Cias. Aéreas

› 19 de julho de 2010

O Colecionador

Skatistas colecionam hematomas, raios-x de fraturas e coisa e tal.

Ricos colecionam o que quiserem, porque são ricos.

E viajantes colecionam o quê?

Fulano de Tal (nome fictício, para proteger a identidade do entrevistado), que já carimbou seu passaporte em russo, islandês, colombiano e muito mais, escolheu colecionar folhetos de segurança de companhias aéreas. Ao longo de duas décadas de voos, já arrecadou uma quantidade invejável de folhetos e segue em busca de mais.

Fulano de Tal, protegendo sua identidade

Mas Fulano não está sozinho na sua cleptomania aérea. Este tipo de coleção tem muitos adeptos no mundo. Basta uma pesquisa na internet para encontrar uma penca de viajantes que fazem o mesmo, inclusive com grupos especializados no assunto e sites exibicionistas.

Os Suspeitos

Com a condição de não ser exposto (para evitar as terríveis represálias de companhias aéreas), Fulano aceitou falar a O Que Eu Fiz Nas Férias com exclusividade, bebendo cerveja em sua cobertura com piscina em Porto Alegre. Uma entrevista bombástica, que também revela como funciona a sua rede de viajantes-colaboradores.

Vem comigo!

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OQEFNF: Por que colecionar folhetos de segurança de voos?

FULANO DE TAL: Porque gosto de ver como cada companhia aérea apresenta as mesmíssimas instruções. O roteiro de cada folheto é exatamente o mesmo, mas cada empresa pensa numa forma diferente de mostrar aquilo. É uma mistura de publicidade com informação.

Antes de dizer "segurança" em islandês, você já está morto

Marilyn Manson, é você?

OQEFNF: Como foi o início da coleção?

FULANO DE TAL: Peguei o primeiro folheto na minha primeira viagem. Mas a ideia de colecionar começou na segunda viagem. Também tenho alguns sacos de vômito - não usados, claro.

Os russos

OQEFNF: Qual é o tamanho da coleção hoje?

FULANO DE TAL: Mais ou menos assim, ó. (Mostra uma pilha imaginária de aproximadamente 30 cm de altura.)

OQEFNF: É difícil manter a coleção?

FULANO DE TAL: É. Dependo muito de amigos que viajam para lugares exóticos. Às vezes passo mais de um ano sem receber nada. Mas tenho amigos que gostam muito de contribuir. Um amigo, por exemplo, sempre me envia um envelope com os folhetos que coleta nas viagens. Ele nem se identifica no envelope. Eu apenas recebo no trabalho e já sei que é dele.

Fidel Airlines

OQEFNF: A coleção é apenas de folhetos de companhias aéreas diferentes ou você também tem folhetos de companhias repetidas, mas de tipos de aviões diferentes?

FULANO DE TAL: As duas coisas. Vale companhias estranhas, de países distantes, e folhetos de modelos de aviões diferentes, não importando a companhia.

OQEFNF: Qual a história mais bizarra destes folhetos?

FULANO DE TAL: Eu tenho um folheto de um avião que caiu. Era da West Caribbean, uma companhia aérea colombiana. Voei com eles, peguei o folheto e, alguns anos depois, vi que aquele avião, o único daquele modelo na companhia, havia caído. Dá para dizer que eu salvei a vida daquele folheto.

O folheto salvo do pior

OQEFNF: Qual é o seu folheto preferido?

FULANO DE TAL: Um da Canadian Airlines. Não é o folheto de uma companhia aérea de um país remoto, mas é o favorito porque apresenta cada instrução com um personagem diferente, que não tem nada a ver com o contexto. É surreal. Tem uma bailarina, um palhaço, um pedreiro, um sujeito de fraque e cartola.

Elegância é tudo

Macho Man

Plié de emergência

OQEFNF: Qual é o folheto mais tosco?

FULANO DE TAL: O folheto da Air Fiji. É um xerox plastificado.

Xerocão

OQEFNF: Você tem medo de represálias de companhias aéreas?

FULANO DE TAL: Sim. Tenho medo que eles cancelem minhas milhas ou sempre me coloquem no assento do meio.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de junho de 2010

#Ficadica #Gol #voosinternacionais

Depois de uma semana retomando a vida, volto para avisar que em breve retomarei também o ritmo normal deste espaço.

Por enquanto, vai uma dica rápida que aprendi ontem, quando voltei de Brasília: segundo a moça da Gol, voos da companhia com número iniciado em 7 são internacionais.

Olha o 7 ali

Ou seja, mesmo que você só queira ir de um cidade brasileira para outra, vai ter que se submeter às regras gringas para bagagem de mão, o que significa restrições à líquidos e pastas na bolsa.

Eu, que fui preparado para não precisar despachar nada, tive que fazer a operação de troca de bagagens para poder embarcar.

Por isso, fique ligado.

De nada.

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de maio de 2010

As melhores porque são orientais ou orientais porque são as melhores?

2010-world-airline-awards

Saiu o 2010 World Airline Award ou, em bom brasileiro, o ranking das 10 melhores companhias aéreas do mundo, segundo o SkyTrakx. A pesquisa foi feita com 18 milhões de viajantes de 100 países diferentes, entre julho de 2009 e abril 2010.

A lista dos Top 10 dos céus ficou assim:

1 - Asiana Airlines

2 - Singapore Airlines

3 - Qatar Airways

4 - Cathay Pacific

5 - Air New Zealand

6 - Etihad Airways

7 - Qantas Airways

8 - Emirates

9 - Thai Airways

10. Malaysia Airlines

Interessante ver que todas as finalistas são companhias de países da Ásia e da Oceania. Exatamente como aconteceu em 2009.

Qual será o segredo dos orientais?

Para saber mais sobre o 2010 World Airline Award, clique aqui.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de abril de 2010

Quando a viagem vira cinzas (de vulcão)

Para os viajantes que não entenderam por que os aviões não podem sair do chão quando existe fumaça de vulcão no ar, uma brevíssima explicação que pesquei do Telegraph:

“Cinzas vulcânicas, que consistem em rocha e vidro pulverizado pelas erupções, podem danificar os motores dos aviões se eles entrarem na nuvem, causando o desligamento dos aparelhos. As cinzas também podem ser sugadas para dentro da cabine, contaminando o ambiente dos passageiros e danificando o sistema elétrico do avião.”

MÊ-DÔ!

Aqui embaixo, alguns exemplos de situações de perigo vividas em encontros de aviões com fumaça de vulcões:

“Em 1989, um Boeing 747 da KLM entrou na nuvem de fumaça do vulcão Redoubt, no Alasca, e perdeu toda a sua potência, caindo de 7,5 mil para 3,6 mil quilômetros de altura, antes que a equipe conseguisse religar os motores. O avião pousou com segurança.”

“Nos anos 80, um 747 da British Airways entrou em uma nuvem de cinzas que grudou na janela da cabine. O piloto teve que colocar a cabeça para fora por uma janela lateral para pousar em segurança.”

Quer que eu desenhe?

E para terminar, uma boa notícia:

“O Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA dizem que, entre 1983 e 2000, já ocorreram aproximadamente 100 encontros de aviões com cinzas vulcânicas. Em alguns casos, os motores pararam por algum tempo depois do encontro, mas não aconteceram acidentes fatais.”

Captou?

- Gabriel Prehn Britto
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› 1 de abril de 2010

Publicitair, a companhia aérea no-cost

Isso está cheirando MUITO a 1º de Abril, mas mesmo assim merece o registro pela ideia engraçada.

(UPDATE: Sim, confirmado, é uma bobajada de Dia dos Bobos.)

Que anunciozinho cachorro, hein?

Já pensou voar Londres-NY-Londres de graça, dando em troca apenas a sua atenção a alguns (ou a uma montanha?) de anúncios? É o o que propõe a Publicitair, a (suposta) primeira companhia aérea totalmente bancada por espaços publicitários.

A ideia é simples: a empresa disponibiliza o avião e a equipe, os patrocinadores pagam para atingir você, os custos dos anúncios pagam os custos do voo e você voa de graça.

Para conseguir uma poltrona, é preciso sorte. Você tem que colocar o seu nome na lista e esperar que o voo alcance a quantidade de anúncios necessária para decolar. Depois, é feito um sorteio e os viajantes são avisados que o navio vai partir.

Sim, é uma mão de obra feroz. Mas para quem quer economizar uns pounds e tem tempo para viajar a qualquer momento, é uma boa.

A princípio, a Publicitair vai fazer apenas o trajeto Londres-NY-Londres. Mas a intenção é expandir, e o Rio de Janeiro está incluído nos planos.

Resta saber se não é apenas uma sacanagem.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de março de 2010

Futricando no You Tube e aprendendo

Acabei de aprender que malas de zíper não são nem um pouco seguras.

- Gabriel Prehn Britto
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› 7 de fevereiro de 2010

Sou pobre mas não tô amassado

A Veja desta semana (edição de 10 de fevereiro) apresenta um guia interessante para quem só tem condições de voar na classe gado e topa tudo para tentar aliviar as dores de 12 horas em uma poltrona apertada.

Ilustração da matéria "Classe econômica com um pouco mais de conforto", da Veja

Vale aparecer lá para dar uma lida.

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de janeiro de 2010

Me chama de Eike

Meu primeiro voo com a Azul tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Eu sou claustrofóbico até o talo, do tipo que não consegue nem pegar carona no banco de trás de um carro duas portas. Imaginar que teria que passar uma hora dentro de algo menor que um Boeing ou um Airbus me fazia suar frio (para quem não sabe, a Azul voa com modelos Embraer 190 e 195).

Tá grandão por causa da perspectiva (Foto: fotoandreabernardes - Flickr)

Não bastasse o pânico de lugares apertados, eu ainda tinha um receio quanto ao avião de porte menor. Não me pergunte porquê, mas eu relaciono a segurança do bicho com o tamanho dele. Quando maior, mais seguro.

O primeiro passo para minimizar essa expectativa foi conversar com um amigo que trabalha diretamente com a Embraer. Perguntei o que ele tinha para me dizer dos tais 190 e 195 e a resposta foi “são melhores do que todos os outros”. A tensão diminuiu, mas eu ainda estava com um pé atrás.

No dia do embarque, a Lei de Murphy me acordou com um temporal sobre Porto Alegre. Agora, além da claustrofobia e da imaginada insegurança de avião, eu ainda teria que enfrentar nuvens, turbulência, et cétera e tal. Como eu disse lá em cima, aquilo tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Chuva + avião = não bom (Foto: Yanez (i) / Ivan - Flickr

Mas para minha gratíssima surpresa, não foi.

A primeira sensação de alívio foi ver que os fingers do aeroporto seriam utilizados no embarque (juro que eu pensava que um avião menor teria que ter embarque pela pista). Quando entrei no voo AD4165 (pontual, aliás), outro alívio: o Embraer 190 não era tão pequeno quanto eu imaginava. Na verdade, era até maior do que eu gostaria que fosse quando escolhi meu lugar achando que sentaria no fundão.

Dois pra lá, dois pra cá (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Acabei sentando bem no meio do avião. Não sei se o espaço entre as fileiras de poltronas é realmente maior como a Azul diz por aí. Mas certamente a sensação é de ter muito mais espaço, principalmente pelo fato de haver apenas duas poltronas de cada lado. E a sensacão de não estar espremido era tão boa que, na volta, até arrisquei reservar uma janela para mim, coisa que nunca faço.

O serviço de bordo é feito sem aqueles malditos carrinhos que atravancam o corredor. As aeromoças (que não têm nada de especial na atenção, são como todas as outras) passam de fileira em fileira perguntando o que você quer beber e anotando em uma folha. Em seguida, voltam trazendo os pedidos em bandejas. Um pouco depois, passam novamente com outra bandeja repleta de pacotes de salgadinhos e doces. Você escolhe o que quiser e pode até querer repetir, porque (dizem) ninguém olha com cara feia.

Salgadinho, moço? (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Mas a grande atração para o viajante “classe turista” (a.k.a. “pobre”)  são as poltronas em couro. Faça as contas: “avião pequeno” + “espaço” + “atendimento cordial” + “rapidez no embarque/desembarque” (graças à capacidade reduzida de passageiros) + “poltrona de couro” = a sensação mais próxima do que é ser um milionário que voa em seu próprio jatinho. Me senti quase um Eike Batista.

Eu sou você amanhã

Sei que foi apenas uma única e rápida experiência, mas voltei de Navegantes (SC) maravilhado com a companhia. Só fiquei triste quando vi que ela ainda não voa para Brasília, para onde já estou marcando uma viagem familiar em junho.

Pelo jeito terei que enfrentar minha claustrofobia naqueles aviões grandões, com três fileiras de poltronas, das outras companhias.

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2010

Atentado? Só contra a elegância

Se a vida dentro dos aeroportos já estava um porre de sidra, ficou pior depois da traquinagem do rapaz que tentou derrubar um avião americano no Natal. A bomba que Umar Farouk Abdulmutallab carregava na cueca (no joke intended) não explodiu, mas destruiu a sensação de relativo controle que vivíamos.

Em busca de mais segurança, os queridinhos da hora agora são os tais scanners corporais, que não deixam passar nenhum artefato suspeito, mas que mostram as vergonhas de todos os passageiros com riqueza de detalhes asquerosa ou sensual (depende do escaneado).

Pelada e perigosa

Obviamente isso tem gerado uma gritaria pelo direito das pessoas à privacidade de suas partes íntimas. A discussão promete se arrastar por um bom tempo, com protestos aqui e ali, confusão e o diabo a quatro. Mas tudo isso você já sabe.

O que você não sabe é a minha opinião e a minha proposta de solução para este problema.

Minha opinião: sou totalmente a favor da instalação destes brinquedinhos em aeroportos considerados de risco.

A lógica é simples. Todo mundo tem o direito de manter a privacidade do que esconde nas roupas de baixo (salvo no terrível banheiro da academia, você só mostra sua intimidade para quem você quiser) e todo mundo tem liberdade para optar qual meio de transporte vai usar nas suas viagens. Mas ninguém tem o “direito a voar de avião” (advogado, me corrija se eu estiver errado).

Então, como cruzar os céus não é um direito seu e como a segurança está exigindo mais rigidez, não tem saída: quem quer viajar de avião pre-ci-sa se submeter a um controle que vai vê-lo peladinho da Silva.

É chato, constrangedor e invasivo, sim. Mas você tem o direito inalienável e sagrado de optar entre manter sua privacidade ou ir de carro, trem, ônibus, navio, biga, cavalo, a pé ou de qualquer outra forma onde a sua nudez não seja exigida como condição para embarcar.

Minha proposta de solução para o problema:

Bomba, só se estiver muito bem escondida

Campanhas massivas para o pessoal perder a timidez e viajar peladão.

Os comandantes só teriam que prometer maneirar no ar-condicionado a bordo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 13 de novembro de 2009

Crianças que voam

Mingau Digital

Post rápido, direto e especial para a Guiga, mãe da Valentina, que vem para o Brasil com a pequeninha em novembro: se você tem bebê e precisa viajar, não deixe de ler o post do Mingau Digital sobre como voar com crianças.

Dica do Viaje na Viagem.

- Gabriel Prehn Britto
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