Coreia do Sul

› 29 de novembro de 2010

Coreias

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Coreias do Norte e do Sul vivem em constante bullying mútuo. Às vezes a coisa desanda, elas trocam uns tapas e se xingam, mas semana passada a coisa esquentou um pouco mais. A irmã do Norte resolveu chamar a irmã do Sul para uma briga feia, trocaram palavrões e viraram a atual preocupação do mundo.

Excelente momento para escrever sobre um sonho meu: conhecer a Coreia do Sul e a Coreia do Norte na mesma viagem.

Photo: socialism expo (Flickr)

Photo: eryoni (Flickr)

Imagine o choque: o Sul é o suprassumo da modernidade, tem a maior banda larga de internet do mundo, a renda per capita é de 16 mil dólares anuais, todo mundo tem celular, a indústria é fortíssima e a educação também; o Norte é talvez o último lugar do mundo onde se vive como na União Soviética, a internet é proibida, a renda per capita é de 600 dólares por ano, celular só existe para pessoas autorizadas, o povo passa fome, a indústria é sucateada e a educação segue aquela coisa comuna de ser.

E ainda assim, ambos são o mesmo povo.

Photo: toughkidcst (Flickr)

Esta experiência não seria fácil nem barata. Os preços na Coreia do Sul são comparados aos da Europa. E apesar de ser um país miserável, a Coreia do Norte é cara porque exige que hoteis, transportes e guias (obrigatórios) sejam reservados pela agência de turismo governamental, a Ryohaengsa. Isso pode ser feito por você mesmo, se sua paciência com a burocracia estatal estiver sob controle, mas a maioria dos turistas prefere fazer os trâmites via agências especializadas.

Photo: kwramm (Flickr)

Com toda esta função, apenas a temporada norte-coreana acaba custando, em média, 250 euros por dia para os viajantes solitários. Já para quem escolhe ir em grupos organizados por estas agências economiza um pouco: os gastos ficam próximos a 130 euros por dia.

Photo: yeowatzup (Flickr)

O ideal, para mim, seria começar a jornada pelo norte. Primeiro porque imagino entrar em Pyongyang sem ter um carimbo sul-coreano no passaporte deve evitar olhares raivosos na imigração. Depois porque eu acho mais produtivo deixar os países ricos para o final (já falei sobre isso aqui, lembra?).

De qualquer maneira, a China será passagem obrigatória, já que a Air China é a única companhia aérea internacional com voos regulares para Pyongyang, desde Pequim. Então o roteiro ficaria São Paulo-Pequim-Pyongyang-Pequim-Seul-São Paulo. É estranho ter que mudar de país para entrar no vizinho, mas cruzar a fronteira pela Coreia do Sul é praticamente impossível.

Photo: kwramm (Flickr)

A parte burocrática só afrouxa na entrada na Coreia do Sul. Lá, brasileiros não precisam de visto para turismo. Por outro lado, para entrar na Coreia do Norte você vai precisar de um mundaréu de coisas e, se for jornalista, tem suas chances reduzidas a quase nada. O melhor é contratar uma empresa especializada mesmo.

Photo: swisscan (Flickr)

Quantos dias duraria essa viagem? Não sei. Nunca parei para ver o que tem na Coreia do Sul além de Seul. Sei que a Coreia do Norte tem atrações naturais interessantes e os pacotes para lá geralmente são de 5 ou 6 dias. A época ideal seria entre agosto e outubro, quando acontece o Mass Games na Coreia do Norte e quando o clima na Coreia do Sul é praticamente perfeito.

Photo: kwramm (Flickr)

Porém se você não tem assim tanta disposição para ver de perto as diferenças escandalosas entre as duas Coreias, ainda existe uma alternativa mais simples e mais fácil de pisar nos dois países numa mesma viagem.

Desde 2002, turistas podem visitar a área do Monte Kumgang, na fronteira entre os dois países, mas ainda na Coreia do Norte. Em 2005, outras duas áreas foram liberadas para os viajantes: a montanha Baekdu e a região de Kaesong, também na parte norte-coreana da fronteira. Dá para ir até lá de ônibus desde Seul, em excursões programadas e autorizadas.

two-koreas

Mas como estamos falando de duas irmãs que vivem se apurrinhando, vale a pena verificar se estas áreas estão abertas antes de viajar. Sabe como é: uma pode cortar relações com a outra a qualquer momento.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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