Brasília

› 29 de junho de 2009

Em Brasília, 48 horas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

“Caramba!”

Juro que essa foi a primeira expressão que passou pela minha cabeça quando entrei no Eixo Monumental de Brasília, que, para quem não conhece, é o corpo do avião que dá forma à principal área da cidade, o Plano Piloto. Até aquele momento, nunca tinha imaginado que a capital federal pudesse ser tão bonita. Para melhorar ainda mais a primeira impressão, era noite e tudo estava maravilhosamente iluminado, o que fazia com que meu queixo caísse cada vez mais à medida em que passava por aquela avenida gigantesca, com prédios cheios de curvas e espelhos de água.

A Catedral e São Lucas

No dia seguinte, enquanto fazia um city tour rápido com meus tios antes do início das festanças familiares previstas para o fim de semana, fiquei tentando descobrir o que conseguia deixar tão agradável e leve aquela região quente, seca, com poucas árvores e com terra vermelha para todos os lados. E olhando para as avenidas largas e as áreas abertas, enormes, com espaços entre os prédios e com muito céu para ser olhado, descobri: Brasília parece um imenso parque.

O Eixo Monumental e o céu azulzíssimo

Pena que seja impossível pensar em Brasília sem lembrar de política. E pensar em política no Brasil é péssimo, pelo menos para mim. Praticamente todas as atrações da cidade, por mais lindas que sejam no assunto arquitetura, têm alguma ligação com nossos governantes, o que tornava inevitável torcer o nariz. Não conseguia olhar para o Congresso sem lembrar de tudo que acontece ali dentro. Nem para o Palácio do Planalto, para a Esplanada dos Ministérios, para a Praça dos Três Poderes ou para o Palácio da Alvorada.

O Palácio do Planalto em reformas. Pena que sejam só reformas arquitetônicas

A Justiça e o segurança

Recado pro Lula

Também me causou estranhamento a veneração à família Kubitschek em todos os cantos da cidade. É hospital, parque, aeroporto, avenida, ponte de milhões de reais, memorial… Me senti como no Vietnã, onde tudo tinha o nome de Ho Chi Minh, o político-santo local. Tudo bem que JK foi um presidente importante e coisa e tal. Mas em se tratando de Brasil, sei lá, tenho os dois pés atrás com qualquer político.

JK abençoando a cidade

Para quem quiser passar um fim de semana na cidade (o que eu recomendo muito) uma dica: não esqueça de alugar um carro. As mesmas áreas abertas que fazem a cidade parecer um parque jogam contra quem precisa caminhar.

- Gabriel Prehn Britto
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