Irã
Na cama que escolherei
(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)
Mesmo que você tenha esquecido do título e do nome do autor, certamente se lembra de uma tal Pasárgada citada em um poema nas aulas de literatura no colégio.

Lembrou?
O título é Vou-Me Embora Pra Pasárgada e o autor foi Manuel Bandeira, que se inspirou em uma cidade persa para escrever este poema sobre um lugar perfeito.

Lógico que a Pasárgada de verdade não era a sem-vergonhice sonhada por Manuelito (creio), mas isso não interessa.
O importante é que as ruínas da cidade ainda existem no Irã, são uma das relíquias mais importantes dos iranianos e eu conhecerei in loco.


Pasárgada fica a 50 quilômetros de Persépolis, na província de Fars, região central do país.
Ela começou a ser construída ao redor de 550 a.C, por Ciro, e foi a capital do primeiro grande império multicultural do Leste da Ásia, onde as tradições dos povos conquistados eram respeitadas.

Mas, apesar da importância, não foi totalmente completada porque Ciro morreu e seu filho transferiu a capital do império persa para outra cidade.


Hoje, as ruínas de Pasárgada são protegidas pela Unesco e lá está o que os arqueólogos acreditam ser a tumba de Ciro (visitada também por onde Alexandre, o Grande).

Além de valor histórico, Pasárgada tem valor arquitetônico também.
Sabe aqueles jardins murados, com piscinas retangulares, canais internos e muitas plantas? Tipo os jardins do Taj Mahal e de Alhambra? Pois eles nasceram em Pasárgada e são chamados de Jardins Persas.

E aí? Vai embora pra Pasárgada também?
- Gabriel Prehn Britto


JOANA PINTO DE SOUZA - JOPS 11.3.2011, 10:25
que legal! =)