Irã

O Viajante Pérsico - VI

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Em homenagem ao feriadão que vem aí, um e-mail do Egon falando sobre como é viajar pelas estradas iranianas.

Hit the road, Muhammad.

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Sob bekheeyr.

Antes de mais nada quero falar sobre a qualidade das estradas iranianas: 10 x 0 em relação às do Brasil. É isso mesmo! A razão é que até 1979, sob o regime do Mohammad Reza Pahlavi, uma parte dos petrodólares era investida em obras de infraestrutura pelo país (a outra parte parece que “desaparecia” misteriosamente).

Pela estrada afora...

Viajar sobre o platô iraniano do Oriente Médio é como viajar nas costas de um enorme crocodilo, com montanhas e cordilheiras recentes criadas pelo movimento das placas tectônicas – aqui no Irã ocorrem terremotos diariamente, a maioria nem é sentida.

As costas do crocodilo

Praticamente tudo é desértico, com suas tonalidades ocres variando muito pouco (exceto por um ou outro deserto de sal, completamente branco). Pela janela da van sempre somos acompanhados pelas indefectíveis linhas de transmissão de energia elétrica – todo fotógrafo de natureza odeia fios e postes elétricos.

Com músicas persas nos alto-falantes, a paisagem ia passando na janela ao longo das centenas de quilômetros que já percorremos, com eventuais campos de trigo, girassol, batata, roma, figo, oliveiras e pistache. Aliás, o mesmo pistache que íamos roendo o tempo todo na van – só falta a cerveja.

Montanhas, fios, postes e pistache

Aqui e ali, em estradas próximas da fronteira com o Iraque, algumas baterias de artilharia antiaérea. Brrrr!

Deu um medinho quando estávamos entre Kerman e Rayen, já próximo ao Afeganistão: vindo do deserto, um enorme dust-devil (parece um tornado de pó) de cerca de 15m de diâmetro e pelo menos 200m de altura girava furiosamente ao lado da estrada, atirando areia, pó e pedras para todos os lados – vinha na nossa direção e quase atingiu a van. Foi por pouco.

Dust Devil

Khoda hafez, Egon

Amsterdã

Amsterdã, 1898

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Acabei de receber o cartão postal que o Daniel Duclos (a.k.a. @ducsamsterdam) me enviou no Dia das Crianças.

Olha que bonitão.

325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein, 1898

O endereço acima é 325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein, que hoje é o cruzamento abaixo.

325. Brug Prinsengracht richting Utrechtsestraat / Frederiksplein 2010

Ou não.

Verso

E o cartão ainda veio com um selo especialíssimo.

Dank u, Ducs!

Irã

O Viajante Pérsico - V

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Eu já li muito sobre a simpatia dos iranianos. Foram muitos relatos de viajantes encantados com o tratamento que receberam em um país conhecido quase apenas por notícias ruins.

Agora o Egon está lá vendo isso ao vivo. E mandou um e-mail para você nunca mais dizer que “tem medo de ir para o Irã”. (E nem dizer que tem medo que o seu filho vá, o.k., mãe?)

Fotos do de HORIZON, um fotógrafo com um set lindo com retratos de iranianos.

Photo: HORIZON (Flickr)

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EGON E O T’AAROF IRANIANO

No país dos aiatolás, com sua interpretação estrita do Corão, realmente foi uma grande surpresa desta viagem ao Irã: a cortesia para com os visitantes no dia-a-dia.

Photo: HORIZON (Flickr)

Onde quer que se vá, sempre tivemos vários desejos de boas-vindas. Por exemplo, na fila da padaria, se fores gringo, todos vão insistir para que sejas atendido primeiro – e o padeiro ainda vai lhe dar o pão de presente!

Photo: HORIZON (Flickr)

Flores dadas em sua mão, junto a um largo sorriso, quando passear em algum lugar interessante. O dono da fruteira que nos deu as frutas de presente. Os convites para chá ou jantar de tantas pessoas na rua. O sanduíche de pasta de menta que o clérigo da mesquita nos deu após a visita. Os taxistas que recusavam pagamento em corridas curtas.

Enfim, você fica até constrangido com o tamanho da gentileza dos iranianos.

Photo: HORIZON (Flickr)

Na verdade, além de pura generosidade, existe uma espécie de código de conduta na sociedade persa chamado de “t’aarof”: cada pessoa deve ser sensível à posição do outro – um tipo de polidez ao extremo, onde as necessidades do próximo devem estar acima dos seus próprios desejos. Logo descobrimos que devemos insistir no pagamento do táxi por, no mínimo, três vezes: ele aceita, então, a grana ou é mais uma pequena generosa oferta pessoal.

Photo: HORIZON (Flickr)

E mais: não é por ser visitante brasileiro. Até americano ganha tratamento assim!

Realmente impressionante.

Abraço, Egon

Cias. Aéreas

A culpa não é do chef

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Essa eu tirei da Superinteressante.

Na próxima vez que servirem aquela comidinha insossa no seu voo, não reclame do coitado do chef. A culpa não é dele, é do ambiente do avião.

Classe pooobre

Por causa da pressurização e do ar seco da cabine, a nossa percepção de sabores fica alterada. Segundo cientistas alemães a gente perde 30% da capacidade de sentir o doce e o salgado em um voo. Com estas informações, eles já estão em busca de soluções para o problema.

Agora a minha conclusão: se isso é verdade, ou o pessoal mente ao elogiar a comida da primeira classe, ou as companhias aéreas já sabem do problema e não estão nem aí para a classe pobre.

Classe rykah

Irã

O Viajante Pérsico - IV

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Praticamente uma mensagem especial para os Destemperados: o que se come no Irã?

O Egon responde.

Fotos do Flickr.

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EGON ENTRE UM KEBAB E OUTRO

Tem gente me perguntando o que eu estou comendo aqui no Irã. É o seguinte:

No almoco e no jantar se come o kebab, uma espécie de churrasquinho de carne de carneiro com temperos diversos, junto a uma pirâmide de arroz e um toque de açafrão  – muito bom. É o arroz com feijão do dia-a-dia dos iranianos. Khosh ma-ze! (“Delicioso”, em farsi).

Kebabzão

Para beber, eu tenho tomado Zam Zam-Cola, versão iraniana do refrigerante (não é ruim, é algo intermediário à Coca e à Pepsi).

Zam Zam Cola

Álcool nem pensar – esqueça a cervejinha, o vinho, etc – é estritamente proibido em todo território nacional, dá cadeia. Então aqui tem cervejas com 0.0% de álcool – islamicamente aprovadas – com sabores original de malte, limão (minha predileta é da Delster, tem gosto de Ice-Tea com gás), maçã, cereja, tuti-fruti (argh!), etc. Outro dia nos ofereceram um aragh: água de pétalas de rosas, muito doce e perfumado – parece que se está bebendo perfume (confesso que não entrou na lista dos prediletos).

Breja

Mas a bebida mais consumida mesmo eh o chá, preto e forte – sempre utilizado como a bebida de boas vindas, digestivo, de meio-de-tarde, happy hour, etc. Essencialmente é um convite à socialização entre as pessoas e uma obrigação das regras da hospitalidade iranianas.

Chá iraniano

E, de sobremesa, o bastani: um sorvete de sabor indecifrável e aspecto meio esquisito. Parece um sorvete de macarrão em calda doce. Meio “diferente”.

Sorvete iraniano

Toda refeição acompanha o delicioso pão iraniano: há diversas variedades, quase todas são achatadas como massas de pizza. As pequenas padarias são reconhecíveis de longe: sempre há uma grade na calcada onde os clientes atiram rapidamente seus metros de pão tinindo de quente. Quando esfria um pouco, ele é quebrado em pedacos que caibam nas sacolas e é batido para remover as pedras de brita que estão ainda coladas nele (o forno tem um leito de pedras de brita onde o pão é assado).

Fornão

O unico problema do pão é que, com o ar extremamente seco, em menos de 30 minutos ele resseca e fica parecendo papelão, daqueles de caixas grandes. Dureza!

Vai um pãozinho?

A delícia das delícias é o pão ainda quentinho com iogurte de alho em cima, uma mania nacional – comemos até não poder mais. Khosh ma-ze!!!

E repete o kebab novamente.

Abraços, Egon

Fotografia

Favor evitar

Sombreiro no México

Sombreiro no México

Sombreiro no México

Sombreiro no México

Walk like an Egyptian no Egito

Walk like an Egyptian no Egito

Walk like an Egyptian no Egito

Segurar o Taj Mahal

Segurar o Taj Mahal

Segurar o Taj Mahal

Segurar o Taj Mahal

Segurar o Taj Mahal

Segurar a Torre de Pisa

Segurar a Torre de Pisa

Segurar a Torre de Pisa

Segurar a Torre de Pisa

Segurar a Torre de Pisa

Segurar a Torre de Pisa

O mundo agradece.

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República Tcheca

Os 600 anos do Relógio Astronômico de Praga

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Não sei se isso vai acontecer de novo em Praga. Mas se acontecer e você estiver lá, por favor, grite:

- Ty vole, doprdele! To je naez! (”Putaqueospariu, isso é lindo!” - ou algo parecido, em tcheco).

Obrigado.

The 600 Years from the macula on Vimeo.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

It’s us

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Então um dia eu recebi um presente. Era um livro: a nona edição do Web Design Index, uma publicação da holandesa The Pepin Press, que edita livros sobre design, moda, ilustração e internet, entre outras coisas modernosas e hypadas.

CAPA

O Web Design Index 9 foi um presente do meu bróder Ricardo Dexheimer, chefe, dono, patrão e manda-chuva da Dex Design.

Foi ele quem criou a cara e construiu o corpo do O Que Eu Fiz Nas Férias, lá em 2008, quando eu voltei das férias asiáticas louco para colocar todas as experiências na internet.

Pois quando recebi o livro, ele me disse: “Abre na página 21″.

Abri e encontrei essa criança aqui:

PÁGINA 21

Sim, somos nós.

Nas páginas anteriores e posteriores, estão sites .it, .com, .es, .ar, .pt, .de, .co.uk e outras extensões cotadíssimas no mundo web-criativo.

E nós.

Valeu, Dex, pelo presente e pela ideia.

Irã

Viajante Pérsico - III

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E os iranianos seguem mostrando sua simpatia, desta vez na pequena vila de Abyaneh. Até assédio sexual o Egon sofreu.

Fotos: HORIZON, 1EhsanA. Davey (Flickr).

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EGON EM ABYANEH

Sob bekheeyr (“olá”, em farsi).

Nesta pequena vila no meio das montanhas, voltamos ao ano de 1389. Com uma população residente de apenas algumas poucas almas, a maioria senhoras de idade que ainda usam o persa antigo como linguagem, este pacato povoado segue parado no tempo.

HORIZON (Flickr)

HORIZON (Flickr)

As casas são todas de adobe avermelhado (tijolos de barro e palha, secos ao sol) e a vida aqui se mantém desde o século V pela presença de um pequeno curso de água, vindo das montanhas.

HORIZON (Flickr)

Todas as portas das casas sempre têm duas “campainhas” (peças metálicas que produzem sons diferentes ao serem batidas contra a porta): uma para ser usada se o visitante for homem (quem vai atender será o homem da casa) e outra se for mulher (a senhora é quem atende) – fundamental separação em uma sociedade onde a mulher fica oculta sob o véu islâmico.

A. Davey (Flickr)

Como estamos no outono, época do final da colheita, nos telhados sempre havia grandes bandejas trancadas, com frutas amarelas secando ao sol. Uma senhora muito simpática nos convidou para entrar e subimos: eram ameixas doces como mel – uma delícia.

Batemos um papo em “mimiquês” e a senhora deu conselhos para a Luciane cuidar muito bem do Egon, não deixar faltar nada, dicas de vida (foi o que eu supus, afinal ela sempre apontava o dedo para mim). Enquanto isso, pulei de telhado em telhado e achei um bom ângulo para fotografar a mesquita de barro do século XI com seu domo verde-turquesa.

1Ehsan (Flickr)

Já nas ruas estreitas, 4 moças locais, recatadas com seus chadores, nos convidaram para conhecer detalhes da vila e, depois de bastante caminhar, fomos à sua casa. Depois de uma rodada de pedaços de melancia gelada e chá elas tiraram os véus – estavam com roupinhas mais sem-vergonha por baixo.

HORIZON (Flickr)

Riam e conversavam alegremente conosco – uma delas falava inglês – inclusive nos convidaram para dormir lá (apenas uma peça acarpetada onde todos dormiriam). A esta altura eu me dei conta que, ao longo da caminhada, uma delas ficava me filmando com o celular:

- Tu não notou que deram vários zooms na tua bunda quando tiravas fotos? – disse a Lu, baixinho em meu ouvido, rindo da minha cara.

Sei lá, mas elas eram muito simpaticas. E iniciamos a caminhada de volta ao nosso hotel, após uma despedida sem fim.

Khoda hafez,

Egon

Brasil

Chernobyl ou Angra dos Reis?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Segundo a Organização Mundial do Turismo, em 2009 o Brasil recebeu 4,8 milhões de turistas estrangeiros. Isso foi menos do que países como Ucrânia (20 mi), Tunísia (6,9 mi) e Síria (6 mi), o que nos coloca em sei lá que posição no ranking mundial, muitissississíssimo atrás dos 10 primeiros colocados.

Gabriel Prehn Britto

Está certo que zilhões de fatores devem influenciar os números altos em países com muito menos atrativos do que o Brasil. Mas tenho certeza de que nenhum deles justifica nossos números ridículos.

Gabriel Prehn Britto

Não sou expert em Brasil (nem em coisa nenhuma). Salvo algum lapso de memória, nunca planejei uma viagem pelo nosso país da mesma forma que planejo viagens no exterior, com reserva de hoteis, roteiro, aluguel de carros e coisa e tal. Sempre que fui para cidades brasileiras, fiquei em casas de amigos ou em hoteis reservados por outros (a trabalho), sem me preocupar com nada.

Gabriel Prehn Britto

Mas agora resolvi passar o feriado de Finados em Minas Gerais. Pela primeira vez, estou montando uma viagem 100% made in Brazil e estou vendo alguns problemas que os turistas nacionais e estrangeiros enfrentam.

Sei que estes problemas não são exclusivamente tupiniquins (bom senso é um artigo em falta no mundo inteiro). Mesmo assim, resolvi listá-los aqui, numa tentativa ingênua de ajudar a melhorar as coisas.

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Problema 1: Carros sem garantia de capacidade para todos os passageiros e locadoras que fecham no feriado.

Gabriel Prehn Britto

Eu precisava de um carro para 6 pessoas. Encontrei, na Unidas, uma categoria com veículos de até 7 passageiros. Entrei em contato e descobri que eu até poderia alugar um carro daquela categoria, mas ninguém me garantiria que eu teria um carro para 7, porque a categoria incluía carros com 5 lugares. Isso mesmo: eu poderia chegar em Belo Horizonte com 6 pessoas e encontrar um carro com capacidade para 5. Nem a ouvidoria resolveu. É impossível ter certeza de alugar um carro para 7 pessoas ali.

Gabriel Prehn Britto

“Procure em outra empresa, Gabriel!”, foi o que você disse agora, certo? Pois eu procurei e encontrei carros com estas características no site da Hertz, por exemplo. Mas quando coloquei a data de devolução (02/11), uma mensagem pulou na minha cara, informando que é um feriado e a loja estaria fechada. O mesmo problema ocorreu no site da Avis, que nem tinha o carro para 6 pessoas.

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Problema 2: Obrigatório pagar 3 noites de hotel nas principais cidades.

Gabriel Prehn Britto

Tiradentes deve ser lindíssima, mas é minúscula e, se você não estiver atrás de muito relax, não tem por que ficar mais do que uma noite e dois dias inteiros por lá. Mesmo assim, se quiser ficar em uma pousada bem localizada, sou obrigado a reservar 3 noites no feriado. O mesmo problema de Ouro Preto (onde eu imaginava ficar duas noites).

Gabriel Prehn Britto

Resultado: escolhi garantir 3 noites em Ouro Preto e, se possível, fazer um bate-volta em Tiradentes. Vai ser um pé no saco (são 150 km), mas tentarei.

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Problema 3: Preços parisienses.

Gabriel Prehn Britto

Em Ouro Preto e Tiradentes, não encontrei nenhum lugar minimamente charmoso que custasse menos de 600 reais por 3 noites. A média ficou entre 750 e 800 reais.

Gabriel Prehn Britto

Seiscentos reais é o equivalente a mais de  250 euros. O hotel mais barato e bem localizado que encontrei em Paris em 2008 cobra, hoje, 90 euros pela diária. Três noites lá sairiam apenas 20 euros mais caras do que em Tiradentes/Ouro Preto. Mas veja bem: estamos falando de um hotel no Marais, em Paris, a cidade com o segundo metro quadrado mais caro do mundo (média de 14 mil reais). Duvido que isso não seja um valor alto para qualquer turista, nacional ou estrangeiro.

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Sei que ainda enfrentarei outros imprevistos e listarei cada um deles aqui. Pode ser ilusão minha, mas penso que divulgar os problemas ajuda a combatê-los.

Gabriel Prehn Britto

Eliminando cada um, pouco a pouco, talvez um dia os gringos não troquem Angra dos Reis por Chernobyl e a gente consiga ter mais turistas de que a Ucrânia.

(Pê-Ésse: Gostou das fotos deste post? São todas do Brasil e todas minhas. Tem mais no meu Flickr.)