Um caos de atrações
Férias em São Paulo?
Aquela cidade caótica, que sempre aparece nos telejornais com filas de luzinhas vermelhas e amarelas dos carros engarrafados? Que lembra poluição, estresse, correria, PCC, Maluf e Tietê?

Quase ninguém pensa em gastar seus dias de descanso em um lugar assim. Na verdade, apenas 10% dos quase 12 milhões de visitantes que São Paulo recebeu em 2009 foram para a cidade atrás de lazer. A maioria foi mesmo para negócios, eventos, business e money, money, money. Nada contra o money (pelo contrário), mas a capital dos paulistanos merece ser visitada por motivos muito menos financeiros do que acontece hoje.
Desconfiei disso em 2003, quando resolvi passar minhas férias por lá. Somei 1 + 1 e concluí: se a gente atravessa oceanos para conhecer metrópoles como Nova York, Frankfurt e coisa e tal, por que não conhecer a metrópole que fica aqui dentro mesmo?
Fiquei 10 dias entre todos os problemas que citei ali em cima. Mas também entre lugares lindos, bares sensacionais, exposições maravilhosas (estava rolando aquela dos Guerreiros de Xi’An, o que me permitiu realizar um sonho de viajante: ver as famosas estátuas de terracota), lojas incríveis e restaurantes de chorar no cantinho.

Fiquei feliz de saber que voltaria para lá como Viajante Opanka. Se eu já havia amado a maior cidade do Brasil no estilo turistão, tinha tudo para querer casar com ela depois de passar alguns dias guiado por um cicerone que me levaria em algumas ótimas atrações escondidas.
Não deu outra. Já no segundo dia eu estava ligando para a minha mulher dizendo “Temos que passar um feriado aqui!”.
São Paulo é um universo de atrações. É impossível passar um dia sem descobrir algum lugar marcante, seja ele um prédio lindíssimo ou um botequinho antigo por onde Adoniran Barbosa provavelmente passou.

Vou esperar que todos os vídeos do Viajante Opanka sejam publicados, para então registrar aqui os endereços e as dicas que peguei por lá. Aguarde, mas vá reservando a passagem. Palavra de viajante chato: você não vai se arrepender.
- Gabriel Prehn Britto
































