Argentina

› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 2 de novembro de 2009

10 cemitérios para visitar antes de morrer

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Visitar mortos não é atração só no Dia de Finados.

Já escrevi sobre isso, mas resolvi escrever de novo, rapidamente, porque o Terra fez a gentileza de publicar a lista da Forbes com os cemitérios mais famosos do mundo. E como eu sou bonzinho, coloquei fotos e links junto do texto do Terra.

Veja quais são, anote na sua agenda de viagem e vá antes que você tenha que ficar para sempre apenas em um.

Arlington (Foto: Kelly Nigro - Flickr)

1. Cemitério Nacional de Arlington - Arlington, EUA

Fica na Virgínia, e é o mais conhecido e tradicional cemitério militar norte americano. Está localizado na área em frente a Washington D.C, do outro lado do rio Potomac, perto dos prédios do Pentágono, cortando a capital americana. A extensão da área é de 4000 m2, onde estão enterradas mais de 360 mil pessoas, em geral veteranos de cada uma das guerras travadas pelo país, desde a revolução americana até a atual Guerra do Iraque. Entre os túmulos está o do ex-presidente John F. Kennedy.

Recoleta

2. La Recoleta - Buenos Aires, Argentina

O Cemitério de Recoleta atrai muitos turistas que desejam visitar o túmulo de Eva Perón. Mas não somente. É de fato uma cidade de mortos, muitos deles ilustres. Desde 1822, hoje está situado em pleno centro, no senhorial bairro da Recoleta. Toda a estrutura do cemitério se compõe de ruas, avenidas e até praças. Tem muitas estátuas de mármore, criptas senhoriais, inclusive alguns sarcófagos abertos. Além de Evita, presidentes, atores, militares, outros ricos e famosos têm os seus túmulos nele. Na entrada do cemitério distribuem-se mapas, dado o seu tamanho.

Trinity Churchyard (Foto: Rick Elkins/away - Flickr)

3. Trinity Churchyard - Nova York, EUA

Composto por três cemitérios separados, associados à Igreja Trinity, em Manhattan. Nela está o cemitério de Intercessão, onde há duas placas de bronze comemorativas da Batalha de Fort Washington, um dos mais violentos combates da Guerra Revolucionária. Está listado nos Estados Unidos no Registro Nacional de Lugares Históricos, e também se trata do único cemitério que está na ativa em Manhattan.

Boot Hill (Foto: Mr DoeyBags - Flickr)

4. Cemitério Boot Hill - Tombstone, Arizona, EUA

Boot Hill (ou Boothill) é o nome atribuído a cemitérios, fato muito comum no oeste americano. Durante o século 19 era um nome recorrido aos cemitérios de pistoleiros ou aqueles que tiveram alguma morte violenta. E o mais notável destes cemitérios é o que está localizado em Tombstone, no estado do Arizona. Nele estão os túmulos de Billy Clanton, Frank McLaury e McLaury Tom; são os três homens mortos durante tiroteio no famoso O.K.Corral. Das mais 300 pessoas, 205 estão registradas, já que um grande número de imigrantes chineses e judeus foram enterrados sem reconhecimento dos corpos.

Hollywood Forever (Foto: s.j.pettersson - Flickr)

5. Hollywood Forever - Hollywood, EUA

O Cemitério Hollywood Forever fica na Santa Monica Boulevard, em Hollywood, distrito de Los Angeles, na Califórnia. É adjacente à parede norte, e para trás, da Paramount Studios. O cemitério foi fundado em 1899, com 100 hectares, até então como Hollywood Memorial Park. No final do século 20 tornou-se degradado. À beira do encerramento, em um processo de falência, a empresa Tyler Cassity adquiriu, em 1998, seus 250 mil m2, renomeando-o “Hollywood Forever”, hoje recuperado. No local estão enterradas celebridades da indústria de entretenimento norte-americana.

Mt. Auburn (Foto: KarenMarleneLarsen - Flickr)

6. Mt. Auburn - Cambridge, EUA

Baseado neste modelo do famoso cemitério francês, o cemitério de MT. Auburn foi o primeiro do tipo nos EUA, com o detalhe de ser muito arborizado, lembrando-se muito a um arboreto. Lá estão enterrados escritores e pensadores como Buckminster Fuller, Henry Wadsworth Longfellow, e BF Skinner, além dos habitantes de longa data.

Père Lachaise (Foto: milliped - Flickr)

7. Père Lachaise - Paris, França

É o cemitério mais famoso da França, e fica no vigésimo arrondissement da capital francesa. Nos seus 500 mil m2 estão túmulos famosos, como os de Oscar Wilde, Edith Piaf, Honoré de Balzac, Marcel Proust, Alice B. Toklas, Richard Wright, e, claro, Jim Morrison. A importância do cemitério de Paris se deve ao fato de que ele se tornou um marco desde o século 19 para a construção dos cemitérios modernos. Representa a transição entre o modelo de cemitério urbano, com jardins, para os cemitérios rurais.

Cemitério Judeu (Foto: (toni)ancama - Flickr)

8. Cemitério Old Jewish - Praga, República Tcheca

Trata-se de um cemitério judeu muito antigo, datado no século 15. Com aproximadamente 12 mil sepulturas, é o de maior número de defuntos por área quadrada. Sem espaço para enterrar seus mortos, os judeus se viram obrigados a sobrepor lápides umas às outras. Com os anos, acumularam-se doze camadas, e as lápides mais à superfície estão cobertas de musgos. Entre elas está a de nada menos que Kafka. O cemitério está relatado no livro do escritor irlandês John Banville, Praga Pictures: A Portrait of the City (Imagens de Praga: Um retrato da cidade), em que afirma ser um local de memória urbana, mas também um dos mais tristes e sinistros de Praga.

San Michele (Foto: Eléanor - Flickr)

9. San Michele - Veneza, Itália

É o principal cemitério de Veneza. San Michele está situado numa ilha a poucos minutos da cidade pela via Vaparetto, e é apelidado de “ilha dos mortos”. É um lugar procurado por quem está atrás de reclusão, paz e tranquilidade, sobretudo quando a Praça de São Marcos recebe muitos turistas. Entre as lápides de pedras e os altos ciprestes estão os túmulos de Ezra Pound, Igor Stravinsky, e Joseph Brodsky.

Saint Louis (All Saints Day in New Orleans - Decorating the Tombs in One of the City Cemeteries, a wood engraving drawn by John Durkin and published in Harper's Weekly, November 1885)

10. St. Louis - Nova Orleans, EUA

Fundado em 1789 nos arredores deste bairro de origem francesa, consiste de um modo diferente de se enterrar os falecidos. Cada um dos 100 mil mortos que ali foram sepultados adquiriram uma pequena casa, onde foram colocados os corpos. O cemitério fica a 8 quadras do rio Mississippi, no lado norte da Bacia. O cemitério ficou famoso quando apareceu no filme Easy Rider, do diretor Dennis Hopeer, em 1969. Desde então, tornou-se um dos mais emblemáticos dos EUA.

- Gabriel Prehn Britto
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› 5 de outubro de 2009

Bons Ares

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem a Mercedes Sosa, resolvi publicar no blog o texto que fiz sobre Buenos Aires no fim de 2008. Era para ele estar na capa do OQFNF, como mais uma exclamação do mapa. Mas sei lá por que acabei não colocando.

Apesar do atraso de quase um ano, tirando algumas mudanças monetárias (devidamente identificadas no texto), ele é bem atual.

Ah, desta vez as fotos são minhas.

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2008 - Buenos Aires

Toldos em San Telmo

Pode parecer exagero o que eu vou escrever, afinal minhas férias oficiais de 2008 terminaram em abril e duraram mais de 30 dias. Mas a verdade é que depois de 8 meses em casa, eu estava louco para passar algum tempo fora, respirar outros ares, falar outra língua e fazer conversões na hora de pagar contas. Nesses momentos, o melhor que se pode fazer é uma viagem rápida e barata. Morando em Porto Alegre, isso significa ir para Buenos Aires.

Foram apenas 4 dias, mas deu para perceber claramente que aquela Buenos Aires que fazia os brasileiros se sentirem ricos acabou (pelo menos por enquanto). Com a alta do dólar, o real desvalorizou horrores frente ao peso e já não dá mais para pegar táxi para ir até a esquina, escolher pratos olhando apenas para o lado esquerdo do cardápio ou comprar regalitos a rodo sem calcular quanto vai sair a facada. (Esquece, já me disseram que voltou a ser uma barbada. Veja mais abaixo.) Mesmo assim, a capital argentina continua linda. Os prédios preservados e baixos, as casinhas antigas e a segurança (que tem diminuído, mas segue gigantesca em relação ao Brasil) ainda dão aquele ar europeu para a cidade. E bairros como San Telmo, Recoleta e todos os Palermos continuam perfeitos para se caminhar por várias horas e parar por outras várias em cafés maravilhosos.

Em resumo, Buenos Aires ainda é perfeita para esse tipo de férias rápidas e também para quem nunca teve a experiência de cruzar a fronteira e quer começar por um destino fácil. Como eu comecei.

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Quem são esses caras?

Recoleta: bom lugar para não fazer nada

Algumas informações sobre a Argentina e Buenos Aires, retiradas do site a Onu em 2008. É bom para saber sobre quem estamos falando.

População do país: 40 milhões

Renda per Capita (2006): US$ 5,528.

População de Buenos Aires: 13 milhões

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O roteiro desse filme

Portenhos não usam muito a faixa

Simplérrimo:

05 DEZ - Saída de Porto Alegre às 8h30 e chegada em Buenos Aires às 14h (tive que ir via São Paulo, por falta de vôos diretos)

08 DEZ - Saída de Buenos Aires às 23h30 e chegada em Porto Alegre a 0h30 (aí, sim, com vôo direto)

Tempo suficiente para descansar, dormir, caminhar pelos lugares mais legais, fazer comprar e jantar em ótimos restaurantes. E se nunca tivesse ido para lá, também teria sido um tempo bom para conhecer todas as principais atrações da cidade.

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Biblioteca básica

Tango everywhere

Mesmo para o viajante mais fanático por Buenos Aires, recomendo a compra da edição mais recente da revista Time Out sobre a cidade. É excelente para ver o que tem de novo em restaurantes, lojas e o que mais você quiser.

Para quem nunca foi, as livrarias brasileiras estão cheias de guias exclusivos para lá. Nunca li nenhum, mas, pela minha experiência, recomendo Lonely Planet e os guias da Publifolha. Vale também dar uma olhada em guias diferentes, do tipo “endereços curiosos”, e o guia da Wallpaper.

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Como se anda lá dentro?

Subte, também conhecido como metrô

A alternativa mais confortável para qualquer trajeto dentro da cidade é o táxi. Mesmo que já não existam mais os tempos em que eles eram ridiculamente baratos para os brasileiros, os velhos táxis portenhos ainda são a melhor opção para o turista. Se você puder, tente escolher um motorista com cara da responsável, porque os taxistas de lá são completamente loucos no trânsito. Isso não é garantia de uma viagem tranqüila (já peguei velhinhos completamente dementes na direção), mas aumenta as possibilidades.

O metrô também é bom e fácil, e vale a pena usá-lo se for possível, ainda mais para economizar os pesos do táxi.

Para ir do aeroporto até o seu hotel, existem várias opções. Você pode ir de ônibus comum (nunca tentei, então não vou escrever sobre isso), de ônibus de empresas especializadas, de transfer com motorista ou de táxi.

Os ônibus de empresas são a melhor alternativa para quem chega com tempo e em horários decentes. São baratos e deixam você no Centro, de onde é fácil pegar um táxi até o seu hotel.

Os transfers com motorista também são uma excelente opção, principalmente para quem chega tarde da noite ou em horários bizarros. Não são tão caros quanto se imagina (custariam um pouco mais do que eu paguei por um táxi) e têm o conforto de um carro com ar-condicionado e um motorista menos irresponsável que os taxistas, sem falar que você não corre o risco de ser enganado. Para alugar um destes, sugiro as companhias Manuel Tienda Leon, que também tem ônibus, e a Transfer System.

Os táxis só são uma opção se você pegar no lugar certo: em um quiosque fora do terminal de desembarque. Em hipótese alguma pegue um táxi oferecido no saguão por um desconhecido. No lugar certo, você entra no táxi com o valor já determinado e com todos os pedágios pagos. No saguão, você corre o risco de cair numa bela roubada.

Em caso de dúvidas, veja o site do aeroporto de Ezeiza.

UPDATE em 08/09: Ricardo Freire acabou de postar sobre isso lá no Viaje na Viagem. Confere.

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Turista Vs. Tours

Obelisco, mostrado em todos os tours

Em todas as vezes que fui para lá, só fiz um tour, quando resolvi conhecer o Delta do Rio Tigre. Não gostei e não recomendo. Desculpe a sinceridade.

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Mi hotel, su hotel

A flor de metal

Na verdade eu não fiquei em hotel. Fiquei em um apartamento alugado na Recoleta. Não é um puta apartamento, mas tem o básico para passar alguns dias e é uma opção mais barata que um hotel. Sem falar que é mais, digamos, “cool”, já que você se sente fazendo parte da cidade quando tem vizinhos locais e sai de manhã para comprar pão de miga na esquina. Minha corretora portenha é a simpática Ximena, que tem apartamentos de todos os tipos e preços. Mas se você quiser pesquisar, um amigo me indicou também a empresa BA4U.

Para quem prefere hotel, pode valer mais ir de pacote turístico, já que nesses casos o valor da diária cai bastante e você ainda tem o transfer aeroporto-hotel-aeroporto. Minha recomendação é analisar bem o estabelecimento oferecido pela operadora, porque os hotéis de Buenos Aires não seguem os mesmos padrões dos brasileiros. Traduzindo: muitas vezes, um 4 estrelas lá não chegaria a ter 3 aqui. O melhor é pesquisar na web. Jogue o nome do bicho no Google e veja o que aparece.

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Comer, comer

Luego volvemos

Prepare-se para voltar com alguns quilos a mais no corpinho, porque Buenos Aires e comida formam uma combinação mais que perfeita. É praticamente impossível resistir à quantidade de opções que se jogam aos seus pés a cada esquina: alfajores de todos os tipos e marcas, doces de leite pretos de tão açucarados, cafés, capuccinos, sorvetes do Freddo, sanduíche de pão de miga (um pão fininho e delicioso), restaurantes de todos os tipos e de todos os cantos do mundo.

Se você é um carnívoro convicto e quiser experimentar algo tipicamente argentino, a pedida é qualquer restaurante que sirva parrilla. A grosso modo, o boi inteiro é servido no seu prato, só que em pequenos pedaços. Dizem que é bom, mas eu nunca provei. Leve um sal de frutas na bagagem.

UPDATE: Post com dicas do André Takeda sobre restaurantes de lá.

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How much is this

Eu disse que La Recoleta era bom pra não fazer nada, não disse?

Buenos Aires não é mais o paraíso financeiro dos brasileiros, mas ir para lá ainda é relativamente barato. Se você se programar e comprar as passagens (ou o pacote) com antecedência, vai pagar uma merreca. Uma vez lá dentro, dá para se tratar muito bem sem estourar o orçamento. Não anotei todos os gastos, mas 40 dólares por dia, por pessoa (excluindo a hospedagem), dá para passar os dias sem preocupação e ainda comprar algumas coisinhas.

UPDATE: o dólar caiu no Brasil e já ouvi boatos de que a cidade voltou a ser uma pechincha.

Quanto à velha questão “É melhor levar reais ou dólares?”, eu sugiro a moeda brazuca mesmo. Primeiro porque é tão fácil trocá-la quanto o dólar. Segundo porque é mais provável que você perca dinheiro fazendo duas conversões (de real para dólar e de dólar para peso) do que apenas uma. E se perder dinheiro nessa conversão direta de real para peso, vai ser quase nada. Relaxe e divirta-se.

Dica boa: ao desembarcar no aeroporto de Buenos Aires, não troque seus ricos reais no quiosque que fica em frente às esteiras de bagagem. O preço que pagam ali é um roubo. Segure seus ímpetos, saia da sala e, assim que estiver no saguão, olhe bem para a sua direita. Ali você vai ver uma agência do Banco de la Nación Argentina. Foi a melhor cotação que eu encontrei na cidade.

UPDATE em 08/09: Ricardo Freire acabou de postar sobre isso também lá no Viaje na Viagem. Vai lá ver.

Ah, fique bem ligado na hora de trocar dinheiro e confira atentamente se as notas são verdadeiras. É barbada pegar umas notas falsas e ter que arcar com o prejuízo.

Moeda local: peso argentino

Para saber a cotação do peso argentino, vá em www.xe.com/ucc. Para saber onde tem ATM, vá em www.visa.com.br ou pergunte para o seu gerente.

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Burocracias básicas

Escuela de Derecho y Ciencias

Seguindo o esquema do Mercosul, brasileiros não precisam de visto para entrar na argentina e nem de passaporte. Basta levar a carteira de identidade, desde que ela tenha sido emitida há menos de 10 anos. Como estas informações podem mudar a qualquer momento, confirme tudo pelo site do Ministério das Relações Exteriores.

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Calor, hein?

Um calorão da morte e o cara vem me oferecer abrazos?

Nas outras 3 vezes em que fui para Buenos Aires, estava em estações amenas. O frio não era grande, mas nada de terrível (apesar do inverno ser bem rigoroso por lá). Somente desta vez fui no fim da primavera. E vou te contar, era um calor gigantesco. Por isso, recomendo: não vá em meses quentes. Buenos Aires não combina com altas temperaturas.

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Seguranças!

All You Need

Apesar da violência estar aumentando no país, Buenos Aires ainda é muito segura e é possível passear pelas ruas com calma e sem nenhum medo. Claro que convém não marcar bobeira, evitar caminhar com câmeras na mão tarde da noite e escolher ruas escuras para perambular. Durante o dia, o cuidado é o mesmo que se deve ter em qualquer lugar do mundo: prevenir que carteiras e bolsas sejam roubados por batedores em aglomerações. De resto, é só curtir, porque a capital portenha ainda nos permite fazer o que não é mais possível no Brasil.

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Quem tem boca vai

Toldos na Escuela de Derecho y Ciencias

No hablas español? Não se preocupe. Ataque de portunhol e fale devagar que a maioria das pessoas vai entender. Em restaurantes, dá para dizer que é possível falar português mesmo, de tão acostumados que os garçons estão.

- Gabriel Prehn Britto
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› 22 de setembro de 2009

Uísque com gelo

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Colocar os pés na Antártida é um sonho antigo. No ano passado cheguei a namorar a possibilidade, mas não consegui concretizar a vontade. Desde então, pedi para que a Zelfa Silva, da Antarctica Expeditions, me mantivesse atualizado sobre temporadas, preços e promoções.

Foto: *christopher* (Flickr)

Hoje ela me enviou as informações sobre a temporada 2009/2010. Infelizmente, também não vai ser agora que conhecerei o continente gelado, mas fica a dica para quem quiser aproveitar.

Um dia esse alguém serei eu.

- Gabriel Prehn Britto
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› 25 de agosto de 2009

10 restaurantes de Buenos Aires - por André Takeda

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Foto roubada do Flickr do André Takeda

André Takeda era redator publicitário em Porto Alegre antes de ir para São Paulo e virar escritor também. Hoje trabalha na Fox Latin America Channels, faz fotos sensacionais, escreve no Peixes Banana e - voilà! - vive em Buenos Aires há quase 5 anos.

Um brasileiro de extremo bom gosto que mora em BsAs. Fale a verdade: ninguém melhor para dar dicas de restaurantes na cidade, não é?

Pois o Takeda fez a gentileza de indicar os seus 10 restaurantes preferidos por lá. Veja a lista, clique para saber mais informações, anote e aproveite as passagens baratas para conferir todos.

1: Sudestada

2: Sarkis

3: La Cabrera

4: Brasserie Petanque

5: Palitos

6: Masamadre

7: Sirop Folie

8: Bengal

9: Nectarine

10: Brunch do Palacio Duhau

UPDATE: O Takeda acabou de enviar mais um. Agora você tem 11 motivos para viajar.

11: La vinería de Gualterio Bolívar

UPDATE 2: O pessoal do Destemperados gostou e enviou o link com a lista deles também. Mais do que nunca, preciso negociar um feriado no trabalho para pintar em BsAs.

- Gabriel Prehn Britto
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› 8 de julho de 2009

Mi Buenos A…tchim!

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

homer-simpson-porco-gripe-suina

Em tempos de pânico por causa de uma gripe, quando qualquer espirro dentro de um avião faz as pessoas perderem o senso do ridículo e quando 40% das viagens para a Argentina são canceladas, nada melhor do que viajar para… Buenos Aires!

Sim, é inverno, a melhor época para curtir a capital portenha, onde caminhar e comer são as maiores atrações (vá para lá no verão e você vai me entender). Então por que não aproveitar para descobrir a cidade sem milhares de brasileiros medrosos e, quem sabe?, aproveitar umas pechinchas por conta da falta de turistas?

Uma boa alternativa de estadia é alugar um apê. Fiz isso nas duas últimas vezes que fui e adorei a escolha. Mesmo tendo ido para apenas 3 ou 4 dias, me sentia como um habitante da cidade quando saía para comprar meu pão de miga na esquina pelas manhãs. E para quem pensa que alugar um apê sai caro, vale fazer as contas, porque para mim saiu mais barato que um hotel.

Entonces, se você não foi atingido pela paranóia suína e quiser seguir essa dica, existem muitas alternativas de aluguel no Google. Mas eu sempre contato a Ximena (Ximena de Tezanos Pinto, 54 911-007-3122), que tem fotos dos seus apartamentos aqui.

Faça sua pesquisa e arrume as malas. Se quiser andar de máscara, diga que é em homenagem póstuma ao Michael Jackson e tá liberado.

- Gabriel Prehn Britto

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