Fotografia

Um Irã desconhecido

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Você nunca imaginou ver uma iraniana, em uma praia no Irã, vestida assim.

Before the Chador - R&R Gallery (Los Angeles - USA)

Essa foto fez parte de uma exposição-relâmpago em Los Angeles. O nome do evento era Before The Chador e mostrava 30 imagens de uma família persa nos anos anteriores à Revolução Islâmica de 1979.

Lindo e impressionante.

Clique aqui para ver outras fotos.

A dica veio da dupla @snel e @rossanosnel.

Cias. Aéreas

Mea culpa, milhas e lições

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

>>>>> UPDATE EM 31/03/2011:

O problema da inversão de nome e sobrenome não aconteceu apenas comigo.

Segundo o Melhores Destinos, muita gente está reclamando, tanto que a TAM resolveu “flexibilizar” o problema e aceitar passagens com estas características.

Cagada, hein, TAM?

Ou seja: se foi cagada minha, eu fui induzido ao erro pelo site da TAM, junto com uma pá de gente.

O novo problema é que eu segui a orientação da TAM e pedi o reembolso das milhas, pagando as multas. E agora? Receberei estas milhas das multas de volta, após essa “flexibilização”?

A ver.

>>>>> FIM DO UPDATE

—————————-

Semana passada, quase entrei em choque depois que vi minha viagem para Bogotá ir do céu ao inferno em menos de 3 horas.

Céu

Inferno

Para quem não acompanhou a minha choradeira no Twitter (que até foi comedida, vai), aqui está um breve relato.

>>>>> BREVE RELATO

Raspei todos os meus pontos de cartões de crédito para conseguir passar 4 dias na capital colombiana.

Eu era feliz e não sabia

Mas a compra de todos os bilhetes com milhas exigiu a ginástica de ir de Gol e voltar de TAM. Sem problemas, afinal essa ginástica também serviria para que eu experimentasse as duas companhias em voos internacionais longos (coisa que eu nunca fiz).

Depois de garantir meus bilhetes de ida com a Gol, fui para o site da TAM e garanti também os bilhetes de volta.

Tudo lindo e perfeito. Até que eu vi algo estranho: no bilhete da TAM, o nome da patroa estava registrado de forma invertida. Ao invés de Marcia Steyer, estava Steyer Marcia.

Deu merda

Entrei em contato com a TAM e fui alertado: desta forma ela não embarcaria. Pedi que fosse feita a correção. Foi quando meu mundo caiu.

Me informaram que era impossível inverter os nomes. Eu precisaria pedir o reembolso da passagem, pagar uma multa de 10% do valor dela e emitir outra.

Para piorar, como eu não tinha 10% da quantidade de milhas para pagar a multa, a modificação não poderia ser feita. Me restava apenas pedir o reembolso e chorar.

Berrei, gritei, execrei gerações da família da moça que me atendeu (desculpe, moça, foi o estresse do momento), mas não adiantou.

>>>>> FIM DO BREVE RELATO

Então veio o fim de semana. Os dois dias de descanso me deram tempo para refletir e concluir: sim, a cagada foi minha.

Parabéns, Gabriel.

Provavelmente, a euforia de ver a viagem se concretizando me fez não perceber que os campos deveriam ser preenchidos com sobrenome+nome. Apenas completei automaticamente e fui para a galera comemorar.

Xiii...

Assumo que estraguei tudo. Mas perceber que o erro foi meu não me faz perdoar a TAM pela falta de compreensão.

Eu sei que regras são regras. O contrato com a companhia (que eu assinalei que li e compreendi, óbvio) avisa: as passagens são pessoais e intransferíveis. Mas qualquer regra está sujeita ao bom senso e compreensão de quem a regula (atente: falo de bom senso e compreensão, não do “jeitinho brasileiro”).

Se eu tivesse pedido para trocar Marcia Steyer por Fulano da Silva, minha má intenção teria ficado clara e eu teria mesmo que ser xingado, pagar a multa e ficar quieto. Mas eu apenas inverti os nomes dela (algo que, convenhamos ninguém vai perceber). É evidente que foi involuntário.

Aqui entra a minha pior impressão sobre o assunto: as companhias aéreas (e incluo todas, não apenas a TAM, porque também tive essa impressão tratando com Air France e Gol/Smiles) parecem fazer tudo para acabar com as milhas do viajante. Qualquer errinho, por mais simples que seja, sempre pede uma porrada de milhas para ser consertado.

Bom, se a intenção da TAM era me fazer perder 10% das minhas milhas, parabéns, conseguiu. Mas se era deixar um cliente satisfeito com seus serviços, errou feio.

Photo: simon (Flickr)

Fica a lição: por mais eufórico que você esteja com a viagem, compre a passagem com atenção máxima. Descuidos, por mais inocentes que sejam, não serão perdoados.

Colômbia

Quem batiza os países?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Mesmo que ainda não seja 100% certo que eu consiga ir para a Colômbia, resolvi pesquisar a origem do nome do país e descobri que existe um bafão histórico por trás deste batizado.

Acompanhe a lama.

Colombo chegando - Wikimedia Commons

Qualquer criança sabe que a América foi descoberta pelo navegador genovês Cristóvão Colombo (esse aí em cima e embaixo). Mas você já se perguntou por que o continente tem este nome e não o nome “Colômbia”, em homenagem ao seu descobridor?

Cristóvão Colombo - Wikimedia Commons

Aí é que está o perrengue.

Após a descoberta do Novo Mundo, o navegador florentino Américo Vespúcio apareceu por aqui e fez algumas explorações. Voltou para a Europa e passou suas anotações para que copistas os reproduzissem.

Américo Vespúcio - Wikimedia Commons

Eles fizeram isso e, um ano depois da morte de Colombo, publicaram o livro Quattuor Americi navigationes (Quatro Viagens de Américo), com mapas desenhados pelo alemão Martin Waldseemüller, baseados nas anotações do italiano.

O mapa desenhado por Martin Waldseemüller - Wikimedia Commons

A publicação fez muito sucesso na Europa justamente pela beleza destes mapas, que (tcha-rãn!) levavam a inscrição “América” (ou “terra de Américo”) na sua margem.

Assim que tomaram conhecimento do erro, os espanhois (os patrocinadores da viagem de Colombo) ficaram possessos e protestaram, mas não adiantou.

O alemão Martin Waldseemüller até se deu conta do erro e tirou o nome “América” das edições seguintes, mas era tarde demais. O sucesso fez com que fosse impossível separar o nome de Américo Vespúcio do Novo Mundo. E assim ficou.

E o nome da Colômbia?

Simón Bolívar - Wikimedia Commons

Bem, foi uma homenagem do militar Simón Bolívar, o venezuelano que liderou a independência da região. Sua ideia era justamente reparar o erro histórico que aconteceu com Cristóvão Colombo ao não ter seu nome dado ao continente.

Climão, hein?

UPDATE! Me dei conta: já pensou que, se não tivesse acontecido essa bagunça, os EUA poderiam ser os EUC - Estados Unidos da Colômbia?

Colômbia

Bogotô nessa

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Já venho namorando este destino há tempos. Agora, com promoções de milhas na Gol, resolvi tentar para valer.

Estou falando de Bogotá (que, sei lá por que raios, meu cérebro sempre, sempre, sempre liga com Bolívia).

Photo: Germán Montes - http://www.colombia.travel

Pretendo conhecer apenas a capital colombiana. Coisa rápida, 3 noites no máximo. É para gastar pouca grana.

Iglesia de Nuestra Senora del Carmen - Photo: Pedro Szekely (Flickr)

Photo: Germán Montes - http://www.colombia.travel

O primeiro passo foi dado: já raspei o meu pote de milhas de cartão de crédito e mandei tudo para as companhias aéreas.

Agora resta torcer para que elas sejam creditadas logo, a tempo de aproveitar as promoções.

Dicas são bienvenidas.

Línguas

Vorbiţi portugheza?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Uma das características que mais me chamam a atenção sobre a Romênia é a língua local.

Apesar de estar cercado por eslavos, magiares e outros falantes de línguas bizarras, o romeno é bem mais amigável aos nossos padrões.

www.romerican.com

A explicação é simples: ele é derivado do latim e tem muitas semelhanças com o português (assim como com o italiano, o espanhol e o francês).

Claro que não é facinho entender a pronúncia das palavras. Mas, em muitos casos, é possível captar direitinho o que está escrito ao seu redor.

www.inspirational-imagery.blogspot.com

Veja este vídeo com uma aula básica de romeno:

Mais: segundo andei pesquisando, dá até para falar francês com a rapaziada. Parece que eles entendem numa boa.

La revedere!

Romênia

Chez Dracula

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

É impossível falar de Romênia sem lembrar de Transilvânia.

É impossível falar de Transilvânia sem lembrar de Drácula.

Gary Oldman em Drácula (Coppola)

E é impossível falar de Drácula sem lembrar do pescocinho da Winona Ryder, mas isso é coisa minha.

Winona em Drácula (Coppola)

A missão do meu correspondente no Leste Europeu é vasculhar Bucareste, porém nada impede que ele ignore a capital romena e decida fazer um bate-volta na terra do terrível Vlad, o Empalador.

commons.wikimedia.org

Se ele quiser, aqui vão algumas informações para ajudar na aventura.

A história do Vlad já é conhecida e não perderemos tempo com ela: blablablá era um cara mau, blablablá empalava seus inimigos, blablablá virou lenda e inspirou Bram Stoker na criação do tatatatataravô do Edward Cullen.

vlad_the_impaler_ilustration_germanic__3

Mas qual foi o castelo de Vlad Drăculea na Transilvânia? Há controvérsias.

O castelo Bran é o mais famoso e o mais vendido como a casa do ex-príncipe da Valáquia.

Photo: prinsesse Lea (Flickr)

Fica nas redondezas de Brasov, linda cidade a 160 km de Bucareste.

Photo: Iversonic (Flickr)

Apesar de bonitão e amedrontador pelo lado de fora, Bran não parece ser muito atraente do lado de dentro, onde está uma coleção de arte e objetos de outra antiga moradora do castelo, a rainha Maria da Romênia.

Outro possível lar de Vlad é o castelo Poenari, na cidade de Arefu, a 180 km de Bucareste.

Wikimedia Commons

Poenari fica em um lugar de acesso bem difícil. Dizem que foi exatamente por isso que O Empalador gostou dele e se mudou para lá. Hoje está em ruínas e é considerado um dos lugares mais assombrados do mundo.

Photo: Matt Werner (Flickr)

(Entre nós, eu aposto minhas fichas no Poenari como o castelo genuíno do Vladinho.)

O terceiro e último possível cantinho aconchegante de Vlad é o castelo Hunyad.

Hunyad em 1865

Ele fica em Hunedoara, a 300 km de Bucareste. Também tem fama de ser assombrado e já recebeu até equipe de TV para estudar o caso.

Photo: Giamesh (Flickr)

Segundo a lenda, Vlad passou 7 anos preso no castelo Hunyad, antes de ser deposto. É um castelo lindo e amedrontador também, mas será que dá para considerar como “casa” do Vlad se ele ficou lá só porque foi preso?

Existem outros lugares nesta disputa pela verdadeira casa do Drácula (claro, nenhuma cidade com um castelo quer perder o dinheiro dos turistas), mas estes três são os candidatos mais fortes.

Photo: Luke Addison (Flickr)

Escolha o que você prefere, pegue seu colar de alho e seu crucifixo e vá ver de perto, se tiver coragem.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Uma nova viagem

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Um dia a pessoa percebe que está na hora de tentar fazer outra coisa na vida.

Esse dia chegou para mim há 3 anos, enquanto eu estudava o Camboja, o Vietnã e o Laos.

Desde então eu venho caminhando em direção à tal “outra coisa” e agora dou um passo importante: me lanço oficialmente como produtor de conteúdo de viagens e aventuras (e o que mais vier, já que 15 anos como redator publicitário me deram cancha para escrever para qualquer público. Sério: qual-quer pú-bli-co).

Aqui está o meu site-currículo.

É pobre mas é meu

É um Tumblr simples e ainda está meio pelado, com pouco material de exemplo. Mas o importante é que está lá.

Sigo trabalhando em propaganda por período indefinido (afinal, eu realmente gosto de criar e ainda preciso de dinheiro). Mas agora com tempo e espaço para você que precisa de conteúdo produzido com carinho e amor.

Me escreve, bonitão.

Irã

Na cama que escolherei

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Mesmo que você tenha esquecido do título e do nome do autor, certamente se lembra de uma tal Pasárgada citada em um poema nas aulas de literatura no colégio.

Vou-Me Embora Pra Pasárgada

Lembrou?

O título é Vou-Me Embora Pra Pasárgada e o autor foi Manuel Bandeira, que se inspirou em uma cidade persa para escrever este poema sobre um lugar perfeito.

Photo: unknown

Lógico que a Pasárgada de verdade não era a sem-vergonhice sonhada por Manuelito (creio), mas isso não interessa.

O importante é que as ruínas da cidade ainda existem no Irã, são uma das relíquias mais importantes dos iranianos e eu conhecerei in loco.

Photo: youngrobv (Rob&Ale) (Flickr)

Photo: Ivar Husevåg Døskeland (Flickr)

Pasárgada fica a 50 quilômetros de Persépolis, na província de Fars, região central do país.

Ela começou a ser construída ao redor de 550 a.C, por Ciro, e foi a capital do primeiro grande império multicultural do Leste da Ásia, onde as tradições dos povos conquistados eram respeitadas.

Wikimedia Commons

Mas, apesar da importância, não foi totalmente completada porque Ciro morreu e seu filho transferiu a capital do império persa para outra cidade.

Wikimedia Commons

Photo: dynamosquito (Flickr)

Hoje, as ruínas de Pasárgada são protegidas pela Unesco e lá está o que os arqueólogos acreditam ser a tumba de Ciro (visitada também por onde Alexandre, o Grande).

Photo: LetsGoIran.com (Flickr)

Além de valor histórico, Pasárgada tem valor arquitetônico também.

Sabe aqueles jardins murados, com piscinas retangulares, canais internos e muitas plantas? Tipo os jardins do Taj Mahal e de Alhambra? Pois eles nasceram em Pasárgada e são chamados de Jardins Persas.

Photo: Saad Akhtar (Flickr)

E aí? Vai embora pra Pasárgada também?

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Por todo o mundo

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Tuitei isso na semana passada, mas faço questão de registrar aqui no meu espaço.

Um dia, eu e a Márcia seremos assim:

Ela vai estar um pouquinho mais velha do que eu, mas certamente vai estar mais ligada que o filho de baiano aqui.

Estamos trabalhando para isso.

(Vídeo da Cinema de Rua.)

Gastronomia

Dessert

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Encontrei uma motivação para ir à Itália.

Como eu já disse aqui, a Berluscolândia não me chama a atenção turisticamente, porque prefiro lugares mais diferentes e coisa e tal.

Mas nesse fim de semana conheci melhor (e posso dizer que experimentei) um projeto que me fez sonhar com alguns dias por lá.

O projeto é o Al Mondo.

Toscana

A proposta é perfeita para os Destemperados: uma semana em um casarão de cinema,  em alguma cidadezinha bucólica da Itália (ou da França, da Espanha, de onde for).

Os dias são livres para fazer o que você quiser.

À noite, jantares fucking deliciosos, com direito a aulas de culinária que vão da compra dos ingredientes frescos nos mercados locais ao preparo dos pratos.

toscana

Fala aí. Não deu vontade de se atirar nessa espreguiçadeira e passar o dia sem fazer nada?

Toscana

Tive o prazer de jantar na casa de dois dos 5 pais do Al Mondo (o Marcelus e a Suzana) e garanto: eles são sensacionais e o Marcelus cozinha como ninguém.

Toscana

Depois de alguns dias em um lugar estranho do mundo, uma semana de jantares com eles, em um casarão na Toscana, seria o fechamento mais do que perfeito.

Melhor que isso, só com uma festinha na mansão do Berlusconi.

Photo: Hytok (Flickr)