Guias
Guias. Ou melhor: guides
Chegou meu guia Lonely Planet do Irã. Hora perfeita para um post sobre onde encontrar, como escolher e comprar guias para destinos “não-convencionais”.

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DO YOU SPEAK INGLÊS?
A primeira lição é: você dificilmente vai encontrar este tipo de guia em português.
As coisas até andam melhorando (já tem guia para o Vietnã e Camboja em nossa língua) e talvez você encontre algo em espanhol e em francês. Mas o único certo mesmo é o inglês. Be prepared, babe.
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UNI-DUNI-TÊ, QUE GUIA ESCOLHÊ?
Você não vai ter muitas alternativas na hora de escolher seu guia. Existem zilhões de editoras por aí, mas (até onde eu sei) muito poucas cobrem países exóticos.

A mais completa, sem sombra de dúvidas, é a Lonely Planet, com guias para qualquer canto obscuro do mundo. Mas vale pesquisar e dar uma olhada mais aprofundada em tudo que você eventualmente encontrar. Às vezes, editoras que não são especializadas em turismo lançam livros muito bons no assunto.
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LIVRARIAS ANALÓGICAS
Faça o óbvio e vá às livrarias mais bem servidas da sua cidade. De novo, dificilmente você vai encontrar algo. Nossas livrarias, mesmo as maiores, costumam ter apenas os guias de destinos mais populares.
Caso você dê sorte e encontre o guia que procura, fique esperto: é bastante normal que seja uma edição antiga. Não compre antes de confirmar isso com um vendedor.

Caso você tenha nascido com a mala para a lua e encontre uma edição atual do guia que procurava, segure seus ímpetos e não compre ainda. Anote o preço e passe vá para o tópico “Livrarias Digitais Gringas”. Os preços de guias são supervalorizados no Brasil e provavelmente vai sair mais barato importar seu exemplar.
(Não seja bobo de se preocupar com coisas como “preciso comprar logo ou alguém vai levar”. Se você teve sorte suficiente para encontrar esta raridade, não vai ter o azar de alguém comprar justamente o seu achado.)
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LIVRARIAS DIGITAIS BRAZUCAS
Antes ou depois da peregrinada pelas livrarias da sua cidade, não esqueça de dar uma passadinha também nos sites delas.
Às vezes, o que você não encontra na loja está no estoque virtual ou em alguma filial perdida pelo Brasil. Se o preço não for muito mais alto do que nas livrarias gringas, vale fazer o pedido ali mesmo, já que as encomendas nacionais costumam chegar bem mais rápido do que as internacionais.
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LIVRARIAS DIGITAIS GRINGAS
Tudo isso é muito bonito, mas o mais provável é que você tenha que encomendar seu guia em alguma livraria gringa. Como a importação de livros é livre de impostos, muitas vezes vale a pena, apesar da espera pela encomenda.
O básico da busca internacional é a Amazon, claro, mas não se prenda a ela.
Faça sempre uma comparação com os sites das próprias editoras. A lova virtual da Lonely Planet faz promoções muito boas e pode valer a pena. O prazo de entrega costuma ser parecido, então não se preocupe com isso se você não estiver em uma urgência.

Também vale ficar de olho nas ofertas de compras casadas, oferecidas pelos sites. Se aquele livrinho de khmer básico for oferecido por uma pechincha junto com o seu guia do Camboja, coloque no carrinho. Pode ser útil na viagem e, no mínimo, vai ser uma boa recordação.

Dica básica: se você tiver outros livros para encomendar ou amigos que também queiram importar livros, junte todos em um mesmo pedido. O preço do frete de um único exemplar costuma ser o mesmo uma quantidade maior, então faça a grana render.
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DOWNLOAD LEGAL E “DOWNLOAD LEGAL”
Eu ainda prefiro ter o guia em formato de livro, mas se você não se importa com isso, pode economizar uns trocados imprimindo guias em formato PDF.
O site da Lonely Planet oferece essa opção com desconto em relação à versão encadernada.

Você também tem a opção de comprar apenas os capítulos que interessam a sua viagem - o que pode ser uma boa vantagem naquelas edições que cobrem mais de um país, quando você só vai para um deles.
Ah, claro, você também pode baixar guias de graça por aí, mas eu não vou dizer onde, para não me comprometer.
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I-APLICATIVOS
Não recomendo aplicativos de telefones e tablets para destinos incomuns.
Apesar de lindinhas, essas coisinhas precisam de energia e tomadas. Se já é um porre lembrar de recarregar baterias de câmeras a cada sei lá quantos dias, é ainda mais chato ter que fazer isso com o seu guia - sem falar que pode ser muito difícil em determinados lugares.

Se você tiver um iPhone, então, vai precisar de tomada todos os dias. Um suplício.
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Basicamente, c’est ça. Agora é comprar e viajar.
- Gabriel Prehn Britto

