Alasca

› 20 de dezembro de 2010

Por Que Pra Lá? - Alasca (especial para o Blog de Viagens)

No Follow Friday da semana passada, o Nei Ferrari associou cada twitter que segue a algum lugar do mundo.

O Blog de Viagens foi homenageado com o Alasca e perguntou: “mas fazer o que no Alasca?”

drurydrama-len-radin (Flickr)

É aqui que eu entro nessa história. É aqui que começa o Por Que Pra Lá? especial para o Blog de Viagens.

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ALASCA - POR QUE PRA LÁ?

O Alasca tem uma história interessante.

alaska-map

Dizem que os primeiros homens a pisar no continente americano chegaram por lá, depois de atravessar o estreito de Bering há mais de 10 mil anos. Mas foi só em 1728 que a história começou apontar para o Alasca de hoje, quando um dinamarquês atracou na região a pedido do czar russo da época.

tim-hamilton (Flickr)

A Rússia foi a dona do campinho até outubro de 1867, quando resolveu vender o território aos Estados Unidos. O preço foi uma barbada: 7,2 milhões de dólares, o equivalente a 2 centavos por hectare.

jdegenhardt (Flickr)

No início, muitos americanos ficaram putos com o seu governo, achando inútil a compra de uma região coberta de gelo. Mas foi só até a descoberta de ouro perto da cidade de Juneau, em 1880, quando todo mundo viu que havia sido um baita negócio. O ouro brilhou e, em 3 de janeiro de 1959, o Alasca virou o 49º estado americano.

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A bandeira do Alasca foi desenhada por um menino de 13 anos, em 1927. Ela mostra o azul do céu e da pétala de Miosótis, a estrela Polaris e a constelação de Ursa Maior, que representa os ursos que vivem no Alasca.

O nome da região tem origem aborígene e significa “terra grande”

E chega de papo, vamos ao que interessa: por que passar férias no Alasca?

1) Para conhecer o Parque Nacional Denali, que atrai 1 milhão de visitantes por ano (o Brasil inteiro recebe 5 milhões/ano), é maior que o estado de Massachussets, tem paisagens lindississíssimas e é considerado um paraíso para ver ursos, lobos, alces e outros bichos do Alasca.

nic-mcphee (Flickr)

2) Para ver o McKinley, que fica dentro do Parque Nacional Denali, a montanha mais alta da América do Norte e a mais gelada do mundo, com temperaturas chegand a -40ºC no inverno. Ela tem 6.193 metros de altura.

nic-mcphee (Flickr)

3) Para ver todas as maravilhas do Alasca em um único lugar, na Península de Kenai. São geleiras gigantescas, litoral recortado e cheio de enseadas (perfeito para passear de caiaque) e vida selvagem marinha e terrestre.

drurydrama-len-radin (Flickr)

4) Para navegar calmamente e de boca aberta pela Inside Passage, uma rota de 1600 km de extensão no litoral, onde 1/3 dos turistas do Alasca vai ver orcas e jubartes, fiordes gigantescos e cidadezinhas bucólicas.

_christopher_ (Flickr)

jill-clardy (Flickr)

5) Para conhecer o Parque Nacional de Glacier Bay, uma ponta de fiorde com 105 km de extensão, cheio de gelerias e bichos que você não vê por aqui.

felix63 (Flickr)

6) Porque todos estes lugares indicados até aqui estão no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.

7) Para passear de caiaque pelo Glacier Bay.

naparish (Flickr)

8 ) Para ver a Wild Salmon on Parade, um evento anual em Anchorage, onde artistas criam “salmões” bizarros e todos são expostos pelas ruas.

frank-kovalchek (Flickr)

9) Para encher a pança de salmão em Anchorage.

woodley-wonderworks (Flickr)

10) Para ver a aurora boreal.

jim-trodel (Flickr)

11) Para rir de quem fez a Route 66 ao dizer que você fez a Alasca Highway com um motor-home.

bruce-mckay (Flickr)

12) Para ver os Jogos Olímpicos Esquimós, que acontecem no fim de julho, em Fairbanks.

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13) Para conhecer um wolverine ao vivo. Mas não se emocione porque não é o Hugh Jackman: wolverine é um animal de zonas frias, conhecido em português como carcaju).

bcoppa (Flickr)

14) Para pisar nas ilhas Aleutas, aquele rabinho do Alasca em direção à Rússia, consideradas, ao mesmo tempo, o ponto mais oriental e mais ocidental dos EUA.

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15) Para observar ursos na ilha com a maior densidade deles na América do Norte, a Admiralty.

drurydrama-len-radin (Flickr)

16) Por que eu me perdi na quantidade de parques nacionais do Alasca recomendados pelo Lonely Planet, nenhum com descrição menos emocionada do que “maravilhoso”.

drurydrama-len-radin (Flickr)

17) Para conhecer uma cidadezinha com o nome de Nome, cujo slogan é “There’s no place like Nome”. Genial.

nome

18 ) Para descobrir que o Alasca não é coberto de gelo o ano inteiro e que o verão de lá é mostra florestas e paisagens lindíssimas.

doug-brown (Flickr)

19) Para tentar pegar uma carona no caminhãozinho da Lisa Kelly, a Sula Miranda dos EUA.

screen-shot-2010-12-20-at-125642-pm

20) Para conhecer Fairbanks e nunca mais reclamar das mudanças de temperatura estúpidas de Porto Alegre. Lá faz -70ºC no inverno e +32ºC no verão.

kolby (Flickr)

21) Para visitar Juneau, que o Lonely Planet classifica como “a capital mais bonita dos EUA”.

dale-musselman (Flickr)

22) Para conhecer a minúscula Barrow, a cidade mais ao norte dos EUA, que passa 65 dias por ano sem sol e, por isso, faz uma festa no retorno dele (li isso numa Reader’s Digest há alguns anos e nunca esqueci).

j-stephen-conn (Flickr)

23) Enfim, para conhecer um lugar que certamente tem algumas das paisagens naturais mais lindas do mundo.

jeremy-wheaton (Flickr)

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Acho que já tem bastante atividades para vocês lá, né, Blog de Viagens? =)

- Gabriel Prehn Britto
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› 23 de novembro de 2009

No meu destino ou no seu?

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

- Gabriel Prehn Britto
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› 28 de outubro de 2009

Aurora congelada

Foto: Rezmutt (Flickr)

Se me disserem que ver a aurora boreal é uma das 5 atrações mais desejadas pelos viajantes do mundo, eu acredito. Até porque vê-la também está na minha lista de top 5.

Então, neste fim de semana, enquanto aproveitava um tempo livre para pesquisar as melhores épocas e os melhores lugares para ver o fenômeno (mesmo que eu não tenha nada planejado para isso), me dei conta de um “detalhe”: fotografar a aurora não deve ser nada fácil. A escuridão e as temperaturas baixíssima devem atrapalhar muito, inclusive congelando equipamentos. Na mesma hora comecei a pesquisar sobre isso e encontrei dicas preciosas em vários lugares, mas o melhor foi o Alaska Photographics.

É um site de fotógrafos que vivem no Alasca, ou seja, gente que vive a Aurora Boreal todos os anos e que deve estar careca (e com uma touca, por causa do frio) de saber como fazer isso.

Congele seus melhores momentos

Entre vários toques, inclusive sobre que roupas usar para enfrentar a noite congelante ao ar livre, tem até um check-list para ser feito antes de começar a clicar. Selecionei alguns para colocar aqui, mas lá tem muito mais.

- Ajustar a câmera para o formato em RAW
- Acionar o redutor de ruído digital
- Colocar o brilho do visor no nível mínimo
- Acionar o redutor de ruído para longas exposições
- Tirar qualquer filtro da lente
- Pré-focar a lente em “infinito”
- Testar a exposição e consultar o histograma
- Certificar-se de que tem 2 baterias e 2 cartões de memória
- Usar um tripé alto e firme
- Usar um cabo de disparo
- Checar as previsões de aurora
- Procurar um lugar bom ainda de dia
- Não respirar sobre o visor
- Usar a tampa da lente para evitar geada e condensação nela
- Enquanto espera pela aurora, deixe sua câmera apontada para baixo, para evitar geada sobre a lente.

Se você estiver a caminho de lá, me avise quando voltar. Preciso saber mais sobre essa experiência.

- Gabriel Prehn Britto
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