Brasil

› 18 de fevereiro de 2010

Pelo menos eu comprei meu Kit Kat

Posto de fronteira Chuí-Chuy, sábado, 13 de fevereiro de 2010, ao redor de 14h.

Tiene aire acondicionado, señor otoridadji?

Centenas de turistas, sob um calor de 40 graus, suando como se um surto de hiperidrose tivesse tomado o mundo.

Uma hora inteira esperando que burocratas carimbem um papel completamente inútil, para passar 4 dias no Uruguai.

Filas e calor

E vou dizer: já passei por filas piores neste mesmíssimo posto.

Afinal, para que serve o Mercosul?

- Gabriel Prehn Britto
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› 4 de fevereiro de 2010

Inferno

Recomendação a qualquer viajante que estiver a caminho de Porto Alegre, de hoje até o início da semana que vem (pelo menos): prepare-se para saber como é o clima no Sudeste Asiático.

Climão no Sudeste Asiático

- Gabriel Prehn Britto

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› 25 de janeiro de 2010

Me chama de Eike

Meu primeiro voo com a Azul tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Eu sou claustrofóbico até o talo, do tipo que não consegue nem pegar carona no banco de trás de um carro duas portas. Imaginar que teria que passar uma hora dentro de algo menor que um Boeing ou um Airbus me fazia suar frio (para quem não sabe, a Azul voa com modelos Embraer 190 e 195).

Tá grandão por causa da perspectiva (Foto: fotoandreabernardes - Flickr)

Não bastasse o pânico de lugares apertados, eu ainda tinha um receio quanto ao avião de porte menor. Não me pergunte porquê, mas eu relaciono a segurança do bicho com o tamanho dele. Quando maior, mais seguro.

O primeiro passo para minimizar essa expectativa foi conversar com um amigo que trabalha diretamente com a Embraer. Perguntei o que ele tinha para me dizer dos tais 190 e 195 e a resposta foi “são melhores do que todos os outros”. A tensão diminuiu, mas eu ainda estava com um pé atrás.

No dia do embarque, a Lei de Murphy me acordou com um temporal sobre Porto Alegre. Agora, além da claustrofobia e da imaginada insegurança de avião, eu ainda teria que enfrentar nuvens, turbulência, et cétera e tal. Como eu disse lá em cima, aquilo tinha tudo para ser uma experiência ruim.

Chuva + avião = não bom (Foto: Yanez (i) / Ivan - Flickr

Mas para minha gratíssima surpresa, não foi.

A primeira sensação de alívio foi ver que os fingers do aeroporto seriam utilizados no embarque (juro que eu pensava que um avião menor teria que ter embarque pela pista). Quando entrei no voo AD4165 (pontual, aliás), outro alívio: o Embraer 190 não era tão pequeno quanto eu imaginava. Na verdade, era até maior do que eu gostaria que fosse quando escolhi meu lugar achando que sentaria no fundão.

Dois pra lá, dois pra cá (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Acabei sentando bem no meio do avião. Não sei se o espaço entre as fileiras de poltronas é realmente maior como a Azul diz por aí. Mas certamente a sensação é de ter muito mais espaço, principalmente pelo fato de haver apenas duas poltronas de cada lado. E a sensacão de não estar espremido era tão boa que, na volta, até arrisquei reservar uma janela para mim, coisa que nunca faço.

O serviço de bordo é feito sem aqueles malditos carrinhos que atravancam o corredor. As aeromoças (que não têm nada de especial na atenção, são como todas as outras) passam de fileira em fileira perguntando o que você quer beber e anotando em uma folha. Em seguida, voltam trazendo os pedidos em bandejas. Um pouco depois, passam novamente com outra bandeja repleta de pacotes de salgadinhos e doces. Você escolhe o que quiser e pode até querer repetir, porque (dizem) ninguém olha com cara feia.

Salgadinho, moço? (Foto: Paulo Cunha/Outra Visão)

Mas a grande atração para o viajante “classe turista” (a.k.a. “pobre”)  são as poltronas em couro. Faça as contas: “avião pequeno” + “espaço” + “atendimento cordial” + “rapidez no embarque/desembarque” (graças à capacidade reduzida de passageiros) + “poltrona de couro” = a sensação mais próxima do que é ser um milionário que voa em seu próprio jatinho. Me senti quase um Eike Batista.

Eu sou você amanhã

Sei que foi apenas uma única e rápida experiência, mas voltei de Navegantes (SC) maravilhado com a companhia. Só fiquei triste quando vi que ela ainda não voa para Brasília, para onde já estou marcando uma viagem familiar em junho.

Pelo jeito terei que enfrentar minha claustrofobia naqueles aviões grandões, com três fileiras de poltronas, das outras companhias.

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de novembro de 2009

Sentindo São Paulo

(Pesquei esta informação no Twitter no meio da tarde e acabei esquecendo quem foi que deu a dica. Se foi você, me avise que eu dou o crédito, tá?)

Belíssima ideia: a Prefeitura de São Paulo e seus departamentos de turismo criaram o Mapa das Sensações da cidade, um guia para descobrir a metrópole através dos 5 sentidos do corpo. Prédios históricos, estádios de futebol, parques, spas, restaurantes, padarias, pizzarias, cafeterias, Horto Florestal e muito mais são indicados para quem quer aguçar a visão, a audição, o tato, o paladar e o olfato.

É até registrado, olha ali no canto

Não falam nada sobre o cheirinho de esgoto que vem dos rios, praticamente um patrimônio municipal, mas tudo bem. É perdoável.

Aproveitando o assunto, recomendo muito passar férias em São Paulo. Fiz isso em 2003, quando fui turista por 10 dias na cidade, acordando cedo (junto com os aviões pousando em Congonhas) e perambulando pelas principais atrações da capital paulista. Todo mundo me estranhou, mas eu tinha certeza de que a maior cidade da América Latina merecia a minha atenção turística. Não me arrependi.

- Gabriel Prehn Britto
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› 6 de novembro de 2009

Índio quer turista

Vale-tudo indígena

Que tal passar férias em uma aldeia indígena? Comer a mesma comida dos locais, dormir em rede e participar do dia-a-dia deles?

Tenho um amigo sortudo que já fez isso de verdade, convidado por um índio. Ele teve a maravilhosa oportunidade de ir duas vezes a uma aldeia no litoral paulista e a outra no Acre, onde homens brancos só entram com autorização.

Mas se você é um cara normal como eu e não tem nenhum cacique entre seus contatos no Orkut ou no Facebook, ainda nos resta uma saída. Descobri que já existem pacotes turístico para quem quer viver alguns dias em uma tribo.

Uma das indiadas acontece no litoral da Bahia, em reservas Pataxó. São 5 dias e 4 noites visitando as aldeias Coroa Vermelha, Reserva da Jaqueira, Aldeia Velha, Imbiriba e Barra Velha, com direito a duas noites dormindo em uma oca (as outras duas são em pousadas, porque nenhum homem branco é de ferro, né?). Tudo por 799 brasileiríssimos reais (sem passagem aérea, claro).

A outra se passa no Mato Grosso, numa cidade chamada Feliz Natal, que fica na entrada do Parque Nacional Indígena do Xingu. São 4 dias de visitas às aldeias Waurá e Trumai, mas, aparentemente, sem dormir em oca nem fazer cocô no mato.

Bela aventura de férias, hein? De quebra ainda renova a carteirinha da Funai.

- Gabriel Prehn Britto
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› 31 de outubro de 2009

O Homem Terminal

Ainda estou tentando descobrir razões decentes para esta “aventura” do Homem Terminal, um jornalista que vai passar 25 dias morando nos aeroportos brasileiros. Mesmo assim, achei bom divulgar porque pode ter dicas interessantes para viajantes.

A dica de que não se pode dormir no Santos Dumont é uma.

O Santos Dumont não é hotel

- Gabriel Prehn Britto

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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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› 4 de setembro de 2009

Júlio de Castilhos

Hoje saio de casa em direção a Júlio de Castilhos, onde passarei o feriadão. Se o tempo colaborar, pretendo trazer algumas fotos da cidade para colocar aqui. Vai ser a primeira vez que esse blog vai falar sobre uma cidade do interior do Brasil.

Vamos ver no que dá.

UPDATE: Não deu.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de julho de 2009

Um pouco de sexo nesse blog

"Ei, pessoal! Alguém aí quer ir na Acrópole comigo hoje à tarde?!"

Semana passada encontrei, no G1, uma matéria sobre um guia de viagens destinado a estrangeiros que vão para o Rio de Janeiro atrás de festas. O nome do guia é Rio for Partiers e nele estão as melhores dicas, segundo o autor brasileiro, para o gringo pegar as mulheres cariocas.

“Opa, peraí! Turista que quer festa? Gringo em busca de sexo com brasileiras? Não, isso não podemos admitir”, devem ter pensado os burocratas castos do Instituto Brasileiro do Turismo ao tomar conhecimento da publicação. Imediatamente entraram na justiça para tentar impedir a sua comercialização, o que ainda não conseguiram. A razão para tal é, segundo a Advocacia-Geral da União, porque o guia “estimula o turismo sexual” e “expõe o povo brasileiro a situação vexatória”.

Não encontrei nada que dissesse que o tal guia estimula o estrangeiro a procurar prostitutas. Não li nada sobre apologia ao sexo com adolescentes e crianças. Se tivesse ao menos uma única linha a favor destas duas atitudes, eu me colocaria completamente a favor da proibição do livro. Mas não havendo nada disso, fica uma dúvida: é proibido ser um turista que viaja atrás de sexo casual com nativos?

Aposto um Rio for Partiers que, se alguém fizer uma pesquisa com jovens viajantes entre 18 e 24 anos, vai descobrir que 99% deles querem apenas (ou também) fazer festas, beber, beijar e transar nos países visitados. Quem já dormiu em um albergue sabe muito bem disso, porque a movimentação do pessoal em busca de diversão dura a noite inteira, e atrapalha o sono dos velhotes como eu.

Ah, mas o guia divide as cariocas em grupos e denomina algumas de “popozudas”! Sim, e daí? Não tá cheio de mulher por aí que se orgulha em ser considerada uma popozuda? Homens e mulheres não vivem separando seus alvos sexuais em prateleiras diferentes? Não existem os homens “para casar”, “para uma noite só”, entre outros? O que o guia fez foi puramente apresentar estas características de forma clara e divertida, que é o que qualquer viajante procura em uma publicação do tipo.

Amsterdã deve ganhar muito dinheiro com o seu Red Light District. A Grécia e a Espanha faturam horrores com suas ilhas movidas a festas. Até o Mardi Gras de New Orleans pode entrar nesse grupo, já que atrai um monte de turistas em busca de peitos de fora. Ou seja: o sexo é um grande estímulo ao turismo e não há o menor problema nisso, desde que todos os envolvidos sejam maiores de idade e estejam de acordo. O resto é burocracia e hipocrisia.

- Gabriel Prehn Britto
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› 9 de julho de 2009

O Camboja é aqui

Você sonha com o Camboja mas não quer encarar 45 horas de viagem até lá? Ama muito a cultura Khmer mas a grana tá curta para a passagem? Seu medo de avião não permite que você atravesse o mundo para ver aqueles templos com faces de Buda para todos os lados?

Portão de Angkor Thom - Siem Reap, Camboja

Não se desespere. Porto Alegre tem a solução para matar a sua vontade sem gastar muito:

Parede de uma empresa de assistência técnica em geladeiras - Porto Alegre, Brasil

Não percebeu? Veja mais de perto:

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Não é uma maravilha? Se você quiser ver essa atração gaúcho-cambojana, o endereço é Rua São Luís, esquina com Rua Leopoldo Bier, na capital do churrasco.

Mas aproveite logo, porque vai ser sucesso de visitas de gringos em 2014.

- Gabriel Prehn Britto
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