Fotografia

Annecy, por Mlle. Carol Bensimon

Carol Bensimon, escritora e dona do blog Paris 75004, passou recentemente por Annecy, na França. As fotos, as impressões e a opinião dela sobre cidades pequenas estão aqui.

Recomendo a leitura e uma comparação entre a linda Annecy no outono (quando ela foi) e no inverno (quando eu fui).

Outono. Foto: Carol Bensimon (25ruedutemple - Flickr)

Inverno. Foto: Gabriel Prehn Britto

Por favor, desconsidere o fato de que eu peguei um dia de sol. Imagine tudo sob a mesma previsão do tempo, ok?

Brasil

Sentindo São Paulo

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

(Pesquei esta informação no Twitter no meio da tarde e acabei esquecendo quem foi que deu a dica. Se foi você, me avise que eu dou o crédito, tá?)

Belíssima ideia: a Prefeitura de São Paulo e seus departamentos de turismo criaram o Mapa das Sensações da cidade, um guia para descobrir a metrópole através dos 5 sentidos do corpo. Prédios históricos, estádios de futebol, parques, spas, restaurantes, padarias, pizzarias, cafeterias, Horto Florestal e muito mais são indicados para quem quer aguçar a visão, a audição, o tato, o paladar e o olfato.

É até registrado, olha ali no canto

Não falam nada sobre o cheirinho de esgoto que vem dos rios, praticamente um patrimônio municipal, mas tudo bem. É perdoável.

Aproveitando o assunto, recomendo muito passar férias em São Paulo. Fiz isso em 2003, quando fui turista por 10 dias na cidade, acordando cedo (junto com os aviões pousando em Congonhas) e perambulando pelas principais atrações da capital paulista. Todo mundo me estranhou, mas eu tinha certeza de que a maior cidade da América Latina merecia a minha atenção turística. Não me arrependi.

Alasca

No meu destino ou no seu?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

E a levantadinha no vestido, hein? (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Apesar de estar no meu segundo casamento (e, espero e acredito, o último) me dei conta de que nunca saí em lua de mel, nem havia pensado aonde eu iria se saísse em uma. Até cheguei a viajar logo depois do segundo casório, mas, acredite, fui sozinho para 15 dias no Chile. Suuuper-maridão, hein?

Daí uma leitora me escreveu perguntando que destino eu indicaria para uma lua de mel. Mesmo sem nenhuma experiência em planejamento de uma viagem destas, resolvi encarar o desafio e fazer recomendações. E como essa indicação teria que ser diferente de casal para casal, procurei inventar algumas categorias de parceiros. Ou melhor, inventei algumas categorias de viajantes, porque se vocês vão casar e pretendem viajar juntos, é bom que tenham mais ou menos o mesmo estilo, né? As categorias são:

- Casais índígenas (alguns amigos diriam que o próprio casamento já é um programa de índio).
- Casais corajosos (alguns amigos diriam que isso é redundância).
- Casais low-profile.
- Casais de primeira viagem.

Não vou me preocupar com a parte financeira de cada categoria, porque isso aqui não é um estudo científico. Vou pensar apenas no melhor lugar que eu indicaria para elas. Faz de conta que não falta dinheiro para ninguém no mundo, ok?

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CASAIS INDÍGENAS

São aqueles casais que topam passar noite de núpcias em barraca, ter como banheiro da suíte a moita mais próxima e preparar um jantar romântico com um fogareiro. Para eles, eu indicaria o lugar que (me parece) mais combina aventura, paisagens românticas, natureza e segurança: o Alasca.

"A couple in paradise" é o nome dsta foto. (Foto: [griff] [griff] 'n [chuck] - Flickr)

O site Travel Alaska é um bom lugar para começar o planejamento da viagem. Tem dicas do que fazer, como ir, roteiros, aluguel de carros e coisa e tal. Mas fique ligado, porque dependendo da época do casório, ir para lá pode ser o primeiro passo para que a morte os separe. Segundo o Lonely Planet, a temperatura pode chegar a 55 graus negativos no inverno, em alguns lugares (óbvio, né? É o Alasca!)

Foto: Dirk Paessler - Flickr

Foto: moonjazz - Flickr

As melhores épocas são maio e setembro, quando o clima ainda está bom e a quantidade de turistas não é tão grande, nem os preços são muito altos. Junho, julho e agosto são lotados e convém ter reservas para trens e barcos.

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CASAIS CORAJOSOS

São aqueles casais que até se metem em lugares estranhos, mas exigem um mínimo de conforto. Barraca? Dá para aguentar por uma noite, mas depois tem que ter um hotelzinho com banho quente e lençóis limpos.

Para estes eu indicaria um dos lugares com o qual mais sonho: um cruzeiro pela Antártida.

Ao invés de pombinhos, pinguinzinhos (Foto: zoom images - Flickr)

Parece uma fria, mas pode crer que não é. Os barcos que conseguem chegar perto do continente não são aqueles cruzeiros luxuosos que a gente imagina. Mas são muito bem equipados e com um excelente nível de conforto, até porque uma viagem para lá não é nem um pouco barata.

De quebra você ainda pode passar alguns dias em Ushuaia, curtindo o visual da Patagônia, bebendo vinhos argentinos e chilenos sentado em frente à lareira de algum hotel bonitão.

Ushuaia (Foto: Onironauta... - Flickr)

Existem muitas companhias que preparam viagens para a Antártida. Mas no Brasil eu não conheço outra além da Antarctica Expeditions.

Foto: *christopher* - Flickr

Foto: chris.bryant - Flickr

Aqui, também, fique atento à data do casório. A temporada de expedições acontece entre o fim de outubro e o início de março. Se você quiser casar em outra época, a alternativa pode ser um cruzeiro pelo Ártico, que acontece no meio do ano. Mas isso é outra pesquisa, pra outro post, tá?

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CASAIS LOW-PROFILE

Por que visitar museus, conhecer atrações turísticas e ter que passar o dia inteiro caminhando? Por que ter que pensar em algo além de “vinho ou espumante”? Se as férias são para descansar, a lua de mel é mais ainda. Para casais que pensam assim, nada melhor que uma praia paradisíaca em um lugar onde o sol brilha o tempo todo. Nesta categoria, eu iria para algum lugar da Polinésia Francesa. Mais precisamente para Bora Bora.

Glub. (Foto: ceethreedom - Flickr)

Tem lugar melhor para uma rotina de dormir, comer, praia, comer, praia, comer e dormir, intercalando um sexozinho básico nas vígulas, porque, afinal, é lua de mel? Eu aposto que não.

Foto: H!ghTower - Flickr

Foto: firefly242 - Flickr

A Folha de São Paulo tem um guia que me pareceu bem bom para iniciar as pesquisas sobre o lugar. Mas como vocês são um casal low-profile, certamente não vão se incomodar com isso e vão deixar tudo nas mãos do seu agente de turismo, certo? Afinal, por que se estressar com reservas de hoteis e voos, né?

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CASAIS DE PRIMEIRA VIAGEM

Primeira vez? Quero dizer… primeira viagem internacional? Então não corra o risco de estragar sua lua de mel com percalços. Escolha um lugar bem famoso, romântico e onde a infra-estrutura turística seja completa. Contrate um bom pacote, com requintes de mordomia, como traslados aeroporto-hotel-aeroporto em carros particulares, hoteis chiques e bem localizados.

Oh, l'amour (Foto: nina's clicks - Flickr)

Paris? Óbvio que sim.

Primeiro motivo: se na sua primeira viagem (e ainda em lua de mel) você não quiser conhecer Paris, você não faz parte desta categoria.

Segundo motivo: eu lá sou louco de mandar um casal de primeira viagem para algum lugar diferente de Paris?

Essa é minha (Foto: Gabriel Prehn Britto)

O melhor lugar para ver Paris: o topo da Sacre-Coeur (Foto: Gabriel Prehn Britto)

Contatem um bom agente e divirtam-se.

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Se você não gostou de nenhuma das minhas indicações, visite o Noivas Online ou a parte de honeymoons do site The Knot. Pelas pesquisas que fiz sobre o assunto, achei que os dois são bastante úteis.

E sejam felizes para sempre.

Colômbia

BOG - POA

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Marcelón Quinón

Foi com esse tweet aí que meu amigo e mestre @marceloquinan anunciou para seus seguidores que suas fotos da Colômbia estavam publicadas.

O mais incrível é que eu lembrei da viagem dele poucos minutos antes da postagem.

Algo me diz que preciso ir para lá.

Geladeira voadora (Foto: Marcelo Quinan - Flickr)

Cartagena (Foto: Marcelo Quinan - Flickr)

Taganga (Foto: Marcelo Quinan - Flickr)

Valeu, Quinan. As fotos estão docaralho.

Hungria

Egészségetekre!

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Esta é especial para quem está com planos de visitar a Hungria.

Em 2000, quando estive lá na companhia do meu amigo Barna Eröss (que na verdade se escreve “Eröss Barna”, porque os húngaros colocam o sobrenome antes do nome), fui em um lugar fantástico chamado Old Man’s Pub, onde estava tocando uma banda ótima, mas com um nome meio bizarro: Boom Boom.

Estávamos em um grupo que incluía o irmão do Barna, Balász, e mais um casal de amigos locais. Feliz pelo momento e embalado pela música e pelo joelho de porco (sim, eu comi joelho de porco), levantei meu caneco de cerveja e gritei “cheers!”.

Neste momento, todos à mesa silenciaram e me olharam. Barna, gentil como sempre, limpou minha barra com os locais e me esclareceu a saia-justa: na Hungria não se brinda com cerveja.

A história que explica essa tradição é curta, mas mostra uma determinação forte e até bonita dos húngaros.

Cena difícil de se ver na Hungria (Foto: RedandJonny - Flickr)

Lá pelos idos de 1848, na época em que o país fazia parte do império Austro-Húngaro e era comandado pelos soberanos da Áustria, 13 líderes revolucionários foram capturados e executados pelos austríacos, que comemoraram o feito bebendo cerveja e fazendo brindes. Ao ver aquilo, os compatriotas dos mortos, juraram que não brindariam com cerveja pelos 150 anos seguintes.

Os 150 anos já se passaram, mas os húngaros não esqueceram a tradição e até hoje não fazem tim-tim em rodadas de cerveja.

Não vá pagar de mal-educado por lá, então.

(A propósito, o título deste post significa “à nossa saúde”, em húngaro. Ou pelo menos foi isso que eu encontrei na internet.)

Brasileiros

Em bom português

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Paris, entre setembro e outubro de 1999.

Desci do meu quarto louco para me jogar no petit déjeuner do hotel cujo nome esqueci mas sei que ficava perto da Place d’Italie. Havia poucos hóspedes além de mim e da minha esposa na época. Nos servimos e sentamos sem conversar. De repente, escutamos uma palavra conhecida. Era alguém falando português. Mais do que isso: era um casal brigando em português. Eles não faziam escândalo, mas o tom da conversa elevou o volume naturalmente. Ela era carioca. Ele era gringo, falava nossa língua com sotaque americano.

Não lembro bem o que a mulher dizia além de “acabou, chega, eu vou embora, não aguento mais”. Mas nunca vou esquecer do que o gringo repetia sem parar, com aquele sotaque carregado:

- Voce kagow in min. Voce kagow in min.

“Você cagou em mim.” Obviamente, nós ficamos quietinhos o café da manhã inteiro, segurando as risadas e suando frio para não mostrar que estávamos compreendendo tudo na briga que os dois achavam que estava apenas entre eles.

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Nova York, década de 90 do século 20.

Um amigo brasileiro estava em um restaurante conversando com outro amigo. Em determinado momento, repararam em uma figura estranha sentada na mesa ao lado. Achando que era um gringo, começaram a falar mal da figura em alto e bom som. Foi assim por muito tempo. Uma tiração de sarro sem igual.
A figura se levantou para ir embora. Mas não sem antes passar pela mesa do meu amigo e dizer, em português brasileiríssimo:

- Não vou responder como deveria porque sou mais educado que vocês.

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Onde eu enfio a minha cara, hein? (Foto: Brookezilla - Flickr)

Estas histórias são pequenos exemplos que lembrei depois que um amigo fez um tweet sobre o suposto ferrolho que encontramos na nossa língua no exterior.

Brasileiro parece que nasce em árvore. Estamos em todos os cantos do mundo. Não esqueça disso antes de acreditar que ninguém está entendendo seu português.

Cias. Aéreas

Crianças que voam

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Mingau Digital

Post rápido, direto e especial para a Guiga, mãe da Valentina, que vem para o Brasil com a pequeninha em novembro: se você tem bebê e precisa viajar, não deixe de ler o post do Mingau Digital sobre como voar com crianças.

Dica do Viaje na Viagem.

Guias

É de grátis

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Algumas pessoas vão torcer o nariz para este post. Mas como o tema aqui é viagem (e não o que é certo ou errado na internet) publico mesmo assim. Cada um que use a dica como quiser.

Vamos a ela.

Sabe aquele momento em que você está com uma lista de destinos nas mãos, decidindo o que fazer nas férias? O ideal nesta hora seria ler todos os guias para escolher aonde ir, mas eles são caros e não dá para ficar comprando assim a rodo. Você até poderia passar o dia na sua livraria preferida, ler tudo e anotar o que fosse interessante, mas isso não seria muito confortável. O que fazer, então?

Simples: baixar na internet.

Meu amigo e viajante @peresin me deu a dica de ouro: AvaxHome, um site russo que é uma verdadeira Fnac do Capitão Gancho.

Tem até banner em português, vê só!

Tem de tudo lá. Música, filmes, revistas (atualizadas), livros e, claro, guias de viagem. Você baixa um PDF, guarda na sua máquina e pode ler no conforto do lar, quando quiser, como quiser e com toda a calma do mundo. Perfeito para estudar os destinos e escolher onde ir, sem gastar os tubos.

Minha recomendação é que você use o site exatamente desta forma, para escolher o destino antes de comprar o guia de verdade, com capa, papel e preço (alto). Por mais que você tenha motivos ideológicos ou financeiros para não pagar pelo livro, andar por aí com um calhamaço de folhas A4 grampeadas não é nada prático.

Cias. Aéreas

Quanto vale o voo, Lombardi?

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Espaço do passageiro

Cheguei no Espaço do Passageiro, da Anac, através de uma notícia sobre um ranking de espaço de poltronas nos aviões brasileiros. Mas me surpreendi quando vi que o lugar oferece muito mais do que esta informação.

Ele é uma área onde qualquer pessoa pode dar suas notas para empresas aéreas nacionais e internacionais nos quesitos:

- Atendimento a necessidades especiais;

- Atendimento de reclamações;

- Atendimento na sala de embarque;

- Atendimento na venda de passagem;

- Atendimento no check in;

- Atendimento pela internet;

- Conforto da aeronave;

- Cuidados com a bagagem;

- Pontualidade;

- Relação custo-benefício;

- Serviço de bordo.

Sensacional, não? Já me cadastrei para começar a dar a minha opinião. Vá lá, faça o mesmo e depois divulgue. Quanto mais as pessoas escolherem suas companhias por um ranking assim, melhor para os viajantes.

A propósito: a primeira colocada nas aéreas nacionais é a Oceanair. E, nas internacionais, é a Delta.

Alemanha

20 jahre mauerfall

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Minha singela homenagem aos 20 anos da queda do Muro de Berlim: uma foto do pedacinho que eu comprei na última vez que estive lá.

Tem até certificado de garantia

Em exposição permanente na minha sala, apesar de eu morrer de medo de que a faxineira ache que ele é só um pedaço de parede (tecnicamente, é) e jogue fora.

UPDATE ÀS 13h56. Acompanhe a ação mais maravilhosa que já vi no Twitter: Deutsche Welle reconstituindo a queda do Muro em “tempo real” de 1989.