Burocracia

As águas é que são felizes…

“…não têm que ter visto para entrar no país.”

É isso que diz a maravilhosa letra de “Estamos Adorando Tókio”, do fantástico Karnak. Para as águas, as fronteiras são mesmo mamão com açúcar, já para os humanóides costumam ser um pé no saco, mas não reclame, porque essa apurrinhação já foi bem pior.

La migra

Antigamente, o pobre viajante não podia sair do seu país sem um salvo-conduto concedido pelo seu soberano. Segundo o Wikipedia, um dos registros mais antigos da burocracia alfandegária está na Bíblia. O Livro de Neemias, de 450 a.C., mostra o personagem pedindo cartas de apresentação para o rei persa Artaxerxes, com a intenção de chegar a salvo em Judá. Ganhou uma requisição de segurança destinada “aos governantes da província do outro lado do rio”.

A coisa só começou a ficar menos casca-grossa, no século 19, na Revolução Industrial. A melhoria nos transportes estimulou a migração e o povo começou a se movimentar mais livremente. Naquela época (que devia ser ótima) o passaporte não era exigido, mas facilitava a entrada do viajante nos países.

Beto Carrero

Então veio a Primeira Guerra e tudo começou a tomar a forma atual. O passaporte passou a ser exigido por questões de segurança e, depois do conflito, a Liga das Nações realizou a Conferência Internacional sobre Passaportes, Formalidades de Alfândega e Bilhetes de Passagem e padronizou o documento, que só então ganhou foto (antes vinha com descrições físicas do viajante).

O nome “passaporte” não tem origem garantida, mas vem de muito tempo e do francês. Pode ser derivado de “passe port” (referente a “porto”) ou “passe porte” (dos portões nos muros das cidades medievais).

Passaporte antigo

Hoje, muitos países sequer reconhecem passaportes de determinadas nações, porque não aceitam a existência delas. É o caso do passaporte israelense e dos passaportes britânicos emitidos em Gibraltar, por exemplo, que não são reconhecidos por muitos países árabes e pela Espanha, respectivamente.

Mesmo assim, os ingleses são os cidadãos mais invejados pelos viajantes. Eles não precisam de visto para entrar em 166 paises, enquanto nós estamos “liberados” em 130 nações.

Legal. Mas livre, livre, mesmo, só as águas.

Europa

Mapeando estereótipos

Coloquei isso no Twitter, mas tive que repetir no blog para o deleite de quem não me segue por lá.

Yanko Tsvetkov é um designer búlgaro que vive na Inglaterra e teve uma ideia ótima: fazer mapas da Europa de acordo com os estereótipos que vários povos e grupos sociais têm sobre o continente.

Olha no que deu.

A Europa segundo com os americanos:

Europe According to the United States of America - Yanko Tsvetkov

A Europa segundo os gays:

Europe According to Gay Men - Yanko Tsvetkov

A Itália segundo os italianos ricos e finos:

Italy According to Posh Italians - Yanko Tsvetkov

Gostou? Estes desenhos são apenas alguns. Dê uma olhada nos outros e aproveite para comprar uma camiseta com a sua ilustração preferida. Não sei se o Yanko entrega no Brasil.

A dica destas maravilhas veio do ligadíssimo Brain Pickings.

Gabão

Por Que Pra Lá? - Gabão

Desde que conheci uma pessoa com o nome de Kenya (há muito tempo), pensei: se eu tivesse o nome de um país, teria muita vontade de conhecer o lugar.

Então, em pleno 2010, olhando para o mapa, me dei conta da semelhança entre Gabe e Gabão. O.k., não é assim nada lógico como Kenya e Quênia, mas com um pouco de imaginação, egocentrismo e forçação de barra, dá para criar a fantasia de que o pequenos país africano e eu temos alguma ligação morfológica, quiçá cósmica.

Nada melhor que celebrar esse encontro com um Por Que Pra Lá? - Gabão.

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GABÃO - POR QUE PRA LÁ?

Antes de mais nada, vamos ao significado deste lindo e aumentativo nome. Segundo o livro A Origem dos Nomes dos Paises, Gabão é uma palavra portuguesa para “casacão” ou “sobretudo”. Os portugas, que foram os primeiros europeus a aparecer pela área, se inspiraram na geografia do lugar para batizá-lo, porque o estuário do rio Mano protegia as embarcações lusitanas no oceano Atlântico.

Bandeira

Gabe, por sua vez, é o apelido inglês para Gabriel. Descobri isso vendo Risco Total, do Stallone, lá por 93, e adotei. Achei mais masculino do que “Gabi”. Sei lá. Me deixa.

Gabe

O Gabão fica na África Central, cercado pelo Congo, pelos Camarões e por Guiné Equatorial. É um pouco menor do que o estado do Tocantins e a capital é Libreville. Nome bonito também.

Te localiza

Mas por que você, que não se chama Gabriel, passaria férias por lá? Por muito mais motivos do que você imagina:

1) Por que a capital Libreville é considerada uma das cidades mais cosmopolitas da África.

Libreville

2) Para conhecer a segunda cidade mais cara da África e a 13ª do mundo. Sim: do mundo. Libreville é mais cara que Helsinque, Moscou e Paris, por exemplo.

3) Para conhecer um país riquíssimo em natureza e que, por isso, transformou 11% do seu território em reservas protegidas, uma das maiores proporções do mundo.

Sono

Gorila

Massa

4) Para ver búfalos, elefantes e gorilas tomando banho de sol na beira da praia.

Prainha

5) Para ver hipopótamos tomando banho de mar.

Foto: National Geographic

6) Para conhecer um país que, segundo o Lonely Planet, “quanto mais tempo você fica, menos quer sair”.

7) Para visitar o Loango National Park, uma reserva ecológica chamada de “O último paraíso da África” pelo naturalista Mike Fay, da National Geographic.

O último Éden

8 ) Para tentar entender como um país com mais de 40 etnias consegue ser um dos mais estáveis da região.

9) Para ir a um lugar definido como “totalmente novo para o turismo”

10) Para passear pelos túneis verdes das estradas gabonesas.

11) Para ir ao país considerado “o futuro melhor destino da África para o ecoturismo”.

Praião

12) Para conhecer o Ivindo National Park, um dos principais e mais lindos parques ecológicos do país.

Foto: Robert J. Ross

13) Para conhecer Lambaréné, a vila onde o Prêmio Nobel da Paz de 1952, Albert Schweitzer, fez o seu trabalho mais importante de ajuda humanitária.

14) Para conhecer um país com 70% do seu território coberto por vegetação nativa.

15) Para fazer uma foto em cima da Linha do Equador, em frente a uma placa em francês.

Êêêê!

16) Para ver praias praticamente intocadas.

Paz

17) Para voar de Air Gabon.

Air Gabon

18) Para experimentar uma viagem de iboga ou de “kola nuts”, dois alucinógenos leves utilizados principalmente pela rapêize gabonesa para virar a noite dançando. Aliás, dividir “kola nuts” com alguém é um sinal de respeito e amizade por lá.

Kola nuts

19) Porque é impossível não morrer de vontade de ir para lá depois de dar uma olhada neste site.

20) Porque as palavras do naturalista Mike Fay são fortes: “I literally want as many people on earth as possible to see this place and fall in love with it”.

Mike Fay

Hora de Gabriéis e não-Gabriéis colocarem o Gabão nas suas listas de viagens.

Brasil

A Copa do Mundo é nossa. Mas é melhor devolver.

Posso falar?

Virei pró-cancelamento da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Oi?

Não me leve a mal. Não é anti-patriotismo nem secação. Tudo que eu mais quero (além de viajar) é que o Brasil se transforme em um país desenvolvido, cheio de turistas e com passaporte aceito sem restrições no mundo inteiro. Não tenho dúvidas de que uma Copa vai ajudar nesse sentido, portanto sou completamente a favor de sediarmos o evento.

Mas não em 2014.

Explico.

Daqui a um mês, em 30 de outubro, comemoraremos 3 anos desde o grande anúncio da Fifa.

É nóis, mano!

De hoje até junho de 2014 são aproximadamente 3 anos e 9 meses. Considerando que temos eleições, Natal, réveillon, e que o ano só começa depois do Carnaval, restam praticamente 3 anos e 3 meses.

Ou seja: quase nada a mais do que tivemos desde aquele festivo outubro de 2007.

Então eu pergunto: com 50% do prazo extinto, o que você já viu de mudanças concretas na sua cidade até hoje? O que você já viu de obras de infraestrutura realmente relevantes?

Hmmm...

Perdemos 3 anos nomeando “Secretários da Copa” em todos os estados, sambando para impressionar jurados da Fifa e vendo animações em 3D de projetos dos estádios. Mas mão na massa, tijolo e obras, vimos muito pouco ou nada.

Confesso que eu ainda acreditava que as obras seriam realizadas. Teríamos superfaturamentos a esmo, roubalheira desenfreada, claro, mas veríamos 12 cidades melhorando, ganhando padrões primeiro-mundistas. Ao menos, ganharíamos qualidade de vida e projetaríamos uma imagem excelente do Brasil para o mundo, com todas as suas consequências positivas. Finalmente faríamos jus ao nosso potencial turístico, que hoje tem números risíveis.

Huahuahua!

La mano de Diós

Infelizmente, essa crença infantil acabou quando li a notícia de que a reforma de um túnel em Porto Alegre tem previsão de duração de 18 meses.

Sério?

Repito: re-for-ma. Não é a construção de um túnel novo, é reformar um túnel velho.

Dezoito meses é praticamente a metade do tempo que temos daqui até a Copa 2014. E sabe quanto tempo levou entre a realização do orçamento e o início da execução da obra? Dez anos. Sim, a reforma de um túnel precisou de 10 anos para ser iniciada.

Agora me diga: se precisamos de 11 anos e 6 meses para reformar um buraco, precisaremos de quantos para abrir avenidas, criar ciclovias, reformar e ampliar hospitais, construir hotéis, fazer calçadas com acessibilidade universal, organizar transporte coletivo, modernizar aeroportos, duplicar estradas, expandir metrôs et cétera e tal?

Err...

Porto Alegre continua a mesma de 3 anos atrás. Para não ser injusto, alguns semáforos até foram substituídos por novos e já me surpreendi com 2 semáforos de pedestres com sistema para auxiliar deficientes visuais. Mas isso é só perfumaria e exemplos de falta de estrutura na cidade dão em árvores.

A própria candidata Dilma deu a morta em uma entrevista ao Bom Dia Brasil: “Os estados e as prefeituras levam em média 65 meses para concluir o processo de investimento, entre fazer o projeto executivo, fazer o projeto básico, fazer a licença ambiental e contratar a obra.”

Sessenta e cinco meses são mais de 5 anos.

É?

Tudo bem. Para não ser tão pessimista (ou realista) admito que até podemos não fazer feio na frente dos gringos. Mas vai ser tudo na base da maquiagem, que vai durar um mês e escorrer na primeira tempestade. Um teatrinho apenas nas principais áreas das cidades, deixando o caos fora da região da Copa.

É isso que você quer? Roubalheira e superfaturamentos por uma maquiagem temporária?

Pelas barbas do profeta!

Minha proposta é a seguinte: vamos abrir mão da Copa 2014 e nos concentrar nas Olimpíadas do Rio, em 2016.

Depois de um choque inicial pela notícia, o mundo tem grandes chances de admirar a nossa capacidade de assumir nossas fraquezas e a responsabilidade por parar tudo a tempo de uma mudança segura de país-sede. Podemos fazer o mea-culpa no Twitter - está na moda reconhecer erros via web. Assim, o provável calote que daríamos em 2014 terá se transformado em um exemplo de maturidade nacional. Seremos aplaudidos. Clap, clap, clap!

Oh, yeah, babe!

Com foco em reformar apenas uma cidade (o Rio), teremos muito mais forças para dar um show em 2016. Com doses cavalares de otimismo e uma parcela paquidérmica de ingenuidade, é possível acreditar que o choque nacional vai se transformar em mobilização por um evento inesquecível, na cidade mais linda do planeta. Teremos, enfim, uma cidade de primeiro mundo no Brasil.

Aí, então, estaremos prontos para sonhar mais alto, para realmente sediar uma Copa e espalhar as obras por todo o país, com segurança e responsabilidade.

Hihihihi!

Mas precisamos ser rápidos.

O cancelamento da Copa 2014 no Brasil deve ser feito imediatamente. A demonstração de responsabilidade depende disso. Não podemos deixar para a véspera da cerimônia de abertura.

Que, aliás, ainda nem tem cidade definida.

Religião

Nem tudo é burca

Em tempos de debates e decisões radicais (e, muitas vezes, preconceituosas) sobre o uso dos véus islâmicos em países ocidentais, aqui vai uma lista dos principais tipos de véus que as mulheres muçulmanas usam para cobrir os cabelos, o rosto e/ou o corpo. As informações e as ilustrações foram gentilmente emprestadas da edição 84 da revista Aventuras na História.

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hijab

HIJAB - É o mais comum e, na minha humilde opinião de homem ocidental, é bonito pra caramba. Tem várias cores e estampas.

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al-amira

AL-AMIRA - É feito de duas peças: uma touca e uma echarpe. Também é charmosão ao vivo.

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shayla

SHAYLA - É longo e retangular, podendo ser fixado na altura dos ombros. Charmoso too.

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khimar

KHIMAR - Pode ter variações no comprimento, mas sempre cobre os ombros da mulher.

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xador

XADOR - Deixa apenas o rosto à mostra. É o mais leve entre os conservadores.

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niqab

NIQAB - Só os olhos ficam à mostra, mas também podem ser escondidos com um véu.

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burca

BURCA - O mais famoso de todos. Cobre tudo e a mulher só vê através de uma tela.

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Segundo a Aventuras na História, os nomes podem variar de país para país. Mas, em geral, são estes os modelos de véus usados por aí.

Como você vê, nem tudo é burca.

Cias. Aéreas

É bobagem, mas eu me divirto

O Smiles segue me chamando de King Leonidas of Sparta.

Ou King, para os íntimos.

Call me King

Me divirto.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Roteiros fora do roteiro

O mundo do turismo está com overbooking de temas de viagem manjados. Um único tiro em uma árvore é suficiente para derrubar dezenas de “Terra dos Marajás”, “Rota dos Castelos”, “Ferrovia Transiberiana”, “Europa Latina” e coisa e tal.

Daí resolvi me divertir olhando o mapa-múndi e pensando em novos temas, sem me preocupar com valores de eventuais viagens. Fingi que era o Eike Batista e embarquei. Veja o resultado.

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ROTEIRO CADÊ MEU UÍSQUE? Um passeio gelado pelo parte grisalha do mapa, apenas em regiões acima do Círculo Polar Ártico: EUA (Alasca), Canadá, Groenlândia, Islândia, Suécia, Noruega, Finlândia e Rússia (Sibéria). Recomendo fortemente fazer no verão.

É na linha azul

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ROTEIRO MUNDOLÂNDIA. Países terminados em “ândia”: Finlândia, Islândia, Groenlândia, Nova Zelândia, Somalilândia, Suazilândia, Tailândia e, óbvio, Disneylândia, o reino da magia.

Ratinho

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ROTEIRO MUNDÃO. Não vou escrever de novo para que não me tirem para louco. Clique aqui e leia.

mundao

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ROTEIRO 300. Prepare for glory. Depile o peito, vista seu melhor saiote grego e vá para a Esparta original, na Grécia. Depois, voe para os EUA e passeie por todas as cidades americanas chamadas Sparta. Segundo a Wikipedia, tem Sparta na Geórgia, em Illinois, no Kentucky, em Michigan, no Missouri, em Ohio, no Tennessee e no Wiscosin. Para finalizar o périplo como um guerreiro de Leônidas, jante no inferno: reserve uma mesa no Hell’s Kitchen, em Nova York.

Spartaaa!!!

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ROTEIRO LINHA DO EQUADOR. Uma viagem quente por todos os países por onde passa a Linha do Equador. Comece no ponto mais perto do 0 X 0 (Linha do Equador X Meridiano de Greenwich) e siga em frente: São Tomé e Príncipe, Gabão, Congo, República Democrática do Congo, Uganda, Quênia, Somália, Ilhas Maldivas, Indonésia, Kiribati, Equador (incluindo as ilhas Galápagos), Colômbia e, claro, o Brasil.

Equador

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ROTEIRO PAGUE 1, LEVE 2. Brasileiro adora uma promoção. Então que tal fazer uma viagem por países que são (ou parecem ser) dois? Você paga uma viagem e leva dois destinos! Confira e corra para aproveitar! Ofertas válidas até a próxima revolução separatista! Anote aí: Antígua e Barbuda, Bósnia-Herzegovina, São Vicente e Granadinas, São Tomé e Príncipe e  Trinidad e Tobago.

Não PERDA!

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Enfim, a lista é gigantesca. Para sair dos roteiros mais manjados, basta um pouco de imaginação e muito dinheiro.

Só isso.

Estados Unidos

Itsy Bitsy

A radiação das bombas atômicas já deixou todo mundo careca de saber que o nome do traje oficial das praias brasileiras foi inspirado no atol de Bikini, um paraíso perdido no meio do oceano Pacífico. E todo mundo já sabe que o atol de Bikini foi usado como base de testes nucleares entre 1946 e 1958.

O original

Cabum!

O que poucos sabem é a origem do nome do atol, que acabou de entrar para a lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Pois bem. Bikini, na língua local, significa “terra de muitos cocos”.

Coconuts

Faça as piadinhas que quiser com isso agora.

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Para chegar em Bikini:

- Voe até as Ilhas Marshall com a Continental ou com a JAL (pouso em Delap-Uliga-Darrit, no atol de Majuro).

- De Majuro, informe-se sobre como ir até Bikini.

Cinema

Hollywood ensinando geografia

114 países em 100 filmes.

Trabalho paciente da Whirled Interactive.

Espanha

Quando a piada vira história

Para quem não costuma repetir destinos, as viagens são períodos pontuados por vários momentos únicos, que você aproveita ali, na hora, ou provavelmente não vai aproveitar nunca mais.

Em casos assim, algo que parece ser apenas uma piada bobinha pode se tornar uma boa história (ou pelo menos uma história bobinha e divertidinha) para contar pelo resto da vida.

Em 2006, quando montei o roteiro da viagem Marrocos/Espanha e incluí a Andaluzia, percebi que viveria um momento destes, bobo mas único. Não tive dúvidas: depois de passar a infância vendo o Pica-Pau cantar “Il Barbiere di Siviglia”, eu decidi que faria a barba com um barbeiro de Sevilha.

Aproveitei que os primeiros dias da viagem eram no Marrocos e deixei a barba crescer para me misturar aos árabes. Mas quando cheguei em Sevilha, logo perguntei ao dono do hotel onde eu poderia cortar aquele monte de pelos coçantes.

A primeira indicação foi a rede de lojas El Corte Inglés, que eu não conhecia, mas fui atrás e vi que era um lugar modernete demais.

Modernete

Voltei ao hotel e fui mais claro: eu precisava de um lugar clássico, antigo, de rua, porque eu queria me barbear com um legítimo barbeiro de Sevilha.

O velhinho me olhou com cara de quem achou aquilo meio ridículo, mas eu ignorei. Pegou meu mapa e apontou a rua onde ele se lembrava que havia uma barbearia.

Aqui, ó

No dia seguinte, fui até lá. Apesar do ambiente ser ótimo, o barbeiro não era o gordo bigodudo com quem eu sonhava, não se chamava Fígaro e a plaquinha “english spoken” na vitrine dava um ar cosmopolita demais para o que eu queria. Mas me conformei. Nos anos 2000 não deveria haver muitas barbearias clássicas numa cidade moderna como Sevilha. Era melhor aproveitar o que aquela me oferecia, que já era bastante.

O resultado foi o ensaio sensual abaixo.

Barbearia Melado. O nome não ajuda em nada

Um Fígaro moderninho

Olhar 43

English spoken here

A brincadeira toda me custou 17 euros (mais ou menos uns 60 reais na época) e algumas horas de turismo perdidas na busca pelo endereço.

Foi bem salgado para um corte a zero e uma barba. Mas baratinho para uma boa história para contar.