Espaço

Me empresta 35?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

A viagem dos meus sonhos começou a ser realizada por mais um sortudo milionário. Guy Laliberté (belo nome, hein?) fundador do Cirque du Soleil partiu hoje, dia 30 de setembro, para a Estação Espacial Internacional. Guy deve ficar lá por duas semanas, participando da rotina da Estação e vendo as imagens mais fantásticas que eu creio que um ser humano pode ver.

A Terra é azul

Ok, ele não vai ter beeem essa vista, porque a Estação não está assim tão longe. Mas vai ser algo à altura.

A propósito, a foto acima foi tirada por Ron Evans, da tripulação da Apolo 17, em 1972.

Alguém aí tem 35 milhões de dólares pra me emprestar a fundo perdido?

Agradeço muito.

Brigadão.

Guia de Organização

Personal Guia de Organização Turística

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CAPÍTULO 2 - ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO

No capítulo anterior, em um dos passos para a definição do destino das férias, eu dizia para você calcular quanto a brincadeira custaria. Chegou a hora de mostrar como eu faço isso.

Se você gosta de estudar os destinos, essa é uma etapa maravilhosa, porque é o momento em que você começa realmente a viver as férias. É quando você estabelece um roteiro inicial, vendo quantas cidades merecem ser visitadas e quantos dias ficar em cada uma delas, pesquisa alguns hoteis para saber os preços e descobre algumas maneiras de fazer os trajetos internos. O projeto começa a se tornar realidade na sua frente e você passa a falar sobre a viagem com propriedade de quem entende um mínimo do assunto.

Esse é o lado bom.

O lado ruim é que, se você não for a Mãe Dináh, vai ser impossível saber exatamente quanto a viagem vai custar. Infelizmente, tem coisas que estão além do seu alcance. Não dá para calcular quanto você vai gastar com comida, os hoteis podem mudar os preços na época em que você for, as passagens podem subir ou descer. O que dá para saber é um valor aproximado da conta.

Siga os passos abaixo e veja como fazer. Mas, para garantir que você não vai quebrar na volta, tenha sempre em mente que tudo vai custar um pouco mais do que o calculado. Seja pessimista agora para ser feliz depois.

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- O tempo voa

Fui!

Antes de mais nada, defina quando você vai. Claro que você ainda não precisa saber exatamente as datas em que vai tirar férias, mas apenas a época. Isso é importante para ver se você vai na alta, na média ou na baixa estação, o que é básico para verificar valores de hoteis e passagens, já que eles sobem ou descem de acordo com a temporada.

Para ver quais são as melhores épocas em cada lugar, dê uma lida nos guias nas livrarias, pesquise em fóruns, visite o Lonely Planet e o Routard, coloque “(nome do lugar) melhor época” no Google e dê uma passadinha nesse site que eu descobri há pouco tempo, o Travelika.

Importante: lembre-se de que a melhor época não depende apenas do clima, mas também de eventos religiosos, feriados, férias escolares e um caminhão de outras coisas. Por isso, é importante pesquisar bem antes de decidir.

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- Melhor roteiro original

Senta e escreve

Com a época de viajar decidida, comece a esboçar um roteiro fazendo uma lista de cidades e regiões interessantes nos lugar aonde você está indo. Isso é fundamental para determinar quantos dias você vai precisar e, consequentemente, quanto vai ter que investir para ser feliz.

O primeiro passo para isso é pesquisar em sites de agências de viagens. Como eu disse no Capítulo 1, estas empresas costumam incluir apenas os lugares imperdíveis em seus itinerários, o que é uma boa luz neste início de trabalhos. Como dica de agências pesquisáveis, recomendo a Highland Adventures para roteiros mais aventureiros.

O segundo passo é a boa e velha pesquisa em fóruns, blogs, Lonely Planet e Routard. Este último é ótimo, porque geralmente aconselha itinerários de acordo com o tempo que você tem disponível para tirar férias (clique e veja um exemplo com o Chile).

Depois desta pesquisa de cidades, abra aquele seu velho Atlas do colégio e trace um caminho para a sua viagem. Não existe uma regra para isso, mas se você for entrar e sair da região pelo mesmo aeroporto, a lógica é fazer um círculo, evitando idas e vindas em lugares já vistos. Se você for entrar por um lugar e sair por outro, a lógica é encaixar as cidades de acordo com as suas distâncias, evitando deslocamentos muito longos no meio das férias.

Veja o exemplo do meu roteiro no Sudeste Asiático:

É tosco mais é sincero

A chegada à região aconteceu por Bangcoc. A partir dali, desenhei um círculo que só foi interrompido por Sa Pa e pela Baía de Halong, onde não havia alternativa que evitasse a passagem repetida por Hanói. De resto, um único sentido, saindo da capital tailandesa até voltar a ela.

Lembre-se de que a lista de cidades que você tiver em mãos poderá ser alterada no final disso tudo. O motivo é simples: são grandes as chances de você encontrar outros lugares interessantes ou se desinteressar por algum ao longo da sua pesquisa. Lembre-se que isso é apenas um esboço.

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- Nem um dia perdido

Amor, sua barriga fez barulho...

Com a lista de cidades em mãos, hora de pesquisar cada uma para saber quantos dias de atenção ela merecem. De novo, abuse da internet. Mas desta vez use mais o Google. Coloque “quantos dias (nome da cidade)” e veja no que dá.

Se isso não der resultado, tente o equivalente em inglês (”how many days”) ou procure em blogs e sites. À medida que os resultados forem surgindo, vá anotando o que os outros viajantes recomendam e coloque sempre um dia a mais em cada um, para poder cortar no final, se for preciso.

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- Mi hotel, su casa

Hotel Home

Agora que você já sabe para onde vai e quantos dias precisa ficar em cada cidade, é hora de tirar uma febre dos preços dos hoteis. Ao contrário do que você pode estar pensando, ainda não chegou o momento de decidir em qual hotel você vai ficar, mas apenas ter uma ideia de quanto custa um hotel do seu agrado onde você vai.

Existem vários sites com dicas e opiniões de viajantes sobre hoteis, mas eu costumo utilizar o Trip Advisor.

Trip Advisor

Lá, é só colocar o nome da cidade desejada no espaço indicado e esperar a lista de estabelecimentos. Você pode ordenar alfabeticamente, por popularidade, por preço e por classe.

Uma alternativa é procurar algum site “oficial” da cidade, já que eles normalmente têm indicações de hoteis. Ou ainda colocar “hotel (nome da cidade)” no buscador de sua preferência e ver no que dá.

Depois de encontrar um hotel que pareça bom é só calcular quanto você vai gastar nele, multiplicando a tarifa pelo número de noites esperadas.

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- Falta muito, pai?

Em três dias a gente chega!

Descobrir a melhor forma de ir de uma cidade a outra nem sempre é fácil. Às vezes não há muito para pensar, a única alternativa é um avião e ponto. Mas em outras, é preciso um bocado de pesquisa e paciência, e, para isso, nada melhor que a velha web.

Basicão

As palavras-chave nessa busca são “como ir (nome da cidade)”, e “de (nome da cidade) para (nome da cidade)”, com as variações para o inglês. Depois, é enfiar a cara nos links para ver o que outros viajantes recomendam.

Quando encontrar a(s) melhor(es) forma(s) de se deslocar, aproveite para tentar descobrir quanto custam as passagens, usando a mesma pesquisa.

Importante: nesta etapa, lembre-se que comprar as passagens aéreas internas junto com as passagens internacionais pode significar uma grande economia. Vale fazer muitas simulações nos sites das companhias de cada país, até ver a melhor opção para colocar no seu orçamento. Como exemplo, minha pesquisa para o Peru apontou uma diferença de R$ 1.000 entre uma eventual compra dos trechos separadamente ou em conjunto, pela LAN. Uma economia gigantesca. Infelizmente, algumas companhias não oferecem a opção de ver trechos múltiplos pela internet. Nestes casos, apurrinhe o pessoal pelo telefone mesmo e faça todas as suas simulações com a ajuda do atendente. Além de garantir um orçamento mais fiel à realidade, você ainda colabora para que estas companhias tomem jeito e ofereçam a alternativa digital.

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- Guia não é só de papel

Posso ir, dona?

Se você estiver planejando férias em um lugar civilizado, não vai ser preciso o acompanhamento de um guia. Mas se seus planos incluírem algumas aventuras selvagens ou países menos organizados e seguros, é possível que você precise de uma companhia profissional em determinados momentos. Desbravar cavernas de caiaque na baía de Halong, no Vietnã, não é recomendado para leigos desacompanhados, por exemplo. Então não esqueça de incluir isso no seu pré-orçamento, porque um serviço destes pode custar bem caro.

Para saber se você precisa ou não de um guia, corra para o Google, o Bing ou o seu buscador preferido e pesquise.

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- Saco vazio não para em pé

Beber água pode dar sede

Esta é a parte mais “chute” do orçamento, porque simplesmente não dá para descobrir exatamente quanto custa comer em um determinado lugar. Mas dá para ter uma ideia de se é caro ou barato.

La dolorosa

O que eu faço normalmente é visitar o Lonely Planet e dar uma olhada na seção Practical Information do país pesquisado. Ali é possível saber se ele é considerado uma pechincha ou uma exorbitância. Dependendo da resposta, é só acrescentar um valor médio a cada dia.

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- Peça a conta

Pior que cálculo renal

Depois de toda essa epopeia, some tudo e veja quanto deve sair a sua viagem. Sugiro que você converta os valores para dólar ou euro, para não correr o risco de ver todo o trabalho ir para o lixo em caso de mudanças bruscas no câmbio. E não esqueça que isso é apenas uma estimativa. A única intenção aqui é saber se existe a chance de você realizar o sonho ou se é melhor trocar o destino por outro mais barato.

Aliás, para ver se o outro é realmente mais barato, volte lá para cima e faça tudo de novo.

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Próximo capítulo: depois eu digo, ainda não defini.

América do Sul

Pátrias gastronômicas

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Em homenagem aos Destemperados, um post sobre algo que descobri via @Kidids.

São imagens de uma campanha publicitária de algum produto que não consegui descobrir qual é, mas não importa. Aliás, nem precisa explicar. É só olhar e ter vontade de viajar - ou pelo menos vontade de ir para um restaurante de comidas típicas de cada um dos países abaixo.

Itália

Itália, a melhor bandeira de todas.

Brasil

Brasil: caipirinha, abacaxi e uma fruta estranha (é um abacate?).

China

China. Não me pergunte, não sei o que é esse bolinho.

França

França. Esse blue cheese tá forçado, mas c’est la vie.

Grécia

Grécia. Isso deve ser bom, hein?

Índia

“Que que esse hindu tá fazendo aqui?”

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Indonésia. Arroz e pimenta, super-sofisticado.

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Japão. Isso é carne de baleia?

Libano

Líbano. Muito bom, mas deve ter muita cebola.

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Coreia. A do sul, porque a do norte não tem comida pra ser representada.

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Nunca vi isso no Outback, mas dizem que é australiano.

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Suíça. Sempre achei que falta uma vaca nessa bandeira. Pelo menos tem o queijo.

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Vietnã. Não lembro de ter comido esse ouriço rosa. Ou comi? É cachorro?

Alemanha

Fucking nice places

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Quem nasce em Fucking é o quê?

Aposto em Fucked, mas não sei. Só sei que deve ser divertido viajar até a pequena Fucking, na Áustria, só para fazer uma foto na entrada da cidade.

Fucking motoqueiros

Sim, Fucking é o nome da localidade, que atrai turistas do mundo todo atrás das suas placas de sinalização, constantemente roubadas e levadas como souvenir.

Melhor que Fucking, apenas a bucólica Mianus, nos Estados Unidos.

A vista de Mianus não deve ser das mais agradáveis

Fucking ainda tem a desculpa de ficar em um país que não é de língua inglesa. Já Mianus, que é pronunciada “my anus”, vai dizer o quê?

Já pensou uma ponte aérea entre os dois lugares? Seria a famosa Fucking-Mianus.

Antártida

Uísque com gelo

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Colocar os pés na Antártida é um sonho antigo. No ano passado cheguei a namorar a possibilidade, mas não consegui concretizar a vontade. Desde então, pedi para que a Zelfa Silva, da Antarctica Expeditions, me mantivesse atualizado sobre temporadas, preços e promoções.

Foto: *christopher* (Flickr)

Hoje ela me enviou as informações sobre a temporada 2009/2010. Infelizmente, também não vai ser agora que conhecerei o continente gelado, mas fica a dica para quem quiser aproveitar.

Um dia esse alguém serei eu.

República Tcheca

Kutná Hora no Fantástico

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Super trendsetter

Acabei de ver que, neste domingo, 20 de setembro, o Fantástico vai mostrar o ossuário Kostnice, em Kutná Hora, na República Tcheca. Para quem não leu no OQEFNF, ele tem decoração totalmente feita de ossos humanos, com direito a um lustre enorme que, segundo a lenda, utiliza todos os que temos em nossos corpinhos.

Vovô? É o senhor?

Em se tratando de Fantástico, não garanto a qualidade das informações. Mas fica a dica.

Onde liga a luz?

A propósito, as fotos acima são minhas.

UPDATE: Mordi a língua. A reportagem foi boa pra caramba, com Marcos Losekann explicando bem a história do lugar. Quem quiser ver o vídeo, tá aqui, ó.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Um ano ontem

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Au! (Foto: YlvaS - Flickr)

Ontem, 16 de setembro, o O Que Eu Fiz Nas Férias completou um ano de vida.

Para comemorar, vai aqui a lista de palavras e expressões mais estranhas que trouxeram visitantes para este espaço super família através do Google e de seus similares.

- “Abergues baratos montpellier”, assim mesmo, sem o L no “albergues”, rendeu 24 visitas;

- “Loirinhas depiladas” trouxe 4 onanistas, junto com mais dois que vieram atrás de “só loiras depiladas”, um que veio buscando “peitos de fora”, outro atrás de “mulheres em férias sexo relato” e mais um buscando “república tcheca ferias sexo”

- “Sugador de ranho” trouxe 3 curiosos, enquanto “bebe ranho” trouxe 2;

- “Visa do banrisul não dá milhas aereas” encaminhou um gaúcho decepcionado com seu banco;

- “Erro e 18” trouxe um pobre coitado que comprou uma Canon;

- Um perdido procurou “queijo frito + índia”. Não entendi a relação que ele fez, mas, enfim, chegou aqui;

- Um estudante com pouca grana chegou aqui procurando “15 minutos ingles publifolha para download em pdf”;

- Outro perdido que pensa que o Google é um oráculo que responde objetivamente chegou aqui através da sentença “alguem me fala o orçamento de uma viagem á espanha com tudo completo!!!?”;

- Alguém com mania de perseguição veio perguntando “brasileiros podem entrar em portugal para ferias?”;

- Um precoce pervertido conheceu o site declarando “com 10 anos eu fiz troca troca”;

- Um flatulento veio com “comi repolho roxo e passei mal”;

- Um tecno-mimado me encontrou depois de perguntar “como as pessoas se orientavam sem um gps”;

- Um desconfiado veio com “como e o cafe da manhã na europa me falaram que e muito pabre”;

- Um aluno preocupado apareceu depois de procurar “como eu gostaria de ser avaliado pelos meus professores”;

- Um escatológico nojento chegou aqui buscando “coroas cagando”;

- Um patrão precavido veio através de “dar férias antes de mandar embora”;

- Uma Poliana chegou buscando “eu quero foto de pessoas sorrindo alegres!!!!”;

- Um garoto sincero declarou “eu to na quarta série e ñ sei oque e provincias”;

- Um cozinheiro buscou “forma para capelete”;

- “Fotos de assasinatos brutais” trouxe um mórbido;

- Algum mala chegou buscando “mensagens budistas e indianas + powerpoint”;

- Um pobre arrependido aterrisou com “pensar em nada uma coisa impossivel me desculpa pelo q eu fiz”;

- Alguém que achou que o Google era o Twitter veio através de “quem viajou para buenos aires em julho/2009 e se gostou, mostre-me fotos”;

- Um gordinho apareceu pedindo “roupas xxg para neve”;

- E, para finalizar, a busca que melhor combinou a dúvida com o seu autor: “torneio de caes pra eu mim escrever”.

Era isso. Ano que vem coloco mais destas. Obrigado pela audiência.

Guia de Organização

Personal Guia de Organização Turística

Fazia tempo que eu queria me dedicar ao guia que começo nesse post. Já aviso que ele deve demorar para ficar completo porque a ideia é escrever à medida que ocorrem os preparativos para a próxima viagem - que ainda não está definida, algo que só deve acontecer lá por março de 2010, infelizmente.

Em menos de 140 caracteres: a intenção aqui é dar uma mão a quem fica confuso na hora de organizar uma viagem, mas não quer se render a um pacote turístico pré-cozido.

Sem mais enrolação, hey ho, let’s go.

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PERSONAL GUIA DE ORGANIZACÃO TURÍSTICA

CAPÍTULO 1 - QUE DESTINO NOS ESPERA?

Escolher o destino parece bolinho, mas não é. Se você não tiver um lugar ultra-desejado na sua cabeça ou não for financeiramente avantajado, esta pode ser a parte mais difícil da aventura. Afinal, como você vai simplesmente esquecer aquela viagem tão sonhada pelo interior da Itália para fazer aquela viagem tão sonhada pelo interior da França? Nestas horas, é preciso uma dose cavalar de calma, racionalidade e, principalmente, desapego.

Tudo começa com uma lista de destinos almejados. Tente fazer a sua da forma mais enxuta possível e siga as dicas abaixo. Elas estão em uma ordem mais ou menos lógica para mim, mas você pode seguir como preferir, óbvio.

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- Até que as férias nos separem

Foto: siim-teller (Flickr)

Viajantes solitários podem pular esta parte, mas casados não. Estes precisam ser políticos e decidir em dupla, já que satisfazer a vontade de apenas um é uma péssima ideia. Vai por mim: ir para um lugar sem ter curiosidade de conhecê-lo é um convite à frustração. O mau humor pode acompanhar cada passo, cada voo e, principalmente, cada roubada. E o que era para ser um período de prazer, pode virar uma tortura tanto para quem escolheu a viagem quanto para quem foi empurrado para ela.

Se vocês forem aqueles casais estilo “os opostos se atraem”, perfeito: uma boa parte dos integrantes da sua lista vai ser impiedosamente cortada por um lado e por outro.

Mas se vocês forem daqueles que combinam em tudo, provavelmente a lista não será reduzida. É, o amor tem suas desvantagens.

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- Dinheiro na mão

Foto: amalthya (Flickr)

As finanças são uma parte relativamente simples do processo de seleção.

Tenha em mente o máximo que você pode economizar por mês e o máximo que você aguenta esperar até viajar. Faça os cálculos e você vai ter um valor aproximado do seu orçamento para as férias.

Exemplo: você pode economizar 500 paus por mês e topa ficar um ano e meio sem férias? Beleza. Salvo boladas e gastos inesperados, seu limite é 500 X 18 = R$ 9.000.

Feito isso, corte da lista todas as opções que estiverem acima do seu orçamento (calma, Cocada: no Capítulo 2 explicarei como fazer esse pré-orçamento).

Obviamente, quando mais tempo você conseguir suportar sem entrar num avião, mais dinheiro você vai ter para viajar. Esse período de abstinência muitas vezes é imposto pelas melhores épocas para se visitar os lugares que você deseja. Veja o meu exemplo: só poderei tirar férias em junho de 2010, mas como os lugares onde pretendo ir não são bons nesse mês, terei que esperar até setembro. Ou seja, teoricamente eu teria 12 meses para economizar, mas ganhei mais dois por conta do clima. É ruim e bom ao mesmo tempo.

Em algum capítulo mais adiante escreverei sobre como verificar as melhores épocas para viajar.

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- O chefe manda

Foto: [tunchi] (Flickr)

Quantos dias de férias você vai conseguir ter? Essa é uma informação básica para definir aonde você vai.

Se o seu trabalho só permite que você saia 15 dias de uma vez, primeiro você tem que pensar em mudar de emprego, depois você deve cortar os lugares muito distantes e aqueles com muitas atrações que não poderão ser vistas em uma única visita. Reles mortais não podem se dar ao luxo de pagar 2 mil dólares para uma passagem para a Ásia para passar apenas 10 dias por lá. Eu, pelo menos, não posso.

Por outro lado, se você puder tirar seus 30 dias sem problemas, talvez seja a hora de realizar aquela viagem para o outro lado do mundo e postergar aquela para um país vizinho. Nunca se sabe quantos dias você vai conseguir no ano que vem, não é?

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- O tempo ruge

Foto: gentleman-of-sophistication-and-refinement (Flickr)

Pare e analise: quais destinos da sua lista correm risco de mudar de cara radicalmente ou até mesmo desaparecer nos próximos anos?

Cuba tende a virar um grande resort quando o Fidel morrer. Machu Picchu é um sítio arqueológico em perigo. A cada ano, a Antártida derrete e Veneza afunda. O Irã corre o risco de ser destruído em uma guerra com Israel. Os orangotangos de Bornéu estão em extinção.

Isso tudo é triste, mas é mais um estímulo para você deixar para depois aqueles lugares que estão na santa paz e optar pelos que estão ameaçados.

Para saber quais lugares correm risco de existir apenas em cartões-postais num futuro próximo, visite o site da Unesco ou compre o livro 500 Hundred Places to See Before They Disappear, da Frommer’s. Pelo pouco que li do livro, achei que há um pouco de exagero lá. Mas, enfim, fica a dica.

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- Vai estudar, meu filho!

Foto: drewnoakes (Flickr)

Ainda restam candidatos? Então a sua saída é estudar cada um deles com mais atenção. Muitas vezes a gente vê algumas fotos lindas de um lugar e deduz que tudo lá é uma maravilha. Daí resolve estudar um pouco mais e descobre que, na verdade, só existem uma ou duas atrações interessantes. Ou, às vezes, até nenhuma, porque as imagens deslumbrantes eram mais mérito do fotógrafo do que do lugar em si.

Procure imagens no Flickr, vasculhe o Lonely Planet, o Routard, o Viaje na Viagem (tanto o livro quanto o blog), o Google até mesmo os roteiros de agências de turismo. Sim, agências de turismo. Elas geralmente só incluem cidades muito famosas, o que dá para você uma ideia de quantos lugares valem a pena ser visitados onde você quer ir. Então faça a sua escolha.

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Próximo capítulo: ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO, ou “como ter uma ideia de quanto você vai gastar na sua viagem”.

Fotografia

Praga invadida, por Josef Koudelka

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Descobri uma jóia nos arquivos da Magnum Photos: o álbum Invasion 68, de Josef Koudelka, fotógrafo que registrou a invasão soviética da República Tcheca em agosto de 1968, colocando fim à Primavera de Praga. Imperdível para quem vai se aventurar para aquelas banda.

Tanques na Vaclavské Námestí (Copyright Josef Koudelka/Magnum Photos)

Protesto na Staromestke Námestí (Copyright Josef Koudelka/Magnum Photos)

Fotografia

A Normandia ontem e hoje

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Para o retorno do feriado, uma galeria de fotos sensacionais comparando as cidades da Normandia logo após o Dia D e hoje.

Logo apos o Dia D (Foto: Patrick Elie)

Hoje (Foto: Patrick Elie)

Para quem é apaixonado por “turismo de guerras”, como eu, é diversão por horas.

As fotos atuais são de Patrick Elie.