Brasil

Good humour to the fashion of Bar do Beto

O inconfundível cardápio do post “English to the fashion of the house” rendeu mais do que boas gargalhadas com sua versão peculiar de inglês. Rendeu também uma bela surpresa.

Ao invés de me mandar para o quinto dos infernos por ajudar a expôr o seu engano, o Bar do Beto (autor do cardápio) fez muito melhor: levou tudo na brincadeira e, gentilmente, me enviou o presente abaixo.

Present to the fashion of Bar do Beto

Um pequeno dicionário de inglês ganhou a sobrecapa “Bar do Beto. O berço do inglês gaudério”, uma justificativa divertida para o inglês tosco do menu. Junto dele, o cartão explica:

“Tivemos pequenos problemas com nosso cardápio (…). Para provar que nosso contra-filé é delicioso em qualquer língua e pedir desculpas pelo inconveniente, oferecemos a você uma cortesia do famigerado Against Fillet.”

Infelizmente, na sexta-feira eu saí para almoçar um pouco antes do que o normal e a surpresa chegou quando eu não estava mais no trabalho. Mas já fui avisado de que a cortesia ainda é válida e não vejo a hora de aparecer.

O Bar do Beto (conhecidíssimo em Porto Alegre) mostrou que, no quesito bom humor e mídia social, está afiado para receber os gringos em 2014.

Guias

Quer moleza? Senta na 1ª classe

Thomas Kohnstamm é um gringo que um dia foi convidado pela Lonely Planet para passar um tempo atualizando a edição do seu guia Brasil. Como não é louco, largou tudo e topou a oferta, mas logo percebeu que aquela vida era uma roubada, largou tudo de novo e escreveu Autores de Guias de Viagem Vão Para o Inferno?, um livro que conta o lado difícil de um dos trampos mais desejados do mundo.

Leia

Alguns dos motivos que fizeram Thomas desistir estão em uma entrevista no site da revista Trip: a grana é ridiculamente baixa, o dinheiro que os escritores recebem raramente cobre todas as despesas da viagem, os editores exigem informações impossíveis e não ligam para as dificuldades, os prazos são insanos, a rotina é exaustiva, etc., etc. e etc.

Ter um programa de TV sobre viagens não deve ser muito mais fácil, não. A equipe que me acompanhou durante o Viajante Opanka não estava na mesma moleza que eu (ah, as fé-ri-as!) e o dia-a-dia deles era bem corrido.

O diretor, a produtora, o operador de áudio, o câmera e o motorista (você nem imaginava que era tanta gente, né?) trabalhavam muito. Passavam os dias organizando a agenda. Tinham que resolver os eventuais imprevistos técnicos. Faziam simpatias para que São Pedro ajudasse no clima e malabarismos para que o trânsito não nos atrasasse mais do que o normal. E no final do dia, quando eu já estava de cuecas nos lençois de algodão egípcio da cama king size da minha suíte, eles ainda tinham que analisar, editar e enviar os vídeos para Porto Alegre.

Alguma semelhança com o estresse e a correria que você vive em um escritório? Ah, pois é. Então na próxima vez que invejar mortalmente o povo que ganha para viver em férias, lembre-se do Padre Quevedo:

- Isso NO ECZISTE!

Isso NO ECZISTE!

UPDATE-RELÂMPAGO: Vida de blogueiro de viagem também não é nada fácil.

Brasil

English to the fashion of the house

Os estádios não começaram as reformas. As cidades ainda não viram as mudanças prometidas. Mas alguns bares e restaurantes brasileiros já estão, sim, prontinhos para receber os turistas gringos na Copa de 2014.

Dá uma olhada neste belo cardápio em inglês apresentado em um estabelecimento de Porto Alegre.

Foto: André Pase (http://tvmaisinternet.wordpress.com)

A foto é do André Pase e chegou até mim via Marcelo Träsel.

Esse “Against Filet to the Fashion of the House” não é de dar água na boca?

E o “Against Filé Acebolado”, hein? Que delícia!

Mas nada se compara ao “Allah Rough Draft”. Meu inglês capenga não conseguiu traduzir essa maravilha e eu já estava achando que era algum petisco árabe, mas o Träsel decifrou: é um delicioso e brasileiríssimo “à la minuta”.

Thank you, André Pase, por dividir essas gostosuras com o mundo.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Tuk-tuk nervoso

Motorista de tuk-tuk dobrando à esquerda no melhor estilo cambojano de dirigir.

Repare na minha risada de nervoso.

Siem Reap, Camboja.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Exercitando o equilíbrio

A lenda diz que os vietnamitas acordam cedo para fazer Tai Chi Chuan, mas a verdade é que eles fazem os exercícios mais estranhos. Aparentemente, qualquer tipo de movimento com o corpo é considerado um exercício.

Nesta praça no centro de Hanói, havia uma multidão de pessoas se mexendo de forma diferente e bizarra. Mas esse tiozinho me ganhou. Ele passou um tempão assim.

Ao fundo, duas pessoas jogam peteca, outro esporte apreciado no país.

Brasil

Calma, Lençóis e Bahia

Demorei horrores para saber da existência disso, mas antes tarde do que depois de 2012.

Lençóis, na Bahia, já tinha me conquistado no post da Teté Lacerda, do Escapismo Genuíno. Mas me apaixonei de vez pela cidade depois de descobrir esta maravilha aqui:

Insisto que você veja o vídeo inteiro, porque é lindo. Mas se você não tem tempo agora ou se bateu aquela preguiça baiana, vou dar uma chance e explicar do que se trata.

Stephen Doitschinoff tem nome de gringo e apelido sugestivo: Calma. Depois de passar um tempo fora do Brasil, voltou com a ideia de colocar seus desenhos fantásticos em uma cidade inteira. E adivinha onde ele fez isso?

Sim, em Lençóis.

Lindo

Sério, não deixe de ver o documentário (que se chama Temporal). A parte em que Calma pinta o cemitério da cidade é de chorar de tão linda.

Não parece, mas é um túmulo

Não parece, mas é um túmulo (2)

Amém

Lençóis já é uma cidada turística, porque fica na boca da Chapada Diamantina e é tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Mas ainda que não fosse, mereceria uma visita apenas para ver de perto e ao vivo essa lindeza toda que o Calma fez por lá.

Sem falar que eu duvido que exista trio mais relaxante que esse para as suas férias: Calma, Lençóis e Bahia.

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O caminho

Para chegar na cidade:

(De ônibus) A Real Expresso faz o trajeto desde Salvador. São 425 km de estrada.

(De avião) A Trip faz voos entre a capital baiana e o aeroporto de Lençóis. São mais ou menos 50 minutos voando. Mais rápido que comer um acarajé.

Laos

Sabaidee

Ufa! Como é bom ter amigos.

Sabe a promoção aqui embaixo, na qual eu pedi para os leitores decifrarem uma palavra difícil demais? Pois a amigona Opanka estava ligada nos acontecimentos e resolveu dar uma força, enviando ela mesma os pares de chinelos para os vencedores.

Obrigado, Opanka. Valeuzão.

Mas quem foram os vencedores?

Na categoria Resposta Correta, o mestre Egon Filter disparou sem dó: o que está escrito é “sabaidee”, que significa “olá”, “bom dia” e coisa e tal em laosiano. Veja como pronunciar:

É a expressão mais dita e escutada no país, porque os laosianos (ao menos os de Luang Prabang) cumprimentam todo mundo nas ruas. É lindo de se ver e impossível de não se apaixonar pela sonoridade e pela alegria em cada “sabaidee”.

Sabaidee

Já na categoria Resposta Mais Criativa, o vencedor foi o Nei Ferrari, que mirou aquele monte de traços, bolinhas e curvas e enxergou “Sacanagem”. Ótimo. Obrigado, Nei. Nunca mais vou conseguir olhar para “sabaidee” como antes.

Em breve escreverei para os ganhadores para saber que número cada um calça. E logo em seguida vocês devem receber os presentinhos.

Obrigado pela participação de todos e parabéns ao Egon e ao Nei.

Mapas

Arte turística

Alguns mapas bonitos para inspirar esse dia de trabalho enquanto você espera as férias. Criações do Khuan Cavemen Co.

Ganha um sorriso quem adivinhar quais são os países representados.

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

Khuan Cavemen Co (Flickr)

O Que Eu Fiz Nas Ferias

O que é o que é?

Hora de uma brincadeirinha cultural-viajante no OQEFNF. Mas, antes, uma breve explicação.

Sou eu

Obviamente eu recebi uma montanha de chinelos no meu reinado como Viajante Opanka. Gostei muito de todos eles, mas foram tantos que eu logo percebi que não vou conseguir usar tudo até o fim dos meus dias nesse mundo. Então veio a ideia de fazer uma brincadeira para distribuir alguns pares para os leitores deste espaço. Se der certo, distribuo outros mais além. Se não der, apago este post e nego tudo.

Importante ressaltar: os pares integrantes do prêmio estão virgens, intocados, puros. São apenas os que eu não utilizei nem nas gravações, nem depois. Não se preocupe: eu tenho uma noção mínima de convenções sociais higiênicas.

Tá, mas e como funciona isso?

Simples.

Você já viu o episódio Viajante de Todos os Santos, que me mostra em Salvador? Se viu, talvez tenha percebido que eu estou o tempo todo com uma camiseta azul com algo estranho escrito em branco. Se não viu ou não percebeu, vá lá e veja (até porque é um belo episódio).

Achou que eu entregaria a imagem assim de barbada, é?

A pergunta é: que raio é aquilo que está escrito na camiseta?

A primeira resposta correta vai levar alguns pares de Opanka.

A resposta mais criativa leva outros.

Os palpites e as invenções devem ser colocados na caixa de comentários aqui embaixo. O resultado deve sair assim que eu tiver tempo para avaliar as respostas.

Mãos ao Google e boa sorte.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Uma década

A melhor ação, investimento, loucura, aventura ou whatever da minha vida completa 10 anos hoje.

Melhor souvenir EVER

Foi em 6 de agosto de 2000 que eu desembarquei em Praga sem data para voltar. Não pensava em ficar para sempre, nem em quando retornaria. Só queria viver aquela experiência pelo tempo que conseguisse, sabendo que seria fantástico mesmo se fosse um fracasso.

Depois de tudo que aprendi naquela viagem, virei o maior incentivador de chutes no balde entre meus amigos. Vivo papagaiando “passe um tempo fora!” e até inventei uma lei que obriga todo portador de dupla cidadania a viver ao menos 6 meses na sua segunda pátria.

Para comemorar esta primeira década da minha aventura, quase fiz uma lista do aprendizado em solo boêmo, mas depois achei que isso ficaria piegas e saudosista. Então mudei e escrevi uma lista diferente, com argumentos para derrubar todos os seus medos de fazer o mesmo. Se eu conseguir que você olhe os preços das passagens para qualquer lugar do mundo, já ficarei alegrinho. Mas se você não resistir e acabar embarcando, aí, sim, eu vou me sentir feliz como um tcheco em um buffet de cervejas.

Ready. Steady. Go.

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1) “Já estou velho para isso”

Bobagem. Eu já era independente, pagava prestações e tinha compromissos financeiros sérios e longos quando fui. Nada disso foi prejudicado. Quer mais? Um ex-chefe fez o mesmo com 30 anos, meu irmão vai fazer aos 37 e um tio e uma tia fizeram aos 50. Com exceção do meu irmão (que ainda não retornou) todos os outros voltaram numa boa. Desculpe, mas idade não é empecilho para viver experiências enriquecedoras.

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2) “Eu sou casado. É mais difícil fazer isso com duas pessoas”

Eu também era e só ajudou: foram duas pessoas trabalhando e economizando para viajar e duas pessoas para dividir as contas do apê tcheco.

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3) “Tenho medo de ir e ser esquecido no meu mercado de trabalho”

Você só vai ser esquecido se (A) não tiver amigos no seu mercado ou (B) virar um ermitão e deixar de se comunicar com todos. Facebook, Twitter, Orkut, Skype e coisa e tal estão aí para evitar isso. E se pensar bem, você vai perceber que não vê alguns amigos há meses e nem por isso foi esquecido ou esqueceu deles. A gente costuma achar que o mundo muda muito em um ano, mas não muda. Fui, vivi, aprendi a vida, voltei e encontrei a minha cidade do mesmo jeito que deixei, com as pessoas nos mesmos empregos de sempre, como se eu nunca tivesse saído. A única diferença era que eu, a partir de então, tinha a experiência de viver fora e inglês fluente.

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4) “Tenho medo de voltar e não encontrar emprego”

Se você conseguiu juntar dinheiro para ir é porque tem um mínimo de talento e contatos para se colocar de novo no mercado. Sem falar que você vai voltar bilíngue e com mais experiência de vida do que a maioria dos seus colegas, o que é um diferencial para ser escolhido. Se mesmo assim você tem medo, economize um pouco mais para garantir algum tempo sem emprego na volta.

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5) “Não quero ir sem ter algum objetivo que me faça crescer profissionalmente”

E se você ficar em casa lendo blogs de viagem, vai crescer quanto? Claro que uma experiência gringa fica ainda melhor com algum curso/estágio/emprego ligado a sua área. Mas não se prenda a isso. Lembre-se que a experiência de vida é o maior ganho. Vida > trabalho, sacou? E experiência de vida conta muito na hora de ser escolhido para um emprego, pelo menos por chefes decentes.

Olha o @achutti unindo propaganda e música em Londres

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6) “Tenho medo de não arranjar emprego para me sustentar lá”

Dependendo do seu destino e de quanto você consegue economizar, é capaz de nem precisar trabalhar. Eu não trabalhei. O custo de vida tcheco era tão baixo que 800 dólares por mês sustentavam duas pessoas numa boa. Se este é o seu único medo, escolha o seu destino pensando em custo de vida e mercado de trabalho. Se você conseguir juntar grana para se manter sem precisar de trampo, perfeito. Caso contrário, escolha um lugar onde você saiba que não é impossível se empregar. E não me venha com frescuras de exigir cargos de status. Escreva na sua testa (de trás para frente, para poder ler no espelho): “Eu não viajei para ganhar dinheiro, mas para ganhar experiência, conhecer pessoas, aprender culturas e novas línguas.” Ganhe o dinheiro que você precisa para não morrer de fome. O resto é lucro. Pense que esse desapego (temporário, vale lembrar) também faz parte das novas experiências.

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7) “Eu não quero trabalhar ilegalmente em um país”

Economize o suficiente para pagar um curso de qualquer coisa e escolha um país que permita que você trabalhe algumas horas por semana. Ou vá atrás de algum estágio/emprego antes de sair. Ou arranje uma maneira de trabalhar remotamente, pela internet, e viva como turista. Você é brasileiro, não desiste nunca.

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8 ) “Não sei para onde ir”

Vá para algum lugar que você já conhece (e gosta) ou já tenha amigos. Não conhece nada e é um lobo solitário no mundo? Escolha um lugar com o qual simpatize, economize e matricule-se em um curso. Mais cedo ou mais tarde você vai se enturmar, porque estrangeiros são como imãs no exterior. Brasileiros, então, são que nem baratas: você encontra em qualquer lugar.

Ô, praga!

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9) “Eu não posso ficar fora por um ano”

Quem disse que você precisa ficar um ano no exterior? Fique quanto tempo você quiser e/ou puder. Na minha temporada tcheca, aprendi que estas experiências novas têm momentos distintos. Sabe numa viagem de férias, quando você faz milhares de fotos no primeiro dia e depois começa a diminuir o ritmo de cliques? Em temporadas gringas também é assim: os primeiros meses são extremamente intensos, tudo é novo, diferente, curioso e maravilhoso. Mas depois as coisas se acalmam. Se não puder ficar nem 3 meses, fique apenas um. Já vai ser o suficiente para mudar a sua cabeça.

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10) “Tenho medo de não me adaptar ao novo país”

Todos os viajantes estão sujeitos a isso, mesmo em simples férias. O pior que pode acontecer neste caso (além de uma diarréia por causa de algum tempero no seu intestino não adaptado) é você comprar uma passagem de volta e encurtar sua aventura. De qualquer maneira, você já terá vivido uma grande experiência.

Coitada da privada do não-adaptado

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11) “Que língua vou falar lá?”

Se você escolher algum lugar de língua bizarra, certamente vai encontrar uma cacetada de expatriados tão perdidos quanto você e, inevitavelmente, vocês vão se ajudar. Depois, naturalmente, você vai aprender o básico-raso-be-a-bá da língua e, aos poucos, vai conseguir estabelecer contato mínimo com os nativos. Eu fui para a República Tcheca, um lugar onde não se fala inglês fora dos pontos turísticos. O que eu mais tinha que falar por lá era tcheco mesmo. Obvio que era um nível  Tarzã-tcheco (“Onde banheiro?”, “Quanto isso?”, “Hora saída?” - tentando descobrir o horário de check out em uma pousada no interior, cujo dono não sabia nem o que era “check out” em inglês), mas sobrevivi. E se eu, que tenho inteligência mediana, consegui aprender isso, você consegue também.

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12) “Vou morrer de saudades”

Ah, vai. Mas contra isso tem a lembrança de que você não vai ficar lá para sempre, tem o Skype e tem até as lições que a saudade nos ensina. Além do mais, ela vai ser a responsável por um dos aspectos mais emocionantes de viver fora: fazer com que parentes e amigos que nunca viajariam visitem você. Garanto que você nunca vai esquecer destes momentos. A saudade é gigantesca, mas passa. Já a experiência, ah, essa fica.

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13) “Eu tenho estabilidade e um bom nível de vida aqui. Não quero correr o risco de perder tudo”

Ô, pessimismo, hein? Momento Shinyashiki: se você alcançou a estabilidade, é porque tem talento e capacidade de reconquistar a mesma algum tempo depois de voltar. Pode ser que seu salário caia um pouco (o meu caiu), mas é questão de tempo até você se recuperar totalmente. Essa perda momentânea não vai ser nada perto da experiência de vida que você vai ter na volta.

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14) “Tenho medo de ter que voltar para o Brasil”

E quem disse que você vai voltar? E quem disse que você vai querer ficar lá? E quem disse que você não vai querer voltar? Não sofra por antecipação. Vá e veja o que acontece. Se tudo for uma maravilha, você vai ficar. Se a saudade bater, você vai voltar. Eu voltei morrendo de amores pelo Brasil. Voltei mais porto-alegrense do que o pôr-do-sol no Guaíba. Ia a shows do Nei Lisboa, tomava chimarrão na Redenção, caminhava pela Independência como se estivesse na Champs-Elysées. Quem garante que não vai acontecer o mesmo com você? Você realmente prefere deixar de viver essa experiência por causa de uma dúvida?

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15) “Eu tenho filho(s)”

Se não for possível levar a molecada junto, espere até que cresça e volte para o ponto 1 desta lista.

Grande Al Bundy!

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Por enquanto é isso. Caso o seu receio não esteja contemplado aqui, escreva nos comentários. Se for possível, derrubarei e espancarei o coitado. Tudo para que você também tenha uma cidade estrangeira para chamar de sua.

E feliz 10 anos para o casamento eu + Praga.

O visto