Irã
Ferdowsi, você. Você, Ferdowsi
Provavelmente você ouviu muito pouco ou nada sobre o poeta persa Ferdowsi.

Eu nunca havia visto mais barbudo, mas foi só ler algumas páginas sobre a história do Irã para este senhor entrar na minha vida.
Agora eu vou tentar fazer com que ele entre na sua também.
A Pérsia sempre foi uma região cobiçada por conquistadores e acabou sendo multi-invadida trocentas vezes ao longo dos seus milênios, o que fez com que os persas perdessem sua história, cultura e língua em diversos momentos.

Nestes períodos, os grandes guardiães da identidade do povo foram os escritores e os poetas que, por isso, são figuras idolatradas ainda hoje. Dizem até que os poemas são tão consultados por lá quanto o Corão.

Entre todos estes herois das palavras, nenhum é mais querido, amado e recitado pelos iranianos de todas as classes sociais quanto Abolqasem Ferdowsi (também escrito Ferdousi, Firdausi, Firdavsi e Firdowsï).
O sujeito viveu 85 anos entre os séculos 10 e 11. E dedicou 35 deles a escrever o épico persa Shahnameh - O Livro dos Reis.

Shahnameh, que é comparado à Ilíada de Homero, conta a história dos persas desde os primeiros reis e termina na conquista árabe que impôs o islamismo como religião.

O personagem mais famoso do livro é o cavaleiro Rostam que, segundo o tradutor do Shahnameh para o inglês, é a personificação mítica dos próprios persas.

Hoje, mil anos depois, ainda acontecem leituras publicas e conjuntas do livro nas ruas, nas residências e nas casas de chá iranianas (que são decoradas com ilustrações das histórias do Shahnameh), acompanhadas de música e comida.
Ferdowsi é considerado o grande salvador da língua e da história persa. Seu mausoléu fica na cidade de Tus, onde nasceu, e é visitadíssimo pelos iranianos.


Bom, tudo isso foi apenas para dizer que o meu exemplar do Shahnameh já chegou aqui em casa.

São 900 páginas de poemas traduzidos para o inglês. Provavelmente nunca vou ler tudo, mas já ganhou espaço nobre na minha biblioteca de viagem.
- Gabriel Prehn Britto


Janira Borja 6.2.2011, 15:35
Gabriel, talvez vc já tenha lido, mas achei “Persepólis” imperdível para entender a história do Irã a partir da vida das pessoas, das coisas prosaicas, do dia-a-dia (não q eu já entenda, né)… Além do mais, é um lindo livro! Vale a pena inclui-lo na sua biblioteca de viagem!
Gabriel Prehn Britto 7.2.2011, 09:22
Foi meu pedido de presente de amigo secreto, no fim do ano passado! =)
É ótimo!
Helo 9.2.2011, 14:56
OI Gabriel, obrigada por compartilhar conosco as suas descobertas…fiquei muito tocada por seu post. Não conhecia este poeta! Aproveito tambem para dizer que comecei a ler um livro do qual estou constando muito, chamado a criação, de Gore Vidal, que recria um pouco a historia o imperio Versa. E imagino que vc já tenha visto o filme de animação persepolis.
Gabriel Prehn Britto 9.2.2011, 15:29
Acabei de ler o Persépolis. Excelente. =)
Helo 9.2.2011, 15:37
Mais vc viu o filme de animação?
Helo 9.2.2011, 15:38
É excelente!!!!