Clima

Hérna kemur sólin

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

No meio de tantas notícias sobre o vulcão-palavrão, um tweet do blog Vida na Islândia me chamou a atenção na semana passada:

@vidanaislândia

Como assim, “primeiro dia de verão na Islândia”? Estamos em abril. Não é início de verão em lugar nenhum no mundo. Foi quando o excelente (não canso de repetir) This is Iceland deu o link para a explicação do mistério.

@thisisiceland

Sim, 22 de abril foi mesmo o primeiro dia de verão na Islândia. Mas isso de acordo com o calendário antigo islandês, o “misseratal”, criado praticamente junto com a ocupação da ilha, lá pela segunda metade do século IX.

Neste calendário, o ano só tem duas estações: inverno e verão. E o verão inicia no dia em que as temperaturas passam de “abaixo da média” para “acima da média”.

Pode parecer uma besteira, mas segundo os islandeses, nos últimos 30 anos os dias de início de verão e de inverno caíram muito próximos dos períodos em que estas mudanças aconteceram.

Até os cientistas comprovam a eficiencia do “misseratal” (que significa “calendário de meio ano” na mesma língua que inventou de chamar um vulcão de Eyjafjallajokull). Segundo eles, os ventos que caracterizam o inverno por lá diminuem neste período, além de acontecer uma mudança na circulação na atmosfera, responsável pelas tempestades islandesas.

Então se você anda com saudades do verão, demorou para embarcar para a Islândia. Tá rolando mó praião por lá.

Bjork e seus vulcões islandeses

A propósito, a moça desinibida da foto acima é a Björk e “hérna kemur sólin” significa “Here Comes the Sun” em islandês (de acordo com o Google Translate).

Dinheiro

A nova cara da Padroeira dos Viajantes

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A apresentação da nova nota de 100 USD foi feita no meio da semana. Mas não custa nada deixar a querida exposta aqui para quem ainda não viu.

A cor muda, mas a cara de cu do Benjamin Franklin nãoVista de ré

Cicloturismo

Só no pedalzinho

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Ciclista? Fã de ciclismo? Viajante? Aventureiro? Rico?

Rapaz, você tem sorte. Pode fazer uma das viagens do Trek Travel, uma companhia de cicloturismo que veio parar aqui no meu navegador.

Rico pedalando

Como o nome indica, a Trek Travel é intimamente ligada à Trek, uma das melhores fabricantes de bicicletas do mundo. Isso significa que as magrelas fornecidas para os clientes são muito boas, assim como o equipamento e, em alguns casos, até mesmo a companhia. Lance Armstrong, por exemplo, multi-campeão da Tour de France, aparece em alguns roteiros.

Babei muito em várias opções, mas obviamente tive uma queda maior pelo tour Praga-Viena, via Český Krumlov (3.295,00 doletas por pessoa).

Caminho

E ainda dá para beber cerveja e dirigir bicicleta.

TV

As Cidades Mais Hostis do Mundo?

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á falei isso, mas vale repetir: admiro muito (a.k.a. “invejo”) quem tem ideias ótimas para programas de tevê envolvendo viagens.

WOW

Quando vi a chamada para “MacIntyre: As Cidades Mais Hostis do Mundo”, nova atração do canal TruTV, achei que tinha encontrado mais um integrante da minha galeria “Como Foi Que Eu Não Pensei Nisso Antes?” e decidi que não podia perder aquela estreia.

Mas perdi. E quando procurei pelos horários de reprises, achei que foi melhor não ter visto mesmo.

Fale a verdade: um programa com esse nome remete a quê? Cidades perigosíssimas, com altíssima criminalidade, brigas de gangues, fanatismo religioso, códigos de conduta rígidos, enfim, aquela parte da cultura de um país que quase ninguém quer ver ao vivo.

Qualé, dusmeu?

E que cidades guardam o que existe de mais radical nesse quesito, segundo Donal MacIntyre, o jornalista que apresenta o programa?

Istambul, Cidade do México, Paris, Praga e Nápoles.

Repetindo o nome do programa: “MacIntyre: As Cidades Mais Hostis do Mundo”.

Repetindo as cidades apresentadas: Istambul, Cidade do México, Paris, Praga e Nápoles.

Tudo bem que estes lugares têm seus lados violentos. Cidade do México e Istambul não estão em países ricos e certamente têm seus recantos extremamente perigosos. Mas me parece que o nosso amigo Donal precisa mudar alguns conceitos antes de dizer que seu programa mostra “as cidades mais hostis do planeta”.

Recomendo viver em algum país subdesenvolvido antes de produzir a segunda temporada.

Fenômenos Naturais

As 10 melhores fotos do Eyjafjallajökull

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Segundo a minha opinião e de acordo com a minha pesquisa, estas são as fotos mais bonitas do fenômeno natural mais bonito que me lembro nos últimos anos.

Créditos embaixo de cada uma.

Ulrich Latzenhofer / CC BY-SA

Foto: Ulrich Latzenhofer / CC BY-SA

AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

AP Photo/Icelandic Coastguard

AP Photo/Icelandic Coastguard

ARCTIC IMAGES / CORBIS

Foto: Artic Images / Corbis

baldvinh - Flickr

Foto: baldvinh - Flickr

HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images

Foto: Halldor Kolbeins /AFP/Getty Images - Tirada entre a primeira e a segunda erupção (mais forte)

Marco Fulle

A mais linda de todas. Foto: Marco Fulle

RAGNAR AXELSSON/AFP/Getty Images)

Foto: Ragnar Axelsson/AFP/Getty Images

REUTERS/Olafur Eggertsson

Tirada com uma máquina amadora. Foto: Reuters/Olafur Eggertsson

Vida na Islândia

Não sei o nome do autor, peguei lá no Vida na Islândia. Estas são as crateras do vulcão, embaixo de todo o gelo e fumaça. Creepy.

UPDATE em 19/04: Esqueça. As melhores, como sempre, estão no Big Picture.

Ricos

Me chama de Eike de novo

Primeiro veio o Gilles Lipovetsky dizendo que “sensações” é o principal produto comprado pelos ultra-ricos. Segundo a teoria do filósofo francês, estes pobre ultra-endinheirados já passaram pela chinelagem de ser ricos e hoje não querem mais ostentar suas posses. Querem apenas viver experiências. Como, por exemplo, ficar uma semana no espaço ao custo de 30 milhões de dólares norte-americanos.

Muito rico

“Sua riqueza é tanta que ela procura na busca pelo produto uma experiência, algo de excepcional, que a faça vibrar, não necessariamente para se exibir.”, disse ele nesta entrevista para Fernando Eichenberg, em 2008.

Agora vem essa pesquisa, feita por psicólogos da Cornell University, dizendo que “gastar dinheiro em experiências, como férias ou festas, faz as pessoas mais felizes que a compra de bens materiais”.

Shinny Happy People

Então eu olho para os meus escassos bens e para a minha poupança mirrada e penso: eu sou feliz e podre de chique, porque gasto todo o meu parco salário em viagens.

Se você é assim também, passa lá em casa para tomar um chá e trocar ideias de novas sensações, chéri.

Espanha

Felices Pascuas

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Sevilha, Espanha.

Entre 8 ou 9 de abril de 2006.

Comemorações da Semana Santa.

Bizarro

Iugoslávia

Adeus, Iugoslávia

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R.I.P. Iugoslávia

Na última quarta-feira, dia 30 de março, o derradeiro vestígio do país que um dia foi chamado de Iugoslávia sumiu do mapa.

Ou melhor, sumiu da rede.

O domínio .yu, destinado aos sites hospedados no ex-país do carniceiro Milošević, foi oficialmente tirado do ar pela Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, em inglês), a entidade que cuida de todos os domínios de países (e que, certa vez, provavelmente em uma piada de um funcionário brasileiro, resolveu dar a Cuba o domínio .cu).

El cu es nuestro! (Foto: filsinger - Flickr)

Para quem nasceu a partir de 90 e matou algumas aulas de História, a Iugoslávia era formada por Eslovênia, Croácia, Macedônia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Sérvia. Depois de muita guerra, ficou apenas com sérvios e montenegrinos, que, por sua vez, sepultaram o nome original ao virarem o país chamado Sérvia e Montenegro, em 2003.

Em 2006, eles foram oficialmente separados, dando lugar a dois países independentes, cujos domínios na internet agora são .me (de Montenegro) e .rs (da Sérvia, para a provável revolta dos gaúchos).

Isso sem falar em Kosovo, que segue numa pendenga internacional, tentando se livrar dos sérvios e também ficar independentes.

Não é todo mundo que tem a oportunidade de acompanhar o tiro de misericórdia em um país. Muito menos acompanhar o primeiro domínio nacional a deixar de existir (me corrijam se eu estiver errado, por favor). Então, não sei para você, mas, para mim, 30 de março de 2010 foi um dia histórico.

Para comemorar o acontecimento, fiquei aí com a foto da última Miss Iugoslávia (2002), Ana Šargić.

Ana Šargić, a última Miss Iugoslávia (2002)