Emirados Árabes

Quem Batiza os Países?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Essa é para os colorados que estão de malas prontas para os Emirados Árabes: de onde vem esse nome?

EAU

Segundo o meu Corão de nomes de países, no século VI, o território da ponta da península arábica era tomado de oásis com povos, culturas e dialetos diferentes.

Daí rolou um monte de borogodós com os portugueses, o Império Otomano e o Reino Unido e, um dia, uma espécie de assembléia internacional decidiu que todos os emirados daquela região (a saber: Abu Dhabi, Ajman, Al Fujayrah, Sharjah, Dubai, Ra’s al Khaymah e Umm al Qaywayn) formariam uma única federação, governada por um conselho de representantes.

Photo by woody1778a (cc - Flickr)

O nome nasceu desta junção dos sete emirados, uma palavra árabe derivada de “emir”, ou “comandante”/“príncipe”, usada para designar um governador de província ou alto oficial militar.

Já o “árabe”, lógico, vem do povo da península e deriva de “I’rab”, que significa “aqueles que falam claro”. Essa era a maneira dos árabes diferenciarem quem falava a sua língua e quem não falava. Ou seja: quem era árabe e quem não era.

EAU

Em resumo: Emirados Árabes Unidos significa “Principados unidos que falam a mesma língua”.

Ou algo assim.

Cias. Aéreas

Com que roupa eu vou?

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Imagine uma companhia aérea que vende a passagem e informa a data, o horário e o aeroporto de embarque. Mas não informa o seu destino.

Photo: msmail (Flickr)

Você entra no avião e as janelas ficam o tempo todo fechadas.

Os monitores individuais nas poltronas não mostram aquele mapa do mundo com o aviãozinho se deslocando.

Photo: scoobyfoo (Flickr)

Não é permitido usar relógios.

Você simplesmente embarca. E só descobre onde chegou quando o avião pousa e a aeromoça diz, pelo microfone: “Welcome to…”.

Pois essa companhia existe. É a Anywhereways.

Anywhereways

Criei ontem à noite e até já fiz o logotipo (ainda bem que eu sou redator, morreria de fome se fosse designer).

E aí? Você encararia uma viagem com a Anywhereways?

(Em tempo: reparou na interrogação que o avião faz? É praticamente o C do Carrefour, não?)

Coreia do Norte

Coreias

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Coreias do Norte e do Sul vivem em constante bullying mútuo. Às vezes a coisa desanda, elas trocam uns tapas e se xingam, mas semana passada a coisa esquentou um pouco mais. A irmã do Norte resolveu chamar a irmã do Sul para uma briga feia, trocaram palavrões e viraram a atual preocupação do mundo.

Excelente momento para escrever sobre um sonho meu: conhecer a Coreia do Sul e a Coreia do Norte na mesma viagem.

Photo: socialism expo (Flickr)

Photo: eryoni (Flickr)

Imagine o choque: o Sul é o suprassumo da modernidade, tem a maior banda larga de internet do mundo, a renda per capita é de 16 mil dólares anuais, todo mundo tem celular, a indústria é fortíssima e a educação também; o Norte é talvez o último lugar do mundo onde se vive como na União Soviética, a internet é proibida, a renda per capita é de 600 dólares por ano, celular só existe para pessoas autorizadas, o povo passa fome, a indústria é sucateada e a educação segue aquela coisa comuna de ser.

E ainda assim, ambos são o mesmo povo.

Photo: toughkidcst (Flickr)

Esta experiência não seria fácil nem barata. Os preços na Coreia do Sul são comparados aos da Europa. E apesar de ser um país miserável, a Coreia do Norte é cara porque exige que hoteis, transportes e guias (obrigatórios) sejam reservados pela agência de turismo governamental, a Ryohaengsa. Isso pode ser feito por você mesmo, se sua paciência com a burocracia estatal estiver sob controle, mas a maioria dos turistas prefere fazer os trâmites via agências especializadas.

Photo: kwramm (Flickr)

Com toda esta função, apenas a temporada norte-coreana acaba custando, em média, 250 euros por dia para os viajantes solitários. Já para quem escolhe ir em grupos organizados por estas agências economiza um pouco: os gastos ficam próximos a 130 euros por dia.

Photo: yeowatzup (Flickr)

O ideal, para mim, seria começar a jornada pelo norte. Primeiro porque imagino entrar em Pyongyang sem ter um carimbo sul-coreano no passaporte deve evitar olhares raivosos na imigração. Depois porque eu acho mais produtivo deixar os países ricos para o final (já falei sobre isso aqui, lembra?).

De qualquer maneira, a China será passagem obrigatória, já que a Air China é a única companhia aérea internacional com voos regulares para Pyongyang, desde Pequim. Então o roteiro ficaria São Paulo-Pequim-Pyongyang-Pequim-Seul-São Paulo. É estranho ter que mudar de país para entrar no vizinho, mas cruzar a fronteira pela Coreia do Sul é praticamente impossível.

Photo: kwramm (Flickr)

A parte burocrática só afrouxa na entrada na Coreia do Sul. Lá, brasileiros não precisam de visto para turismo. Por outro lado, para entrar na Coreia do Norte você vai precisar de um mundaréu de coisas e, se for jornalista, tem suas chances reduzidas a quase nada. O melhor é contratar uma empresa especializada mesmo.

Photo: swisscan (Flickr)

Quantos dias duraria essa viagem? Não sei. Nunca parei para ver o que tem na Coreia do Sul além de Seul. Sei que a Coreia do Norte tem atrações naturais interessantes e os pacotes para lá geralmente são de 5 ou 6 dias. A época ideal seria entre agosto e outubro, quando acontece o Mass Games na Coreia do Norte e quando o clima na Coreia do Sul é praticamente perfeito.

Photo: kwramm (Flickr)

Porém se você não tem assim tanta disposição para ver de perto as diferenças escandalosas entre as duas Coreias, ainda existe uma alternativa mais simples e mais fácil de pisar nos dois países numa mesma viagem.

Desde 2002, turistas podem visitar a área do Monte Kumgang, na fronteira entre os dois países, mas ainda na Coreia do Norte. Em 2005, outras duas áreas foram liberadas para os viajantes: a montanha Baekdu e a região de Kaesong, também na parte norte-coreana da fronteira. Dá para ir até lá de ônibus desde Seul, em excursões programadas e autorizadas.

two-koreas

Mas como estamos falando de duas irmãs que vivem se apurrinhando, vale a pena verificar se estas áreas estão abertas antes de viajar. Sabe como é: uma pode cortar relações com a outra a qualquer momento.

Outros Blogs

Nab deisar

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Eu ia apenas colocar o link do Las Fg no Twitter, mas não resisti e resolvi publicar aqui as bandeiras que eu mais gostei nesse projeto do Gabriel Gomes.

A ideia dele é tão divertida quanto simples: redesenhar os pavilhões dos países e inventar novos nomes a partir dos originais.

Então surgiram essas nações e bandeiras aqui embaixo, as minhas preferidas.

Criação de @gabrimg

Criação de @matheusventura

E a melhor de todas:

Criação de @dbasso

Desenhe a sua e mande para o Las Fg também. Pode até rolar uma graninha.

Experiências

It’s only travel but I like it

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Se “toda viagem é uma extravagância”, o que dizer de uma viagem com o único propósito de assistir a um show de algum artista ou banda?

Photo: lucadex (Flickr)

Viagens-groupie, como eu carinhosamente chamo esse tipo de aventura, são uma extravagância ao quadrado. Ou uma extraextravagância. Uma bi-extravagância.

Você torra suas economias de maneira não-programada. Queima dias de férias pedindo folga no trabalho. Gasta uma fábula para se jogar por poucos dias em algum lugar que você não estudou direito e talvez nem tivesse muita vontade de conhecer.

Kraftwerk

Porém, ao contrário do que parece, viagem-groupie não é sinônimo de atirar dinheiro pela janela. É uma extravagância dentro da extravagância, sim. Mas se for bem aproveitada, é até uma viagem melhor do que muitas outras.

Photo: madmolecule (Flickr)

Logo no início, as emoções básicas de preparar uma viagem são multiplicadas pela expectativa de ver aquele artista ao vivo: a emissão das passagens é tão comemorada quanto o ingresso garantido; a hora de arrumar a mala vira aquele momento de escolher com que roupa você vai ao show; a procura pelo hotel faz você pensar como vai fazer para chegar no evento; e a pergunta “o que fazer antes e depois?” chama você para uma pesquisa de atrações locais que talvez você nem imaginasse que existissem.

White Stripes

Não para por aí. Se uma viagem é ótima para conhecer novas culturas e hábitos, em uma viagem-groupie você descobre uma característica bem particular e emblemática de um povo: como ele se comporta em shows. É no esquema “todo mundo sentadinho”? O pessoal grita ou apenas aplaude? Todo mundo dança, mas cada um no seu quadrado? Ou é em pé, correria, empurra-empurra e cada um por si?

Photo: hiabba (Flickr)

Seja como for, na volta você sempre vai poder dizer “show em Tal Lugar é assim ou assado”, vai sentir eternamente o orgulho de afirmar “eu vi um show do Fulano em Tal Lugar” (quanto mais longe, mais cool) e ainda vai ter aquele prazer interno de ter visto o seu ídolo.

Chico

Fiz apenas duas viagens-groupie (Kraftwerk, 2004, em São Paulo, e White Stripes, 2005, em Buenos Aires).

Entre os outros artistas e bandas na minha lista de desejos fãzísticos (Paul McCartney, Chico Buarque e Lou Reed) já vi os dois primeiros em Porto Alegre.

Photo: rich007 (Flickr)

Paul

Por um lado, fiquei feliz por ver esses dois sem precisar desembolsar uma grana preta. Por outro fiquei triste: perdi a chance de fazer pelo menos duas viagens.

Ainda bem que ainda me resta o Lou Reed.

Ouvi falar Nova York?

Photo: elfrenetico (Flickr)

Brasil

E o angu, Sílvio?

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Na ida ou na volta de Ouro Preto para Belo Horizonte, pela BR 356 (Rodovia dos Inconfidentes), preste atenção quando você chegar em Itabirito.

É nesta cidade que fica um legítimo representante da, sei lá, “decoração surrealista brasileira”: o Pasté de Angu Jeca Tatu.

angu

Repara na loucura do lugar.

Angu

Dá para perder um bom tempo por ali, olhando as milhares de capas de discos antigos (muito antigos, afinal o lugar também é chamado de museu), os anúncios do tempo em que a propaganda tinha textos e o móveis de sei lá qual século.

Angu

E a parada ainda pode ser aproveitada com um belíssimo (e baratésimo) almoço bem caipira, com destaque para os excelentes pasteis de angu.

angu

Deixa de ser jeca e aproveita.

Brasil

De Ouro Preto para Tiradentes e vice-versa

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Segundo o Google Maps, o caminho de Ouro Preto a Tiradentes pode ser feito por duas estradas.

Em 2h28, pela BR 383:

Via BR 383

Ou em 2h48, pela BR 040:

Via BR 040

Mesmo sabendo que ir e voltar em um dia tinha tudo para ser muito cansativo, resolvi encarar a viagem para ver no que daria.

Valeu a pena, lógico, conheci Tiradentes. Mas foi beeem estressante.

O GPS me mandou ir pela BR 040. Nem me dei conta de ver se tinha outro caminho e saí de Ouro Preto mais ou menos às 8h30 da manhã.

O trecho até Ouro Branco é muito bonito, faz parte de uma das estradas reais (aliás, a impressão que se tem em Minas é de que todas as estradas são Estrada Real. Nossos monarcas viajavam, hein?). É cheio de curvas que chegam a enjoar os estômagos mais fracos, mas é muito bem cuidado e sinalizado, inclusive em casos de neblina.

Depois de Ouro Branco, o bicho começa a pegar. A estrada bucólica vira auto-estrada e você ganha a companhia de muitos caminhões. O asfalto é bom na maior parte, mas tem trechos ruinzinhos.

No final são exatamente 3 horas até o destino.

Enfim, minha dica é: se você conseguir se programar para sair bem cedo, dá para visitar a outra cidade em um dia. Mas evite (evite mesmo) pegar noite na estrada. Alguns trechos da BR 040 são muito mal sinalizados na escuridão.

O melhor ainda é dormir uma noite na cidade que você escolher.

Brasil

Tiradentes de tirar o fôlego

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No capítulo mineiro anterior, eu disse que optei por passar mais tempo em Ouro Preto do que em Tiradentes, mas que hoje faria o contrário. É hora de dizer o motivo.

Tiradentes

Antes de mais nada, não leve isso como uma crítica a Ouro Preto. É injusto comparar duas cidades tão diferentes. Ambas são lindas e têm seus atrativos. A preferência por uma ou por outra é questão de gosto pessoal mesmo.

Tiradentes

Para mim, com ficha de 34 anos, casado, fã de restaurante e vinho com amigos, apreciador de lugares charmosos e procurando descansar e relaxar num feriado (a.k.a. “velhotinho”), Tiradentes é perfeita.

Tiradentes

É menor, mais aconchegante e não tem todas as ladeiras de Ouro Preto. O calçamento (em pedra capistrana) é diferente e bonito. Os paredões da Serra de São José dão um toque europeu para a paisagem. Os restaurantes e as lojinhas parecem ser mais charmosos. O artesanato é mais criativo. Não tem toda aquela muvuca. As casas são quase todas baixas. Enfim, é aquela coisa que não dá para explicar.

Tiradentes

Tiradentes é daqueles lugares onde você tem vontade de passar longas horas caminhando calmamente, se perdendo em ruelinhas e descobrindo cantinhos. Quando você menos espera, aparece uma capelinha ou uma rua bucólica na sua frente. É perfeita para simplesmente ver o tempo passar sem a menor pressa e comendo muito.

Tiradentes

Além de tudo isso, Tiradentes tem um “segredo” que faz toda a diferença: o vilarejo de Bichinho.

Tiradentes

Não é exagero dizer que é dos artesãos de Bichinho que sai a maior parte do artesanato vendido em Tiradentes e também em Ouro Preto. São várias lojinhas, uma ao lado da outra, em um ambiente calmo e lindo. A loja/atelier Oficina de Agosto é imperdível, praticamente um museu de obras de arte “rústicas”. Tudo é caro demais da conta, mas para olhar e se inspirar é de graça.

Tiradentes

É preciso um pouco de paciência para chegar em Bichinho. A estrada até lá combina pedras e chão batido. Em compensação a paisagem é maravilhosa e no caminho você pode parar no restaurante mais famoso e com o nome mais pornográfico da cidade: Pau de Angu.

Tiradentes

Acabei ficando apenas algumas horas em Tiradentes, num bate-volta cansativo desde Ouro Preto. Mas poderia ter ficado bem mais.

Digo até que, com tevê a cabo e internet banda larga, eu poderia viver lá.

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COMO CHEGUEI? De carro, 3 horas depois de sair de Ouro Preto. Evite viajar à noite, porque algumas partes são muito mal sinalizadas.

ONDE FIQUEI? Não fiquei. Foi só um bate-volta. Mas se fosse ficar hoje, procuraria alguma pousada que não ficasse exatamente na praça principal. Tentaria algo nas ruas ao redor dela.

Tiradentes

ONDE COMI? Como eu tinha pouco tempo, não procurei restaurante e acabei comendo em um boteco qualquer sem nenhum atrativo. Não faça isso. Tiradentes é famosa por sua gastronomia. Vale a pena se esforçar mais do que eu.

CLIMA. Assim como em Ouro Preto, Tiradentes não me parece ser o melhor lugar para se estar no verão. Calorão pegando.

Tiradentes

SEGURANÇA. Se não tem problema em Ouro Preto, acredito que deve ter menos ainda em Tiradentes. Ao menos durante o dia, é tudo numa boa.

O QUE EU MUDARIA? Teria ficado mais tempo na cidade. Algumas horas é muito, muito, muito pouco.

Tiradentes

DICA DE BLOGUEIRO AMIGO 1. Não fique apenas nos arredores da praça principal de Tiradentes. Muita gente me disse que a cidade era apenas aquilo, mas ela é muito, muito, muito mais. Estacione seu carro e saia caminhando. Deve ter cantinhos incríveis para fotografar e casas lindas para babar.

DICA DE BLOGUEIRO AMIGO 2. Na verdade, é dica de uma amiga do blogueiro amigo, mas tá valendo: existem voos entre BH (aeroporto da Pampulha) e São João Del Rei a partir de 49,90 (preços em novembro 2010), pela Trip. Mais barbada que isso, só se servirem pão de queijo no avião.

Brasil

É o ouro

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Quando ainda estava definindo o roteiro da viagem para Minas Gerais, fiquei na dúvida: deveria dedicar mais tempo a Ouro Preto ou a Tiradentes? Acabei escolhendo Ouro Preto, já que ela é maior, mais famosa e considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco.

Ouro Preto

Cheguei lá à noite, depois de uma viagem cheia de aventuras desde Inhotim (falarei sobre esta viagem em outro post). Logo no início percebi que os dias de turismo seriam cansativos: as ladeiras de Ouro Preto são íngremes à beça e estão por todos os lados. É impossível passear a pé sem descer e subir alguma rua. Para piorar, o calor era senegalês.

Ouro Preto

Mas eu sabia que aquele esforço valeria a pena. O Brasil tem 12 patrimônios culturais da humanidade e, para mim, Ouro Preto sempre foi o sinônimo deste título no país. Nunca pensei em “patrimônio histórico” sem lembrar da cidade mineira, que foi a nossa primeira a ganhar essa “condecoração”, em 1980.

Ouro Preto

O cansaço e o suor foram recompensados. Ouro Preto é maravilhosa e deveria ser destino obrigatório de todos os brasileiros. Muito mais do que para ver aquele ambiente antigo, as igrejas centenárias, os restaurantes sensacionais e as paisagens e a beleza da serra, Ouro Preto merece ser visitada por orgulho nacional. Para ver de perto um estilo de arte lindíssimo com características totalmente brasileiras. Obra nossa mesmo, que você não vai encontrar em outros cantos do mundo.

Ouro Preto

Porém, recomendo ir logo. Eu me arrependi muito por não ter conhecido a cidade há pelo menos uns 10 anos. Segundo me disseram, naquela época ela era ainda mais charmosa e bonita, bem diferente da zoeira que eu conheci, com milhares de carros engarrafando as ruas históricas e casas que nada têm de atraentes penduradas em morros por todos os lados.

Se continuar assim, não vai demorar para Ouro Preto ir ladeira abaixo.

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COMO CHEGUEI? De carro, 2h30 depois de sair de Inhotim. Foram 108 km de estrada, mas conte 100 km se você sair de Belo Horizonte. Evite pegar a estrada à noite, porque ela tem trechos muito mal sinalizados.

Ouro Preto

ONDE FIQUEI? Na maravilhosa Pouso do Chico Rei, a pousada mais bem cotada da cidade no Trip Advisor. Café da manhã de se empanturrar, quartos históricos (eu dormi no mesmo onde Pablo Neruda se hospedou) e vistas inacreditáveis em um casarão tradicional, com mais de 200 anos de história e localização perfeita. Irretocável.

Se você preferir outro lugar e quiser algo calmo, evite a Praça Tiradentes e a Rua Direita. A noite acontece nestes endereços e pode ser bem difícil dormir.

Ouro Preto

QUANTO CUSTOU? O pacote de 3 noites no Pouso do Chico Rei custou 720 reais pelo quarto de casal. A parte gastronômica da viagem ficou ao redor de 40 reais por pessoa, por refeição (almoço e jantar), em lugares legais e recomendados, incluindo vinhos e sobremesas.

ONDE COMI? Lugares preferidos, em ordem: pizzaria O Passo, restaurante Café Geraes (desça ao subsolo, onde é melhor) e restaurante Bené da Flauta.

Ouro Preto

CLIMA. Não sei como é Ouro Preto em outras épocas do anos. Mas se na primavera era um calor infernal, imagino o terror que deve ser no verão. Eu evitaria, até porque os  bares e restaurantes não costumam ter ar-condicionado.

SEGURANÇA. Tudo numa boa na área central. Policiamento extensivo dia e noite. Dá para andar com a câmera pendurada no pescoço sem medo.

O QUE EU MUDARIA? Inverteria a prioridade do feriado: teria ficado mais tempo em Tiradentes e menos em Ouro Preto. Explicarei o motivo no próximo post.

Ouro Preto

1ª DICA DE BLOGUEIRO AMIGO. Se puder, evite feriados e finais de semana, quando o movimento aumenta e fica quase impossível fazer uma foto sem um monte de carros atrapalhando. Senti melhor o clima de Ouro Preto no último dia, quando boa parte dos turistas já havia picado a mula. E gostei muito mais.

2ª DICA DE BLOGUEIRO AMIGO. Não fiquei apenas nos arredores da Praça Tiradentes. Não tenha medo das ladeiras e vá para mais longe, onde Ouro Preto esconde áreas lindas e bem mais calmas. Aproveite para se perder nas ruelinhas e escadarias da cidade.

SE TENHO MAIS FOTOS? Como de praxe, no Flickr.

Ouro Preto no meu Flickr

Aviões

Guerra de travesseiros no avião

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Melhor que isso, só se as aeromoças estivessem de pijaminha.