(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)
Aleluia!
Allah akbar!
Finalmente!
Depois de nem sei mais quanto tempo, aqui estou eu planejando (a sério!) uma viagem grande de férias!

Na verdade o planejamento começou há algumas semanas, mas ainda estava apenas na parte embrionária de tudo.
Como já falei, meus destinos raramente são escolhidos apenas por mim. Sou um marido democrático (porque, se não for, apanho de rolo de massa), então eu e minha companheiríssima decidimos nossas viagens em conjunto, tentando unir as paixões dos dois: a minha por conhecer povos e estilos de vida diferentes, a dela por manifestações culturais (arte, arquitetura, tipografia, design de moda e objetos).
Duas paixões que se misturam muito, claro. Por isso somos casados.
Mas enfim, ao longo dos últimos tempos, dois lugares começaram a se sobressair muito em relação a todos os outros. Até que ficaram empatados na primeira colocação.
Irã.

E Japão.

A loucura para conhecer ambos é tanta que inicialmente pensamos em cometer a insanidade e a extravagância de colocá-los em uma mesma viagem. Iríamos primeiro para o Irã e, depois, para o Japão.

Sei que provavelmente o Japão seria prejudicado na divisão. Imagino que há muito mais para se ver lá do que apenas 12 ou 13 dias permitiriam. Mesmo assim, resolvemos tentar.

Por enquanto, não deu. Fiz algumas checagens com companhias aéreas e percebi que as passagens custariam muito mais do que o razoável para um casal que precisa economizar por dois anos para conseguir fazer uma viagem destas. Sem falar na quantidade absurda de horas de voo num período de 30 dias.

Então resolvemos dividir os destinos e agora precisamos escolher. Passamos para a segunda fase do planejamento.
Se formos para o Irã, deveremos aproveitar para conhecer um pouco mais do Oriente Médio.

Ainda não decidimos quais seriam os outros países, mas provavelmente colocaremos Beirute e/ou Tel-Aviv como a cidade cosmopolita do roteiro (fundamental em qualquer viagem).


Fazer Irã e Israel numa mesma tacada me parece perfeito para quem gosta de destinos fora do comum, apesar de todas as complicações burocráticas que certamente virão de ambos os lados. Mas vale a pena tentar.
Se formos para o Japão, a coisa mudará totalmente de figura e ainda falta definir qual será um eventual outro destino.


Se a viagem for via Europa, provavelmente passaremos alguns dias em Praga e alguma outra capital europeia.
Se o voo passar pelos EUA, certamente ficaremos alguns dias em Nova York na volta.

Uma coisa é certa como os ensinamentos de um mestre japonês: estando ao lado da Coreia do Norte, eu não perderei a oportunidade de conhecer o país mais fechado e birrento do mundo.

Mas nessa perna da viagem eu irei sozinho. Minha mulher já avisou que prefere ficar no Japão.
Tudo isso é para setembro de 2011. Ainda falta muito para economizar e planejar, mas já aceito dicas para decidir qual destino escolher.
E aí?
O ultra-moderno Japão e a comunista Coreia do Norte?

Ou o poço de história Irã e algum outro país do Oriente Médio?
