Coreia do Norte

› 7 de junho de 2011

A Volta ao Mundo com Paulo Maluf

Paulo Maluf é aquele senhor que todos nós conhecemos muito bem e dispensa apresentações.

Pois na semana passada, lendo a coluna do Ricardo Setti, na Veja digital, descobri um fato novo sobre este senhor.

http://www.interpol.int/public/Data/Wanted/Notices/Data/2009/08/2009_13608.asp

Descobri que ele é procurado pela Interpol e que, por isso, não pode pisar no solo de nenhum dos 181 países-membros da polícia internacional.

No início até deu uma peninha, mas depois passou.

Mesmo assim, imbuído do meu espírito misericordioso, resolvi dar uma ajudinha a este nobre político brasileiro e listei as principais atrações dos 7 países que não são membros da Interpol e, portanto, onde ele pode carimbar seu passaporte sem precisar fazer um cursinho compulsório de canário.

Doutor Paulo, anote aê.

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Kiribati

erjkprunczyk (CC BY-NC-SA 2.0)

O país, cujo nome significa “perfume do mar”, é o primeiro a mudar de ano a cada réveillon, já que fica bem juntinho da linha internacional da data. Lá, Maluf poderá ver o sol nascer antes de todo o planeta. E o melhor: ele vai nascer redondinho. Nada de sol quadrado.

jopolopy (CC BY-NC 2.0)

Kiribati é formado por 33 ilhas e atois, mas é pequeno em extensão de terra, com apenas 810 km2 (provavelmente, menor do que o total de terras do referido político).

jopolopy (CC BY-NC 2.0)

Mas o doutor Paulo precisa ser rápido se quiser ir a este paraíso do Pacífico. Como suas ilhas estão praticamente no nível do mar, tudo está ameaçado de inundação com o aquecimento global.

jopolopy (CC BY-NC 2.0)

Então restarão apenas 6 países para o nobre senhor visitar.

Estados Federados da Micronésia

Micronésia é um nome que vem do grego e significa “pequenas ilhas”. Como o doutor Paulo é expert em “pequenas ilhas” (exemplo: Ilhas Jersey), a Micronésia, um país do Pacífico também, tem tudo para ser um ótimo destino.

erjkprunczyk (CC BY-NC-SA 2.0)

Mas prepare o snorkel, caro Maluf. O lance por lá é mergulho, mergulho e mergulho. E não é mergulho em acusações de falcatruas. É no mar mesmo.

Na ilha Chuuk, por exemplo, estão os destroços de 60 navios de guerra japoneses, a maior concentração do tipo no mundo. Dizem que é lindo de se ver.

Matt Kieffer (CC BY-SA 2.0)

Matt Kieffer (CC BY-SA 2.0)

Matt Kieffer (CC BY-SA 2.0)

Se procurar direito, Maluf periga até encontrar alguma relíquia valiosa em um navio, para aumentar o seu patrimônio conquistado com trabalho honesto.

Ilhas Salomão

Maluf vai se ouriçar todo lendo o nome deste destino que, obviamente, lembra as minas de Salomão. Mas não é nada disso. As minas de Salomão ficavam na África, enquanto as Ilhas Salomão ficam no Pacífico.

erjkprunczyk (CC BY-NC-SA 2.0)

Apesar de um passado violento - até os anos 1930, o canibalismo fazia parte da rotina dos seus habitantes, e no fim da década de 90 aconteceram conflitos pesados - as Ilhas Salomão são um lugar calmo para se visitar.

whl.travel (CC BY-NC-SA 2.0)

Michael Porter (CC BY-NC-ND 2.0)

citron_smurf (CC BY-NC 2.0)

É recomendável apenas evitar a ilha de Guadalcanal, onde o bicho pode pegar.

Será que, se a gente pagar a passagem, o Maluf vai para Guadalcanal?

Coreia do Norte

Agora eu fiquei com inveja do Maluf. Eu votaria no Pitta (#RIP) se isso me garantisse uma viagem de férias à terra do Kim Jong-Il.

Borut Peterlin (CC BY-NC 2.0)

A questão é: quem daria ao outro as melhores dicas de como ignorar a população e seguir a vida? Kim Jong-Il ou Paulo Maluf?

Difícil dizer.

Palau

Mark Kenworthy (CC BY-NC-ND 2.0)

Nick Lucey (CC BY-NC-ND 2.0)

Existem várias versões para a origem do nome deste país composto por 343 ilhas. Mas uma delas tem um significado interessante, com o qual o doutor Paulo Maluf vai se identificar prontamente.

Segundo a lenda, “Palau” deriva da palavra “aibebelao”, que significa “respostas indiretas”.

Não nasceram um para o outro?

tobze (CC BY-NC-ND 2.0)

Lá, Palau Maluf, ops, Paulo Maluf poderá fazer basicamente o mesmo que em todos os destinos liberados para ele (com exceção da Coreia do Norte): mergulhar. Dizem que a região é uma das melhores do mundo para a prática.

Tuvalu

Outro país que corre o risco de desaparecer por causa do aquecimento global. Se isso acontecer, serão apenas 5 para Maluf conhecer. A coisa está ficando preta.

ssr ist4u (CC BY-SA 2.0)

Enquanto não acontece, Maluf poderá se esbaldar em cada uma das 30 ilhas que formam Tuvalu, das quais apenas 8 são habitadas.

ssr ist4u (CC BY-SA 2.0)

Uma dica ao doutor Paulo: em Tuvalu, o senhor vai poder aproveitar para registrar o domínio de um eventual canal de vídeos na internet, o maluf.tv. Sim, é de lá a extensão .tv.

Vanuatu

Chegamos ao final da nossa “volta ao mundo do Maluf”.

Vanuatu significa “nossa terra para sempre” e, segundo o Lonely Planet, é um paraíso no nosso planetinha solitário.

São muitas as atrações por lá: o vulcão ativo mais acessível do mundo, mergulho ao redor de um navio do tamanho do Titanic, cachoeiras, vilas primitivas, praias perfeitas e um povo que não apurrinha o turista atrás de dólares.

Adrien Cretin (CC BY-NC-SA 2.0)

Paul Stein (CC BY-SA 2.0)

Graham Crumb (CC BY-SA 2.0)

Perfeito para descansar dessa gente que vive perguntando de onde o senhor tirou tanta grana, né, doutor Paulo?

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Para finalizar, a má notícia disso tudo.

Nenhum destes destinos tem voo direto do Brasil. Para ir até eles, Maluf vai ter que gastar uma boa grana fretando um jato que o leve sem escalas e torcer para que não aconteça nada com o avião.

Porque, se precisar parar em algum lugar no meio do caminho, a casa cai.

- Gabriel Prehn Britto

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› 13 de maio de 2011

Festerê norte-coreano

Juro que eu adoraria que isso fosse um post permutado, mas não. É apenas uma dica para quem tem um pacotinho de euros guardado na gaveta e não sabe como usar.

A Koryo, uma empresa inglesa que faz tours pela Coreia do Norte há 20 anos, divulgou as datas dos seus pacotes para 2012.

Entre todas as atrações do ano, uma promete ser fodasticamente fantástica: o aniversário de 100 anos do nascimento do eterno presidente Kim Il Sung.

Photo: yeowatzup (CC BY 2.0)

Conhecendo os apreços comunistas por espetáculos grandiosos e pela mistificação de líderes, vem um festão por aí, daqueles de fazer inveja aos falecidos soviéticos.

Photo: yeowatzup (CC BY 2.0)

Photo: babeltravel (CC BY 2.0)

A data do bate-coxa norte-coreano é 15 de abril de 2012. Se você tem bala na agulha e curiosidade na cachola, vai lá.

E se quiser me levar junto, agradeço.

- Gabriel Prehn Britto
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› 29 de novembro de 2010

Coreias

Coreias do Norte e do Sul vivem em constante bullying mútuo. Às vezes a coisa desanda, elas trocam uns tapas e se xingam, mas semana passada a coisa esquentou um pouco mais. A irmã do Norte resolveu chamar a irmã do Sul para uma briga feia, trocaram palavrões e viraram a atual preocupação do mundo.

Excelente momento para escrever sobre um sonho meu: conhecer a Coreia do Sul e a Coreia do Norte na mesma viagem.

Photo: socialism expo (Flickr)

Photo: eryoni (Flickr)

Imagine o choque: o Sul é o suprassumo da modernidade, tem a maior banda larga de internet do mundo, a renda per capita é de 16 mil dólares anuais, todo mundo tem celular, a indústria é fortíssima e a educação também; o Norte é talvez o último lugar do mundo onde se vive como na União Soviética, a internet é proibida, a renda per capita é de 600 dólares por ano, celular só existe para pessoas autorizadas, o povo passa fome, a indústria é sucateada e a educação segue aquela coisa comuna de ser.

E ainda assim, ambos são o mesmo povo.

Photo: toughkidcst (Flickr)

Esta experiência não seria fácil nem barata. Os preços na Coreia do Sul são comparados aos da Europa. E apesar de ser um país miserável, a Coreia do Norte é cara porque exige que hoteis, transportes e guias (obrigatórios) sejam reservados pela agência de turismo governamental, a Ryohaengsa. Isso pode ser feito por você mesmo, se sua paciência com a burocracia estatal estiver sob controle, mas a maioria dos turistas prefere fazer os trâmites via agências especializadas.

Photo: kwramm (Flickr)

Com toda esta função, apenas a temporada norte-coreana acaba custando, em média, 250 euros por dia para os viajantes solitários. Já para quem escolhe ir em grupos organizados por estas agências economiza um pouco: os gastos ficam próximos a 130 euros por dia.

Photo: yeowatzup (Flickr)

O ideal, para mim, seria começar a jornada pelo norte. Primeiro porque imagino entrar em Pyongyang sem ter um carimbo sul-coreano no passaporte deve evitar olhares raivosos na imigração. Depois porque eu acho mais produtivo deixar os países ricos para o final (já falei sobre isso aqui, lembra?).

De qualquer maneira, a China será passagem obrigatória, já que a Air China é a única companhia aérea internacional com voos regulares para Pyongyang, desde Pequim. Então o roteiro ficaria São Paulo-Pequim-Pyongyang-Pequim-Seul-São Paulo. É estranho ter que mudar de país para entrar no vizinho, mas cruzar a fronteira pela Coreia do Sul é praticamente impossível.

Photo: kwramm (Flickr)

A parte burocrática só afrouxa na entrada na Coreia do Sul. Lá, brasileiros não precisam de visto para turismo. Por outro lado, para entrar na Coreia do Norte você vai precisar de um mundaréu de coisas e, se for jornalista, tem suas chances reduzidas a quase nada. O melhor é contratar uma empresa especializada mesmo.

Photo: swisscan (Flickr)

Quantos dias duraria essa viagem? Não sei. Nunca parei para ver o que tem na Coreia do Sul além de Seul. Sei que a Coreia do Norte tem atrações naturais interessantes e os pacotes para lá geralmente são de 5 ou 6 dias. A época ideal seria entre agosto e outubro, quando acontece o Mass Games na Coreia do Norte e quando o clima na Coreia do Sul é praticamente perfeito.

Photo: kwramm (Flickr)

Porém se você não tem assim tanta disposição para ver de perto as diferenças escandalosas entre as duas Coreias, ainda existe uma alternativa mais simples e mais fácil de pisar nos dois países numa mesma viagem.

Desde 2002, turistas podem visitar a área do Monte Kumgang, na fronteira entre os dois países, mas ainda na Coreia do Norte. Em 2005, outras duas áreas foram liberadas para os viajantes: a montanha Baekdu e a região de Kaesong, também na parte norte-coreana da fronteira. Dá para ir até lá de ônibus desde Seul, em excursões programadas e autorizadas.

two-koreas

Mas como estamos falando de duas irmãs que vivem se apurrinhando, vale a pena verificar se estas áreas estão abertas antes de viajar. Sabe como é: uma pode cortar relações com a outra a qualquer momento.

- Gabriel Prehn Britto
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› 29 de agosto de 2009

O país mais fechado do mundo

Demorei para postar, mas antes tarde do que nunca.

A Veja do dia 26 de agosto (edição 2127) publicou uma ótima matéria sobre um dos países que mais ambiciono conhecer, a Coreia do Norte.

Foto: Thaís Oyama (Revista Veja)

Thaís Oyama, a autora da matéria, precisou omitir a profissão de jornalista para conseguir atravessar a fronteira do país. Entrou como turista e foi vigiada o tempo todo pelos guias oficiais que o governo coloca no pé dos visitantes e que precisam autorizar qualquer imagem fotografada.

Quem quiser ler a reportagem, clique aqui.

Quem quiser ver algumas fotos, clique aqui.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de abril de 2009

Quase uma União Soviética

Aqui está outro país que eu cobiço muito: Coreia do Norte. Uma das nações mais fechadas do mundo, onde ainda se vive como se vivia na União Soviética.

Quando digo a amigos que quero muito ir para lá em algum período de férias, a maioria me acha um louco (nem minha mulher quer ir comigo nessa viagem). Eles não entenderam que viajar, para mim, não é apenas ir para lugares bonitos e paradisíacos. Viajar é conhecer culturas diferentes, rotinas diferentes. E quer coisa mais diferente do que um país que ainda vive sob um regime stalinista? Tá certo que é possível ir para antigas nações soviéticas para ver o clima que sobrou da época em que os russos comandavam meio mundo. Mas não e a mesma coisa que viver isso ao vivo, ainda que a vida de um turista, por mais vigiada que seja por lá, seja completamente diferente da vida da população.

As fotos da galeria abaixo estão no Big Picture (via NSM) e não foram tiradas dentro da Coreia do Norte, mas na fronteira entre o país e a China.

Fala a verdade: não parece coisa dos anos 80? Não é sensacional?

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de fevereiro de 2009

O prédio mais feio do mundo?

Perambulando pela web no carnaval, encontrei essa notícia sobre o prédio que foi eleito o mais feio do mundo. Fica em Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Achei interessante saber que o prédio é considerado terrível até mesmo para o duro governo norte-coreano, que o apaga das fotos turísticas da cidade (quando na verdade deveria mostrá-lo, porque o prédio mais feio do mundo também é uma atração, não? Para mim, é.)

O hotel Ryugyong começou a ser construído em 1987, teve as obras interrompidas em 92 e agora está sendo levado adiante. Tem 105 andares, nada menos que 3 mil quartos e 5 restaurantes no topo.

Tudo bem, o prédio é feio pra caramba. Mas não perde para o que eu considero a construção mais horrível do universo: o prédio da agência central do Banrisul, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Clica aqui embaixo e vê se eu não tô certo. E olha que a foto que encontrei nem é das piores.

Esse, sim, merece ser apagado de qualquer foto.

- admin
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