>>>>> UPDATE EM 31/03/2011:
O problema da inversão de nome e sobrenome não aconteceu apenas comigo.
Segundo o Melhores Destinos, muita gente está reclamando, tanto que a TAM resolveu “flexibilizar” o problema e aceitar passagens com estas características.

Ou seja: se foi cagada minha, eu fui induzido ao erro pelo site da TAM, junto com uma pá de gente.
O novo problema é que eu segui a orientação da TAM e pedi o reembolso das milhas, pagando as multas. E agora? Receberei estas milhas das multas de volta, após essa “flexibilização”?
A ver.
>>>>> FIM DO UPDATE
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Semana passada, quase entrei em choque depois que vi minha viagem para Bogotá ir do céu ao inferno em menos de 3 horas.


Para quem não acompanhou a minha choradeira no Twitter (que até foi comedida, vai), aqui está um breve relato.
>>>>> BREVE RELATO
Raspei todos os meus pontos de cartões de crédito para conseguir passar 4 dias na capital colombiana.

Mas a compra de todos os bilhetes com milhas exigiu a ginástica de ir de Gol e voltar de TAM. Sem problemas, afinal essa ginástica também serviria para que eu experimentasse as duas companhias em voos internacionais longos (coisa que eu nunca fiz).
Depois de garantir meus bilhetes de ida com a Gol, fui para o site da TAM e garanti também os bilhetes de volta.
Tudo lindo e perfeito. Até que eu vi algo estranho: no bilhete da TAM, o nome da patroa estava registrado de forma invertida. Ao invés de Marcia Steyer, estava Steyer Marcia.

Entrei em contato com a TAM e fui alertado: desta forma ela não embarcaria. Pedi que fosse feita a correção. Foi quando meu mundo caiu.
Me informaram que era impossível inverter os nomes. Eu precisaria pedir o reembolso da passagem, pagar uma multa de 10% do valor dela e emitir outra.
Para piorar, como eu não tinha 10% da quantidade de milhas para pagar a multa, a modificação não poderia ser feita. Me restava apenas pedir o reembolso e chorar.
Berrei, gritei, execrei gerações da família da moça que me atendeu (desculpe, moça, foi o estresse do momento), mas não adiantou.
>>>>> FIM DO BREVE RELATO
Então veio o fim de semana. Os dois dias de descanso me deram tempo para refletir e concluir: sim, a cagada foi minha.
Parabéns, Gabriel.

Provavelmente, a euforia de ver a viagem se concretizando me fez não perceber que os campos deveriam ser preenchidos com sobrenome+nome. Apenas completei automaticamente e fui para a galera comemorar.

Assumo que estraguei tudo. Mas perceber que o erro foi meu não me faz perdoar a TAM pela falta de compreensão.
Eu sei que regras são regras. O contrato com a companhia (que eu assinalei que li e compreendi, óbvio) avisa: as passagens são pessoais e intransferíveis. Mas qualquer regra está sujeita ao bom senso e compreensão de quem a regula (atente: falo de bom senso e compreensão, não do “jeitinho brasileiro”).
Se eu tivesse pedido para trocar Marcia Steyer por Fulano da Silva, minha má intenção teria ficado clara e eu teria mesmo que ser xingado, pagar a multa e ficar quieto. Mas eu apenas inverti os nomes dela (algo que, convenhamos ninguém vai perceber). É evidente que foi involuntário.
Aqui entra a minha pior impressão sobre o assunto: as companhias aéreas (e incluo todas, não apenas a TAM, porque também tive essa impressão tratando com Air France e Gol/Smiles) parecem fazer tudo para acabar com as milhas do viajante. Qualquer errinho, por mais simples que seja, sempre pede uma porrada de milhas para ser consertado.
Bom, se a intenção da TAM era me fazer perder 10% das minhas milhas, parabéns, conseguiu. Mas se era deixar um cliente satisfeito com seus serviços, errou feio.

Fica a lição: por mais eufórico que você esteja com a viagem, compre a passagem com atenção máxima. Descuidos, por mais inocentes que sejam, não serão perdoados.
- Gabriel Prehn Britto