Fenômenos Naturais

Entrou areia

Tenho uma certa tara por ver (e, se possível, sentir na pele) quase todos os fenômenos naturais que conheço.

Por mais que alguns deles possam ser incômodos, eu normalmente tenho vontade de saber como são ao vivo.

Entre tantas bizarrices que a natureza produz, uma que me chama muito a atenção é a tempestade de areia.

Stephan Geyer - (CC BY-NC-ND 2.0)

Cientifica-toscamente falando, estas tempestades acontecem quando existe uma mistura de areia, baixa umidade e ventos. Por isso, óbvio, elas são mais freqüentes nos desertos ou próximo deles.

Photo: NASA

Se você também tem vontade de ver algo assim ao vivo, reserve suas passagens para a primavera nos países do Oriente Médio, norte da África (acima ou na região do Sahel) e norte da China, tipo:

Afeganistão

Arábia Saudita

Argélia

Barein

Burkina-Fasso

Catar

Chade

China (a foto abaixo é de Pequim)

michaeluyttersp - Flickr (CC BY-NC-SA 2.0)

Egito

Emirados Árabes

Irã

Iraque (essa belezinha aqui embaixo)

Robert Couse-Baker (CC BY 2.0)

Israel

Kuait

Ra'ed Qutena - (CC BY-NC-SA 2.0)

Líbano

Líbia

Máli

Amol Koldhekar - (CC BY-NC-ND 2.0)

Mauritânia (onde acontecem mais ou menos 80 tempestades por ano)

Mongólia

Omã

Sudão

Síria

Uzbequistão

Mas não descarte nenhum canto do mundo, já que outros lugares também sofrem (EUA e Austrália, por exemplo) e a poeira das tempestades pode ser levada para bem longe, pegando você com as calças na mão.

Veja essa animação aqui embaixo para ter uma ideia de como a sujeira se espalha.

Para finalizar, fique ligado e protegido. As tempestades (que carregam muito mais poeira do que areia) podem causar problemas bem sérios nos olhos e nos pulmões. Sem falar que acabam com qualquer equipamento eletrônico que estiver dando sopa.

Mesmo assim, devem ser emocionantes.

UPDATE ÀS 14h: Olha que linda a foto de uma tempestade, enviada pelo Thomas Erh, da Shots 360º.

Photo: Thomas Erh - Shots 360º - http://shots360.com.br

Foi tirada no Monument Valley, no Arizona (EUA). Segundos depois do clic, o fotógrafo e o equipamento estavam cobertos de areia - que segue até hoje nas graxas do tripé.

Grande souvenir.

Colômbia

Bogotô com fome

Eu tenho a sorte de ter uma amiga casada com um colombiano.

E tenho a sorte ainda maior desta amiga (que mora em Barcelona) me enviar um monte de dicas gastronômicas da Colômbia.

Já você tem a sorte de ser meu leitor e também conhecer essas delicinhas.

A ver.

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Arepa con carne desmechada y queso.

southie3 - Attribution-NonCommercial-NoDerivs 2.0 Generic (CC BY-NC-ND 2.0)

A arepa é um ícone da cozinha colombiana e considerada um símbolo da unidade gastronômica do povo. É uma massa de milho com recheios variados. Segundo minha amiga, “tem umas gordinhas, mas as boas são as planas recheadas”.

Arepa de choclo

régine debatty - Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

Uma versão diferente da arepa, feita com massa de milho e queijo branco.

• Ajiaco

Nas palavras da moça: “Não entendo como uma sopa de frango com batata pode ser tão maravilhosa”.

Morten (CC BY-NC 2.0)

O (a?) Ajiaco é o prato mais representativo de Bogotá e se come com avocado (aquele abacate pequeninho, chamado de palta no Chile), alcaparras e nata.

Suco de lulo

Quimbaya - (CC BY-NC-ND 2.0)

Segundo o que encontrei, é uma fruta parecida com o jiló, com cor vermelha e um pouco ácida. Outras pessoas disseram que o suco é delicioso.

Sancocho

Francisco Cárdenas (CC BY-NC-ND 2.0)

Outro prato bem colombiano. É uma sopa de tubérculos com carne. Tem até uma versão com mondongo. Blergh.

Arroz com coco

southie3 - (CC BY-NC-ND 2.0)

Filho de baiano que sou, esse arroz escuro aí em cima vai descer macio, macio.

Arroz com Coca-Cola

Chegamos ao ponto bizarro da brincadeira. Arroz com Coca-Cola. Sério: tenho que experimentar isso. Não coloquei foto porque é a mesma cara do arroz com coco.

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No a la droga! Si a la comida colombiana!


Literatura

Livros para deixar em casa

Não tenho Kindle nem iPad, mas imagino que deve ser uma maravilha correr o planeta com um monte de livros nas mãos (ainda mais quando a sua companhia aérea não tem muitas opções de entretenimento a bordo).

Porém o mundo não é um paraíso de liberdade, e turistas também precisam ficar ligados em leis locais que proíbem muitas coisas aparentemente corriqueiras - como certos livros, por exemplo.

Photo: Muskingum University Library (Flickr) - Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Quando sua biblioteca pesa menos que 500 gramas, é preciso tomar muito cuidado para não esquecer tudo que existe nela e cruzar uma fronteira com algum título proibido.

Me dei conta disso ao ler um post sobre o assunto no But. If. And. That. e resolvi pesquisar.

Percebi que a lista de proibições é imensa e não inclui apenas ditaduras. Muitos países que defendem a liberdade também proíbem certas publicações.

Veja os títulos mais famosos aqui embaixo. Listas mais completas estão por aí, em vários sites.

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• Alice no País das Maravilhas - banido na provícia de Hunan, na China.

• A Revolução dos Bichos - banido nos Emirados Árabes.

• O Código da Vinci - Banido no Líbano, na Jordânia, no Irã… Enfim, simplesmente deixe em casa.

• O Diário de Anne Frank - Também banido no Líbano.

• The King Never Smiles - Banido na Tailândia, onde ofensas ao rei são punidas de verdade.

• Mein Kampf - Proibido na Alemanha, na Rússia e em vários países europeus. Meio óbvio, né?

• Os Versos Satânicos - Precisa mesmo falar?

• A Declaração Universal dos Direitos Humanos - Cuba já prendeu alguns por ela.

• Constituição Americana - Cuba prendeu mais alguns por ela.

• Qualquer guia da Coreia do Norte - O governo local não deixa você entrar com nenhuma publicação estrangeira sobre o país.

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Photo: florian.b (Flickr) - Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0)

Enfim, fique ligado quando viajar com seus e-readers. Alguns desses livrinhos (e muitos outros) dão uma dor de cabeça bem forte em certas aduanas.

Fuck Yeah Passport Stamps!

Fuck Yeah Passport Stamps!

Já fazia um tempo que eu tentava criar um Tumblr só com vistos e carimbos de passaportes.

Neste fim de semana, enfim, nasceu o Fuck Yeah Passport Stamps!

http://fuckyeahpassportstamps.tumblr.com/

Por enquanto só os meus estão lá. Mas estou louco para receber a sua contribuição, viu?

Línguas

Facebook também é cultura

Dica do Gabriel Schmitt sobre post do Mashable: os botões de “curtir” do Facebook ao redor do mundo.

Facebook buttons

Bom para qualquer vocabulário básico.

Se estiver pequeno para ver aqui, veja lá direto na fonte.

Aeroportos

Mordomias em oferta

O avião pousa, você segue até as esteiras de bagagem e pega a suas malas. Então você caminha em direção à porta automática de saída. Ela abre, você dá alguns passos e ela se fecha às suas costas.

A partir daqui, tudo é novo e estranho. É o seu primeiro contato real e verdadeiro com uma nova cultura. Você não sabe por onde começar a se virar, a língua e o dinheiro são difíceis e você ainda precisa achar uma forma de ir até o hotel.

Juro que tentei, mas não consegui lembrar de outro momento em que o viajante esteja mais vulnerável à ação dos malandros locais que se aproveitam da sua confusão para conseguir uns trocados extras por seus serviços.

Até 2008, eu ainda me estressava com isso. Mas a pechincha que é o Sudeste Asiático me mostrou o caminho para a salvação: os tranfers dos hoteis.

Foi no meio dos asiáticos que eu tive as minhas primeiras experiências deste tipo. Cheguei no Camboja e nem me preocupei com nada. Logo após a porta automática de saída do aeroporto de Siem Reap, lá estava Mr. Youthni, sorridente, segurando uma plaquinha com o meu nome.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Fiz o mesmo em todos os desembarques aéreos naquela viagem. E quer saber? Digo que não paguei mais do que 25 dólares por todos os serviços (a média era de 5 USD cada).

Semana passada, quando estava fazendo a reserva do hotel em Bogotá, veio a oferta: pick-up service por 36000 pesos. Não é baratinho (19 USD), mas como vão ser apenas 3 noites, resolvi não perder tempo com taxistas e contratei o serviço. Vou ter mais uma plaquinha me esperando no aeroporto e menos rugas na testa.

Claro que não pretendo contar com essa mordomia em todas as minhas viagens daqui para frente. Em alguns lugares isso é desnecessário ou muito caro. Mas desde 2008, perdi o preconceito e nunca mais deixei de perguntar se o hotel tinha esse serviço.

Em culturas e economias diferentes, o conforto pode ser bem mais barato do que a gente imagina.

Laos

Feliz Bun Pi Mai Lao

O Laos está em festa e Luang Prabang deve ser, neste momento, o lugar mais divertidos para se estar no mundo.

Desde quarta-feira (13) até hoje (15), os laosianos comemoram o Bun Pi Mai Lao, o ano-novo do país.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Oficialmente, a festa, que é baseada num dos milhões de calendários orientais, dura apenas 3 dias. Mas o pessoal de Luang Prabang não dá bola para isso e começa a comemorar bem antes, logo no início de abril - o que me leva a crer que eles são os baianos do Laos.

E como eles comemoram? Bem, abril é o mês mais quente no país, então não poderia ser diferente: a diversão é jogar muita água em qualquer desavisado que passar pela rua.

Photo: Gabriel Prehn Britto

Tive a sorte de estar justamente em Luang Prabang no início das comemorações, em 2008. Me diverti horrores vendo as pessoas de tocaia nas ruas, esperando motos, tuk-tuks e carros passarem para jogar baldes e baldes sobre eles.

A cada balde jogado, risadas de todos os lados e ninguém reclamando do banho, mesmo quem estava todo arrumadinho. Todos simplesmente sorriam e seguiam adiante.

Photo: Gabriel Prehn Britto

A alegria da população era tão grande que pensei seriamente em mudar a minha passagem para Bangcoc, ficar mais um dia na cidade, comprar uma pistola de água e entrar na festa. Mas acabei me rendendo ao roteiro (me arrependo até hoje) e fui embora para a capital tailandesa.

No caminho para o hotel, claro, levei um banho de um grupo de crianças.

Brasil

Índio quer turista

Na falta de tempo para escrever, vai aí um post antigo, publicado numa época em que este blog tinha como únicos leitores eu e minha mãe (sim: nem minha mulher me lia. Pois é.)

O post é velho, mas (muito) útil e foi atualizado. Inclusive fiquei me coçando para fazer uma destas viagens.

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Que tal passar férias em uma aldeia indígena? Comer a mesma comida dos locais, dormir em rede e participar do dia-a-dia deles?

Photo: Pedro Biondi (Flickr) - Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0)

Tenho um amigo sortudo que já fez isso da forma mais real possível, convidado por um índio.

Ele teve a maravilhosa oportunidade de ir duas vezes a uma aldeia no litoral paulista e mais outra no Acre (nesta última, homens brancos só entram com autorização).

Mas se você é como eu, um cara normal sem nenhum cacique entre seus contatos no Facebook, ainda nos resta uma saída. Existem pacotes turísticos para quem quer viver alguns dias em uma tribo.

Photo: Cristina Leme (Flickr) - Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

Uma das indiadas acontece no litoral da Bahia, em reservas Pataxó. São 5 dias e 4 noites visitando as aldeias Coroa Vermelha, Reserva da Jaqueira, Aldeia Velha, Imbiriba e Barra Velha, com direito a duas noites dormindo em uma oca (as outras duas são em pousadas, afinal nenhum homem branco é de ferro).

Tudo por 799 brasileiríssimos reais (sem passagem aérea, claro).

Photo: Tiago Brandão (Flickr) - Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-NC-SA 2.0)

A outra se passa no Mato Grosso, numa cidade chamada Feliz Natal, a 500 km de Cuiabá, na entrada do Parque Indígena do Xingu.

Map: http://www.amazonteam.org

Segundo a matéria de onde tirei as informações, são 4 dias de visitas às aldeias Waurá e Trumai, mas, aparentemente, hospedado em um hotel, sem dormir em oca nem fazer cocô no mato.

De quebra ainda renova a carteirinha da Funai.

Butão

Casórios reais

Não vai dar para ir no casório do William e da Kate? Sorte sua.

Casamentos reais em países ocidentais e desenvolvidos são lindos, mas você pode ver na TV, com imagem HD e replay de melhores momentos.

Photo: poppet with a camera (Flickr)

Muito mais divertido é pegar sua grana plebeia e investir em um casamento real em um país perdido no mundo.

Isso não vai passar na Globo e você vai ver coisas muito mais interessantes do que um monte de celebridades em traje de gala.

Photo: Jeff Nickel (Flickr)

Para facilitar, aqui embaixo estão os dois monarcas de países escondidos que ainda estão solteirinhos da Silva.

É só ficar ligado, esperar que eles encontrem as metades das suas laranjas, ver a data do casamento e se programar.

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Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, Rei do Butão

Wikimedia Commons

Não tenho dúvidas de que Khesar, nascido em 1980, é o monarca mais estiloso do mundo. Olha o topetão de Elvis do cara:

Photo: Gelay Jamtsho (Flickr)

Khesar é tão charmosão que ganhou o apelido de Príncipe Encantado quando ainda era príncipe e visitou a Tailândia. A mulherada enlouqueceu.

Fique ligado, porque ele não deve demorar muito para arranjar uma patroa. Tendo como base a festa da coroação, em 2008, o casamento do rapaz vai ser espetacular.

Photo: Gelay Jamtsho (Flickr)

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George Tupou V, Rei de Tonga

Wikimedia Commons

Tupou V tem 62 anos, mas ainda não disse “’Io” (“sim”, em tonganês) para nenhuma pretendente. O rei até tem uma filha, mas ela não é reconhecida como herdeira porque foi gerada numa relação não-oficial (safado).

Photo: REUTERS/Peter Halmagy

Não dá para saber se Tupou V vai juntar seus trapos um dia, mas vale ficar alerta.

Assim como o rei butanês, pela coroação, a gente percebe que o casamento vai ser bem mais interessante do que qualquer outro por aí.

Photo: Justine Sanderson (Flickr)

Ao contrário de Londres, pelo menos Tonga tem praia.

Guias

Guias. Ou melhor: guides

Chegou meu guia Lonely Planet do Irã. Hora perfeita para um post sobre onde encontrar, como escolher e comprar guias para destinos “não-convencionais”.

Lonely Planet Irã

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DO YOU SPEAK INGLÊS?

A primeira lição é: você dificilmente vai encontrar este tipo de guia em português.

As coisas até andam melhorando (já tem guia para o Vietnã e Camboja em nossa língua) e talvez você encontre algo em espanhol e em francês. Mas o único certo mesmo é o inglês. Be prepared, babe.

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UNI-DUNI-TÊ, QUE GUIA ESCOLHÊ?

Você não vai ter muitas alternativas na hora de escolher seu guia. Existem zilhões de editoras por aí, mas (até onde eu sei) muito poucas cobrem países exóticos.

Photo: The Hamster Factor (Flickr)

A mais completa, sem sombra de dúvidas, é a Lonely Planet, com guias para qualquer canto obscuro do mundo. Mas vale pesquisar e dar uma olhada mais aprofundada em tudo que você eventualmente encontrar. Às vezes, editoras que não são especializadas em turismo lançam livros muito bons no assunto.

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LIVRARIAS ANALÓGICAS

Faça o óbvio e vá às livrarias mais bem servidas da sua cidade. De novo, dificilmente você vai encontrar algo. Nossas livrarias, mesmo as maiores, costumam ter apenas os guias de destinos mais populares.

Caso você dê sorte e encontre o guia que procura, fique esperto: é bastante normal que seja uma edição antiga. Não compre antes de confirmar isso com um vendedor.

Photo: Carl Parkes (Flickr)

Caso você tenha nascido com a mala para a lua e encontre uma edição atual do guia que procurava, segure seus ímpetos e não compre ainda. Anote o preço e passe vá para o tópico “Livrarias Digitais Gringas”. Os preços de guias são supervalorizados no Brasil e provavelmente vai sair mais barato importar seu exemplar.

(Não seja bobo de se preocupar com coisas como “preciso comprar logo ou alguém vai levar”. Se você teve sorte suficiente para encontrar esta raridade, não vai ter o azar de alguém comprar justamente o seu achado.)

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LIVRARIAS DIGITAIS BRAZUCAS

Antes ou depois da peregrinada pelas livrarias da sua cidade, não esqueça de dar uma passadinha também nos sites delas.

Às vezes, o que você não encontra na loja está no estoque virtual ou em alguma filial perdida pelo Brasil. Se o preço não for muito mais alto do que nas livrarias gringas, vale fazer o pedido ali mesmo, já que as encomendas nacionais costumam chegar bem mais rápido do que as internacionais.

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LIVRARIAS DIGITAIS GRINGAS

Tudo isso é muito bonito, mas o mais provável é que você tenha que encomendar seu guia em alguma livraria gringa. Como a importação de livros é livre de impostos, muitas vezes vale a pena, apesar da espera pela encomenda.

O básico da busca internacional é a Amazon, claro, mas não se prenda a ela.

Faça sempre uma comparação com os sites das próprias editoras. A lova virtual da Lonely Planet faz promoções muito boas e pode valer a pena. O prazo de entrega costuma ser parecido, então não se preocupe com isso se você não estiver em uma urgência.

Isso não é um banner pago no meu blog, infelizmente

Também vale ficar de olho nas ofertas de compras casadas, oferecidas pelos sites. Se aquele livrinho de khmer básico for oferecido por uma pechincha junto com o seu guia do Camboja, coloque no carrinho. Pode ser útil na viagem e, no mínimo, vai ser uma boa recordação.

Barbadinha persa

Dica básica: se você tiver outros livros para encomendar ou amigos que também queiram importar livros, junte todos em um mesmo pedido. O preço do frete de um único exemplar costuma ser o mesmo uma quantidade maior, então faça a grana render.

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DOWNLOAD LEGAL E “DOWNLOAD LEGAL”

Eu ainda prefiro ter o guia em formato de livro, mas se você não se importa com isso, pode economizar uns trocados imprimindo guias em formato PDF.

O site da Lonely Planet oferece essa opção com desconto em relação à versão encadernada.

PDF

Você também tem a opção de comprar apenas os capítulos que interessam a sua viagem - o que pode ser uma boa vantagem naquelas edições que cobrem mais de um país, quando você só vai para um deles.

Ah, claro, você também pode baixar guias de graça por aí, mas eu não vou dizer onde, para não me comprometer.

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I-APLICATIVOS

Não recomendo aplicativos de telefones e tablets para destinos incomuns.

Apesar de lindinhas, essas coisinhas precisam de energia e tomadas. Se já é um porre lembrar de recarregar baterias de câmeras a cada sei lá quantos dias, é ainda mais chato ter que fazer isso com o seu guia - sem falar que pode ser muito difícil em determinados lugares.

Photo: CJ Sorg (Flickr)

Se você tiver um iPhone, então, vai precisar de tomada todos os dias. Um suplício.

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Basicamente, c’est ça. Agora é comprar e viajar.