Camboja

› 8 de julho de 2010

Livros, motos e arrependimentos

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Comprar livros em viagens é um saco. Eles pesam, ocupam espaço, viram uma chatisse sem alça e sem rodinhas. Quando você se apaixona por um, o ideal é verificar se o livro existe na Amazon e deixar para encomendar quando estiver em casa, sem impostos e provavelmente com um preço mais amigável, praticado longe de lugares turísticos.

Porém, tão chato quanto comprar livros em viagens é anotar os nomes deles para comprar na Amazon, deixar para depois, deixar para depois, deixar para depois… e nunca mais comprá-lo. Infelizmente, foi o que fiz com o Bikes of Burden, que descobri em Hanói.

Bikes of Burden

Uma das características mais marcantes do Vietnã é a quantidade de motos carregando as bagagens mais bizarras que você nunca nem imaginou que pudessem ser levadas sobre duas rodas. O Bikes of Burden (“Motos de Carga”, em uma tradução simples), do fotógrafo Hans Kemp, é o registro visual mais completo desta tradição vietnamita. Dá uma olhada em algumas imagens do livro:

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Hans Kemp

Não é sensacional? E escrevendo este post, ainda descobri que ele lançou o Carrying Cambodia, com mais ou menos o mesmo assunto, mas com fotos tiradas no vizinho Camboja.

Alguém aí topa fazer uma encomenda conjunta para dividir o frete?

- Gabriel Prehn Britto
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› 14 de outubro de 2009

Tira o pé do chão

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Se você estiver com viagem marcada para o Camboja, ou se o país estiver nos seus planos, anote aí uma experiência que eu não consegui ter por lá e que me causa arrependimentos.

Certamente você vai dar uma passada em Siem Reap, né? Então não deixe, por nada neste mundo, de fazer um passeio aéreo sobre as ruínas khmer.

Você pode fazer isso de duas formas: de balão ou de helicóptero.

Vista do balão

O balão é estático, não se move sobre as ruínas. Sobe a 200 metros amarrado por um cabo, fica alguns minutos lá, de frente para Angkor Wat, e desce. Mesmo assim, tenho certeza de que é uma aventura maravilhosa, mas que infelizmente não fiz por falta de tempo. Recomendo mais: faça o passeio duas vezes. Uma pela manhã, com o sol nascendo atrás de Angkor Wat, outra no fim da tarde, com a luz atrás de você e batendo de frente em Angkor. Segundo o que eu pesquiser, custa aproximadamente 15 dólares por pessoa.

O helicóptero e Angkor

O helicóptero é muito mais caro, mas em compensação a emoção deve ser bem maior. A companhia Helicopters Cambodia cobra entre 90 e 300 dólares, para voos entre 8 e 30 minutos. Leva até 5 pessoas, incluindo o piloto, e você precisa de um número mínimo de passageiros para levantar voo. Tenho a impressão de que deve valer cada centavo.

Putz, vou ficar com muita inveja de você.

- Gabriel Prehn Britto
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› 18 de julho de 2009

Angkor verde

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Dica imperdível para quem anda sonhando com o Camboja: dê uma olhada na National Geographic de julho.

Versão americana da capa de julho/2009

A matéria de capa é Angkor (na foto, a versão americana). Os textos estão sensacionais e imperdíveis, os mapas que acompanham são ótimos e as fotos incríveis de Robert Clark me deixaram morrendo de inveja e saudade daquela terra. Aliás, as fotos me lembraram de algo que eu percebi quando fui mas que acabei nunca comentando aqui.

O período de chuvas da região pode não ser o mais indicado para o turismo, mas é o melhor para fotografar. Isso porque Angkor ganha a cor verde nessa época, graças às plantas que florescem e ao limo que surge nos templos, deixando tudo ainda mais lindo:

Angkor em tons de verde

Então não deixe de ir se suas férias caírem bem nessa época. Um cenário ainda mais belo pode estar esperando por você.

- Gabriel Prehn Britto
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› 9 de julho de 2009

O Camboja é aqui

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Você sonha com o Camboja mas não quer encarar 45 horas de viagem até lá? Ama muito a cultura Khmer mas a grana tá curta para a passagem? Seu medo de avião não permite que você atravesse o mundo para ver aqueles templos com faces de Buda para todos os lados?

Portão de Angkor Thom - Siem Reap, Camboja

Não se desespere. Porto Alegre tem a solução para matar a sua vontade sem gastar muito:

Parede de uma empresa de assistência técnica em geladeiras - Porto Alegre, Brasil

Não percebeu? Veja mais de perto:

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Não é uma maravilha? Se você quiser ver essa atração gaúcho-cambojana, o endereço é Rua São Luís, esquina com Rua Leopoldo Bier, na capital do churrasco.

Mas aproveite logo, porque vai ser sucesso de visitas de gringos em 2014.

- Gabriel Prehn Britto
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› 15 de março de 2009

Um ano depois

Neste fim de semana me dei conta que o início da viagem para a Indochina completou um ano. Desde sexta-feira à noite, venho lembrando de tudo que eu estava fazendo há 365 dias. As horas de espera em Paris. O vôo desconfortável até a capital tailandesa. Os primeiros contatos com uma cultura asiática. A primeira impressão do Camboja, sobrevoando Siem Reap e o primeiro dia de atividades turísticas na cidade, quando tirei essa foto que até hoje me diz muito sobre aquele povo:

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Sei que vai ser assim até o dia 13 de abril, um ano depois de pousar em Porto Alegre de novo. Seguidamente vou sentar na frente do computador e olhar fotos de acordo com o roteiro, me lembrando de cada canto.

A viagem não acaba quando termina.

- Gabriel Prehn Britto
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› 20 de janeiro de 2009

Os Gritos do Silêncio

Aproveitei essa notícia para escrever sobre um dos filmes que eu considero os mais importantes a serem vistos antes de viagens. Coincidentemente, ele passou domingo na tv (não lembro em qual canal) e eu tive a oportunidade de revê-lo pela primeira vez depois de voltar da jornada ao qual está ligado.

O filme é o impressionante Os Gritos do Silêncio. Ele conta a história real de Dith Pran um cambojano que trabalhou de assistente e intérprete de Sydney Schanberg, correspondente do The New York Times no país pouco antes da chegada do Khmer Vermelho ao poder. Como era cidadão cambojano, Dith Pran não conseguiu fugir junto com os últimos estrangeiros, apesar dos esforços de Schanberg, e foi enviado para os terríveis campos da morte criados por Pol Pot, o líder do Khmer Vermelho e o ditador mais sanguinário da História.

Depois de presenciar assassinatos brutais, fazer trabalhos forçados e viver na absurda miséria imposta pelos ditadores ao povo, Dith Pran, milagrosamente, conseguiu fugir para a Tailândia, onde reencontrou Schanberg (que, vale dizer, nunca parou de buscar informações sobre seu ex-assistente enquanto este estava no Camboja). Após migrar para os Estados Unidos, acabou se tornando um ativista importante pela queda do regime de Pol Pot e pelo desenvolvimento do seu país até a sua morte, em 2008. Aliás, coincidentemente também, Pran faleceu quando eu estava na Ásia. Vi a notícia no Le Monde, chocado, quando desembarquei em Paris, ainda no ônibus entre o Charles de Gaulle e o centro da cidade.

Quando assisti a esse filme, antes de ir para o Camboja, fiquei muito impressionado com a brutalidade do Khmer Vermelho. Isso me fez chegar lá com outra visão daquele povo. Em todos os contatos com pessoas mais velhas, era impossível não pensar que elas também tinham sobrevivido àquilo tudo. Elas também tinham perdido anos das suas vidas em campos de trabalho. Provavelmente também tinham parentes assassinados apenas porque sabiam escrever, calcular ou falar outra língua (o Khmer Vermelho considerava isso uma prova de que a pessoa era um burguês antes da tomada do poder, algo punido com a morte).

Ver este filme depois de entrar em contato com aquelas pessoas foi ainda mais impressionante e, principalmente, triste. Porque é impossível não lembrar que se trata de um povo completamente pacífico, gentil e simples, que cativa qualquer estrangeiro e que sorri o tempo inteiro para as milhares de câmeras fotográficas dos turistas, o que faz com que as atrocidades mostradas pareçam ainda piores. Mesmo assim, Os Gritos do Silêncio é obrigatório para antes e depois de uma viagem ao Camboja.

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de dezembro de 2008

Vietnã, Laos e Camboja 1 X 0 Brasil

Em época de festas e viagens, parece que tá pintando um novo período de caos aéreo no Brasil.

Neste momento, é impossível deixar de lembrar que nenhum dos 6 vôos que peguei na viagem pelos paupérrimos Vietnã, Laos e Camboja atrasou. Absolutamente nenhum. Todos rigorosamente dentro do horário.

É.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2008

República Unesco

Entrar na lista de lugares considerados patrimônios culturais ou naturais da humanidade, elaborada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é algo cobiçado por muitas cidades e países. Estar ali é a garantia de aumento do fluxo de turistas (e conseqüentemente, de dinheiro) e de verbas para a manutenção do local. Uma boa prova disso é a atual disputa entre Camboja e Tailândia pela posse das ruínas de Preah Vihear, um templo na fronteira entre os dois países, que já tinha sua nacionalidade cambojana discutida pelos tailandeses, mas que ganhou força depois que a Unesco o declarou patrimônio cultural.
A República Tcheca, obviamente, também cobiça ter patrimônios culturais. E nisso ela é muito boa: hoje o país tem 12 áreas na lista da Unesco (para se ter uma idéia, o Brasil tem 18). Cada uma fazendo a sua parte para atrair os quase 7 milhões de turistas que ela recebe a cada ano.
Veja a lista:

- Os jardins e o castelo de Kroměříž;
- O centro histórico de Český Krumlov;
- O centro histórico de Praga;
- O centro histórico de Telč;
- A vila de Holašovice;
- A coluna da santíssima trindade de Olomuc;
- O bairro judeu e a basílica de São Procópio, em Třebíč;
- O centro histórico de Kutná Hora, com a igreja de Santa Bárbara e a catedral de Nossa Senhora de Sedlec;
- A paisagem cultural de Lednice-Valtice;
- O castelo de Litomyšl;
- A igreja de São João Nepomuceno, em Zelená Hora;
- A vila Tugendhat, em Brno.

- Gabriel Prehn Britto
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