pago, mas vale o investimento. É recomendado que você reserve pelo menos 3 horas por lá. Veja mais informações no site do Memorial.

Entrada de Auschwitz (Foto: brunoat - Flickr)

A forma mais conhecida de chegar em Auschwitz é em uma visita a Cracóvia, na Polônia. O antigo campo de concentração fica a 70 km da cidade, em Oświęcim (nem tente pronunciar isso), mas é muito fácil fazer este trajeto.

Ali embaixo, ó

O site do Memorial dá as dicas para quem quiser ir de carro ou trem, com direito a coordenadas para quem tem GPS. Mas para os preguiçosos e acomodados como eu, a dica é comprar um tour em Cracóvia (existem muitos). Nas duas vezes em que fui, usei os serviços da Cracow Tours, que podiam ser comprados nos quiosques que eles mantinham em locais turísticos da cidade. Acredito que deva continuar assim, mas não custa dar uma conferida no site da companhia antes de se jogar e colocar a culpa em mim.

Chegar em Cracóvia também é muito fácil, já que ela é uma cidade importante da Polônia. Você pode ir de carro ou de avião (aterrisando no aeroporto João Paulo II), mas eu fui e indico a viagem de trem desde Praga. Ela pode ser feita em um trem noturno que parte da capital tcheca e chega lá depois de umas 8 horas de viagem (por volta das 6h30 da manhã). Se você não for besta e comprar uma passagem nos vagões com camas, é uma viagem ótima.

A basílica de Santa Maria, em Cracóvia (Foto: david.bank - Flickr)

Recomendo essa viagem noturna por um motivo simples: Cracóvia é pequena e pode ser visitada em um dia. Chegando lá às 6h30 da manhã, dá tempo de passear pelo centro, comprar seu tour para Auschwitz, visitar o campo de concentração, voltar para Cracóvia e ainda passar algumas horas caminhando na beira do Vistula e visitando o castelo Wavel, antes de pegar outro trem noturno para onde você quiser. Claro que se você puder passar mais um dia na cidade, legal. Mas se as férias forem corridas, don’t worry.

O Wavel e o Vistula (Foto: smif - Flickr)

Ultima dica importante: se você não for um católico fervoroso, não faça a mesma besteira que eu e não vá para Cracóvia no feriado de Páscoa. Você corre o risco de ter que passar o dia inteiro comendo no McDonald’s, o único lugar aberto na cidade nesse feriado.

UPDATE: A Adriana Miller, do DriEverywhere, esteve por lá recentemente e fez um post muito bom para quem quer conhecer melhor Auschwitz antes de decidir se vai ou não. Recomendo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

indonesia

Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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