Gabão

Brilhou o Gabão

Para ser sincero, até hoje nunca pensei seriamente em ir para o Gabão. Claro que um dia ele apareceria na minha lista. A fila anda nos desejos de um viajante. Mas até esse presente momento, ele ainda não surgiu nos meus Top 10.

Mesmo assim gostei desta nota sobre o país, reproduzida abaixo. Ela foi escrita por Rodrigo Cavalheiro, repórter do jornal Zero Hora, que está viajando pela África, mostrando aos leitores o continente da próxima Copa do Mundo.

Ela fez brilhar o Gabão no meu mapa. Mas ainda existem outros pontos mais brilhantes.

No fim do túnel

Foto: Rodrigo Cavalheiro (ZH)

O Gabão pode se gabar de suas florestas. Embora caminhões com troncos de espessura centenária sejam frequentes nas suas boas estradas, o verde cobre 80% do território, sendo que 40% é floresta tropical nativa. O dado mais curioso é que 10% do país foi transformado em 13 parques nacionais em 2002.

Com reservas de petróleo estimadas em 3,2 bilhões de barris, o finado presidente Omar Bongo se permitiu tirar com um canetaço o Gabão dos últimos lugares em proteção ambiental e colocá-lo no primeiro posto na África. Só a Costa Rica possui um percentual maior de parques nacionais.

Com tanta árvore o resultado são rodovias repletas de túneis verdes.

O Que Eu Fiz Nas Ferias

Ajuda a um viajante

Gabriel Buchmann na África

Gabriel Buchmann é um grande viajante. Então, nada mais justo que usar este espaço para colaborar com a divulgação da campanha que a família dele está fazendo para conseguir doações para manter as suas buscas no Maláui, onde Gabriel sumiu em uma tentativa de subir o Monte Mulanje.

Para os pessimistas, vale dizer que a trilha onde Gabriel se perdeu não é considerada perigosa. E como ele é um cara forte e resistente, é grande a chance de estar apenas perdido, esperando por socorro.

Veja mais informações no blog dedicado ao assunto.

E se puder, ajude.

Fenômenos Naturais

Entre os Mongóis - 5

Egon manda mais notícias da Mongólia. Desta vez, o relato é sobre o deserto de Gobi (que, acabei de descobrir, significa… “deserto”, em mongol).

Foto roubada do Flickr.

Foto: Telepatica (Flickr)

EGON NO DESERTO DE GOBI

Tomando o rumo sul na Mongolia, nos valentes jipes russos, a estepe gramada cede lugar a um deserto pedregoso, com vegetacao rala e escassa. Os Gers (yurts em russo, tendas de feltro que sao as casas dos nomades) tambem se tornavam escassos e os cavalos/ovelhas vao sendo substituidos por cabras/camelos. Seguindo deserto adentro, ateh estes sinais de ocupacao humana passam a ser raros.

Ao longo dos dias, a expedicao avancava (e eu cozinhava nos 42 C dentro do jipe). Na maior parte do tempo, a “planicie plana” nos cercava de fantasminhas da terra assando e miragens de lagos inexistentes. Ossadas no caminho nos davam o alerta: o proximo pode ser voce… Estrada? Que nada, era dirigir no meio do vazio, sem bussola ou GPS - sei lah como os motoras se orientavam.

O Deserto de Gobi, junto aa divisa com a China, cobre 1/3 do territorio da Mongolia e os locais me disseram que foi formado pelo tanto cavalgar e pisotear das tropas de Gengis Khan nas suas conquistas… (cientistas afirmam, porem, que a bacia do Gobi foi um grande lago interior hah milhoes de anos). Aqui as temperaturas variam de 50 C no verao para -40 C no inverno (sim, muuuuuuito frio).

Em um final de tarde, quando terminavamos de montar as barracas, um paredao de poh e areia laranjas e nuvens cinzas vinham rapido em nossa direcao. Assim que terminei a minha, soh deu tempo de jogar as mochilas lah dentro e entrar. Segundos depois a tempestade de areia nos atingiu e soh escutei os gritos do meu vizinho, entre as trovoadas e o zunido do vento. Espiei pelo fecho e a cena era hilaria: a barraca dele, com mochilas e tudo, estava rolando deserto afora e o ingles corria desesperado atras da mesma… hehehe. Enquanto isso, coloquei todo o meu peso do lado do vento para evitar que eu seja o proximo!!

Bayartai (ateh logo, em mongol),

Egon

PS.: Nao, nao saih voando nao… Mas a noite foi meio tenebrosa, pois relampejava sem parar - tive a sensacao de que as trovoadas e os raios passavam a poucos metros da barraca… Chuva? Acho que soh 3 gotas cairam na barraca, afinal este eh o famoso Deserto de Gobi.

Brasil

Um pouco de sexo nesse blog

"Ei, pessoal! Alguém aí quer ir na Acrópole comigo hoje à tarde?!"

Semana passada encontrei, no G1, uma matéria sobre um guia de viagens destinado a estrangeiros que vão para o Rio de Janeiro atrás de festas. O nome do guia é Rio for Partiers e nele estão as melhores dicas, segundo o autor brasileiro, para o gringo pegar as mulheres cariocas.

“Opa, peraí! Turista que quer festa? Gringo em busca de sexo com brasileiras? Não, isso não podemos admitir”, devem ter pensado os burocratas castos do Instituto Brasileiro do Turismo ao tomar conhecimento da publicação. Imediatamente entraram na justiça para tentar impedir a sua comercialização, o que ainda não conseguiram. A razão para tal é, segundo a Advocacia-Geral da União, porque o guia “estimula o turismo sexual” e “expõe o povo brasileiro a situação vexatória”.

Não encontrei nada que dissesse que o tal guia estimula o estrangeiro a procurar prostitutas. Não li nada sobre apologia ao sexo com adolescentes e crianças. Se tivesse ao menos uma única linha a favor destas duas atitudes, eu me colocaria completamente a favor da proibição do livro. Mas não havendo nada disso, fica uma dúvida: é proibido ser um turista que viaja atrás de sexo casual com nativos?

Aposto um Rio for Partiers que, se alguém fizer uma pesquisa com jovens viajantes entre 18 e 24 anos, vai descobrir que 99% deles querem apenas (ou também) fazer festas, beber, beijar e transar nos países visitados. Quem já dormiu em um albergue sabe muito bem disso, porque a movimentação do pessoal em busca de diversão dura a noite inteira, e atrapalha o sono dos velhotes como eu.

Ah, mas o guia divide as cariocas em grupos e denomina algumas de “popozudas”! Sim, e daí? Não tá cheio de mulher por aí que se orgulha em ser considerada uma popozuda? Homens e mulheres não vivem separando seus alvos sexuais em prateleiras diferentes? Não existem os homens “para casar”, “para uma noite só”, entre outros? O que o guia fez foi puramente apresentar estas características de forma clara e divertida, que é o que qualquer viajante procura em uma publicação do tipo.

Amsterdã deve ganhar muito dinheiro com o seu Red Light District. A Grécia e a Espanha faturam horrores com suas ilhas movidas a festas. Até o Mardi Gras de New Orleans pode entrar nesse grupo, já que atrai um monte de turistas em busca de peitos de fora. Ou seja: o sexo é um grande estímulo ao turismo e não há o menor problema nisso, desde que todos os envolvidos sejam maiores de idade e estejam de acordo. O resto é burocracia e hipocrisia.

Guias

Tudô pour preparer sua voyage

Para coroar a sexta-feira, aqui está uma dica para quem vai passar o fim de semana montando a sua viagem de férias: o guia Routard.

O mais francês dos guias

Talvez muitos já conheçam, mas como sei que existe um monte de gente que nunca ouviu nada sobre ele, vai a recomendação.

O Routard é um guia francês completo pra caramba. O site dele é zilhões de vezes melhor que o do Lonely Planet, porque dás as informações de forma muito mais clara e objetiva. Para mim, é fundamental na hora de planejar qualquer viagem.

Claro que é necessário saber francês para aproveitar o Routard ao máximo (até procurei um botão “Anglais”, mas não achei nada). Mas até quem sabe muito pouco da língua pode sacar algumas dicas boas.

Acessa lá, coloca no teu Delicious e bonne fin de semaine.

Asia

Entre os Mongóis - 4

Nova mensagem do Egon, direto da Mongólia. Desta vez a foto ilustrativa é meio chinelinha, desculpem. É que o Flickr tá baleiando aqui em casa e tive que buscar no Google Images mesmo.

Com esse outdoor no pé da foto, não preciso colocar os créditos aqui, né?

EGON E O BUDISMO NA MONGÓLIA

No seculo XIII, enquanto que Gengis Khan era devoto do shamanismo, seu neto Klubai Khan jah tinha como seu principal conselheiro um lama tibetano. Mas no seculo XV, outro descendente, Altan Khan recebeu a visita do III Dalai Lama e, impressionado com a sabedoria dele, adotou o Budismo como o credo oficial da Mongolia.

Pois fui conhecer o centro do Budismo do Pais, o belissimo Monasterio de Gandan, em Ulaan Baatar. Construido em1838 e preservado pelos russos como “simbolo da liberdade religiosa”  (sic), na realidade eh um complexo de predios. Com o ceremonial de oracoes jah em andamento, sentei-me junto a alguns monges com seus robes marrom-avermelhados. E, como sempre, os sorrisos deles traduzem a bondade que irradia do mundo budista. Muito boa esta sensacao. Um monge tibetano, que falava um pouco de ingles, contou-me que estah aqui para ajudar na escola deste centro budista.

Mas o templo principal eh de deixar maluco qualquer um que gosta de fotografia: do tamanho de um predio de 10 andares, telhados curvados sucessivos e cercado de stupas. Acho que tirei umas fotos bem boazinhas - ainda mais com o sol do inicio da manha… hehehe

E dentro dele, cercado de imagens do Buddha da Longevidade e rodas de oracoes, estah a enorme estatua de 27 m de altura do Buddha da Compaixao - de bronze e foleada a ouro - uma fantastica visao dourada. Muito D+. Om Mani Padme Hum…

Bayartai,
Egon

PS.: Tragicamente em 1937 o regime comunista da URSS destruiu os 700 monasterios budistas da Mongolia e cerca de 17.000 monges foram presos e nunca mais vistos. Desde a independencia do Pais, em 1990, mais de 100 jah foram reabertos - com suporte de sabios tibetanos e indianos.

Guias

Guias X Web

IPhone? Só daqui a 50 anos, my lord. (Foto roubada do Google Images)

Tempos difíceis aqueles em que meu avô materno saía para desbravar o mundo. Tempos em que não havia nem 10% das barbadas que hoje nós encontramos antes de embarcar para algum lugar distante e desconhecido. Cartão de crédito internacional, por exemplo, não existia. Tinha que sair de casa com dólares escondidos por todos os bolsos, torcendo para não ser roubado nem encontrar nada muito maravilhoso e caro pela frente, porque não dava para comprar, não era possível saber se as notas durariam a viagem inteira. Procurar hoteis era uma epopeia. Era preciso correr atrás de guias e agentes de viagem, ver as dicas de lugares e ligar para tentar fazer uma reserva. Aliás, até a ligação era uma dificuldade, porque era cara pra cacete e os criadores do Skype nem sabiam fazer xixi sozinhos.

Foi impossível não lembrar das histórias do seu Walmor depois que escrevi o post sobre o valor (alto) dos guias de viagem frente à facilidade com que conseguimos informações hoje na internet. Logo depois de publicá-lo, pesquisei um pouco sobre o assunto e descobri, em casos mais extremos, neguinho viajando só com seu iPhone, procurando informações sobre os lugares apenas na hora em que chega lá ou pouco antes de ir. Pessoalmente, gosto muito de pesquisar/estudar os destinos antes de embarcar, mesmo assim achei sensacional essa ideia de sair sem nenhum planejamento, contando apenas com a boa vontade das pessoas e com um wi-fi gratuito.

(By the way, seria possível fazer uma viagem que dependesse de wi-fi gratuito no Brasil?)

A questão é que hoje é realmente muito fácil colocar o pé na estrada e o mercado de guias de viagem já anda preocupado com isso há tempos, como vi nessa matéria do londrino The Sunday Times, publicada há exatos dois anos. Nela, o editor do blog de viagens do jornal pergunta se o fim dos guias impressos está próximo e é rebatido por uma editora. Ambos têm argumentos fortes e, no fim das contas, tudo leva a crer que o fim ainda não está próximo.

Eu sou seu guia amanhã

Bem, isso foi há dois anos. De lá para cá as coisas mudaram pra caramba. Sabe-se lá quantos blogs de viagem surgiram (este que você está lendo foi um), quantos sites e redes sociais dedicados ao assunto foram criados, quantos países melhoraram suas redes de internet e agora disponibilizam wi-fi gratuito para todos, quantas cidades são cobertas pelo Google Street View e quantos aplicativos para iPhone foram desenvolvidos pensando nos viajantes. Este aqui embaixo, por exemplo, é recente e é uma maravilha:

Pois é. Se há dois anos a morte dos guias impressos ainda era incerta, hoje o caminho para o fim parece estar um pouco melhor pavimentado. Eu continuo gostando de ler e guardar meus guias e, como não tenho smartphones nem ao menos um iPod Touch, ainda dependo de papel para ter informações durante a viagem. Mas é uma questão de tempo para que os preços destes mimos caiam, as conexões livres aumentem e eles virem algo comum nas mochilas dos aventureiros. Mesmo enquanto isso não acontece, já é evidente que a fase de preparação foi facilitada e que não é preciso comprar livros para ela. O que faz os preços dos guias vendidos no Brasil parecerem ainda mais absurdos.

Asia

Passando o chapéu

Hora de usar esse blog em causa própria.

Seguinte, estou montando uma exposição de fotos e objetos que trouxe da viagem para o Camboja, o Vietnã e o Laos. Vai ser um evento bonitão, com 15 dias de duração, divulgação e coisa e tal, no espaço mais nobre de um shopping classudo de Porto Alegre. Coisa chique, precisa ver.

Eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas tô aqui procurando patrocinadores.

Neste momento estou na fase de captação de recursos, procurando patrocinadores que queiram unir suas marcas a um evento cultural deste tipo. Então, se você tiver interesse, me escreve, me liga, me busca no Twitter (@gabebritto). Tenho o projeto explicado e detalhado em uma bela apresentação de Keynotes (que é muito melhor que PowerPoint), para você ver que o negócio é quente e vai bombar. É só a gente marcar um encontro que eu mostro tudo.

Ah, se você não tiver interesse, mas conhecer alguém que tenha, avisa pra ele, tá?

Obrigado. Cam on. Aw kohn. Khawp jai.

Asia

Angkor verde

Dica imperdível para quem anda sonhando com o Camboja: dê uma olhada na National Geographic de julho.

Versão americana da capa de julho/2009

A matéria de capa é Angkor (na foto, a versão americana). Os textos estão sensacionais e imperdíveis, os mapas que acompanham são ótimos e as fotos incríveis de Robert Clark me deixaram morrendo de inveja e saudade daquela terra. Aliás, as fotos me lembraram de algo que eu percebi quando fui mas que acabei nunca comentando aqui.

O período de chuvas da região pode não ser o mais indicado para o turismo, mas é o melhor para fotografar. Isso porque Angkor ganha a cor verde nessa época, graças às plantas que florescem e ao limo que surge nos templos, deixando tudo ainda mais lindo:

Angkor em tons de verde

Então não deixe de ir se suas férias caírem bem nessa época. Um cenário ainda mais belo pode estar esperando por você.

Asia

Entre os Mongóis - 3

Momentos de tensão e coragem nos arredores de Ulaanbaatar. Leia a história de Egon Filter que chegou no meu e-mail hoje. Foto do Flickr.

Foto: Remmokov (Flickr)

EGON NA GRANDE CORRIDA DE CAVALOS DA MONGÓLIA

Saindo de Ulaan Baatar de manha cedinho logo se estah no vazio. E, de repente, em meio a estepe sem fim, um mar de carros: muitos milhares, talvez varias dezenas de milhares. E gente, muuuuuuuuiiita gente - talvez era assim que as hordas de guerreiros mongois de Gengis Khan apareciam no horizonte…

Sentei-me na grama com alguns nomades em uma coxilha, a convite deles. Apos um pouco de bate-papo em “mimiquez” (unica linguagem em comum), eles me ofereceram alegremente um poh muito estranho para cheirar. E lah fui eu - deu uma coceira louca no nariz… Eu me contorcia e eles riam. Papo vai, papo vem e um deles tirou um cachimbo muito suspeito de uma bolsinha - e aceitei de novo, sei lah, nao queria ofende-los. Quando parei de tossir e consegui abrir os olhos, lah estavam eles dando gargalhadas… mas me abracavam contentes, afinal o gringo atrapalhado era diversao garantida para eles… (e para mim, hehehe).

E a multidao era imensa, nao sei como a concentracao de pessoas pode ser tao grande em um lugar tao vazio (afinal a Mongolia eh o pais com a menor densidade demografica do mundo). De repente, no meio da confusao, escutei um pequeno estalo de elastico que me pareceu familiar: olhei para a minha pochete e a lente fotografica 28-70mm havia desaparecido. Quase que instintivamente identifiquei dois homens que pareciam suspeitos, mas pelo tamano eram lutadores de Bokh, enormes (uns 140kg cada)! Eu sou um homem ou um rato, afinal? Fiz cara de brabo e disse:

- Give it me back!

Se fizeram de surdos e eu, metendo a mao entre as barrigas deles, repeti firme:

- Give me back!

Com cara de bunda um deles me devolveu a lente…

E a torcida estava muito agitada. Apos cerca de 25km eles vinham se aproximando da linha de chegada. Joqueis se equilibrando precariamente nos cavalos, sem sela, sem nada, mas com uma enorme gana de vencer. Muita. Os cavalos estavam exaustos, encharcados de suor - e a torcida gritava em extase. Uma cena e tanto. E cruzaram a linha de chegada…

Mas, em seguida, tudo saiu do controle: as centenas de policiais nao seguraram mais a torcida, que invadiu tudo. Eu nao sabia, mas existe uma crenca popular na Mongolia que diz que quem passar a mao no suor dos 5 cavalos vencedores terah sucesso na vida… E a multidao enlouquecida cercou os vencedores, passavam a mao, os cavalos pulavam, coiceavam e disparavam. Os guardas, por sua vez, tentavam: chutavam, batiam e gritavam em alguns apenas dos milhares de invasores. A confusao soh passou quando os meninos se afastaram com seus animais. Vai entender isto…

Esta impressionante corrida anual de resistencia de cavalos eh uma tradicao antiga dos mongois, sempre ocorrendo no grande Naadam Festival - soh vendo para creer!!!

Abc,
Egon

PS.: Por incrivel que pareca, os joqueis tinham apenas 6 ou 8 anos de idade, alguns talvez 4 apenas! Tudo para reduzir o peso para a montaria…
PS2.: Valente, eu? Que nada, nem acredito que xinguei os brutamontes, eu estava eh muito borrado naquela hora…