Irã

Feliz Nowruz

O réveillon persa só acontece daqui a alguns meses e, obviamente, não é chamado de réveillon.

Também não tem gente de branco, bebedeira, calcinha colorida e essas coisas (talvez até tenha, mas escondido).

Photo: Fatemeh (Flickr)

Ele se chama Nowruz (existem vários jeitos de escrever, mas todos significam “novo dia” ou “nova luz”), tem um monte de tradições e existe há 3000 anos, o que levou a Unesco a considerar a festa como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade.

A data da comemoração é o início da Primavera no hemisfério norte. Um mês antes, os iranianos fazem uma limpeza geral nas suas casas e compram pelo menos algumas roupas novas.

Photo: Hamed Masoumi (Flickr)

No dia do ano-novo, eles vestem essas roupas e ficam em casa com as famílias. Dizem que se o encontro familar for bom, o ano vai ser bom. Mas se der baixaria e quebra-pau entre a parentada reunida, o ano vai ser péssimo.

Depois do Nowruz, começam 12 dias de visitas rápidas aos parentes mais velhos, aos outros parentes e aos amigos. Cada visita costuma durar 30 minutos, para dar tempo de ver todo o pessoal.

No 13º dia, as famílias saem para fazer piquenique.

Além da mesa de comidas, o Nowruz pede uma outra mesa especial, onde vai o Haft Sin, ou “os 7 S”.

Photo: mohammadali (Flickr)

São 7 alimentos obrigatórios para o início do ano, todos com iniciais S: sabzeh (trigo), samanu (um pudim de gérmen de trigo), senjed (uma fruta seca que eu não consegui descobrir qual é), sir (alho), sib (maçã), somaq (uma “berry” que eu também não captei qual é) e o serkeh (vinagre).

Como 2011 vai ser o ano que eu vou para o Irã (se Alá mantiver tudo dentro do planejado) fica a explicação do Nowruz como o meu desejo de um feliz ano-novo para todos os viajantes.

Irã

Embarque imediato

Meus companheiros destes dias de descanso pré-2011:

O MUNDO ISLÂMICO (Francis Robinson, Série Grandes Civilizações do Passado, editora Folio)

A patroa me deu esse livro em 2008, quando planejávamos ir para o Irã em 2009. Ficou guardadinho e agora será devoradinho. Conta a história do islamismo, falando também sobre arte, cultura, literatura e coisa e tal.

livro1

TODOS OS HOMENS DO XÁ (Stephen Kinzer, editora Bertrand Brasil)

Esse foi comprado na Feira do Livro de Porto Alegre em novembro de 2004, quando eu já namorava o Irã. Faz uma análise sobre a influência dos EUA no Irã e o governo de Mohamed Mossadeg. Já li, mas lerei de novo. É ótimo para entender o Irã de hoje.

livro2

O ATLAS DO ORIENTE MÉDIO (Dan Smith, editora PubliFolha)

Uma geralzona sobre a formação do Oriente Médio. Básico, mas bastante didático. Também foi comprado em 2009, mas em fevereiro.

livro3

Minha viagem começou.

Irã

Se você pensa que iraniano é árabe

Primeiríssima e importantíssima informação sobre os iranianos: eles não são árabes, são persas.

Não se sinta um estúpido por ignorar isso. A confusão de etnias no Oriente Médio é tão grande aos olhos ocidentais que é mais fácil chamar todo mundo de árabe e deixar assim mesmo.

Mas na hora de viajar para lá, é bom saber que existem diferenças. Vamos às básicas.

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DE ONDE VIERAM

Os árabes vieram da Arábia (a península arábica) onde hoje estão Iêmen, Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Arábia Saudita.

Arábia

Os persas são descendentes de povos indo-europeus, que chegaram a região onde hoje é o Irã mais ou menos no ano 1000 a.C.

indo-europeus

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QUE LÍNGUA FALAM

Os árabes falam árabe e todos os seus dialetos. É uma língua de origem semita (sim, a mesma origem do hebraico e de muitas outras).

Os persas falam o pársi (também chamado de “farsi” e que também tem dialetos). A língua tem origem indo-europeia, o que faz com que ela seja mais próxima do português do que do árabe (garanto que essa você não sabia).

Não, um árabe e um persa não se entendem em uma conversa.

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QUE ALFABETO USAM

Aqui temos uma semelhança: ambos usam o alfabeto árabe. Mesmo assim, os persas precisaram criar letras novas para conseguir expressar muitos dos seus sons.

Não sei o que tá escrito

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ONDE ESTÃO

Os árabes são maioria absoluta no Oriente Médio. Dominam o Egito, o Iraque, o Líbano, a Síria e a Jordânia, além de vários países do norte da África e, claro, todos da península arábica.

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A maioria dos persas vive no Irã mesmo. Mas eles também estão nos países vizinhos e o persa é língua oficial no Afeganistão e no Tadjiquistão.

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QUE RELIGIÃO SEGUEM

Outro ponto de encontro: a maioria dos árabes e persas segue o islamismo. A divisão aqui é entre as correntes islâmicas. Os árabes costumam ser sunitas, enquanto os persas costumam ser xiitas.

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Captou? Agora você já sabe: iraniano não é árabe, não.

Irã

And the winner is…

…Irã!

Hamed Saber

Mesmo com um monte (Fuji?) de gente me dizendo para ir ao Japão nas próximas férias, os persas ganharam.

Os motivos? Poucos, mas importantes:

1) Minha longa admiração pela história dos persas;

2) A vontade de ver ao vivo o t’aarof;

3) Pelo lobby do Egon (e olha que ainda nem conversamos profundamente sobre o assunto);

4) Porque vai sair bem mais barato e, assim, vou poder investir em uma câmera e lentes melhores.

Hamed Saber

O Japão e a Coreia do Norte ficam para uma próxima. Quem sabe em 2012, o último ano do mundo.

Agora é decidir os destinos que vão acompanhar este prato principal iraniano, sejam eles no Oriente Médio ou no país da companhia aérea que vai me levar de POA a IKA.

Hamed Saber

Sugestões e dicas são bem-vindas.

E essas fotos aqui são do Hamed Saber.

Asia

Fogo de chão

Em um belo dia de 1971, geólogos soviéticos procuravam depósitos de gás natural nos desertos da Ásia Central, quando encontraram o que queriam.

Pena que não foi exatamente como planejaram.

Photo: flydime (Flickr)

O depósito de gás natural encontrado desmoronou de repente e virou um buraco de 70 metros de diâmetro por 20 metros de profundidade, jogando um monte de gás venenoso na atmosfera.

Sem ter como controlar aquele megavazamento os soviéticos não tiveram dúvida: tocaram fogo no buracão.

Photo: flydime (Flickr)

Photo: flydime (Flickr)

Eles achavam que o gás e o fogo acabariam em questão de dias, mas o que aconteceu foi que ele continou queimando, queimando, queimando.

E continua até hoje, quase 40 anos depois.

Photo: flydime (Flickr)

Se você for ao Turcomenistão, pode ver de perto esse buraco que se chama Darvaza e também é conhecido pela alcunha de Porta do Inferno.

Wikipedia

Alasca

Por Que Pra Lá? - Alasca (especial para o Blog de Viagens)

No Follow Friday da semana passada, o Nei Ferrari associou cada twitter que segue a algum lugar do mundo.

O Blog de Viagens foi homenageado com o Alasca e perguntou: “mas fazer o que no Alasca?”

drurydrama-len-radin (Flickr)

É aqui que eu entro nessa história. É aqui que começa o Por Que Pra Lá? especial para o Blog de Viagens.

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ALASCA - POR QUE PRA LÁ?

O Alasca tem uma história interessante.

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Dizem que os primeiros homens a pisar no continente americano chegaram por lá, depois de atravessar o estreito de Bering há mais de 10 mil anos. Mas foi só em 1728 que a história começou apontar para o Alasca de hoje, quando um dinamarquês atracou na região a pedido do czar russo da época.

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A Rússia foi a dona do campinho até outubro de 1867, quando resolveu vender o território aos Estados Unidos. O preço foi uma barbada: 7,2 milhões de dólares, o equivalente a 2 centavos por hectare.

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No início, muitos americanos ficaram putos com o seu governo, achando inútil a compra de uma região coberta de gelo. Mas foi só até a descoberta de ouro perto da cidade de Juneau, em 1880, quando todo mundo viu que havia sido um baita negócio. O ouro brilhou e, em 3 de janeiro de 1959, o Alasca virou o 49º estado americano.

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A bandeira do Alasca foi desenhada por um menino de 13 anos, em 1927. Ela mostra o azul do céu e da pétala de Miosótis, a estrela Polaris e a constelação de Ursa Maior, que representa os ursos que vivem no Alasca.

O nome da região tem origem aborígene e significa “terra grande”

E chega de papo, vamos ao que interessa: por que passar férias no Alasca?

1) Para conhecer o Parque Nacional Denali, que atrai 1 milhão de visitantes por ano (o Brasil inteiro recebe 5 milhões/ano), é maior que o estado de Massachussets, tem paisagens lindississíssimas e é considerado um paraíso para ver ursos, lobos, alces e outros bichos do Alasca.

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2) Para ver o McKinley, que fica dentro do Parque Nacional Denali, a montanha mais alta da América do Norte e a mais gelada do mundo, com temperaturas chegand a -40ºC no inverno. Ela tem 6.193 metros de altura.

nic-mcphee (Flickr)

3) Para ver todas as maravilhas do Alasca em um único lugar, na Península de Kenai. São geleiras gigantescas, litoral recortado e cheio de enseadas (perfeito para passear de caiaque) e vida selvagem marinha e terrestre.

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4) Para navegar calmamente e de boca aberta pela Inside Passage, uma rota de 1600 km de extensão no litoral, onde 1/3 dos turistas do Alasca vai ver orcas e jubartes, fiordes gigantescos e cidadezinhas bucólicas.

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5) Para conhecer o Parque Nacional de Glacier Bay, uma ponta de fiorde com 105 km de extensão, cheio de gelerias e bichos que você não vê por aqui.

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6) Porque todos estes lugares indicados até aqui estão no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.

7) Para passear de caiaque pelo Glacier Bay.

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8 ) Para ver a Wild Salmon on Parade, um evento anual em Anchorage, onde artistas criam “salmões” bizarros e todos são expostos pelas ruas.

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9) Para encher a pança de salmão em Anchorage.

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10) Para ver a aurora boreal.

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11) Para rir de quem fez a Route 66 ao dizer que você fez a Alasca Highway com um motor-home.

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12) Para ver os Jogos Olímpicos Esquimós, que acontecem no fim de julho, em Fairbanks.

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13) Para conhecer um wolverine ao vivo. Mas não se emocione porque não é o Hugh Jackman: wolverine é um animal de zonas frias, conhecido em português como carcaju).

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14) Para pisar nas ilhas Aleutas, aquele rabinho do Alasca em direção à Rússia, consideradas, ao mesmo tempo, o ponto mais oriental e mais ocidental dos EUA.

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15) Para observar ursos na ilha com a maior densidade deles na América do Norte, a Admiralty.

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16) Por que eu me perdi na quantidade de parques nacionais do Alasca recomendados pelo Lonely Planet, nenhum com descrição menos emocionada do que “maravilhoso”.

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17) Para conhecer uma cidadezinha com o nome de Nome, cujo slogan é “There’s no place like Nome”. Genial.

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18 ) Para descobrir que o Alasca não é coberto de gelo o ano inteiro e que o verão de lá é mostra florestas e paisagens lindíssimas.

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19) Para tentar pegar uma carona no caminhãozinho da Lisa Kelly, a Sula Miranda dos EUA.

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20) Para conhecer Fairbanks e nunca mais reclamar das mudanças de temperatura estúpidas de Porto Alegre. Lá faz -70ºC no inverno e +32ºC no verão.

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21) Para visitar Juneau, que o Lonely Planet classifica como “a capital mais bonita dos EUA”.

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22) Para conhecer a minúscula Barrow, a cidade mais ao norte dos EUA, que passa 65 dias por ano sem sol e, por isso, faz uma festa no retorno dele (li isso numa Reader’s Digest há alguns anos e nunca esqueci).

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23) Enfim, para conhecer um lugar que certamente tem algumas das paisagens naturais mais lindas do mundo.

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Acho que já tem bastante atividades para vocês lá, né, Blog de Viagens? =)

Por Que Pra Lá?

Por Que Pra Lá? - República Democrática do Congo

A vitória do Mazembe sobre o Internacional fez com que muitos colorados se perguntassem “Onde esses caras aprenderam a jogar esse futebol?” e muitos gremistas se questionassem “Onde encontro uma camisa destes caras?”

MONUC Observes International Day of UN Peacekeepers

A resposta para as duas perguntas é simples: na República Democrática do Congo.

Peacekeeping - MONUC

Mas antes de comprar a sua passagem para aprender a jogar bola ou comprar a camisa do seu novo segundo time, é bom saber o que tem para ser visto no país.

E, para isso, nada melhor do que um Por Que Pra Lá? - República Democrática do Congo.

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REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO - POR QUE PRA LÁ?

Em primeiríssimo lugar, um esclarecimento: não confunda a República Democrática do Congo com a República do Congo. Apesar de terem praticamente o mesmo nome e serem vizinhos, os dois são países diferentes. Juro que tentei entender como isso aconteceu, mas meus neurônios não me deixaram. Então vou explicar por cima, ok?

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A República Democrática do Congo foi colonizada por belgas e chegou a ser considerada como propriedade privada do rei Leopoldo II. Foi chamada de Congo Belga, Zaire, República do Congo, Zaire de novo e, finalmente, República Democrática do Congo.

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Já a República do Congo foi colonizada por franceses e sempre foi chamada por este nome, que, segundo historiadores, provavelmente é derivado do rio Congo, que passa pelos dois países.

Para piorar essa orgia congolesa, as capitais de ambos, Brazzaville e Kinshasa, ficam uma de frente para a outra.

É, pois é.

Mas vamos ao que interessa: por que passar férias na República Democrática do Congo?

1) Para conhecer um país que entra na lista de “visitas arriscadas” do Lonely Planet, já que vive em tensão político-social há décadas (apesar de viver em relativa paz nos últimos anos).

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2) Para conhecer um país riquíssimo em vida selvagem, natureza e cultura indígena, que tem 5 parques naturais considerados Patrimônios Naturais da Humanidade: Garamba National Park, Kahuzi-Biega National Park, Okapi Wildlife Reserve, Salonga National Park e Virunga National Park.

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3) Para conhecer um dos lugares que inspiraram Dian Fossey, a naturalista que escreveu o livro (que depois virou filme) Nas Montanhas dos Gorilas.

4) Para ver de perto os gorilas em risco de extinção que Dian tentou proteger.

5) Para ver pigmeus de verdade.

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6) Para ver macacos Bonobos transando feito loucos em seu ambiente natural.

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7) Para conhecer as paisagens do lago Kivu, na fronteira com Ruanda.

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8 ) Para navegar no rio Congo, a principal via de transporte do país, que tem florestas fechadíssimas e intransitáveis.

9) Para ver de perto o vulcão Nyiragongo, um dos mais ativos da África, com rios de lavas que chegam à velocidade de 100 km/h.

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10) Para ver de perto o vulcão Nyiamuragira, vizinho do Nyiragongo, considerado o vulcão mais ativo da África.

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11) Para aproveitar e fazer tours também em Ruanda, Burundi e Uganda.

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12) Para conhecer um Okapi, um bicho estranho que parece uma mistura de zebra com girafa.

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13) Para beber cerveja feita de babana.

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14) Porque as fotos de lá, no Flickr, são lindas.

E, se você for gremista:

15) Para tirar uma foto pulando sentado, no gramado do Estádio Municipal de Lubumbashi, ao lado do Kidiaba.

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Allons-y República Democrática do Congo?

O Que Eu Fiz Nas Ferias

O que Irã e Japão têm em comum? Minha lista de desejos

Aleluia!

Allah akbar!

Finalmente!

Depois de nem sei mais quanto tempo, aqui estou eu planejando (a sério!) uma viagem grande de férias!

Photo by caruba (Flickr)

Na verdade o planejamento começou há algumas semanas, mas ainda estava apenas na parte embrionária de tudo.

Como já falei, meus destinos raramente são escolhidos apenas por mim. Sou um marido democrático (porque, se não for, apanho de rolo de massa), então eu e minha companheiríssima decidimos nossas viagens em conjunto, tentando unir as paixões dos dois: a minha por conhecer povos e estilos de vida diferentes, a dela por manifestações culturais (arte, arquitetura, tipografia, design de moda e objetos).

Duas paixões que se misturam muito, claro. Por isso somos casados.

Mas enfim, ao longo dos últimos tempos, dois lugares começaram a se sobressair muito em relação a todos os outros. Até que ficaram empatados na primeira colocação.

Irã.

Photo by Robyn Jay (Flickr)

Japão.

Photo by Robyn Jay (Flickr)

A loucura para conhecer ambos é tanta que inicialmente pensamos em cometer a insanidade e a extravagância de colocá-los em uma mesma viagem. Iríamos primeiro para o Irã e, depois, para o Japão.

Photo by colodio (Flickr)

Sei que provavelmente o Japão seria prejudicado na divisão. Imagino que há muito mais para se ver lá do que apenas 12 ou 13 dias permitiriam. Mesmo assim, resolvemos tentar.

Photo by HORIZON (Flickr)

Por enquanto, não deu. Fiz algumas checagens com companhias aéreas e percebi que as passagens custariam muito mais do que o razoável para um casal que precisa economizar por dois anos para conseguir fazer uma viagem destas. Sem falar na quantidade absurda de horas de voo num período de 30 dias.

Photo by Hamed Saber (Flickr)

Então resolvemos dividir os destinos e agora precisamos escolher. Passamos para a segunda fase do planejamento.

Se formos para o Irã, deveremos aproveitar para conhecer um pouco mais do Oriente Médio.

Photo by miskan (Flickr)

Ainda não decidimos quais seriam os outros países, mas provavelmente colocaremos Beirute e/ou Tel-Aviv como a cidade cosmopolita do roteiro (fundamental em qualquer viagem).

Photo by Stan Wiechers (Flickr)

Photo by Liron Tocker (Flickr)

Fazer Irã e Israel numa mesma tacada me parece perfeito para quem gosta de destinos fora do comum, apesar de todas as complicações burocráticas que certamente virão de ambos os lados. Mas vale a pena tentar.

Se formos para o Japão, a coisa mudará totalmente de figura e ainda falta definir qual será um eventual outro destino.

Photo by Spreng Ben (Flickr)

Photo by Spreng Ben (Flickr)

Se a viagem for via Europa, provavelmente passaremos alguns dias em Praga e alguma outra capital europeia.

Se o voo passar pelos EUA, certamente ficaremos alguns dias em Nova York na volta.

Photo by ZeroOne (Flickr)

Uma coisa é certa como os ensinamentos de um mestre japonês: estando ao lado da Coreia do Norte, eu não perderei a oportunidade de conhecer o país mais fechado e birrento do mundo.

Photo by leef_smith (Flickr)

Mas nessa perna da viagem eu irei sozinho. Minha mulher já avisou que prefere ficar no Japão.

Tudo isso é para setembro de 2011. Ainda falta muito para economizar e planejar, mas já aceito dicas para decidir qual destino escolher.

E aí?

O ultra-moderno Japão e a comunista Coreia do Norte?

Photo by Josh Libatique (Flickr)

Ou o poço de história Irã e algum outro país do Oriente Médio?

Photo by Elias Pirasteh (Flickr)

Butão

Por Que Pra Lá? - Butão

Esse eu estava devendo desde o primeiro Por Que Pra Lá?. Foi um pedido da querida leitora Taís há… há… POR BUDA, FOI HÁ MAIS DE UM ANO!

Desculpe o atraso, Taís. Mas, enfim, chegou a hora de saber por que ir para o Butão.

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POR QUE PRA LÁ? - BUTÃO

Primeiro pegue um mapa. Depois, uma lente de aumento. Agora olhe aquela região onde Índia, Nepal, Bangladesh e China se encontram. Viu um ponto diferente por alí? É o Butão.

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Não é de se estranhar que muita gente não saiba onde fica esse país minúsculo (800 mil habitantes) com nome esquisito.

Photo: jarame (Flickr)

Até há bem pouco tempo, o Butão simplesmente não existia para o mundo do turismo. Suas fronteiras só foram abertas aos estrangeiros em 1974 e até hoje são controladíssimas pelo governo, que pretende evitar turismo em massa e qualificar seus visitantes cobrando entre 200 e 250 doláres por dia de cada um.

Photo: graham (Flickr)

Até hoje, o maior motivo de destaque mundial do Butão, cuja bandeira é essa aqui embaixo, foi a forma nada ortodoxa de medir a sua riqueza. Ao invés do clássico Produto Interno Bruto, os butaneses usam a Felicidade Interna Bruta. E pelos relatos que vêm de lá, a FIB anda em alta no país

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Feita a introdução, passemos ao que interessa: por que passar férias no Butão?

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1) Para conhecer o país que é conhecido como “o último paraíso na Terra”.

Photo: jean-marie hullot (Flickr)

2) Para visitar o primeiro (e até agora único) país do mundo onde é proibido vender cigarro, mas não é proibido fumar se você conseguir de algum turista, por exemplo.

3) Para ver plantações de maconha em um país que proíbe o tabaco (usadas para alimentar porcos).

Photo: hockadilly (Flickr)

4) Para conhecer um país fundado por budistas e profundamente ligado à religião até hoje.

Photo: steve evans (Flickr)

5) Para conhecer um país onde a população pinta enormes pênis nas paredes, em homenagem ao lama Drukpa Kunley, que andava pelado, “iluminava” mulheres através do sexo e trocava sabedoria por cerveja. Um gênio, portanto.

Photo: deana zabaldo (Flickr)

6) Para conhecer o único país do mundo que usa o indicador “Felicidade Interna Bruta” para medir sua riqueza.

Photo: Steve Evans (Flickr)

7) Para tentar entender como a Felicidade Interna Bruta pode ser tão alta em um dos países mais pobres do mundo.

Photo: steve evans (Flickr)

8 ) Para tentar entender como um dos países mais pobres do mundo consegue ter indicadores sociais tão bons.

9 ) Para ver ao vivo o Festival de Paro, a única atração butanesa no livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer.

Photo: andy lederer (Flickr)

10) Para aprender dzongkha, a língua oficial do Butão, falada apenas lá e na região indiana de Sikkim.

Photo: Andrea Williams (Flickr)

11) Para conhecer um país que teve sua primeira eleição democrática em 2008.

12) Para ver como são as ruas de um país com um único semáforo.

Photo: Steve Evans (Flickr)

13) Para visitar um lugar que só viu o primeiro televisor há 11 anos.

14) Para ser um dos pouquíssimos 14 mil turistas que visitam o país a cada ano.

Photo: Birger Hoppe (Flickr)

15) Para conhecer a arquitetura butanesa, uma das principais atrações do país.

Photo: Soham Banerjee (Flickr)

16) Para encher a cara com as cervejas butanesas.

Photo: Daniel P. Schmidt (Flickr)

17) Para ver paisagens de cair o queixo, já que o Butão fica no meio das montanhas do Himalaia.

Photo: Marina & Enrique (Flickr)

18) Para fazer trekking por lugares estupendos e, no final, chegar em uma cidadezinha e ser abençoado por um lama reencarnado.

Photo: Steve Evans (Flickr)

19) Para passear pelo Royal Manas, um parque natural com biodiversidade incrível, por estar na junção biogeográfica indiana, etíope e indochinesa.

20) Para perder o fôlego vendo, ao vivo, o monastério Taktsang. Sim, aquele que aparece em 10 entre 10 matérias sobre o Butão.

Photo: Bob Witlox (Flickr)

21) Para comprar um chapeuzinho de bambu do povo Layap.

Photo: steynard (Flickr)

22) Para ver alguns dos aproximadamente 2 mil templos e monastérios budistas do país.

Photo: Jean-Marie Hullot (Flickr)

23) Para voar de Druk Air, a companhia aérea nacional, ou de Buddha Air, a mais nova companhia a entrar no país.

Photo: laihiuyeung ryanne (Flickr)

24) Para chegar lá pegando o voo entre Kathmandu e Paro, que passa por 4 das 5 maiores montanhas do mundo: Everest, Lhotse, Makalu e Kangchenjunga.

Photo: shrimpo1967 (Flickr)

25) Para conhecer um país que tem mais de 70% da sua área coberta por florestas.

26) Para conhecer um país cujo rei usa um penteado Elvis-style.

Photo: Gelay Jamtsho (Flickr)

27) Para querer voltar (70% dos turistas que passam por lá manifestam a vontade de retornar em menos de 5 anos).

Photo: Birger Hoppe (Flickr)

Demorou mas foi bom, não, Taís?

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Pronto. A primeira lista de pedidos de lugares no Por Que Pra Lá? foi finalizada. Que tal colocar mais desafios na caixa de comentários, hein?

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Mentiu pro tio?

O Instituto Gabriel Prehn Britto de Pesquisas Sem Fundamento Científico pergunta:

Qual foi a maior/melhor mentira que você contou em uma viagem e por que você precisou contá-la?

Photo: niznoz (Flickr)

Interessados em participar podem descrever suas “inverdades” na caixa de comentários ou, se quiserem privacidade, utilizar o botão “contato” ali em cima ou ainda o endereço eletrônico (aka “e-mail”) gabebritto arroba hotmail ponto com.