(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)
Depois de uma semana em campanha feroz (e às vezes sendo chato, eu sei, desculpe), volto à programação normal deste blog enquanto preparo as malas para partir pelo Brasil como Viajante Opanka.
Volto para dar uma dica que, aparentemente, não tem nada a ver com turismo, mas tem - e muito.
Não sou ligado em futebol. Se você perguntar a escalação do meu time, só conseguirei dizer o nome do goleiro. Sobre a Seleção Brasileira, só lembro das camisas espalhafatosas do Dunga e sei que o tal de Ganso e o Neymar não foram convocados, gerando dúvidas sobre a capacidade intelectual do treinador e um monte de opiniões nada respeitosas sobre a senhora mãe dele.
Mesmo assim, não pensei duas vezes antes de comprar o livro A Copa Que Interessa, da editora Dublinense.

Eu sabia que algo escrito pelo genial Eduardo Menezes seria bom até mesmo se o assunto fosse futebol. Logo, foi uma belíssima surpresa descobrir que o futebol é apenas o fio condutor de um livro que fala muito mais sobre história, cultura e curiosidades dos 32 países participantes do campeonato da Fifa.
Sabia que os australianos praticam um esporte que mistura boxe com xadrez?

Que metade da seleção da Argélia é formada por filhos de imigrantes argelinos nascidos na França, em um movimento de migração contrário ao que normalmente ocorre nas relações entre colonizadores e colonizados?

Sabia que existem 260 etnias, 520 línguas e pelo menos 10 religiões populares na Nigéria?
Não sei em você, mas, em mim, informações deste tipo acendem aquela vontade de visitar um lugar. Como não querer conhecer um povo tão ingênuo como o ganês, que caiu num boato à la Guerra dos Mundos (de Orson Welles) em pleno século XXI?

É realmente A Copa Que Interessa. Pelo menos para quem gosta de viajar.