América do Sul

› 17 de maio de 2010

Introduzindo o Peru

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Perdão pelo trocadilho infeliz e clichê no título deste post. Tentei, mas simplesmente não consegui resistir. Prometo me esforçar para evitar outros ao longo do texto. Juro que prometo.

Peru

No fim de 2009, eu dormia e acordava com o Peru na cabeça. O país andino era praticamente o destino certo das próximas férias. Tão certo que cheguei a usar o meu Personal Guia de Organização Turística para montar um roteiro que encaixasse o Peru inteiro (ou sua maior parte, porque o Peru é maior do que você imagina) num espaço de 20 dias de descanso. Era bonito ver o Peru ganhando corpo e crescendo na minha frente. Mas então vieram algumas incertezas e o Peru foi se encolhendo até ficar pequeno no meu mapa-múndi. Caiu na lista de destinos e não levantou mais.

Mesmo assim, o roteiro do Peru continuava armado. Firme, forte. E como eu sou um amigo do peru, lembrei de colocar toda a pesquisa neste post. Porque se as minhas férias não serão gozadas no Peru, talvez você possa se divertir muito nele.

A ideia era, na verdade, fazer uma ménage à trois: eu, o Peru e sua amiga Bolívia, salgando a relação com uma visita ao magnífico Salar de Uyuni. O período seria por agora mesmo, maio. O melhor roteiro que tracei foi este:

Brasil - Lima - Cusco - Machu Picchu - Arequipa - Puno (Lago Titicaca) - Copacabana (Bolívia) - La Paz - Uyuni - La Paz - Lima - Brasil

Entraria pelo Peru e seguiria por ele até a Bolívia, de onde voaria de volta a Lima e, depois, ao Brasil, deixando o Peru para trás.

Em cada planejamento de cidade, você verá a quantidade de noites que imaginei (após pesquisas em fóruns pela internet), o nome e o preço de um hotel que me pareceu decente (após pesquisas no Trip Advisor) e o transporte para o próximo destino, incluindo o valor do deslocamento, quando este não estiver no preço da passagem pela LAN (veja lá embaixo).

Importante: certifique-se dos preços nos links indicados. Não dê mole para o Peru. Ele costuma ser duro com quem não faz as contas direito e pode ferrar suas economias.

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O sol no Peru

Lima

3 noites no hotel El Ejecutivo: 120 USD/casal

Viagem Lima-Cusco (1h15 de voo): incluído no valor da LAN

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Cusquitos

Cusco

3 noites no hotel Inkarri ou no Samanapata: 135 USD/casal

Excursão ao Vale Sagrado: 30 USD

Tour por sítios arqueológicos dos arredores: 50 USD

Trem Vistadome de Cusco para Águas Calientes (4h): 70 USD

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Uma foto diferente de Machu Picchu

Águas Calientes (Machu Picchu)

2 noites no hotel Wirachoca: 130 USD/casal

Ônibus para Machu Picchu (30 min): 15 USD

Entrada em Machu Picchu: 40 USD/dia

Trem Backpacker de volta a Cusco (4h): 50 USD

Voo de Cusco para Arequipa (2h15): incluído no valor da LAN

Alternativa: ônibus de Cusco para Arequipa (10h) - 40 USD

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O condor

Arequipa (cânion Colca)

2 noites no hotel Posada Nueva España: 70 USD/casal

Voo de Arequipa até Puno (40 min): incluído no valor da LAN

Alternativa: ônibus Cruz del Sur, de Arequipa a Puno (5 horas): 22 USD

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Lago Titicaca

Puno (Lago Titicaca)

1 noite no hotel Posada Don Giorgio: 40 USD/casal

Passeio pelo Lago Titicaca: 20 USD

Ônibus de Puno a Copacabana:

Ônibus Panamericano, Colectur ou Tour Peru (2h30): 10 USD

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Princesinha do Titicaca

Copacabana (Bolívia)

1 noite no hotel La Cúpula: 36 USD

Passeio: Ilha do Sol: 15 USD

Ônibus Copacabana-La Paz (3h): 10 USD

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La Paz

La Paz

1 noite no hotel Sagarnaga: 30 USD

Ônibus de La Paz a Uyuni (não sei quanto tempo, mas é demorado): 33 USD

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Uyuni

Uyuni

2 noites no hotel Toñito: 80 USD

Ônibus de volta de Uyuni a La Paz: 33 USD

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La Pazita

La Paz (de novo)

1 noite no hotel Sagarnaga: 30 USD

Voo La Paz-Lima: incluído no valor da LAN

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Favelita peruana

Lima (de novo)

1 Noite no hotel El Ejecutivo: 40 USD

Voo para o Brasil: incluído no valor da LAN

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Os voos por dentro do Peru tiveram o melhor preço na compra de todos os trechos pela LAN: GRU-Lima-Cusco-Arequipa / La Paz-Lima-GRU, com saída em setembro/2010 - 1.049 USD.

lan-chile

Como você deve ter percebido, as refeições não estão incluídas neste roteiro. Mas para o Peru não melar seus planos, reserve uma média que varie entre 3,5 a 8,1 euros para cada refeição (conforme indica o Routard).

Que tal comer picarones no Peru?

Ou se você preferir sentir o genuíno gosto do Peru provando os deliciosos pratos locais em restaurantes bons, prepare-se para mais de 12 euros por refeição. É um pouco mais caro e você pode sair do Peru com uma mão na frente e outra atrás, mas permite que você sinta o Peru por inteiro.

Espero que as dicas ajudem você a se preparar. Nada melhor do que chegar em Lima com o Peru na ponta da língua.

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 31 de outubro de 2009

O Homem Terminal

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Ainda estou tentando descobrir razões decentes para esta “aventura” do Homem Terminal, um jornalista que vai passar 25 dias morando nos aeroportos brasileiros. Mesmo assim, achei bom divulgar porque pode ter dicas interessantes para viajantes.

A dica de que não se pode dormir no Santos Dumont é uma.

O Santos Dumont não é hotel

- Gabriel Prehn Britto

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› 28 de setembro de 2009

Pátrias gastronômicas

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

indonesia

Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

- Gabriel Prehn Britto
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