Argentina

› 8 de março de 2010

Onde passar o fim do mundo?

Não preciso repetir os grandes desastres que aconteceram nos últimos anos no nosso rico planetinha, né?

Também não preciso explicar toda a lenda de que este rico planetinha vai pro beleléu no finalzinho de 2012, certo?

Agora pense em todas estas coisas que eu não precisei repetir e explicar e decida: você acha que o mundo vai acabar em breve?

D'ho!

Eu estou, gradualmente, entrando para o time dos que acreditam que, sim, vamos todos virar pó no fim do calendário maia.

Por um lado fico bem triste com isso, afinal, em quase 35 meses (e 90 dias de férias, portanto) não conseguirei conhecer nem um micronésimo dos lugares que cobiço nesta vida de viajante.

Por outro lado fico muito feliz. Um fim de mundo assim, avisado com tamanha antecedência, deve ser algo raro na história dos mundos. Pense bem: poderíamos ser atingidos por um asteróide descoberto poucas semanas antes de bater na Terra, o que não nos daria muito tempo para planejar uma morte em grande estilo. Poderia ser um Ahmadinejad apertando o botão de lançamento da sua bomba atômica, o que nos daria apenas algumas horas para procurar um camarote onde assistir ao grand finale.

O botão

Mas não. Nós somos sortudos como ninguém jamais foi. Teremos mais de 30 meses para decidir onde estaremos no fatídico 21/12/2012. E este é motivo deste post: dar dicas aos viajantes sobre onde assistir ao apocalipse para fazer as reservas logo. Porque se na virada de 2000 para 2001 já foi difícil arranjar vaga em hotel, no fim do mundo vai ser um caos.

——————————————————————–

NOVA YORK

Não tenho dúvidas de que não haverá lugar mais grandioso no armagedom do que a Big Apple. Afinal, uma média de 9 entre 10 filmes sobre o assunto devem se passar por lá e Hollywood não pode estar tão errada.

Como será dezembro, não recomendo que você espere a catástrofe fazendo um bucólico piquenique no Central Park. Você correria o risco de morrer de frio antes da cena final.

Pelo menos o piquenique não vai ter formigas

Lugares não faltam: a loja da Apple, o alto do Empire State Building, a ponte do Brooklyn e muitos outros. Mas eu tenho algumas sugestões melhores.

Jingle bells

A Times Square ou junto da árvore do Rockfeller Center são boas pedidas. A decoração para o último Natal certamente será exuberante e você pode morrer em meio a um lindo festival de luzes coloridas.

Saque na Saks

Para consumistas inveterados, nada melhor do que a 5a Avenida, em frente às vitrines da Macy’s ou da Saks. Se der sorte, você pode até participar de um saque às duas lojas e morrer cheio de sacolas. Seria a glória para um brasileiro.

Mas minha sugestão preferida é mais cinematográfica. Vá para qualquer lugar de onde você tenha uma belíssima visão da Estátua da Liberdade. Depois, prepare-se para assistir, ao vivo e a cores, à cena clássica do monumento sendo destruído, a mesma cena repetida nos 9 entre 10 filmes de fim de mundo.

Clássico

Nossa, isso seria inesquecível se não fôssemos morrer logo em seguida.

——————————————————————–

KIRIBATI

Levando em consideração que o dia 21/12/2012 foi previsto pelo calendário maia, que os maias viviam entre México e Guatemala e que o fuso horário lá é GMT-6, que tal ganhar um dia a mais de vida e enganar todas as previsões, morrendo apenas no dia 22/12/2012?

Gostou? Então reserve já seu lugar em algum hotel charmoso em Kiribati.

Kiribati (Foto: DS355 - Flickr)

A pequena república formada por 32 atois fica na borda da Linha da Data (fuso horário GMT+12) e é o primeiro lugar do mundo a ver o sol nascer.

Quem chega primeiro é o dono

Ou seja: enquanto o dia do juízo final estiver surgindo na região dos maias, você já estará na madrugada do dia seguinte. E até o final do fatídico 21 de dezembro no México, você terá aproveitado mais o dia 22 inteiro na beira das belíssimas praias da Polinésia. Vai ser como ter um dia a mais em um feriadão.

Dica de amigo: procure ficar hospedado na ilha de Kirimati, onde o dia chega primeiro nas Kiribati. Alguns minutos a mais de vida não fazem mal, né?

——————————————————————–

USHUAIA

“El fin del mundo”. É assim que os próprios fueguinos definem sua querida Ushuaia, a cidade mais austral do nosso morimbundo planeta.

Foto: grace3737 - Flickr

Nunca fui, mas pelas fotos que vejo, dá para perceber que Ushuaia foi feita para quem quer assistir à catástrofe sem perder o charme a elegância. Além do apelido premonitório, a capital da Patagônia Argentina é uma cidadezinha linda, bucólica, com casinhas coloridas, barcos, bosques, cafés deliciosos, parrillas, doce de leite, alfajores Havanna, tango e dólar baixo, encravada entre belíssimas montanhas nevadas e o mar que a separa da Antártida.

Que belo lugar para morrer (Foto: bridgepix - Flickr)

Além de dar um toque de beleza ao derradeiro adeus da humanidade, Ushuaia ainda deve brindar seus visitantes com uma morte quase indolor.

Como fica entre o mar e as montanhas, você provavelmente será levado pelo tsunami gigante até as enormes paredes da Cordilheira dos Andes, sendo esmagado contra as pedras pela pressão do enorme volume de água. Porém, com a temperatura da água do Canal de Beagle entre 0ºC e 4ºC, você provavelmente não vai sentir dor, já que seu corpo estará amortecido pelo frio.

——————————————————————–

TIMBUCTU

Oficial e geograficamente, o fim do mundo é Ushuaia. Mas psicologicamente, é Timbuctu, no Mali.

É longe

A cidade foi um centro comercial importantíssimo entre os séculos XV e XVI, onde mercadores se encontravam para fazer business e trocar camelos. Também foi o local de uma das primeiras universidades do mundo e suas contribuições para a História, o mundo islâmico e a arquitetura são reconhecidas até hoje como patrimônio da humanidade.

Melhores roupas para morrer

Não gostou? Pense duas vezes. Nesta vida, o importante não é “ser”, mas, sim, “parecer ser”. Então, nada é mais Revista Caras do que virar pó no lugar que todo mundo acha que é o mais distante e remoto do planeta.

Sub

——————————————————————–

IRAQUE

Parece bizarro ver o apocalipse no Iraque. Mas se você acredita no que diz a Bíblia, viver este dia por lá é como apreciar o fim do mundo no lugar onde ele começou: o Jardim do Éden.

Todo mundo peladão na terra do Saddam

A localização do parque de diversões de Adão e Eva não é bem definido, porque Deus não deixou as coordenadas muito claras, apenas deu a pista de 4 rios e deixou o mistério para que nós resolvêssemos. Pelo que pesquisei na web, a teoria mais forte é a de que o Paraíso ficava entre os rios Tigre e Eufrates, bem no meio do Iraque.

Ali, no meio das linhas azuis

Talvez as coisas mudem nestes 30 meses. Mas a julgar pela situação atual, Bagdá e adjacências não parecem ser os locais mais seguros para o grande momento. Se bobear, você explode antes da Terra e não vê nada dos instantes finais da humanidade.

Sugiro que você vá para o Curdistão iraquiano, no norte do país, onde a paz reina e dá até para encher a cara de álcool. Tá certo que você não vai estar exatamente entre o Tigre e o Eufrates, mas pelo menos não correrá tantos riscos de morrer antes da hora e, mesmo assim, estará a apenas algumas centenas de quilômetros do berço da humanidade, segundo a Bíblia.

Curdistão. Sim, isso é Iraque (Foto: Kurdistan KURD - Flickr)

——————————————————————–

ETIÓPIA

Se a menção à Bíblia fez seus cabelos de ateu convicto se arrepiarem, a pedida é ver o fim do mundo no lugar onde a ciência diz que a humanidade começou: na Etiópia.

Foi lá que arqueólogos encontraram os dois fósseis de hominídeos considerados os mais antigos até hoje. Lucy, a mais famosa, viveu há 3,2 milhões de anos e teria essa carinha de anjo aí embaixo.

Lucy in the sky

Ardi viveu bem antes, há 4,4 milhões de anos, mas ainda sofre desconfiança de cientistas que dizem que ele não é ligado aos nossos ancestrais.

Quem veio primeiro, não importa. Ambos foram encontrados na Etiópia que, além do significado científico, ainda tem outros atrativos para apreciar o fim de tudo.

Em Lalibela (Foto: Egon Filter - http://www.egonf.com)

Lalibela, as tribos do rio Omo, o Nilo Azul, montanhas cheias de espécies exóticas, tudo isso pode fazer parte do seu bye-bye-so-long. E se der sorte e pegar terremotos realmente grandes, você ainda pode ver a criação de um novo oceano, quando a fenda de Afar se abrir definitivamente, separando o Chifre da África do continente.

A fenda de Afar (Foto: http://www.apolo11.com)

——————————————————————–

Para finalizar, uma dica básica que vale repetir sempre: evite marcar voos para o dia 20 de dezembro de 2012. Tente uma folga no trabalho e saia alguns dias antes.

Os aeroportos costumam parecer o fim do mundo em datas especiais.

Deus nos acuda

- Gabriel Prehn Britto
10 comentários
› 3 de março de 2010

Por Que Pra Lá? - Ilhas Falkland/Malvinas

O governo inglês até já disse que os falklanders (ou malvinos, vá lá) são livres para decidir se querem ser argentinos ou ingleses. Como o pessoal não é bobo, obviamente já declarou que não têm a menor intenção de trocar os Windsor pelos Kirchner, muito menos as libras pelos pesos. Mesmo assim, los hermanos acabaram de nos lembrar que existem ilhas naquela região do Atlântico, entrando em um novo conflito de discursos com os britânicos.

Mapa das Falkland/Malvinas

Em homenagem a este revival dos anos 80, saboreie esta edição especial do Por Que Pra Lá?.

—————————————————————————————————–

ILHAS FALKLAND/MALVINAS - POR QUE PRA LÁ?

Falkland, o nome inglês, veio da homenagem que um capitão britânico fez ao seu protetor, Visconde de Falkland. Já o nome espanhol/argentino, Malvinas, tem muito mais charme: entre 1701 e 1720, uma penca de navegadores franceses saídos de Saint-Malo (les “malouins”, en Français) aportaram na região, que ficou conhecida como Malouinas. Daí para virar Malvinas foi só trocar “ou” por “v”. Lindo, não?

Rainha e ovelha

A população local é de míseras 3 mil pessoas, sendo que 80% delas vive em Port Stanley, a capital da região. O resto habita o que eles chamam de “o campo”, que significa as outras 700 ilhas que compõem o arquipélago de 12 mil km2.

O perrengue entre argentinos e ingleses vem de séculos e não vale colocar toda a história aqui. Do que li, deu para deduzir que as ilhas eram formalmente espanholas (e, consequentemente, argentinas depois da independência), mas os ingleses deram uma de João Sem Braço e acabaram tomando tudo numa época em que  a região do Prata estava meio bagunçada.

God Save the Queen!

Mas enfim, vamos ao que interessa: por que ir para as Ilhas Falkland/Malvinas?

1 - Para tentar entender por que raios argentinos e ingleses brigam tanto pelo arquipélago (além do motivo petrolífero).

Oro! Gold!

2 - Para conhecer um lugar com 400 km de ruas e estradas, mas absolutamente nenhum semáforo.

3 - Por que a NatGeo colocou as Falkland/Malvinas ao lado das ilhas Faroe na lista de ilhas mais interessantes do mundo e publicou que “é um privilegio” visitar o lugar.

4 - Para descobrir porque muitos cruzeiros de expedições turísticas à Antártida incluem o arquipélago no roteiro.

Gelo, gelo e pinguins

5 - Para conhecer um lugar cujo brasão oficial ostenta uma ovelha.

Béééé!

6 - Para conhecer um lugar que tem ovelha na moeda.

20 ovelhas (Foto: tigerweet - Flickr)

7 - Para conhecer um lugar com 3 mil habitantes e 700 mil ovelhas.

Nóis que manda aki, dusmeu. (Foto: Raphael Bick Travel Photography - Flickr)

8 - Para conhecer um lugar com apenas 50 km de estradas pavimentadas.

9 - Para voar de Figas - Falkland Islands Government Air Service - a companhia aérea para voos internos.

Que saudades da BRA

10 - Para dar um alô para o Brasil direto de uma legítima cabine telefônica inglesa, sem sair da América do Sul.

Hellô-ôu! (Foto: Peter Macdiarmid/Getty Images)

11 - Se você curte uma corridinha, para participar da Maratona de Stanley, a “maratona mais meridional do mundo”, segundo a AIMS (Association of International Marathons and Road Races)

12 - Para conhecer um lugar que inclui e divulga “Competição de Jardins” no seu calendário anual de eventos.

13 - Para conhecer um dos melhores lugares do mundo onde observar (e fotografar) vida selvagem.

Oi? (Foto: rrm998 - Flickr)

14 - Para relaxar em praias realmente desertas.

Mas a água deve ser gelada (Foto: f0rbe5 - Flickr)

15 - Ou para dividir praias com pinguins.

Foto: http://www.designinnature.com

16 - Para conhecer um lugar que se orgulha de ter a igreja anglicana mais meridional do mundo, que ainda tem um monumento com ossos de baleia em frente.

Igreja anglicana em Port Stanley (Foto: guettier - Flickr)

17 - Para conhecer uma ilha onde Charles Darwin passou um tempo, na sua viagem a bordo do Beagle.

18 - Para conhecer um lugar no mundo onde não existem desempregados.

19 - Para conhecer um lugar onde “ler um livro” está entre as atividades turísticas sugeridas. Fale a verdade: isso não é o paraíso para descansar

A emoção depende do seu livro

20 - Para ler Penguin News, o jornal semanal das Falkland/Malvinas.

Penguin News mente!

21 - Para conhecer um lugar que se considera um país, mas que tem apenas uma cidade, a capital Port Stanley.

23 - Como você deve ter percebido pelas atividades sugeridas, para passar um tempo em uma das ilhas mais isoladas do mundo. Isso porque nas Falkland/Malvinas só se chega de barco ou com dois voos. Um deles é um voo militar que parte da Inglaterra 6 vezes por mês, com apenas 28 lugares para civis. Outro é um voo semanal da Lan que parte de Punta Arenas, no Chile. Voos para lá sobrevoando a Argentina não são permitidos, por isso a Lan parte da Patagônia chilena. Voos da Argentina, então, nem sonham em ir naquela direção.

E aí? Bora lá coçar o saco com os pinguins?

- Gabriel Prehn Britto
10 comentários
› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

——————————————————–

CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

——————————————————–

CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

——————————————————–

CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

——————————————————–

CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

——————————————————–

Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
0 comentários
› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
1 comentários
› 5 de outubro de 2009

Bons Ares

Em homenagem a Mercedes Sosa, resolvi publicar no blog o texto que fiz sobre Buenos Aires no fim de 2008. Era para ele estar na capa do OQFNF, como mais uma exclamação do mapa. Mas sei lá por que acabei não colocando.

Apesar do atraso de quase um ano, tirando algumas mudanças monetárias (devidamente identificadas no texto), ele é bem atual.

Ah, desta vez as fotos são minhas.

———————

2008 - Buenos Aires

Toldos em San Telmo

Pode parecer exagero o que eu vou escrever, afinal minhas férias oficiais de 2008 terminaram em abril e duraram mais de 30 dias. Mas a verdade é que depois de 8 meses em casa, eu estava louco para passar algum tempo fora, respirar outros ares, falar outra língua e fazer conversões na hora de pagar contas. Nesses momentos, o melhor que se pode fazer é uma viagem rápida e barata. Morando em Porto Alegre, isso significa ir para Buenos Aires.

Foram apenas 4 dias, mas deu para perceber claramente que aquela Buenos Aires que fazia os brasileiros se sentirem ricos acabou (pelo menos por enquanto). Com a alta do dólar, o real desvalorizou horrores frente ao peso e já não dá mais para pegar táxi para ir até a esquina, escolher pratos olhando apenas para o lado esquerdo do cardápio ou comprar regalitos a rodo sem calcular quanto vai sair a facada. (Esquece, já me disseram que voltou a ser uma barbada. Veja mais abaixo.) Mesmo assim, a capital argentina continua linda. Os prédios preservados e baixos, as casinhas antigas e a segurança (que tem diminuído, mas segue gigantesca em relação ao Brasil) ainda dão aquele ar europeu para a cidade. E bairros como San Telmo, Recoleta e todos os Palermos continuam perfeitos para se caminhar por várias horas e parar por outras várias em cafés maravilhosos.

Em resumo, Buenos Aires ainda é perfeita para esse tipo de férias rápidas e também para quem nunca teve a experiência de cruzar a fronteira e quer começar por um destino fácil. Como eu comecei.

———————

Quem são esses caras?

Recoleta: bom lugar para não fazer nada

Algumas informações sobre a Argentina e Buenos Aires, retiradas do site a Onu em 2008. É bom para saber sobre quem estamos falando.

População do país: 40 milhões

Renda per Capita (2006): US$ 5,528.

População de Buenos Aires: 13 milhões

———————

O roteiro desse filme

Portenhos não usam muito a faixa

Simplérrimo:

05 DEZ - Saída de Porto Alegre às 8h30 e chegada em Buenos Aires às 14h (tive que ir via São Paulo, por falta de vôos diretos)

08 DEZ - Saída de Buenos Aires às 23h30 e chegada em Porto Alegre a 0h30 (aí, sim, com vôo direto)

Tempo suficiente para descansar, dormir, caminhar pelos lugares mais legais, fazer comprar e jantar em ótimos restaurantes. E se nunca tivesse ido para lá, também teria sido um tempo bom para conhecer todas as principais atrações da cidade.

———————

Biblioteca básica

Tango everywhere

Mesmo para o viajante mais fanático por Buenos Aires, recomendo a compra da edição mais recente da revista Time Out sobre a cidade. É excelente para ver o que tem de novo em restaurantes, lojas e o que mais você quiser.

Para quem nunca foi, as livrarias brasileiras estão cheias de guias exclusivos para lá. Nunca li nenhum, mas, pela minha experiência, recomendo Lonely Planet e os guias da Publifolha. Vale também dar uma olhada em guias diferentes, do tipo “endereços curiosos”, e o guia da Wallpaper.

———————

Como se anda lá dentro?

Subte, também conhecido como metrô

A alternativa mais confortável para qualquer trajeto dentro da cidade é o táxi. Mesmo que já não existam mais os tempos em que eles eram ridiculamente baratos para os brasileiros, os velhos táxis portenhos ainda são a melhor opção para o turista. Se você puder, tente escolher um motorista com cara da responsável, porque os taxistas de lá são completamente loucos no trânsito. Isso não é garantia de uma viagem tranqüila (já peguei velhinhos completamente dementes na direção), mas aumenta as possibilidades.

O metrô também é bom e fácil, e vale a pena usá-lo se for possível, ainda mais para economizar os pesos do táxi.

Para ir do aeroporto até o seu hotel, existem várias opções. Você pode ir de ônibus comum (nunca tentei, então não vou escrever sobre isso), de ônibus de empresas especializadas, de transfer com motorista ou de táxi.

Os ônibus de empresas são a melhor alternativa para quem chega com tempo e em horários decentes. São baratos e deixam você no Centro, de onde é fácil pegar um táxi até o seu hotel.

Os transfers com motorista também são uma excelente opção, principalmente para quem chega tarde da noite ou em horários bizarros. Não são tão caros quanto se imagina (custariam um pouco mais do que eu paguei por um táxi) e têm o conforto de um carro com ar-condicionado e um motorista menos irresponsável que os taxistas, sem falar que você não corre o risco de ser enganado. Para alugar um destes, sugiro as companhias Manuel Tienda Leon, que também tem ônibus, e a Transfer System.

Os táxis só são uma opção se você pegar no lugar certo: em um quiosque fora do terminal de desembarque. Em hipótese alguma pegue um táxi oferecido no saguão por um desconhecido. No lugar certo, você entra no táxi com o valor já determinado e com todos os pedágios pagos. No saguão, você corre o risco de cair numa bela roubada.

Em caso de dúvidas, veja o site do aeroporto de Ezeiza.

UPDATE em 08/09: Ricardo Freire acabou de postar sobre isso lá no Viaje na Viagem. Confere.

———————

Turista Vs. Tours

Obelisco, mostrado em todos os tours

Em todas as vezes que fui para lá, só fiz um tour, quando resolvi conhecer o Delta do Rio Tigre. Não gostei e não recomendo. Desculpe a sinceridade.

———————

Mi hotel, su hotel

A flor de metal

Na verdade eu não fiquei em hotel. Fiquei em um apartamento alugado na Recoleta. Não é um puta apartamento, mas tem o básico para passar alguns dias e é uma opção mais barata que um hotel. Sem falar que é mais, digamos, “cool”, já que você se sente fazendo parte da cidade quando tem vizinhos locais e sai de manhã para comprar pão de miga na esquina. Minha corretora portenha é a simpática Ximena, que tem apartamentos de todos os tipos e preços. Mas se você quiser pesquisar, um amigo me indicou também a empresa BA4U.

Para quem prefere hotel, pode valer mais ir de pacote turístico, já que nesses casos o valor da diária cai bastante e você ainda tem o transfer aeroporto-hotel-aeroporto. Minha recomendação é analisar bem o estabelecimento oferecido pela operadora, porque os hotéis de Buenos Aires não seguem os mesmos padrões dos brasileiros. Traduzindo: muitas vezes, um 4 estrelas lá não chegaria a ter 3 aqui. O melhor é pesquisar na web. Jogue o nome do bicho no Google e veja o que aparece.

———————

Comer, comer

Luego volvemos

Prepare-se para voltar com alguns quilos a mais no corpinho, porque Buenos Aires e comida formam uma combinação mais que perfeita. É praticamente impossível resistir à quantidade de opções que se jogam aos seus pés a cada esquina: alfajores de todos os tipos e marcas, doces de leite pretos de tão açucarados, cafés, capuccinos, sorvetes do Freddo, sanduíche de pão de miga (um pão fininho e delicioso), restaurantes de todos os tipos e de todos os cantos do mundo.

Se você é um carnívoro convicto e quiser experimentar algo tipicamente argentino, a pedida é qualquer restaurante que sirva parrilla. A grosso modo, o boi inteiro é servido no seu prato, só que em pequenos pedaços. Dizem que é bom, mas eu nunca provei. Leve um sal de frutas na bagagem.

UPDATE: Post com dicas do André Takeda sobre restaurantes de lá.

———————

How much is this

Eu disse que La Recoleta era bom pra não fazer nada, não disse?

Buenos Aires não é mais o paraíso financeiro dos brasileiros, mas ir para lá ainda é relativamente barato. Se você se programar e comprar as passagens (ou o pacote) com antecedência, vai pagar uma merreca. Uma vez lá dentro, dá para se tratar muito bem sem estourar o orçamento. Não anotei todos os gastos, mas 40 dólares por dia, por pessoa (excluindo a hospedagem), dá para passar os dias sem preocupação e ainda comprar algumas coisinhas.

UPDATE: o dólar caiu no Brasil e já ouvi boatos de que a cidade voltou a ser uma pechincha.

Quanto à velha questão “É melhor levar reais ou dólares?”, eu sugiro a moeda brazuca mesmo. Primeiro porque é tão fácil trocá-la quanto o dólar. Segundo porque é mais provável que você perca dinheiro fazendo duas conversões (de real para dólar e de dólar para peso) do que apenas uma. E se perder dinheiro nessa conversão direta de real para peso, vai ser quase nada. Relaxe e divirta-se.

Dica boa: ao desembarcar no aeroporto de Buenos Aires, não troque seus ricos reais no quiosque que fica em frente às esteiras de bagagem. O preço que pagam ali é um roubo. Segure seus ímpetos, saia da sala e, assim que estiver no saguão, olhe bem para a sua direita. Ali você vai ver uma agência do Banco de la Nación Argentina. Foi a melhor cotação que eu encontrei na cidade.

UPDATE em 08/09: Ricardo Freire acabou de postar sobre isso também lá no Viaje na Viagem. Vai lá ver.

Ah, fique bem ligado na hora de trocar dinheiro e confira atentamente se as notas são verdadeiras. É barbada pegar umas notas falsas e ter que arcar com o prejuízo.

Moeda local: peso argentino

Para saber a cotação do peso argentino, vá em www.xe.com/ucc. Para saber onde tem ATM, vá em www.visa.com.br ou pergunte para o seu gerente.

———————

Burocracias básicas

Escuela de Derecho y Ciencias

Seguindo o esquema do Mercosul, brasileiros não precisam de visto para entrar na argentina e nem de passaporte. Basta levar a carteira de identidade, desde que ela tenha sido emitida há menos de 10 anos. Como estas informações podem mudar a qualquer momento, confirme tudo pelo site do Ministério das Relações Exteriores.

———————

Calor, hein?

Um calorão da morte e o cara vem me oferecer abrazos?

Nas outras 3 vezes em que fui para Buenos Aires, estava em estações amenas. O frio não era grande, mas nada de terrível (apesar do inverno ser bem rigoroso por lá). Somente desta vez fui no fim da primavera. E vou te contar, era um calor gigantesco. Por isso, recomendo: não vá em meses quentes. Buenos Aires não combina com altas temperaturas.

———————

Seguranças!

All You Need

Apesar da violência estar aumentando no país, Buenos Aires ainda é muito segura e é possível passear pelas ruas com calma e sem nenhum medo. Claro que convém não marcar bobeira, evitar caminhar com câmeras na mão tarde da noite e escolher ruas escuras para perambular. Durante o dia, o cuidado é o mesmo que se deve ter em qualquer lugar do mundo: prevenir que carteiras e bolsas sejam roubados por batedores em aglomerações. De resto, é só curtir, porque a capital portenha ainda nos permite fazer o que não é mais possível no Brasil.

———————

Quem tem boca vai

Toldos na Escuela de Derecho y Ciencias

No hablas español? Não se preocupe. Ataque de portunhol e fale devagar que a maioria das pessoas vai entender. Em restaurantes, dá para dizer que é possível falar português mesmo, de tão acostumados que os garçons estão.

- Gabriel Prehn Britto
0 comentários
› 22 de setembro de 2009

Uísque com gelo

Colocar os pés na Antártida é um sonho antigo. No ano passado cheguei a namorar a possibilidade, mas não consegui concretizar a vontade. Desde então, pedi para que a Zelfa Silva, da Antarctica Expeditions, me mantivesse atualizado sobre temporadas, preços e promoções.

Foto: *christopher* (Flickr)

Hoje ela me enviou as informações sobre a temporada 2009/2010. Infelizmente, também não vai ser agora que conhecerei o continente gelado, mas fica a dica para quem quiser aproveitar.

Um dia esse alguém serei eu.

- Gabriel Prehn Britto
0 comentários
› 25 de agosto de 2009

10 restaurantes de Buenos Aires - por André Takeda

Foto roubada do Flickr do André Takeda

André Takeda era redator publicitário em Porto Alegre antes de ir para São Paulo e virar escritor também. Hoje trabalha na Fox Latin America Channels, faz fotos sensacionais, escreve no Peixes Banana e - voilà! - vive em Buenos Aires há quase 5 anos.

Um brasileiro de extremo bom gosto que mora em BsAs. Fale a verdade: ninguém melhor para dar dicas de restaurantes na cidade, não é?

Pois o Takeda fez a gentileza de indicar os seus 10 restaurantes preferidos por lá. Veja a lista, clique para saber mais informações, anote e aproveite as passagens baratas para conferir todos.

1: Sudestada

2: Sarkis

3: La Cabrera

4: Brasserie Petanque

5: Palitos

6: Masamadre

7: Sirop Folie

8: Bengal

9: Nectarine

10: Brunch do Palacio Duhau

UPDATE: O Takeda acabou de enviar mais um. Agora você tem 11 motivos para viajar.

11: La vinería de Gualterio Bolívar

UPDATE 2: O pessoal do Destemperados gostou e enviou o link com a lista deles também. Mais do que nunca, preciso negociar um feriado no trabalho para pintar em BsAs.

- Gabriel Prehn Britto
2 comentários
› 8 de julho de 2009

Mi Buenos A…tchim!

homer-simpson-porco-gripe-suina

Em tempos de pânico por causa de uma gripe, quando qualquer espirro dentro de um avião faz as pessoas perderem o senso do ridículo e quando 40% das viagens para a Argentina são canceladas, nada melhor do que viajar para… Buenos Aires!

Sim, é inverno, a melhor época para curtir a capital portenha, onde caminhar e comer são as maiores atrações (vá para lá no verão e você vai me entender). Então por que não aproveitar para descobrir a cidade sem milhares de brasileiros medrosos e, quem sabe?, aproveitar umas pechinchas por conta da falta de turistas?

Uma boa alternativa de estadia é alugar um apê. Fiz isso nas duas últimas vezes que fui e adorei a escolha. Mesmo tendo ido para apenas 3 ou 4 dias, me sentia como um habitante da cidade quando saía para comprar meu pão de miga na esquina pelas manhãs. E para quem pensa que alugar um apê sai caro, vale fazer as contas, porque para mim saiu mais barato que um hotel.

Entonces, se você não foi atingido pela paranóia suína e quiser seguir essa dica, existem muitas alternativas de aluguel no Google. Mas eu sempre contato a Ximena (Ximena de Tezanos Pinto, 54 911-007-3122), que tem fotos dos seus apartamentos aqui.

Faça sua pesquisa e arrume as malas. Se quiser andar de máscara, diga que é em homenagem póstuma ao Michael Jackson e tá liberado.

- Gabriel Prehn Britto

0 comentários