Estados Unidos

› 28 de junho de 2011

Simply the Best

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Lá vamos nós de novo para uma cidadezinha bizarra dos Estados Unidos. E pelo que diz o nome, é a melhor de todas.

Best (sim “Best”, “melhor”) é um vilarejo no Texas. Nasceu em 1924 como uma estação de serviços no meio de uma ferrovia, logo depois que descobriram petróleo na área.

Wikimedia Commons

A cidade chegou a ter 3500 habitantes em 1925, mas acabou atraindo um monte de maus elementos atrás de petróleo e virou um péssimo lugar para se viver.

Eram tantos assassinatos, tiroteios e brigas que Best acabou sendo chamada de “a cidade com o melhor nome do mundo e a pior reputação”.

Em 1945, só restavam 300 pessoas na zona. Depois ficaram apenas duas famílias. Então ficaram 25 pessoas até que, em 2000, nada mais que duas almas viviam por lá.

Hoje eu não sei se vive alguém (não encontrei essa informação).

Sozinha ou com quase ninguém, Best segue lá, esperando por você para fazer uma foto ao lado de uma placa na estrada.

Wayfinder_73 (CC BY-NC-ND 2.0)

A propósito, o nome da cidade não foi escolhido em um rompante de megalomania dos primeiros habitantes. Ele foi uma homenagem a Tom Best, um figurão inglês da companhia ferroviária que construiu a estação que deu origem à cidade.

Dica: para ir até Best, vá para o Condado de Reagan, a 480 km de Austin (TX).

- Gabriel Prehn Britto

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› 24 de maio de 2011

Sou pobre mas sou rico

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Acredito que os Estados Unidos não estejam entre os países mais procurados por quem gosta de lugares estranhos. Do mesmo jeito, acredito que esse pessoal deveria começar a olhar para os americanos com outros olhos.

Veja o exemplo do protagonista deste post.

Kiryas Joel, é um vilarejo com pouco mais de 21 mil habitantes e conhecido carinhosamente como KJ. Seria um lugar normalérrimo se não tivesse duas características bem peculiares:

1) É a cidade mais pobre dos EUA - 70% dos moradores vivem abaixo da linha de pobreza nacional, contra 56% da segunda colocada.

2) Mesmo assim, ninguém passa fome, não existem favelas, nem pessoas sem ter onde morar e quase nada de violência.

Kiryas Joel é a pobre mais chique dos EUA. Veja algumas fotos do New York Times e do Kiryas Joel Voice:

Richard Perry/The New York Times

Copyright @ kjvoice.com

Copyright @ kjvoice.com

Copyright @ kjvoice.com

Dizem que o segredo para essa mistura de pobreza e bem-estar está na religião.

Praticamente todos os moradores de KJ são judeus ultra-ortodoxos, que vivem de trabalhos religiosos e informais. Como se dedicam quase que exclusivamente à comunidade, os moradores que têm mais dinheiro ajudam os outros, mantendo a qualidade de vida da cidade.

Junte a isso a quantidade de gente em cada casa (6, a maior média dos EUA) e feche a conta: eles gastam tudo em necessidades básicas.

Richard Perry/The New York Times

Copyright @ kjvoice.com

Se você quiser conhecer esse lugar, não precisa quebrar a cabeça para saber como chegar lá. Kiryas Joel fica a apenas 70 km da cidade mais cosmopolita do mundo.

Sim, essa ilha de hábitos comunitários difíceis de encontrar hoje em dia fica pertinho de Nova York.

(Obrigado, @acarlucci, pela dica.)

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de maio de 2011

Uma cidade mono-habitada

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Monowi, estado de Nebraska, EUA.

População: 1 habitante.

Photo: marco antonio torres (CC BY-SA 2.0)

Esse habitante solitário se chama Elsie Eiler, uma senhora de 77 anos que, até 2004, vivia com o marido. Naquela época, Monowi tinha o dobro da população atual: 2 habitantes (conforme mostra a antiga placa, abaixo).

Photo: marco antonio torres (CC BY-SA 2.0)

Hoje Elsie é a “prefeita” e única eleitora da cidade. Ela também gerencia uma taberna e a Biblioteca do Rudy, com 5000 livros, criada em homenagem ao seu falecido marido.

Photo: Overduebook (CC BY-NC 2.0)

Porém, um dia, lá na década de 30, Monowi chegou a ser uma megalópole: tinha 150 habitantes. Então foi perdendo moradores, com a falência dos seus pequenos agricultores, e acabou sendo quase abandonada.

Se você quiser ir até lá dar um alô para a dona Elsie, pode fazer 3 caminhos:

- Voar até Lincoln, a capital de Nebraska, e dirigir por 4 horas.

- Voar até Pierre, capital da Dakota do Sul e dirigir por 3h30.

- Voar até Sioux City, no estado de Iowa, e dirigir por 2h30.

Photo: Mike Welfl (CC BY-NC-ND 2.0)

Segundo a reportagem do UOL, a dona Elsie adora receber visitas.

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de setembro de 2010

Itsy Bitsy

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A radiação das bombas atômicas já deixou todo mundo careca de saber que o nome do traje oficial das praias brasileiras foi inspirado no atol de Bikini, um paraíso perdido no meio do oceano Pacífico. E todo mundo já sabe que o atol de Bikini foi usado como base de testes nucleares entre 1946 e 1958.

O original

Cabum!

O que poucos sabem é a origem do nome do atol, que acabou de entrar para a lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Pois bem. Bikini, na língua local, significa “terra de muitos cocos”.

Coconuts

Faça as piadinhas que quiser com isso agora.

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Para chegar em Bikini:

- Voe até as Ilhas Marshall com a Continental ou com a JAL (pouso em Delap-Uliga-Darrit, no atol de Majuro).

- De Majuro, informe-se sobre como ir até Bikini.

- Gabriel Prehn Britto

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› 14 de dezembro de 2009

Tendências do turismo: viagens sem fotos

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O mundo anda chato e paranóico. E as suas fotos de férias vão sofrer as consequências.

Veja esse vídeo de (mais) um fotógrafo sendo preso por registrar imagens em local público, desta vez em Los Angeles.

Versão completa, com 20 minutos, aqui. Cortesia do British Journal of Photography.

Uma das maneiras de protestar contra isso é participar do grupo Not a Crime, no Flickr. Se você souber outras, avise que eu ajudo a divulgar.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

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E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de novembro de 2009

Em bom português

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Paris, entre setembro e outubro de 1999.

Desci do meu quarto louco para me jogar no petit déjeuner do hotel cujo nome esqueci mas sei que ficava perto da Place d’Italie. Havia poucos hóspedes além de mim e da minha esposa na época. Nos servimos e sentamos sem conversar. De repente, escutamos uma palavra conhecida. Era alguém falando português. Mais do que isso: era um casal brigando em português. Eles não faziam escândalo, mas o tom da conversa elevou o volume naturalmente. Ela era carioca. Ele era gringo, falava nossa língua com sotaque americano.

Não lembro bem o que a mulher dizia além de “acabou, chega, eu vou embora, não aguento mais”. Mas nunca vou esquecer do que o gringo repetia sem parar, com aquele sotaque carregado:

- Voce kagow in min. Voce kagow in min.

“Você cagou em mim.” Obviamente, nós ficamos quietinhos o café da manhã inteiro, segurando as risadas e suando frio para não mostrar que estávamos compreendendo tudo na briga que os dois achavam que estava apenas entre eles.

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Nova York, década de 90 do século 20.

Um amigo brasileiro estava em um restaurante conversando com outro amigo. Em determinado momento, repararam em uma figura estranha sentada na mesa ao lado. Achando que era um gringo, começaram a falar mal da figura em alto e bom som. Foi assim por muito tempo. Uma tiração de sarro sem igual.
A figura se levantou para ir embora. Mas não sem antes passar pela mesa do meu amigo e dizer, em português brasileiríssimo:

- Não vou responder como deveria porque sou mais educado que vocês.

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Onde eu enfio a minha cara, hein? (Foto: Brookezilla - Flickr)

Estas histórias são pequenos exemplos que lembrei depois que um amigo fez um tweet sobre o suposto ferrolho que encontramos na nossa língua no exterior.

Brasileiro parece que nasce em árvore. Estamos em todos os cantos do mundo. Não esqueça disso antes de acreditar que ninguém está entendendo seu português.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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› 24 de setembro de 2009

Fucking nice places

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Quem nasce em Fucking é o quê?

Aposto em Fucked, mas não sei. Só sei que deve ser divertido viajar até a pequena Fucking, na Áustria, só para fazer uma foto na entrada da cidade.

Fucking motoqueiros

Sim, Fucking é o nome da localidade, que atrai turistas do mundo todo atrás das suas placas de sinalização, constantemente roubadas e levadas como souvenir.

Melhor que Fucking, apenas a bucólica Mianus, nos Estados Unidos.

A vista de Mianus não deve ser das mais agradáveis

Fucking ainda tem a desculpa de ficar em um país que não é de língua inglesa. Já Mianus, que é pronunciada “my anus”, vai dizer o quê?

Já pensou uma ponte aérea entre os dois lugares? Seria a famosa Fucking-Mianus.

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de julho de 2009

Gol + AA

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Falei na Gol no post aqui embaixo e vou ter que falar de novo agora: a companhia aérea brasileira e a American Airlines anunciaram hoje parceria nos seus programas de milhagem.

Os pontos acumulados no Smiles vão poder ser trocados pelo AAdvantage (festival do trocadilho nesses nomes, hein?) e vice-versa. Barbada para quem costuma ir para os EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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