Cias. Aéreas

› 7 de fevereiro de 2010

Sou pobre mas não tô amassado

A Veja desta semana (edição de 10 de fevereiro) apresenta um guia interessante para quem só tem condições de voar na classe gado e topa tudo para tentar aliviar as dores de 12 horas em uma poltrona apertada.

Ilustração da matéria "Classe econômica com um pouco mais de conforto", da Veja

Vale aparecer lá para dar uma lida.

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de janeiro de 2010

Me chama de Eike

Meu primeiro voo com a Azul tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Eu sou claustrofóbico até o talo, do tipo que não consegue nem pegar carona no banco de trás de um carro duas portas. Imaginar que teria que passar uma hora dentro de algo menor que um Boeing ou um Airbus me fazia suar frio (para quem não sabe, a Azul voa com modelos Embraer 190 e 195).

Tá grandão por causa da perspectiva (Foto: fotoandreabernardes - Flickr)

Não bastasse o pânico de lugares apertados, eu ainda tinha um receio quanto ao avião de porte menor. Não me pergunte porquê, mas eu relaciono a segurança do bicho com o tamanho dele. Quando maior, mais seguro.

O primeiro passo para minimizar essa expectativa foi conversar com um amigo que trabalha diretamente com a Embraer. Perguntei o que ele tinha para me dizer dos tais 190 e 195 e a resposta foi “são melhores do que todos os outros”. A tensão diminuiu, mas eu ainda estava com um pé atrás.

No dia do embarque, a Lei de Murphy me acordou com um temporal sobre Porto Alegre. Agora, além da claustrofobia e da imaginada insegurança de avião, eu ainda teria que enfrentar nuvens, turbulência, et cétera e tal. Como eu disse lá em cima, aquilo tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Chuva + avião = não bom (Foto: Yanez (i) / Ivan - Flickr

Mas para minha gratíssima surpresa, não foi.

A primeira sensação de alívio foi ver que os fingers do aeroporto seriam utilizados no embarque (juro que eu pensava que um avião menor teria que ter embarque pela pista). Quando entrei no voo AD4165 (pontual, aliás), outro alívio: o Embraer 190 não era tão pequeno quanto eu imaginava. Na verdade, era até maior do que eu gostaria que fosse quando escolhi meu lugar achando que sentaria no fundão.

Dois pra lá, dois pra cá (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Acabei sentando bem no meio do avião. Não sei se o espaço entre as fileiras de poltronas é realmente maior como a Azul diz por aí. Mas certamente a sensação é de ter muito mais espaço, principalmente pelo fato de haver apenas duas poltronas de cada lado. E a sensacão de não estar espremido era tão boa que, na volta, até arrisquei reservar uma janela para mim, coisa que nunca faço.

O serviço de bordo é feito sem aqueles malditos carrinhos que atravancam o corredor. As aeromoças (que não têm nada de especial na atenção, são como todas as outras) passam de fileira em fileira perguntando o que você quer beber e anotando em uma folha. Em seguida, voltam trazendo os pedidos em bandejas. Um pouco depois, passam novamente com outra bandeja repleta de pacotes de salgadinhos e doces. Você escolhe o que quiser e pode até querer repetir, porque (dizem) ninguém olha com cara feia.

Salgadinho, moço? (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Mas a grande atração para o viajante “classe turista” (a.k.a. “pobre”)  são as poltronas em couro. Faça as contas: “avião pequeno” + “espaço” + “atendimento cordial” + “rapidez no embarque/desembarque” (graças à capacidade reduzida de passageiros) + “poltrona de couro” = a sensação mais próxima do que é ser um milionário que voa em seu próprio jatinho. Me senti quase um Eike Batista.

Eu sou você amanhã

Sei que foi apenas uma única e rápida experiência, mas voltei de Navegantes (SC) maravilhado com a companhia. Só fiquei triste quando vi que ela ainda não voa para Brasília, para onde já estou marcando uma viagem familiar em junho.

Pelo jeito terei que enfrentar minha claustrofobia naqueles aviões grandões, com três fileiras de poltronas, das outras companhias.

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2010

Atentado? Só contra a elegância

Se a vida dentro dos aeroportos já estava um porre de sidra, ficou pior depois da traquinagem do rapaz que tentou derrubar um avião americano no Natal. A bomba que Umar Farouk Abdulmutallab carregava na cueca (no joke intended) não explodiu, mas destruiu a sensação de relativo controle que vivíamos.

Em busca de mais segurança, os queridinhos da hora agora são os tais scanners corporais, que não deixam passar nenhum artefato suspeito, mas que mostram as vergonhas de todos os passageiros com riqueza de detalhes asquerosa ou sensual (depende do escaneado).

Pelada e perigosa

Obviamente isso tem gerado uma gritaria pelo direito das pessoas à privacidade de suas partes íntimas. A discussão promete se arrastar por um bom tempo, com protestos aqui e ali, confusão e o diabo a quatro. Mas tudo isso você já sabe.

O que você não sabe é a minha opinião e a minha proposta de solução para este problema.

Minha opinião: sou totalmente a favor da instalação destes brinquedinhos em aeroportos considerados de risco.

A lógica é simples. Todo mundo tem o direito de manter a privacidade do que esconde nas roupas de baixo (salvo no terrível banheiro da academia, você só mostra sua intimidade para quem você quiser) e todo mundo tem liberdade para optar qual meio de transporte vai usar nas suas viagens. Mas ninguém tem o “direito a voar de avião” (advogado, me corrija se eu estiver errado).

Então, como cruzar os céus não é um direito seu e como a segurança está exigindo mais rigidez, não tem saída: quem quer viajar de avião pre-ci-sa se submeter a um controle que vai vê-lo peladinho da Silva.

É chato, constrangedor e invasivo, sim. Mas você tem o direito inalienável e sagrado de optar entre manter sua privacidade ou ir de carro, trem, ônibus, navio, biga, cavalo, a pé ou de qualquer outra forma onde a sua nudez não seja exigida como condição para embarcar.

Minha proposta de solução para o problema:

Bomba, só se estiver muito bem escondida

Campanhas massivas para o pessoal perder a timidez e viajar peladão.

Os comandantes só teriam que prometer maneirar no ar-condicionado a bordo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 13 de novembro de 2009

Crianças que voam

Mingau Digital

Post rápido, direto e especial para a Guiga, mãe da Valentina, que vem para o Brasil com a pequeninha em novembro: se você tem bebê e precisa viajar, não deixe de ler o post do Mingau Digital sobre como voar com crianças.

Dica do Viaje na Viagem.

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de novembro de 2009

Quanto vale o voo, Lombardi?

Espaço do passageiro

Cheguei no Espaço do Passageiro, da Anac, através de uma notícia sobre um ranking de espaço de poltronas nos aviões brasileiros. Mas me surpreendi quando vi que o lugar oferece muito mais do que esta informação.

Ele é uma área onde qualquer pessoa pode dar suas notas para empresas aéreas nacionais e internacionais nos quesitos:

- Atendimento a necessidades especiais;

- Atendimento de reclamações;

- Atendimento na sala de embarque;

- Atendimento na venda de passagem;

- Atendimento no check in;

- Atendimento pela internet;

- Conforto da aeronave;

- Cuidados com a bagagem;

- Pontualidade;

- Relação custo-benefício;

- Serviço de bordo.

Sensacional, não? Já me cadastrei para começar a dar a minha opinião. Vá lá, faça o mesmo e depois divulgue. Quanto mais as pessoas escolherem suas companhias por um ranking assim, melhor para os viajantes.

A propósito: a primeira colocada nas aéreas nacionais é a Oceanair. E, nas internacionais, é a Delta.

- Gabriel Prehn Britto
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› 3 de novembro de 2009

Viajando sem medo

A Virgin Atlantic, a companhia aérea mais legal do mundo, lançou ontem um aplicativo de iPhone e iPod Touch para quem tem medo de voar de avião.

O nome dele é Flying Without Fear e a ideia é dar dicas para controlar a ansiedade que toma conta de pessoas desde o momento de organizar uma viagem até o voo mesmo, com direito a explicações sobre barulhos estranhos que os aviões fazem.

Flying Without Fear - 2

Na verdade, o aplicativo vem do curso Flying Without Fear que a Virgin oferece para seus clientes.

Vou sugerir um aplicativo especial para medo de pousar em Congonhas. Às vezes eu preciso.

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de outubro de 2009

Promoção Presentão de Viagem

Estou participando da promoção KLM: 90 Anos de Inspiração. Em um resumo rápido, ela pede que os participantes coloquem fotos, no Facebook ou no Flickr, que respondam à pergunta:

“O QUE INSPIRA SUA JORNADA?”

Pois bem, publiquei essa foto aí, que gosto muito e que acho que mais combina com o pedido pela KLM. E agora preciso do seu voto para que ela passe para a segunda fase.

Velhinhos tchecos babando por sua capital em um domingão de sol e calor, no parque Letná

Para votar é fácil, mas é preciso ter conta no Flickr. Se você já tem, basta clicar aqui, fazer o log in e deixar um comentário positivo na foto.

Se você não tem e quer muito me ajudar, clique aqui e faça o seu cadastro. Depois clique aqui e deixe seu comentário.

Eu já agradeceria imensamente cada voto recebido, mas para estimular os meus nobres e queridos eleitores, achei legal criar um estímulo extra. Uma promoção dentro da promoção.

Como o prêmio é uma passagem para o destino que eu escolher (entre uma seleção feita pela KLM) me comprometo a trazer um presente muito, muito, muito legal para o melhor comentário feito na minha foto.

Sério, juro: trarei um presente sensacional, escolhido com imenso carinho, compaixão, amor, queridice e qualquer outro sentimento positivo que você conseguir inventar.

Isso, claro, se eu ganhar o concurso.

Se eu não ganhar, fica meu agradecimento eterno a todos vocês.

Vai , então.

Obrigado.

- Gabriel Prehn Britto
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› 14 de outubro de 2009

Tira o pé do chão

Se você estiver com viagem marcada para o Camboja, ou se o país estiver nos seus planos, anote aí uma experiência que eu não consegui ter por lá e que me causa arrependimentos.

Certamente você vai dar uma passada em Siem Reap, né? Então não deixe, por nada neste mundo, de fazer um passeio aéreo sobre as ruínas khmer.

Você pode fazer isso de duas formas: de balão ou de helicóptero.

Vista do balão

O balão é estático, não se move sobre as ruínas. Sobe a 200 metros amarrado por um cabo, fica alguns minutos lá, de frente para Angkor Wat, e desce. Mesmo assim, tenho certeza de que é uma aventura maravilhosa, mas que infelizmente não fiz por falta de tempo. Recomendo mais: faça o passeio duas vezes. Uma pela manhã, com o sol nascendo atrás de Angkor Wat, outra no fim da tarde, com a luz atrás de você e batendo de frente em Angkor. Segundo o que eu pesquiser, custa aproximadamente 15 dólares por pessoa.

O helicóptero e Angkor

O helicóptero é muito mais caro, mas em compensação a emoção deve ser bem maior. A companhia Helicopters Cambodia cobra entre 90 e 300 dólares, para voos entre 8 e 30 minutos. Leva até 5 pessoas, incluindo o piloto, e você precisa de um número mínimo de passageiros para levantar voo. Tenho a impressão de que deve valer cada centavo.

Putz, vou ficar com muita inveja de você.

- Gabriel Prehn Britto
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› 1 de setembro de 2009

A SkyEurope subiu aos céus

A quem estava com passagem comprada pela SkyEurope para voos pela Europa, meus pêsames.

Será que as moças estão rindo de quem comprou passagem?

Acabei de saber que a companhia anunciou sua falência hoje e já avisou que não vai reembolsar ninguém e nem levar de volta quem estiver no meio da viagem.

É a vida.

- Gabriel Prehn Britto
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› 12 de agosto de 2009

“Respeite os avisos de não fumar”

Apesar da mensagem acima ser bem clara, tem gente que não entende.

“‘Achei que no banheiro não ia ter problema’, diz homem que fumou em voo

"Senhores passageiros, por favor, apaguem seus cigarros porque vamos decolar" - (Foto: NGPhoto.biz - Flickr)

O passageiro que causou uma pane geral em uma aeronave em São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, após fumar no banheiro durante uma escala, disse não ter imaginado que seu cigarro iria causar tantos transtornos. Os passageiros que seguiam para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, tiveram que trocar de aeronave após o problema.”

Notícia completa no G1.

- Gabriel Prehn Britto
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