Experiências
It’s only travel but I like it
Se “toda viagem é uma extravagância”, o que dizer de uma viagem com o único propósito de assistir a um show de algum artista ou banda?

Viagens-groupie, como eu carinhosamente chamo esse tipo de aventura, são uma extravagância ao quadrado. Ou uma extraextravagância. Uma bi-extravagância.
Você torra suas economias de maneira não-programada. Queima dias de férias pedindo folga no trabalho. Gasta uma fábula para se jogar por poucos dias em algum lugar que você não estudou direito e talvez nem tivesse muita vontade de conhecer.

Porém, ao contrário do que parece, viagem-groupie não é sinônimo de atirar dinheiro pela janela. É uma extravagância dentro da extravagância, sim. Mas se for bem aproveitada, é até uma viagem melhor do que muitas outras.

Logo no início, as emoções básicas de preparar uma viagem são multiplicadas pela expectativa de ver aquele artista ao vivo: a emissão das passagens é tão comemorada quanto o ingresso garantido; a hora de arrumar a mala vira aquele momento de escolher com que roupa você vai ao show; a procura pelo hotel faz você pensar como vai fazer para chegar no evento; e a pergunta “o que fazer antes e depois?” chama você para uma pesquisa de atrações locais que talvez você nem imaginasse que existissem.

Não para por aí. Se uma viagem é ótima para conhecer novas culturas e hábitos, em uma viagem-groupie você descobre uma característica bem particular e emblemática de um povo: como ele se comporta em shows. É no esquema “todo mundo sentadinho”? O pessoal grita ou apenas aplaude? Todo mundo dança, mas cada um no seu quadrado? Ou é em pé, correria, empurra-empurra e cada um por si?

Seja como for, na volta você sempre vai poder dizer “show em Tal Lugar é assim ou assado”, vai sentir eternamente o orgulho de afirmar “eu vi um show do Fulano em Tal Lugar” (quanto mais longe, mais cool) e ainda vai ter aquele prazer interno de ter visto o seu ídolo.

Fiz apenas duas viagens-groupie (Kraftwerk, 2004, em São Paulo, e White Stripes, 2005, em Buenos Aires).
Entre os outros artistas e bandas na minha lista de desejos fãzísticos (Paul McCartney, Chico Buarque e Lou Reed) já vi os dois primeiros em Porto Alegre.


Por um lado, fiquei feliz por ver esses dois sem precisar desembolsar uma grana preta. Por outro fiquei triste: perdi a chance de fazer pelo menos duas viagens.
Ainda bem que ainda me resta o Lou Reed.
Ouvi falar Nova York?




Guta 19.11.2010, 10:44
Ainda não fiz uma extravagância dessas, mas vontade não falta….Respeito quem faz esse tipo de coisa! Tem que ter coragem viu! :-)
guilherme 19.11.2010, 11:02
bá, já fiz muito disso… dinheiro muitíssimo bem investido, todas as vezes! um dia me pilho de listar todas as viagens. de uns tempos pra cá, o foco ampliou em vou-viajar-pra-ver-uma-exposição. outro tipo de viagem-groupie :)
Gabriel Prehn Britto 19.11.2010, 12:46
Já fiz uma viagem “vou-viajar-pra-ver-uma-exposição”. Foi pra SP também, para ver os Guerreiros de Xi’An. Dinheiro beeem investido.
Junior 21.11.2010, 09:03
Bom, se correr pro aeroporto tu tira o terceiro da tua lista ainda hoje. http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/10/lou-reed-faz-shows-em-sao-paulo-com-projeto-de-banda-de-microfonia.html
Gabriel Prehn Britto 21.11.2010, 09:11
Eu já tava sabendo, Junico. Mas é o Metal Machine Trio, que não me interessa. Quero ver a tia velha cantando Velvet e músicas da carreira solo.
E quero ir para Nova York.
=D