Asia

› 28 de julho de 2010

Mundão

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Já que citei o Tourzão no post abaixo, aqui vai a lista dos países centro-asiáticos terminados em ÃO:

Azerbaijão

Cazaquistão

Quirguistão

Tadjiquistão

Turcomenistão

Uzbequistão

Asia Central

Mas se você for um viajante puritano e quiser fazer o tour completo, visitando todos os países terminados em ÃO no mundo, inclua também:

Afeganistão

Butão

Gabão

Ilhas Salomão

Japão

Paquistão

Sudão

Caso você queira abrir uma excessão para países terminados em ÃO no plural, não se esqueça do nosso querido Camarões.

Roger Milla

E se você for fã do Saramago, radicalmente contra o Acordo Ortográfico ou simplesmente português, inclua no seu roteiro o Irão.

Irão, ora pois

Para finalizar: não, isso não tem nenhuma relação com aquele comercial chato do suposto cervejão. Obrigadão.

Mundão

- Gabriel Prehn Britto
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› 27 de julho de 2010

Os últimos serão os últimos

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Não mudei minha teoria de que qualquer lugar do mundo tem algo que faz valer uma viagem. Mas dia desses me peguei pensando nos lugares que ficariam no fim da minha lista de desejos, aqueles que eu deixaria para conhecer só depois de ter visitado praticamente todos os outros possíveis.

Acabei em um resultado que deve encontrar opositores ferrenhos, decepções com este pobre aprendiz de viajante, ameaças de morte e xingamentos pesados. Tudo bem, respeito opiniões diferentes e os amantes destes destinos podem me avacalhar à vontade. Só peço que deixem minha mãe de fora dos insultos, ok? Grato.

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Antepenúltimo: Itália

Toma!

Oooh! Supremo sacrilégio! Sim, eu sei. A Itália é pura história e tem mais atrações do que gente bebendo espresso (com S, grafia italiana). Mesmo assim, não tenho esse fascínio todo pela bota. Talvez seja birra por não ter passaporte italiano, trauma pós-Copa 82 ou alguma repulsa ao sotaque do Tony Ramos na novela, não sei. Minha mulher tem muita vontade de ir, e eu já disse que podemos combinar uma viagem separados e nos encontrar em outro país. Enfim, scusa. Se ameniza a decepção, saiba que eu adoro pizza.

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Penúltimo: Paquistão

Paquistão

É uma pena, porque eu adoraria fazer o “Tourzão” (o passeio pelos países centro-asiáticos que terminam em ÃO). Mas o Paquistão não me apetece, ainda mais com os problemas de violência mais recentes. Para piorar, sempre me pareceu a cara do último colocado desta lista, o que não ajuda em nada.

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Último: Índia

Raj

Que os deuses hindus me perdoem pelas palavras a seguir: não tenho atração pela Índia. Um dia eu irei, claro, mas hoje a vontade de embarcar para Mumbai & Cia. é zero. Até me sinto atraído por alguns pontos do país, como Goa e Dharamsala, mas o resto não tem nenhum apelo sobre mim. Nem mesmo o curry. Nem o Taj Mahal. Nem mesmo o Ganges. Nem mesmo o meu querido Raj Koothrappali.

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Alguém se anima a fazer um Por Que Pra Lá? destes lugares para me convencer a ir antes de todos os outros?

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de outubro de 2009

Bangcoc 40 graus

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Vai derreter...

Ontem, dando uma olhada no meu velho Blue List 2008, do Lonely Planet, descobri que Bangcoc é considerada a cidade mais quente do mundo, segundo a World Meteorological Organization.

A temperatura média anual na capital tailandesa é de 28 graus. Mais: março, abril e maio são os piores meses, com temperatura média de 34 graus e humidade de 90%.

Tem que ser zen para viver nesse calor

Só para lembrar: eu estive lá entre os dias 05 e 08 de abril. O pico do pico, portanto.

Não recomendo a ninguém fazer o mesmo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

indonesia

Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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› 6 de agosto de 2009

Entre os Mongóis - 7

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

E no meio de um dos desertos mais quentes do mundo, o Egon conseguiu encontrar gelo.

Bom, saber. Quando for para lá, levarei uma garrafinha de uísque.

(Foto: www.dailytravelphotos.com - Flickr)

EGON ENCONTRANDO GELO NO DESERTO

Eu estava caminhando dentro de um canion chamado Yolyn An (”Boca do Abutre”, em lingua local), dentro das Montanhas Zuun Saikhan Uul no Deserto de Gobi da Mongolia, quase divisa com a China. Fazia um calor de pelo menos 40 C, mas as paredes eram muito proximas - abertura variando de 50 m a apenas 1 metro! Eu olhava para cima e enxergava somente uma faixa de ceu azul acima das escarpas de ateh 300m de altura. Nos meus pes corria um filete de agua muito fria.

De repente, gelo. Sim, blocos de gelo de mais de 1 metro de altura se esgueirando pelo canion. Na verdade eh neve compactada, remanescente do inverno passado. Como nesta parte do desfiladeiro nao hah incidencia de raios solares, o gelo demora muitos meses para derreter - pois no inverno chega a acumular 20m de altura por mais de 10 km! E tirei foto para comprovar, pois gelo no Deserto de Gobi, um dos locais mais quentes e secos da Terra, parece estoria de pescador…

Montamos as barracas em um desfiladeiro proximo (Khautsgait), aproveitando a rara presenca de uma fonte de agua. As montanhas sao extremamente aridas, com cristas de rochas subindo em todas direcoes - esta regiao eh tambem resultado da colisao da placa tectonica da India com a da Eurasia (pode-se dizer que esta eh uma pre-pre-cordilheira do Himalaia). E se tem agua, lah vou eu: aa beira do pequeno curso dagua, peguei uma tigela de agua congelante e me esbaldei. Lavei a roupa (agua saiu marrom), lavei o cabelo (agua saiu marrom) e lavei o corpo (agua saiu marrom). Lavei tu-di-nho… e bati queixo de frio o tempo todo… brrrrrr. Ateh a barba eu fiz!!!. Renovado geral, nem me reconheci no improvisado espelho amarrado no tripeh (mais uma utilidade para o mesmo… hehehe).

E, no final da tarde (aui isto significa 21-22hs), subi por entre os paredoes de pedra ateh o topo, uns 300m acima do acampamento. E que visao fantastica de 360 graus eu tive lah de cima: as montanhas, os desfiladeiros e as rochas pintadas de laranja do por-do-sol - junto aas planicies secas do Deserto de Gobi.

Bayartai,
Egon

PS.: As mensagens de internet aqui vao de camelo…

PS2.: Tem gente me pedindo imagens - ainda nao tenho technologia para mandar durante a viagem. Se quiserem ver algumas fotinhos da viagem anterior deh uma olhada no sitezinho que estou iniciando: www.egonf.com - tem umas boazinhas.  :)

- Gabriel Prehn Britto
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› 21 de julho de 2009

Entre os Mongóis - 4

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Nova mensagem do Egon, direto da Mongólia. Desta vez a foto ilustrativa é meio chinelinha, desculpem. É que o Flickr tá baleiando aqui em casa e tive que buscar no Google Images mesmo.

Com esse outdoor no pé da foto, não preciso colocar os créditos aqui, né?

EGON E O BUDISMO NA MONGÓLIA

No seculo XIII, enquanto que Gengis Khan era devoto do shamanismo, seu neto Klubai Khan jah tinha como seu principal conselheiro um lama tibetano. Mas no seculo XV, outro descendente, Altan Khan recebeu a visita do III Dalai Lama e, impressionado com a sabedoria dele, adotou o Budismo como o credo oficial da Mongolia.

Pois fui conhecer o centro do Budismo do Pais, o belissimo Monasterio de Gandan, em Ulaan Baatar. Construido em1838 e preservado pelos russos como “simbolo da liberdade religiosa”  (sic), na realidade eh um complexo de predios. Com o ceremonial de oracoes jah em andamento, sentei-me junto a alguns monges com seus robes marrom-avermelhados. E, como sempre, os sorrisos deles traduzem a bondade que irradia do mundo budista. Muito boa esta sensacao. Um monge tibetano, que falava um pouco de ingles, contou-me que estah aqui para ajudar na escola deste centro budista.

Mas o templo principal eh de deixar maluco qualquer um que gosta de fotografia: do tamanho de um predio de 10 andares, telhados curvados sucessivos e cercado de stupas. Acho que tirei umas fotos bem boazinhas - ainda mais com o sol do inicio da manha… hehehe

E dentro dele, cercado de imagens do Buddha da Longevidade e rodas de oracoes, estah a enorme estatua de 27 m de altura do Buddha da Compaixao - de bronze e foleada a ouro - uma fantastica visao dourada. Muito D+. Om Mani Padme Hum…

Bayartai,
Egon

PS.: Tragicamente em 1937 o regime comunista da URSS destruiu os 700 monasterios budistas da Mongolia e cerca de 17.000 monges foram presos e nunca mais vistos. Desde a independencia do Pais, em 1990, mais de 100 jah foram reabertos - com suporte de sabios tibetanos e indianos.

- Gabriel Prehn Britto
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› 18 de julho de 2009

Angkor verde

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Dica imperdível para quem anda sonhando com o Camboja: dê uma olhada na National Geographic de julho.

Versão americana da capa de julho/2009

A matéria de capa é Angkor (na foto, a versão americana). Os textos estão sensacionais e imperdíveis, os mapas que acompanham são ótimos e as fotos incríveis de Robert Clark me deixaram morrendo de inveja e saudade daquela terra. Aliás, as fotos me lembraram de algo que eu percebi quando fui mas que acabei nunca comentando aqui.

O período de chuvas da região pode não ser o mais indicado para o turismo, mas é o melhor para fotografar. Isso porque Angkor ganha a cor verde nessa época, graças às plantas que florescem e ao limo que surge nos templos, deixando tudo ainda mais lindo:

Angkor em tons de verde

Então não deixe de ir se suas férias caírem bem nessa época. Um cenário ainda mais belo pode estar esperando por você.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de julho de 2009

Entre os Mongóis - 3

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Momentos de tensão e coragem nos arredores de Ulaanbaatar. Leia a história de Egon Filter que chegou no meu e-mail hoje. Foto do Flickr.

Foto: Remmokov (Flickr)

EGON NA GRANDE CORRIDA DE CAVALOS DA MONGÓLIA

Saindo de Ulaan Baatar de manha cedinho logo se estah no vazio. E, de repente, em meio a estepe sem fim, um mar de carros: muitos milhares, talvez varias dezenas de milhares. E gente, muuuuuuuuiiita gente - talvez era assim que as hordas de guerreiros mongois de Gengis Khan apareciam no horizonte…

Sentei-me na grama com alguns nomades em uma coxilha, a convite deles. Apos um pouco de bate-papo em “mimiquez” (unica linguagem em comum), eles me ofereceram alegremente um poh muito estranho para cheirar. E lah fui eu - deu uma coceira louca no nariz… Eu me contorcia e eles riam. Papo vai, papo vem e um deles tirou um cachimbo muito suspeito de uma bolsinha - e aceitei de novo, sei lah, nao queria ofende-los. Quando parei de tossir e consegui abrir os olhos, lah estavam eles dando gargalhadas… mas me abracavam contentes, afinal o gringo atrapalhado era diversao garantida para eles… (e para mim, hehehe).

E a multidao era imensa, nao sei como a concentracao de pessoas pode ser tao grande em um lugar tao vazio (afinal a Mongolia eh o pais com a menor densidade demografica do mundo). De repente, no meio da confusao, escutei um pequeno estalo de elastico que me pareceu familiar: olhei para a minha pochete e a lente fotografica 28-70mm havia desaparecido. Quase que instintivamente identifiquei dois homens que pareciam suspeitos, mas pelo tamano eram lutadores de Bokh, enormes (uns 140kg cada)! Eu sou um homem ou um rato, afinal? Fiz cara de brabo e disse:

- Give it me back!

Se fizeram de surdos e eu, metendo a mao entre as barrigas deles, repeti firme:

- Give me back!

Com cara de bunda um deles me devolveu a lente…

E a torcida estava muito agitada. Apos cerca de 25km eles vinham se aproximando da linha de chegada. Joqueis se equilibrando precariamente nos cavalos, sem sela, sem nada, mas com uma enorme gana de vencer. Muita. Os cavalos estavam exaustos, encharcados de suor - e a torcida gritava em extase. Uma cena e tanto. E cruzaram a linha de chegada…

Mas, em seguida, tudo saiu do controle: as centenas de policiais nao seguraram mais a torcida, que invadiu tudo. Eu nao sabia, mas existe uma crenca popular na Mongolia que diz que quem passar a mao no suor dos 5 cavalos vencedores terah sucesso na vida… E a multidao enlouquecida cercou os vencedores, passavam a mao, os cavalos pulavam, coiceavam e disparavam. Os guardas, por sua vez, tentavam: chutavam, batiam e gritavam em alguns apenas dos milhares de invasores. A confusao soh passou quando os meninos se afastaram com seus animais. Vai entender isto…

Esta impressionante corrida anual de resistencia de cavalos eh uma tradicao antiga dos mongois, sempre ocorrendo no grande Naadam Festival - soh vendo para creer!!!

Abc,
Egon

PS.: Por incrivel que pareca, os joqueis tinham apenas 6 ou 8 anos de idade, alguns talvez 4 apenas! Tudo para reduzir o peso para a montaria…
PS2.: Valente, eu? Que nada, nem acredito que xinguei os brutamontes, eu estava eh muito borrado naquela hora…

- Gabriel Prehn Britto
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› 16 de julho de 2009

Entre os Mongóis - 2

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Segundo e-mail do Egon Filter, direto da Mongólia.

Ah, como no e-mail anterior, a foto não é dele. É do Flickr.

Enjoy.

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EGON NO NAADAM FESTIVAL

O Naadam eh o grande evento nacional da Mongolia, o pais literalmente para. Eh uma especie de jogos olimpicos nacionais, que tem sua origem nas assembleias de nomades, vinda de cerca de 2000 anos - desde os Hunos (lembram de Atila?). O torneio consiste em tres esportes, ligados aa capacidade de guerrear dos homens: o Bokh (especie de luta greco-romana), o arco-e-flecha e a corrida de cavalos.

E lah estava eu na arquibancada. No Bokh os lutadores nao sao divididos em categorias de peso, como na luta greco-romana ocidental. Soh por aih jah dah para imaginar o tamanho dos competidores (incluindo barrigas enormes). O objetivo eh derrubar o adversario no chao, usando-se de forca e tecnica. O mais estranho eh que o vencedor deve celebrar com um ritual de danca que imita o delicado voar de um passaro (neste momento os brutamontes soltam a franga…). E a torcida vai ao delirio.

A roupa tambem eh bacana: grandes botas curvadas, sunguinha e um pano que cobre os bracos e ombros: o peito deve estar aa mostra (dizem que o motivo eh que, hah alguns seculos atras, uma mulher venceu o torneio - trazendo vergonha para os machoes, por isso o peito deve estar descoberto e desclassificar alguma mulher metida…).

Jah no arco-e-flecha ambos participam. Eh pura tecnica e concentracao. Esta arma de guerra eh uma das raizes da dominacao mongol iniciada por Gengis Khan por toda a Asia (junto com o dominio dos cavalos). Enquanto que os curtos e ageis arcos mongois compostos de camadas de osso e madeira atigiam alvos a 250 m de distancia, os outros povos mal alcancavam 100 m com seus longos e desajeitados arcos.

Peguei carona com 3 cinegrafistas da CNN e entrei como fotografo, mostrando como chachah a maquina fotografica com uma grande lente teleobjetiva… hehehe. Me diverti muito fotografando as caretas concentradas dos arqueiros - nao tem preco… soh vendo. A cena era muito legal ateh porque todos estavam vestidos com roupas tradicionais e seu belissimo chapeu conico. O unico problema lah dentro da area de tiro foi o medo de flecha-perdida - o impressionante zunido das flechas eh de arrepiar… brrrrrrr

Bayartai (ateh logo, em mongol),
Egon

PS.: Amanha vou assistir aa louca corrida de cavalos nas estepes mongois…

- Gabriel Prehn Britto
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› 14 de julho de 2009

Entre os Mongóis

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Egon Filter é um grande viajante. Basta uma olhadinha no site dele, brilhantemente chamado de Images to Share, para perceber isso. O cara já foi para lugares magníficos e acompanhar suas aventuras é uma aula de história, porque Egon faz o que eu também adoro fazer: ele estuda cada destino.

Agora, Egon está me matando de inveja na Mongólia, um dos meus destinos mais desejados. E gentilmente me autorizou a dividir com vocês os relatos que envia direto de lá. Afinal, se as imagens são para compartilhar, as histórias também são.

Este aqui embaixo foi o primeiro e-mail que recebi, chegou ontem. Acho que não preciso repetir o pedido dele, para que erros e faltas de acentos sejam desconsiderados, porque qualquer viajante sabe que é difícil escrever em teclados estranhos. Então, simplesmente aproveite.

(A foto não é do Egon. Peguei do Flickr apenas para mostrar um pouco dos gers de Ulaan Baatar.)

Foto: robsalternate (Flickr)

EGON NA MONGÓLIA

Ulaan Baatar, que era uma cidade-acampamento ao longo da rota de caravanas que ligava a China ao Lago Baikal (Russia), eh hoje a ligacao entre a velha e nova Mongolia. Liga a cultura nomade oriental com a modernidade ocidental (que estah agora suprimindo a dura realidade do falido socialismo russo). Entre a quantidade de carros usados japoneses ainda circulam alguns Ladas e jipes russos.

Entre os horrendos blocos de edificios-padrao russos aparecem novos predios, espelhados e metidos a modernos. Mas, antes de tudo, os Gers (cabanas de feltro dos nomades - yurt, em turco-russo) estao por todo lado na cidade, principalmente fora da area central. Apenas 50% da populacao de 2.5 milhoes do pais vive em areas urbanas  - a outra metade eh nomade, sempre migrando com seus rebanhos em busca de pastagens. Isto eh impressionante, nem acredito que o “nomadismo” que estudei na escola ainda existe nos dias de hoje.

Antes o maior imperio terrestre que jah existiu, a Mongolia viu-se invadida pela China em 1732 e somente voltou a ser independente em 1911. Mas em 1917, em meio aa revolucao stalinista russa, a China tentou a invasao novamente - sendo repelida pelas “amigas” tropas russas (que, por sua vez, garantiram o dominio russo: a Mongolia foi incorporada aa URSS). Somente declarou independencia em 1990, com a queda do muro.

E eu me sentia um alienigena em Ulaan Baatar: nao conseguia ler uma unica placa, pois o mongol eh escrito em cirilico-russo… E achar alguem que fale ingles, entao: soh me olhavam e falavam “ESSA MARCIANO NAO FALAR NOSSO LINGUA” para mim, em mongol… dureza. Imagina se me der uma dor-de-barriga subita? To ferrado.

Mas vou me aventurar por aqui, jah toh gostando - vamos ver no que dah,

Bayartai (ateh logo, em mongol),
Egon

- Gabriel Prehn Britto

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