Espanha

Hoteis, futebol e marroquinos

Normalmente eu dou sorte nos hoteis que escolho. Com exceção de pouquíssimos lugares onde tive problemas, sempre gostei de todos e em alguns até bati longos papos com os proprietários.

Lembrei disso neste sábado, quando revi algumas fotos das férias de 2006, no Marrocos e na Espanha. No meio de muitas imagens, encontrei esta:

Nada como um futebolzinho e um chazinho de menta

Sou eu assistindo a Real Madrid X Barcelona com os irmãos Ali e Youssef Oubassidi, e alguns empregados do seu hotel, o Ksar Bicha (o nome é estranho, mas não é o que você está pensando), em Merzouga, no Marrocos. A pequena cidade é na verdade um oásis no meio da parte marroquina do Saara e junto da região com as maiores dunas do país.

Neste dia, eu e minha mulher chegamos no hotel, depois de zilhões de horas de carro desde Marrakesh, e fomos recebidos com os sorrisos do pessoal do Ksar. Após o tradicional chá de menta de boas-vindas, fomos para o quarto, tomamos banho e coisa e tal, jantamos e estávamos descansando quando bateram na porta:

- Brasileiros, os Ronaldos estão jogando!

Na época, Ronaldo Nazário jogava no Real Madrid e Ronaldinho jogava no Barcelona. Os marroquinos, fanáticos por futebol, deduziram que os compatriotas não gostariam de perder aquele jogão e foram nos chamar. Apesar de não ser fã do esporte, não pude perder a oportunidade de assistir a uma partida daquelas junto de pessoas tão diferentes e no meio do Saara. Foi inesquecível.

Hoje, Ali Oubassidi é meu contato no Facebook e volta e meia pratico meu francês com ele. Foi ele quem me encontrou na rede, mais de dois anos depois da minha visita ao seu país. Foi a primeira vez que vi um dono de hotel fazer isso.

É, eu dou sorte com os hoteis que escolho.

Coreia do Norte

O país mais fechado do mundo

Demorei para postar, mas antes tarde do que nunca.

A Veja do dia 26 de agosto (edição 2127) publicou uma ótima matéria sobre um dos países que mais ambiciono conhecer, a Coreia do Norte.

Foto: Thaís Oyama (Revista Veja)

Thaís Oyama, a autora da matéria, precisou omitir a profissão de jornalista para conseguir atravessar a fronteira do país. Entrou como turista e foi vigiada o tempo todo pelos guias oficiais que o governo coloca no pé dos visitantes e que precisam autorizar qualquer imagem fotografada.

Quem quiser ler a reportagem, clique aqui.

Quem quiser ver algumas fotos, clique aqui.

Argentina

10 restaurantes de Buenos Aires - por André Takeda

Foto roubada do Flickr do André Takeda

André Takeda era redator publicitário em Porto Alegre antes de ir para São Paulo e virar escritor também. Hoje trabalha na Fox Latin America Channels, faz fotos sensacionais, escreve no Peixes Banana e - voilà! - vive em Buenos Aires há quase 5 anos.

Um brasileiro de extremo bom gosto que mora em BsAs. Fale a verdade: ninguém melhor para dar dicas de restaurantes na cidade, não é?

Pois o Takeda fez a gentileza de indicar os seus 10 restaurantes preferidos por lá. Veja a lista, clique para saber mais informações, anote e aproveite as passagens baratas para conferir todos.

1: Sudestada

2: Sarkis

3: La Cabrera

4: Brasserie Petanque

5: Palitos

6: Masamadre

7: Sirop Folie

8: Bengal

9: Nectarine

10: Brunch do Palacio Duhau

UPDATE: O Takeda acabou de enviar mais um. Agora você tem 11 motivos para viajar.

11: La vinería de Gualterio Bolívar

UPDATE 2: O pessoal do Destemperados gostou e enviou o link com a lista deles também. Mais do que nunca, preciso negociar um feriado no trabalho para pintar em BsAs.

Fotografia

Pequeno Manual para Escolher a Câmera da sua Viagem

Desde que resolvi botar banca de amante da fotografia (não vou dizer “fotógrafo”, porque isso eu não me considero) e comecei a me informar sobre câmeras, é comum que amigos venham me pedir opinião sobre que equipamento comprar. Atendo a todos com o maior prazer, mas a coisa tem aumentado tanto que chegou ao ponto de, no mês passado, eu receber um SMS perguntando “Que câmera eu compro?”, enviado por uma amiga que estava de férias na Europa. Então, para facilitar a minha vida e a sua, resolvi fazer um post tratando do assunto. Não é o mais completo do mundo e nem vai ser definitivo na sua vida, mas deve ajudar. E se não ajudar, pelo menos foi de graça, não reclame.

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PEQUENO MANUAL PARA ESCOLHER A CÂMERA DA SUA VIAGEM

CAPÍTULO 1: Auto conhecendo-se a si mesmo

"Hm, acho que vou comprar uma câmera mais profissional" (Foto: freebsdntu - Flickr)

Antes de sair procurando enlouquecidamente por preços e modelos, olhe para o espelho e pergunte: que tipo de fotógrafo você é? Saber bem o que você gosta e espera das suas fotos de viagem é fundamental para fazer uma boa compra, sem desperdiçar o seu dinheiro. Coloquei aqui as categorias de fotógrafos que identifico. Veja se você se encaixa em alguma delas.

BOA VIDA. Você só quer saber de registrar a viagem para mostrar aos amigos depois. Você não se importa com detalhes, não se preocupa em procurar algo diferente na cena e tudo que você quer é praticidade. Seu negócio é ligar, mirar e registrar o momento, mais nada. Por isso, sua câmera está sempre no modo automático e, na verdade, você nem sabia que existiam câmeras com modos manuais.

PRÉ-ENTUSIASTA. Em parte, você é como o Boa Vida. Também quer praticidade e rapidez com a câmera e não quer se meter a fotografar em algum modo que não seja automático. Porém, você se preocupa um pouco mais com a foto, às vezes quer pegar algum detalhe da cena, avalia o enquadramento, às vezes se arrisca a fazer fotos de ângulos diferentes do que todo mundo faria e já ficou puto com algumas limitações do seu equipamento para, por exemplo, fazer fotos em um ambiente escuro sem flash.

ENTUSIASTA. Você já não aguenta as limitações das câmeras automáticas nem suas funções pré-determinadas. Você faz questão de buscar detalhes, de fazer um enquadramento legal, de conseguir um efeito diferente do que o normal. Às vezes você se arrisca a fazer fotos em modo totalmente manual, mas acha que deve ser um saco carregar uma câmera e um monte de lentes pra cima e pra baixo em uma viagem.

METIDO. Você é igualzinho a mim. Você quer fazer sempre uma foto que tenha um enquadramento bem pensado, iluminação adequada e um objeto interessante. Você até se preocupa com o peso da câmera, mas sabe que ele é o ônus de ter um bom equipamento.

PRÉ-PROFISSIONAL ou PROFISSIONAL. Você não precisa de ajuda para comprar sua câmera. Esse post não é para você. Obrigado pela atenção. Abraço.

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CAPÍTULO 2: Conhecendo sua parceira

"Essa câmera tá boa pra você, gatão?" (Foto: indy2kro - Flickr)

Depois de descobrir que tipo de fotógrafo você é, chegou a hora de conhecer os tipos de câmeras disponíveis por aí. Para uma lista relativamente confiável, me baseei nas categorias apresentadas no site da BH, uma loja americana.

Point & Shoot da Sony (Foto: BH Photo Video)

“Point & Shoot”. São aquelas câmeras de uso simplificado. Pequenas, fininhas, leves e extremamente portáteis, normalmente elas oferecem apenas o modo totalmente automático e alguns modos diferenciados mas previamente estabelecidos (fotografia noturna, paisagem, retrato, etc.). O zoom poucas vezes passa de 3X.

Prosumer da Nikon (Foto: BH Photo Video)

“Prosumer”. São as câmeras que se parecem com aquelas grandonas que você admira quando vê nas viagens. Normalmente elas oferecem uma lente zoom potentíssima (com mais de 12X), vários modos de funcionamento (do totalmente automático ao totalmente manual) e filmam. Não são leves e mega-portáteis, mas não são pesadas como as SLR a seguir.

SLR da Canon (Foto: BH Photo Video)

“SLR”. Essas, sim, são aquelas grandonas que fazem você pensar que o seu dono é um puta fotógrafo. Não são nada práticas nem leves, o que pode ser um tormento em viagens. Custam caro e vêm sem nenhuma lente, o que requer investimento nisso também. Em compensação, oferecem muito mais recursos do que as anteriores e, se você souber usá-las e usar os softwares de edição direitinho, permitem que você faça fotos muito mais bonitas do que qualquer outra.

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CAPÍTULO 3: Muito prazer: eu sou sua câmera.

Feitas uma para a outra (Foto: Djabolica - Flickr)

Chegou a hora de fazer o cruzamento dos tipos de fotógrafos com os tipos de câmeras. Lembre-se: isso não é um estudo científico, é apenas uma análise amadora de quem já foi todos estes tipos de fotógrafos e conhece mais ou menos os desejos e necessidades de cada.

BOA VIDA. Sem sombra de dúvidas, sua câmera é uma Point & Shoot. Nem perca tempo olhando para as outras, porque você não vai curtir nada delas. Talvez você até curta o zoom avantajado das Prosumers, mas o tamanho e o peso vão fazer você encher o saco rapidinho, logo que perceber que elas não cabem no seu bolso. No máximo, tente procurar um modelo com zoom um pouco mais potente.

PRÉ-ENTUSIASTA. Por mais que você admire as Prosumers e até mesmo as SLR, sua câmera ideal tem tudo para ser uma Point & Shoot também. Os motivos para isso são os mesmos que me fazem recomendar o tipo para os Boa Vidas: a pouca praticidade e o peso vão acabar incomodando você mais cedo ou mais tarde. Hoje em dia existem modelos Point & Shoot bem avançados, com funções pré-determinadas que vão satisfazer as suas exigências.

ENTUSIASTA. Apesar de, lá no fundo, ainda gostar da praticidade física das Point & Shoot, você já não se sente totalmente realizado com elas. Sua câmera ideal é uma Prosumer, onde você pode brincar com modos manuais e semi-manuais sem gastar uma bolada numa SLR, nem precisar trocar de lente a todo instante. De quebra, você ainda bota banca de fotógrafo perante seus amigos Boa Vidas.

METIDO. Point & Shoot? Não, muito simples. Prosumer? Bem, até são boas e práticas. Mas o que você quer mesmo é uma câmera com bastante recursos, que fotografe em RAW e tenha lentes confiáveis. Você já está acostumado com a falta de praticidade das Prosumers e não vai se importar em aumentá-la um pouco se isso significar imagens mais legais e com mais opções de edição. Sua câmera é uma SLR.

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CAPÍTULO 4: Com que marca eu vou?

Facinho de escolher, né? (Foto: JennRation Design - Flickr)

Aqui está uma dúvida que atormenta os viajantes: qual é a melhor marca? A resposta é simples: nenhuma.

Todas as marcas têm prós e contras e você sempre vai ouvir alguém falando mal ou bem cada uma delas. Por isso é difícil indicar A ou B. Mesmo assim vou tentar ajudar colocando a minha percepção das principais marcas de acordo com tipos de câmeras apresentados nesse guia.

“Point & Shoot”. Nesta categoria dá para ir quase sem medo em qualquer das fabricantes mais famosas, com exceção da Canon (lá embaixo eu explico porquê). Sony leva vantagem por ser uma marca muito admirada no Brasil e, por isso, muito fácil de revender depois. Porém, perde pontos porque exige cartões de memória exclusivos, que vão pro lixo quando você resolve trocar de fornecedor.

“Prosumer”. A partir daqui, eu já reduzo bastante a quantidade de marcas indicadas. Fico sempre em Nikon, Sony, Fujifilm e Olympus, com prioridade para Nikon e Sony. Neste nicho, a Sony continua sendo uma marca de fácil revenda, mas a Nikon já fica mais próxima. Canon, de novo, não recomendo.

“SLR”. Importante: não faça a besteira de pedir a opinião de mais de um fotógrafo profissional sobre qual marca de SLR comprar. Conversar sobre fabricantes com eles é como conversar sobre futebol, religião e política: cada um vai defender o seu ponto de vista até a morte e sempre vai atacar quem não for o seu preferido.

Neste grupo, eu fico sempre entre Nikon e Canon, apesar de muita gente dizer que Sony também é boa.

Por que não a Canon em Point & Shoot e Prosumer?
Minha primeira câmera digital foi uma Canon A70, uma Point & Shoot. Eu estava no meio de uma viagem quando ela simplesmente apagou, recolheu a lente, acionou um pequeno sinal sonoro e mostrou no visor: “Error E18”. Eu estava no meio de uma viagem e, óbvio, me apavorei com aquilo. Mais adiante ela voltou a funcionar, mas seguiu apresentando problema com frequência e nunca mais foi a mesma.
Anos mais tarde, comprei uma Canon S5, uma bela Prosumer. Tudo corria bem, até que um dia ela agiu da mesma forma que sua irmã A70 e apresentou o tal erro E18, me impedindo de fotografar. Logo em seguida ela voltou ao normal e nunca mais apresentou nada, mas aquilo me deixou intrigado. Foi quando procurei o tal erro no Google e descobri que ele tem um site dedicado e até virou verbete no Wikipedia, de tanto que inferniza a vida dos consumidores da marca. Foi o que eu precisava para nunca mais recomendar Canon que tenha lentes automáticas.
Claro que tem gente que nunca viveu esse problema (meu irmão, por exemplo, só usa Canon e nunca viu o E18). Mas eu vivi e, por isso, não recomendo as Point & Shoot nem as Prosumer da Canon para ninguém.

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CAPÍTULO 5: Fico bem com esse modelo?

"Na dúvida, comprei todas" (Foto: aknacer - Flickr)

Desculpe, mas não vou ajudar você tanto assim a ponto de dizer até o modelo que você tem que comprar. Primeiro porque isso me daria uma trabalheira da morte. Segundo porque eu não quero ser responsabilizado por nenhuma compra mal feita.

O que vou fazer é dizer como e onde você pode pesquisar até escolher a câmera que considera a melhor para a sua viagem.

1º passo: vá no site da BH e na Amazon. Chegando lá, comece a sua pesquisa da forma que desejar, por marca, quantidade de pixels, potência de zoom ou qualquer coisa. Só não esqueça de ler os comentários dos consumidores, que é o grande indicativo de uma boa compra. Quanto mais estrelinhas dadas por mais consumidores, óbvio, melhor é o produto. No final, faça a sua lista de câmeras desejadas e parta para o segundo passo.

2º passo: procure reviews de profissionais. Onde? Eu gosto muito do Digital Photography Review, mas existem outros também. Dia desses descobri o What Digital Camera, que apresenta as análises em vídeo. Procure os modelos que você escolheu no 1º passo e veja o que os experts no assunto têm para dizer sobre eles.

3º passo: faça sua pesquisa de preços, compre e aproveite.

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UPDATE

CAPÍTULO 6: E o que mais?

Foto da foto de turma (Foto: Andre Bob - Flickr)

Atendendo a milhares de pedidos (ah, tá, acredito), vou colocar aqui algumas dicas extras para os viajantes.

Baterias. Sempre, absolutamente sempre tenha duas baterias. Se sua câmera usa pilhas, tenha um jogo extra e use modelos recarregáveis. Não esqueça de levar o carregador na viagem, para manter a bateria extra pronta para uso. Não há nada pior do que ver o sinal de energia fraca enquanto você ainda tem o dia inteiro de fotos pela frente e nenhuma bateria carregada no bolso.
Sobre a escolha entre pilhas ou bateria, existem prós e contras. Baterias geralmente são mais leves e duram mais. Mas pilhas podem ser encontradas em qualquer lugar, em caso de problemas com as suas. Se você estiver no meio do nada, uma câmera que usa pilhas pode garantir suas fotos.

Cartão. Ao invés de ter um único cartão com uma dezena de giga, prefira ter uma quantidade maior de cartões com capacidade de armazenamento menor. Assim, você reduz as chances de perder tudo caso aquele seu único cartão grandão dê problema. Não é a opção mais barata, mas é a mais segura.

Bolsa. Não economize na hora de comprar uma boa bolsa para a sua câmera. Procure modelos onde você possa colocar um ou dois cartões extras, além das baterias sobressalentes. Particularmente, gosto muito das bolsas da Lowepro, mas existem outras boas por aí.

RAW. Muita gente não sabe o que é isso, mas é normal. Em linhas gerais, RAW é um formato de arquivo, assim como o jpeg. A diferença é que o RAW não compacta a imagem tanto quando o jpeg. O lado bom é que ele permite que você mexa muito mais na imagem no computador, e é por isso que ele é mais usado em câmeras SLR. O lado ruim é que cada foto fica muito mais pesada e, consequentemente, ocupa mais espaço na memória, exigindo cartões maiores.

Megapixels. Não fique tão bitolado com a quantidade de megapixels da sua câmera. Se você não pretende imprimir painéis enormes e tudo que você quer são fotos em tamanhos normais, não precisa de mais de 3 MP. O que vier acima disso é lucro. Eu, por exemplo tenho uma Nikon D70s com “míseros” 6 MP.

Mongólia

Não mais entre os mongóis

Egon está de volta ao Brasil e a Porto Alegre. Aguardo ansiosamente pelas fotos e pelos relatos ao vivo, e comunicarei aqui as prováveis palestras que ele fará na STB.

Pra finalizar, uma foto com a cara do cara, pra quem não conhece e nunca visitou o site dele.

Bonito esse chapéu, hein?

Mongólia

Entre os Mongóis - 11

Tá, eu sei que isso aqui tá parecendo o blog do Egon. Mas o que eu vou fazer se o cara tá na Mongólia e eu morro de vontade de ir para lá? Eu preciso mostrar o que ele escreve!

Desta vez não é nenhum lugar em especial dentro do país. É “apenas” um post sobre o companheiro das viagens por lá: o jipe. Fotos do site do fabricante do jipão.

Deve funcionar até com vodca

EGON SACOLEJANDO NO JIPE UAZ

Sain bainuu,

Tem gente me perguntando se estou andando de cavalo ou camelo nesta expedicao pelo interior da Mongolia, qual eh o meio de transporte. Utilizamos os valentes jipes russos UAZ - Ulyanovsky Automobilnt Zavoo, fabricados a 700 km de Moscou desde a 2a Guerra Mundial. O modelo continua o mesmo ateh hoje e eh conhecido como “THE BEST OFF-ROAD” em toda a Asia - nao tem Land Rover, Landcruiser ou Bandeirantes para competir, eh bom demais.

Nestas ultimas 6 semanas, a expedicao passou por “estradas”, trilhas, buracos, rios, areia, lama, etc - e os 3 UAZ modelo 2206 seguiram firmes. Eles se parecem com uma kombi, mas sao mais largos e muito altos do chao, 4×4, suspensao com feixes de molas 3 vezes maiores que os do Toyota Bandeirantes e motor entre o motorista e o carona. Se nao pegavam via ignicao/bateria bastava ir na frente e girar uma manivela para partir o motor.

Na verdade, deve funcionar MELHOR com vodca

Levavamos muitas bombonas com agua, combustivel, barracas, mochilas, mantimentos e pecas reserva - seguiamos sempre carregados prontos para as roubadas, afinal o clima na Mongolia eh imprevisivel. E um dos detalhes mais legais eh que eram estofados nas laterais e no teto - nao doia tanto as pancadas nos saltos nas trilhas… hehehe. E haja Dramin. Em cada jipe iamos em 3 ou 4 passageiros. Alias, para os passageiros de tras tambem tinha uma mesinha, acho que eh projetada para as rodadas de vodka…

Atolamos na lama (a ponto das portas nao abrirem mais, de tao fundo). Atolamos em areia. Um UAZ teve o motor fundido. Outro o motor de arranque queimado. Mas nada parava o trio - um rebocava o outro, motor era desmontado completamente no meio do deserto e arrumado aa base de martelada… diversao de marmanjo garantida… hehehe

Bayartai,
Egon

Guias

Amigos no mundo todo

Adorei muito isso aqui que descobri na Folha Online de hoje:

Muy amigo

Rent a Local Friend. Um grupo de pessoas que se oferecem para acompanhar viajantes em terras estrangeiras. Não são guias, porque não levam você apenas para os pontos turísticos (a não ser que você queira). Eles levam você àqueles lugares que só quem vive nas cidades conhece, tudo de acordo com a sua preferência. Bem como um amigo faria mesmo.

Quando vivi em Praga, lá entre 2000 e 2001, pensei seriamente em trabalhar como guia particular para brasileiros. Cheguei a comprar livros de história para estudar tudo direitinho, mas depois desisti quando percebi que eu amava demais aquela cidade e que não conseguiria lidar com eventuais clientes que ficassem reclamando do humor “peculiar” dos tchecos.

Agora, essa ideia deles aí, de não ser apenas um guia, mas um “amigo”, é sensacional. Será que eles não querem um representante em Praga? Tô me candidatando.

Mongólia

Entre os Mongóis - 10

Já imaginou encarar Gengis Khan na Mongólia? O Egon encarou e escreveu pra dizer como foi.

Como de praxe, fotos do Flickr.

Foto: Le Hub (Flickr)

EGON ENCONTRANDO GENGIS KHAN

Sim, ele estah muito vivo e bem, obrigado: em selos, dinheiro e outdoors, eh nome de bar, vodca, cerveja, avenida, restaurante, hotel, etc. Ele eh, na verdade, motivo de orgulho nacional da Mongolia.

Apesar da imagem que outros paises fazem dele (cruel e sanguinario), os habitantes locais reverenciam Gengis Khan por simbolizar forca, unidade, ordem e lei. Quando nasceu, em 1162, os mongois nada mais eram do que uma confederacao de clans rivais. Aos 20 anos recebeu este nome, que significa “ Rei Universal”.

Uniu os mongois sob sua lideranca, cavalgou sobre a China e a Russia. Quando estava voltando para casa, soube do assassinato de seus embaixadores na Asia Central. Voltou-se com furia, marchando sobre o Kasakhistan - onde pessoalmente derramou prata fundida nos olhos do sultao local.

Os mongois eram mestres na guerra psicologica: cidades que se rendiam sem lutar eram poupadas, as que resistiam nao sobrava nada nem ninguem (para induzir a rendicao nas proximas…). E a chave para o sucesso de sua maquina de guerra eram os cavalos e seus arco-e-flecha muito superiores aos dos outros povos (as flechas alcancavam 250m e os rivais apenas 100m). Gengis Khan conquistou da China ateh o Mar Caspio, incluindo boa parte da Russia. Seus filho e neto continuaram sua “obra”, avancando ateh o Egito, Polonia e Hungria. Foi, simplesmente, o maior imperio continuo jah visto na face da terra!

Mas foi um general chines que sentenciou: “Um imperio conquistado sobre o cavalo nao pode ser assim governado…”. E tudo acabou no seculo XIV - para alivio generalizado da Europa, Africa e Japao…

Pois estavamos sacolejando no interior do rustico jipe russo pela estrada quando, inesperadamente, lah esta ele: com cerca de 30 m de altura, sobre seu cavalo, Gengis Khan fitava as estepes sob seu dominio. Toda de aco-inox, polido e brilhando, esta estatua simboliza o orgulho dos habitantes atuais da Mongolia. Imponente e impressionante.

Foto: theOriginalLimey (Flickr)

Descobri que se podia subir no interior do mesmo, chegando ateh a cabeca do cavalo. E lah estava eu, cara-a-cara com Gengis Khan!!! No meio das estepes gramadas a perder de vista, confesso que foi meio magico o momento.

Bayartai,
Egon  www.egonf.com

Quem batiza os países?

Quem batiza os países?

A origem do nome deste país foi questionada dia desses por amigos no Twitter. Foi quando me dei conta de que nunca havia pensado nela. De onde vem “Nova Zelândia”? Mais importante, onde fica a velha Zelândia?

Nova Zelândia: nada a ver com terra do Z, ok?

Resposta simples e rápida: a Nova Zelândia tem esse nome em homenagem à Zeland, uma província da Holanda. “Zee”, significa “mar” e “land”, “terra”. Quem deu esse nome foi o holandês Abel Tasman, em 1642, quando chegou à região mas não conseguiu desembarcar.

Fácil, né? E de quebra você ainda fica sabendo de onde vem “Tasmânia”. Sim, em homenagem a Tasman.

Cias. Aéreas

“Respeite os avisos de não fumar”

Apesar da mensagem acima ser bem clara, tem gente que não entende.

“‘Achei que no banheiro não ia ter problema’, diz homem que fumou em voo

"Senhores passageiros, por favor, apaguem seus cigarros porque vamos decolar" - (Foto: NGPhoto.biz - Flickr)

O passageiro que causou uma pane geral em uma aeronave em São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, após fumar no banheiro durante uma escala, disse não ter imaginado que seu cigarro iria causar tantos transtornos. Os passageiros que seguiam para Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, tiveram que trocar de aeronave após o problema.”

Notícia completa no G1.