Aeroportos

› 18 de abril de 2011

Mordomias em oferta

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

O avião pousa, você segue até as esteiras de bagagem e pega a suas malas. Então você caminha em direção à porta automática de saída. Ela abre, você dá alguns passos e ela se fecha às suas costas.

A partir daqui, tudo é novo e estranho. É o seu primeiro contato real e verdadeiro com uma nova cultura. Você não sabe por onde começar a se virar, a língua e o dinheiro são difíceis e você ainda precisa achar uma forma de ir até o hotel.

Juro que tentei, mas não consegui lembrar de outro momento em que o viajante esteja mais vulnerável à ação dos malandros locais que se aproveitam da sua confusão para conseguir uns trocados extras por seus serviços.

Até 2008, eu ainda me estressava com isso. Mas a pechincha que é o Sudeste Asiático me mostrou o caminho para a salvação: os tranfers dos hoteis.

Foi no meio dos asiáticos que eu tive as minhas primeiras experiências deste tipo. Cheguei no Camboja e nem me preocupei com nada. Logo após a porta automática de saída do aeroporto de Siem Reap, lá estava Mr. Youthni, sorridente, segurando uma plaquinha com o meu nome.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Fiz o mesmo em todos os desembarques aéreos naquela viagem. E quer saber? Digo que não paguei mais do que 25 dólares por todos os serviços (a média era de 5 USD cada).

Semana passada, quando estava fazendo a reserva do hotel em Bogotá, veio a oferta: pick-up service por 36000 pesos. Não é baratinho (19 USD), mas como vão ser apenas 3 noites, resolvi não perder tempo com taxistas e contratei o serviço. Vou ter mais uma plaquinha me esperando no aeroporto e menos rugas na testa.

Claro que não pretendo contar com essa mordomia em todas as minhas viagens daqui para frente. Em alguns lugares isso é desnecessário ou muito caro. Mas desde 2008, perdi o preconceito e nunca mais deixei de perguntar se o hotel tinha esse serviço.

Em culturas e economias diferentes, o conforto pode ser bem mais barato do que a gente imagina.

- Gabriel Prehn Britto

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› 28 de junho de 2010

#Ficadica #Gol #voosinternacionais

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Depois de uma semana retomando a vida, volto para avisar que em breve retomarei também o ritmo normal deste espaço.

Por enquanto, vai uma dica rápida que aprendi ontem, quando voltei de Brasília: segundo a moça da Gol, voos da companhia com número iniciado em 7 são internacionais.

Olha o 7 ali

Ou seja, mesmo que você só queira ir de um cidade brasileira para outra, vai ter que se submeter às regras gringas para bagagem de mão, o que significa restrições à líquidos e pastas na bolsa.

Eu, que fui preparado para não precisar despachar nada, tive que fazer a operação de troca de bagagens para poder embarcar.

Por isso, fique ligado.

De nada.

- Gabriel Prehn Britto
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› 17 de março de 2010

Futricando no You Tube e aprendendo

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Acabei de aprender que malas de zíper não são nem um pouco seguras.

- Gabriel Prehn Britto
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› 26 de fevereiro de 2010

Mala suerte

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

No início bate um medão. Você está em um país estranho. Aquela esteira, que há pouco tempo estava repleta de malas, começa a ficar vazia e, de repente, para sem trazer sua bagagem. Você olha ao redor para ver se está na esteira certa, confirma que está, olha para os lados e não vê nem sinal da sua fiel companheira cheia de roupas.

Sim, a companhia aérea perdeu sua mala.

Jack, Kate, Sawyer, Ben, Locke, Rodrigo Santoro e a sua mala

Na verdade, ela provavelmente não perdeu, apenas colocou em um voo errado ou simplesmente esqueceu de colocar no seu voo naquela conexão anterior. Mesmo assim, na melhor das hipóteses, você vai levar um dia para recebê-la de volta. Levando em consideração que você já está há umas 24 horas com a mesma roupa, a mesma cueca/calcinha e as mesmas meias, isso é péssimo.

Respire fundo e relaxe, porque você não está sozinho. Segundo a Comissão Europeia dos Transportes, 90 mil malas são extraviadas por dia. Ou seja: se você fizer uma viagem de dois dias (tipo Porto Alegre - Bangcoc) você tem 180 mil chances de perder a bagagem.

(Tá, matematicamente não é bem isso, mas eu preciso criar um clima de medo para o que vem a seguir.)

Destas 90 mil, 30 nunca mais voltam para seus donos.

Graças a Alá, nunca passei por esta situação radical de nunca mais ver minha malinha, mas já passei pelo susto descrito ali no primeiro parágrafo. Foi no Marrocos. Desembarquei em Casablanca e fui para Marrakesh no mesmo dia. Passei um dia inteiro me sentindo podre, mas tudo terminou bem, apesar da podríssima Iberia ter me feito pagar um táxi até o aeroporto da cidade para pegar minhas coisas, ao invés de levá-las até o meu hotel.

Foi bom. Aprendi várias lições com aquela experiência e vivenciei outras que já tinha escutado:

- A regra básica de levar uma muda de roupa na bagagem de mão;

- Viajar de óculos, nunca com as lentes de contato;

- Colocar identificação fora e dentro das malas (a de dentro em cima de todas as roupas);

- Dividir o conteúdo das malas com alguém que for viajar com você (se perderem uma, ambos ainda terão roupas);

- Saber descrever as características das malas (isso é solicitado no guichê de bagagem extraviada do aeroporto);

- Ter à mão endereços de todos os hotéis da viagem, para o caso das malas demorarem mais tempo para chegar;

- Na volta, colocar os cartões de memória da máquina fotográfica sempre na bagagem de mão.

- Anotar todos os gastos causados pelo extravio, guardando notas fiscais, para que possam ser ressarcidos pela companhia aérea.

- Manter a calma, porque não há nada que possa ser feito e qualquer chilique só vai estragar a sua viagem. Deixe para execrar a companhia aérea depois.

My sweet love (Foto: wooferSTL - Flickr)

- Gabriel Prehn Britto
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› 10 de fevereiro de 2010

So exciting

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Pelada e perigosa

Lembra do scanner corporal, que eu defendi aqui?

Pois o bicho começou a gerar mais polêmica do que o esperado. Estão dizendo que os funcionários do aeroporto de Heathrow (Londres) andam imprimindo imagens de passageiros pelados.

Só para lembrar, as imagens tem a qualidade da foto acima.

Hello!

Ah, esses humor inglês!

(A matéria linkada acima foi uma dica da Mari Campos.)

UPDATE: Parece que a notícia é mentira.

- Gabriel Prehn Britto
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› 11 de janeiro de 2010

Atentado? Só contra a elegância

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Se a vida dentro dos aeroportos já estava um porre de sidra, ficou pior depois da traquinagem do rapaz que tentou derrubar um avião americano no Natal. A bomba que Umar Farouk Abdulmutallab carregava na cueca (no joke intended) não explodiu, mas destruiu a sensação de relativo controle que vivíamos.

Em busca de mais segurança, os queridinhos da hora agora são os tais scanners corporais, que não deixam passar nenhum artefato suspeito, mas que mostram as vergonhas de todos os passageiros com riqueza de detalhes asquerosa ou sensual (depende do escaneado).

Pelada e perigosa

Obviamente isso tem gerado uma gritaria pelo direito das pessoas à privacidade de suas partes íntimas. A discussão promete se arrastar por um bom tempo, com protestos aqui e ali, confusão e o diabo a quatro. Mas tudo isso você já sabe.

O que você não sabe é a minha opinião e a minha proposta de solução para este problema.

Minha opinião: sou totalmente a favor da instalação destes brinquedinhos em aeroportos considerados de risco.

A lógica é simples. Todo mundo tem o direito de manter a privacidade do que esconde nas roupas de baixo (salvo no terrível banheiro da academia, você só mostra sua intimidade para quem você quiser) e todo mundo tem liberdade para optar qual meio de transporte vai usar nas suas viagens. Mas ninguém tem o “direito a voar de avião” (advogado, me corrija se eu estiver errado).

Então, como cruzar os céus não é um direito seu e como a segurança está exigindo mais rigidez, não tem saída: quem quer viajar de avião pre-ci-sa se submeter a um controle que vai vê-lo peladinho da Silva.

É chato, constrangedor e invasivo, sim. Mas você tem o direito inalienável e sagrado de optar entre manter sua privacidade ou ir de carro, trem, ônibus, navio, biga, cavalo, a pé ou de qualquer outra forma onde a sua nudez não seja exigida como condição para embarcar.

Minha proposta de solução para o problema:

Bomba, só se estiver muito bem escondida

Campanhas massivas para o pessoal perder a timidez e viajar peladão.

Os comandantes só teriam que prometer maneirar no ar-condicionado a bordo.

- Gabriel Prehn Britto
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› 31 de outubro de 2009

O Homem Terminal

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Ainda estou tentando descobrir razões decentes para esta “aventura” do Homem Terminal, um jornalista que vai passar 25 dias morando nos aeroportos brasileiros. Mesmo assim, achei bom divulgar porque pode ter dicas interessantes para viajantes.

A dica de que não se pode dormir no Santos Dumont é uma.

O Santos Dumont não é hotel

- Gabriel Prehn Britto

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