Compras

› 13 de junho de 2011

Bogotá de barbada

Anote aí outra dica de Bogotá que não encontrei nos guias de viagem: prepare-se para encontrar produtos Apple com preços similares aos dos Estados Unidos.

Brad Smith (CC BY-NC-ND 2.0)

Pesquisei o motivo disso, mas não encontrei nada claro e concreto. A única pista que tenho veio da própria vendedora da loja Mac Center no Centro Comercial Andino, que respondeu “Isso não paga impostos” quando perguntei se eu poderia aproveitar o Tax Free depois de comprar meu iPad.

Também não sei se a mesma barbada se aplica a outros produtos eletrônicos, porque não fui para lá com esta intenção e não pesquisei nada. Mas a lógica indica que sim.

Para você ter uma ideia, um iPad 16GB Wi-Fi custa menos de R$ 999 por lá. Aqui no Brasil, sai pela bagatela de R$ 1.649. Uma diferença de pornográficos 60%.

Asim Bharwani (CC BY-NC-ND 2.0)

Outro exemplo: um MacBook Air de 11 polegadas, o menor e mais lindo Mac do mundo, custa menos de R$ 1.999 em Bogotá. Aqui no Brasil, o preço dele começa em R$ 3.099.

Quer mais notícias boas? Segura aí:

1) Como eu sou metido a correto, declarei meu iPad novo na chegada em Guarulhos, mas a moça da Polícia Federal me surpreendeu e me deixou passar. Aparentemente, ela tem mais bom senso do que os nossos governantes.

2) Ir para a Colômbia com milhas é beeem mais fácil do que ir para os EUA. E nem precisa de visto.

Para finalizar, alguns lugares onde você encontra Apple em Bogotá:

- Lojas Falabella

- Mac Center (Centro Comercial Andino)

- Lojas Exito

- Lojas Alkosto

Boa sorte.

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de julho de 2010

Livros, motos e arrependimentos

Comprar livros em viagens é um saco. Eles pesam, ocupam espaço, viram uma chatisse sem alça e sem rodinhas. Quando você se apaixona por um, o ideal é verificar se o livro existe na Amazon e deixar para encomendar quando estiver em casa, sem impostos e provavelmente com um preço mais amigável, praticado longe de lugares turísticos.

Porém, tão chato quanto comprar livros em viagens é anotar os nomes deles para comprar na Amazon, deixar para depois, deixar para depois, deixar para depois… e nunca mais comprá-lo. Infelizmente, foi o que fiz com o Bikes of Burden, que descobri em Hanói.

Bikes of Burden

Uma das características mais marcantes do Vietnã é a quantidade de motos carregando as bagagens mais bizarras que você nunca nem imaginou que pudessem ser levadas sobre duas rodas. O Bikes of Burden (“Motos de Carga”, em uma tradução simples), do fotógrafo Hans Kemp, é o registro visual mais completo desta tradição vietnamita. Dá uma olhada em algumas imagens do livro:

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Não é sensacional? E escrevendo este post, ainda descobri que ele lançou o Carrying Cambodia, com mais ou menos o mesmo assunto, mas com fotos tiradas no vizinho Camboja.

Alguém aí topa fazer uma encomenda conjunta para dividir o frete?

- Gabriel Prehn Britto
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› 3 de agosto de 2009

O arrependimento sempre cabe na mala

"Hm... Acho que vou ter que ir de táxi pro aeroporto" (Foto: Cake Walk - Flickr)

“A hora de comprar é agora!”

Um das expressões mais clichês do varejo também deveria ser a máxima dos viajantes naqueles momentos em que passam em frente a alguma loja e se apaixonam perdidamente por um objeto. Como a Lei de Murphy é extremamente respeitada pelo cosmos, isso geralmente acontece quando o pobre turista está em alguma das situações abaixo:

- Em um bairro distante do seu hotel, cansado e já sem braços para levar mais sacolas;
- No início da viagem, quando pensar em carregar algo pelo resto das férias desanima qualquer um;
- No fim da viagem, quando o cartão de crédito já está esturricado e o viajante está visualizando seu nome na Serasa;
- No fim da viagem, quando a mala já está esturricada e você não tem como levar mais absolutamente nada.

Em pessoas normais, as reações mais comuns nestes casos são:

- Deixar para voltar naquela loja mais tarde;
- Não comprar, pensando no incômodo de carregar aquilo e esperando encontrar algo ainda melhor pela frente;
- Concluir que já gastou demais e segurar os ímpetos consumistas.

Se você é assim, muito bem. Você é uma pessoa ponderada. Mas pode ter certeza: vai se arrepender depois.

Voltar na loja mais tarde é pura ilusão. Os compromissos turísticos não vão deixar isso acontecer e, se deixarem, você vai ter esquecido que amanhã é domingo ou feriado e a loja estará fechada. Esperar por algo melhor mais adiante pode até dar certo, mas o novo objeto de desejo não vai substituir aquele anterior e você vai voltar arrependido por não ter comprado ambos. Segurar os ímpetos consumistas pode ser bom num primeiro momento, mas aqueles dólares que você economizou vão parecer troco depois de alguns anos. Mala cheia? Carregar algo pela viagem inteira? Depois de pegar sua bagagem no aeroporto de chegada, você vai pensar “Pô, nem foi tão difícil, devia ter trazido aquilo”, mas será tarde demais.

Levei um bom punhado de viagens para perceber isso. Deixei de comprar coisas que me arrependo muito e que sei que nunca mais vou encontrar. Hoje aprendi a lição e fui além: vi que o sacrifício para trazer os souvenires acabam tornando eles ainda mais valorizados, sem falar que viram boas histórias mais tarde.

Claro que nada disso vale se você nem gostou tanto assim do objeto ou se o seu valor ultrapassa muito as suas posses. Mas se você se apaixonou perdidamente e, apesar do preço ir além do seu orçamento naquele instante, ele não é assim tão desastroso para as finanças, lembre-se da expressão lá em cima e aproveite. Ou você corre o risco de passar o resto da sua vida de viajante pensando em outra:

“Ah, se arrependimento matasse.”

- Gabriel Prehn Britto
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