Fenômenos Naturais

Entre os Mongóis - 5

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Egon manda mais notícias da Mongólia. Desta vez, o relato é sobre o deserto de Gobi (que, acabei de descobrir, significa… “deserto”, em mongol).

Foto roubada do Flickr.

Foto: Telepatica (Flickr)

EGON NO DESERTO DE GOBI

Tomando o rumo sul na Mongolia, nos valentes jipes russos, a estepe gramada cede lugar a um deserto pedregoso, com vegetacao rala e escassa. Os Gers (yurts em russo, tendas de feltro que sao as casas dos nomades) tambem se tornavam escassos e os cavalos/ovelhas vao sendo substituidos por cabras/camelos. Seguindo deserto adentro, ateh estes sinais de ocupacao humana passam a ser raros.

Ao longo dos dias, a expedicao avancava (e eu cozinhava nos 42 C dentro do jipe). Na maior parte do tempo, a “planicie plana” nos cercava de fantasminhas da terra assando e miragens de lagos inexistentes. Ossadas no caminho nos davam o alerta: o proximo pode ser voce… Estrada? Que nada, era dirigir no meio do vazio, sem bussola ou GPS - sei lah como os motoras se orientavam.

O Deserto de Gobi, junto aa divisa com a China, cobre 1/3 do territorio da Mongolia e os locais me disseram que foi formado pelo tanto cavalgar e pisotear das tropas de Gengis Khan nas suas conquistas… (cientistas afirmam, porem, que a bacia do Gobi foi um grande lago interior hah milhoes de anos). Aqui as temperaturas variam de 50 C no verao para -40 C no inverno (sim, muuuuuuito frio).

Em um final de tarde, quando terminavamos de montar as barracas, um paredao de poh e areia laranjas e nuvens cinzas vinham rapido em nossa direcao. Assim que terminei a minha, soh deu tempo de jogar as mochilas lah dentro e entrar. Segundos depois a tempestade de areia nos atingiu e soh escutei os gritos do meu vizinho, entre as trovoadas e o zunido do vento. Espiei pelo fecho e a cena era hilaria: a barraca dele, com mochilas e tudo, estava rolando deserto afora e o ingles corria desesperado atras da mesma… hehehe. Enquanto isso, coloquei todo o meu peso do lado do vento para evitar que eu seja o proximo!!

Bayartai (ateh logo, em mongol),

Egon

PS.: Nao, nao saih voando nao… Mas a noite foi meio tenebrosa, pois relampejava sem parar - tive a sensacao de que as trovoadas e os raios passavam a poucos metros da barraca… Chuva? Acho que soh 3 gotas cairam na barraca, afinal este eh o famoso Deserto de Gobi.

Brasil

Um pouco de sexo nesse blog

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

"Ei, pessoal! Alguém aí quer ir na Acrópole comigo hoje à tarde?!"

Semana passada encontrei, no G1, uma matéria sobre um guia de viagens destinado a estrangeiros que vão para o Rio de Janeiro atrás de festas. O nome do guia é Rio for Partiers e nele estão as melhores dicas, segundo o autor brasileiro, para o gringo pegar as mulheres cariocas.

“Opa, peraí! Turista que quer festa? Gringo em busca de sexo com brasileiras? Não, isso não podemos admitir”, devem ter pensado os burocratas castos do Instituto Brasileiro do Turismo ao tomar conhecimento da publicação. Imediatamente entraram na justiça para tentar impedir a sua comercialização, o que ainda não conseguiram. A razão para tal é, segundo a Advocacia-Geral da União, porque o guia “estimula o turismo sexual” e “expõe o povo brasileiro a situação vexatória”.

Não encontrei nada que dissesse que o tal guia estimula o estrangeiro a procurar prostitutas. Não li nada sobre apologia ao sexo com adolescentes e crianças. Se tivesse ao menos uma única linha a favor destas duas atitudes, eu me colocaria completamente a favor da proibição do livro. Mas não havendo nada disso, fica uma dúvida: é proibido ser um turista que viaja atrás de sexo casual com nativos?

Aposto um Rio for Partiers que, se alguém fizer uma pesquisa com jovens viajantes entre 18 e 24 anos, vai descobrir que 99% deles querem apenas (ou também) fazer festas, beber, beijar e transar nos países visitados. Quem já dormiu em um albergue sabe muito bem disso, porque a movimentação do pessoal em busca de diversão dura a noite inteira, e atrapalha o sono dos velhotes como eu.

Ah, mas o guia divide as cariocas em grupos e denomina algumas de “popozudas”! Sim, e daí? Não tá cheio de mulher por aí que se orgulha em ser considerada uma popozuda? Homens e mulheres não vivem separando seus alvos sexuais em prateleiras diferentes? Não existem os homens “para casar”, “para uma noite só”, entre outros? O que o guia fez foi puramente apresentar estas características de forma clara e divertida, que é o que qualquer viajante procura em uma publicação do tipo.

Amsterdã deve ganhar muito dinheiro com o seu Red Light District. A Grécia e a Espanha faturam horrores com suas ilhas movidas a festas. Até o Mardi Gras de New Orleans pode entrar nesse grupo, já que atrai um monte de turistas em busca de peitos de fora. Ou seja: o sexo é um grande estímulo ao turismo e não há o menor problema nisso, desde que todos os envolvidos sejam maiores de idade e estejam de acordo. O resto é burocracia e hipocrisia.

Guias

Tudô pour preparer sua voyage

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Para coroar a sexta-feira, aqui está uma dica para quem vai passar o fim de semana montando a sua viagem de férias: o guia Routard.

O mais francês dos guias

Talvez muitos já conheçam, mas como sei que existe um monte de gente que nunca ouviu nada sobre ele, vai a recomendação.

O Routard é um guia francês completo pra caramba. O site dele é zilhões de vezes melhor que o do Lonely Planet, porque dás as informações de forma muito mais clara e objetiva. Para mim, é fundamental na hora de planejar qualquer viagem.

Claro que é necessário saber francês para aproveitar o Routard ao máximo (até procurei um botão “Anglais”, mas não achei nada). Mas até quem sabe muito pouco da língua pode sacar algumas dicas boas.

Acessa lá, coloca no teu Delicious e bonne fin de semaine.

Asia

Entre os Mongóis - 4

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Nova mensagem do Egon, direto da Mongólia. Desta vez a foto ilustrativa é meio chinelinha, desculpem. É que o Flickr tá baleiando aqui em casa e tive que buscar no Google Images mesmo.

Com esse outdoor no pé da foto, não preciso colocar os créditos aqui, né?

EGON E O BUDISMO NA MONGÓLIA

No seculo XIII, enquanto que Gengis Khan era devoto do shamanismo, seu neto Klubai Khan jah tinha como seu principal conselheiro um lama tibetano. Mas no seculo XV, outro descendente, Altan Khan recebeu a visita do III Dalai Lama e, impressionado com a sabedoria dele, adotou o Budismo como o credo oficial da Mongolia.

Pois fui conhecer o centro do Budismo do Pais, o belissimo Monasterio de Gandan, em Ulaan Baatar. Construido em1838 e preservado pelos russos como “simbolo da liberdade religiosa”  (sic), na realidade eh um complexo de predios. Com o ceremonial de oracoes jah em andamento, sentei-me junto a alguns monges com seus robes marrom-avermelhados. E, como sempre, os sorrisos deles traduzem a bondade que irradia do mundo budista. Muito boa esta sensacao. Um monge tibetano, que falava um pouco de ingles, contou-me que estah aqui para ajudar na escola deste centro budista.

Mas o templo principal eh de deixar maluco qualquer um que gosta de fotografia: do tamanho de um predio de 10 andares, telhados curvados sucessivos e cercado de stupas. Acho que tirei umas fotos bem boazinhas - ainda mais com o sol do inicio da manha… hehehe

E dentro dele, cercado de imagens do Buddha da Longevidade e rodas de oracoes, estah a enorme estatua de 27 m de altura do Buddha da Compaixao - de bronze e foleada a ouro - uma fantastica visao dourada. Muito D+. Om Mani Padme Hum…

Bayartai,
Egon

PS.: Tragicamente em 1937 o regime comunista da URSS destruiu os 700 monasterios budistas da Mongolia e cerca de 17.000 monges foram presos e nunca mais vistos. Desde a independencia do Pais, em 1990, mais de 100 jah foram reabertos - com suporte de sabios tibetanos e indianos.

Asia

Angkor verde

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Dica imperdível para quem anda sonhando com o Camboja: dê uma olhada na National Geographic de julho.

Versão americana da capa de julho/2009

A matéria de capa é Angkor (na foto, a versão americana). Os textos estão sensacionais e imperdíveis, os mapas que acompanham são ótimos e as fotos incríveis de Robert Clark me deixaram morrendo de inveja e saudade daquela terra. Aliás, as fotos me lembraram de algo que eu percebi quando fui mas que acabei nunca comentando aqui.

O período de chuvas da região pode não ser o mais indicado para o turismo, mas é o melhor para fotografar. Isso porque Angkor ganha a cor verde nessa época, graças às plantas que florescem e ao limo que surge nos templos, deixando tudo ainda mais lindo:

Angkor em tons de verde

Então não deixe de ir se suas férias caírem bem nessa época. Um cenário ainda mais belo pode estar esperando por você.

Asia

Entre os Mongóis - 3

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Momentos de tensão e coragem nos arredores de Ulaanbaatar. Leia a história de Egon Filter que chegou no meu e-mail hoje. Foto do Flickr.

Foto: Remmokov (Flickr)

EGON NA GRANDE CORRIDA DE CAVALOS DA MONGÓLIA

Saindo de Ulaan Baatar de manha cedinho logo se estah no vazio. E, de repente, em meio a estepe sem fim, um mar de carros: muitos milhares, talvez varias dezenas de milhares. E gente, muuuuuuuuiiita gente - talvez era assim que as hordas de guerreiros mongois de Gengis Khan apareciam no horizonte…

Sentei-me na grama com alguns nomades em uma coxilha, a convite deles. Apos um pouco de bate-papo em “mimiquez” (unica linguagem em comum), eles me ofereceram alegremente um poh muito estranho para cheirar. E lah fui eu - deu uma coceira louca no nariz… Eu me contorcia e eles riam. Papo vai, papo vem e um deles tirou um cachimbo muito suspeito de uma bolsinha - e aceitei de novo, sei lah, nao queria ofende-los. Quando parei de tossir e consegui abrir os olhos, lah estavam eles dando gargalhadas… mas me abracavam contentes, afinal o gringo atrapalhado era diversao garantida para eles… (e para mim, hehehe).

E a multidao era imensa, nao sei como a concentracao de pessoas pode ser tao grande em um lugar tao vazio (afinal a Mongolia eh o pais com a menor densidade demografica do mundo). De repente, no meio da confusao, escutei um pequeno estalo de elastico que me pareceu familiar: olhei para a minha pochete e a lente fotografica 28-70mm havia desaparecido. Quase que instintivamente identifiquei dois homens que pareciam suspeitos, mas pelo tamano eram lutadores de Bokh, enormes (uns 140kg cada)! Eu sou um homem ou um rato, afinal? Fiz cara de brabo e disse:

- Give it me back!

Se fizeram de surdos e eu, metendo a mao entre as barrigas deles, repeti firme:

- Give me back!

Com cara de bunda um deles me devolveu a lente…

E a torcida estava muito agitada. Apos cerca de 25km eles vinham se aproximando da linha de chegada. Joqueis se equilibrando precariamente nos cavalos, sem sela, sem nada, mas com uma enorme gana de vencer. Muita. Os cavalos estavam exaustos, encharcados de suor - e a torcida gritava em extase. Uma cena e tanto. E cruzaram a linha de chegada…

Mas, em seguida, tudo saiu do controle: as centenas de policiais nao seguraram mais a torcida, que invadiu tudo. Eu nao sabia, mas existe uma crenca popular na Mongolia que diz que quem passar a mao no suor dos 5 cavalos vencedores terah sucesso na vida… E a multidao enlouquecida cercou os vencedores, passavam a mao, os cavalos pulavam, coiceavam e disparavam. Os guardas, por sua vez, tentavam: chutavam, batiam e gritavam em alguns apenas dos milhares de invasores. A confusao soh passou quando os meninos se afastaram com seus animais. Vai entender isto…

Esta impressionante corrida anual de resistencia de cavalos eh uma tradicao antiga dos mongois, sempre ocorrendo no grande Naadam Festival - soh vendo para creer!!!

Abc,
Egon

PS.: Por incrivel que pareca, os joqueis tinham apenas 6 ou 8 anos de idade, alguns talvez 4 apenas! Tudo para reduzir o peso para a montaria…
PS2.: Valente, eu? Que nada, nem acredito que xinguei os brutamontes, eu estava eh muito borrado naquela hora…

Asia

Entre os Mongóis - 2

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Segundo e-mail do Egon Filter, direto da Mongólia.

Ah, como no e-mail anterior, a foto não é dele. É do Flickr.

Enjoy.

3159879142_ca5fe04954

EGON NO NAADAM FESTIVAL

O Naadam eh o grande evento nacional da Mongolia, o pais literalmente para. Eh uma especie de jogos olimpicos nacionais, que tem sua origem nas assembleias de nomades, vinda de cerca de 2000 anos - desde os Hunos (lembram de Atila?). O torneio consiste em tres esportes, ligados aa capacidade de guerrear dos homens: o Bokh (especie de luta greco-romana), o arco-e-flecha e a corrida de cavalos.

E lah estava eu na arquibancada. No Bokh os lutadores nao sao divididos em categorias de peso, como na luta greco-romana ocidental. Soh por aih jah dah para imaginar o tamanho dos competidores (incluindo barrigas enormes). O objetivo eh derrubar o adversario no chao, usando-se de forca e tecnica. O mais estranho eh que o vencedor deve celebrar com um ritual de danca que imita o delicado voar de um passaro (neste momento os brutamontes soltam a franga…). E a torcida vai ao delirio.

A roupa tambem eh bacana: grandes botas curvadas, sunguinha e um pano que cobre os bracos e ombros: o peito deve estar aa mostra (dizem que o motivo eh que, hah alguns seculos atras, uma mulher venceu o torneio - trazendo vergonha para os machoes, por isso o peito deve estar descoberto e desclassificar alguma mulher metida…).

Jah no arco-e-flecha ambos participam. Eh pura tecnica e concentracao. Esta arma de guerra eh uma das raizes da dominacao mongol iniciada por Gengis Khan por toda a Asia (junto com o dominio dos cavalos). Enquanto que os curtos e ageis arcos mongois compostos de camadas de osso e madeira atigiam alvos a 250 m de distancia, os outros povos mal alcancavam 100 m com seus longos e desajeitados arcos.

Peguei carona com 3 cinegrafistas da CNN e entrei como fotografo, mostrando como chachah a maquina fotografica com uma grande lente teleobjetiva… hehehe. Me diverti muito fotografando as caretas concentradas dos arqueiros - nao tem preco… soh vendo. A cena era muito legal ateh porque todos estavam vestidos com roupas tradicionais e seu belissimo chapeu conico. O unico problema lah dentro da area de tiro foi o medo de flecha-perdida - o impressionante zunido das flechas eh de arrepiar… brrrrrrr

Bayartai (ateh logo, em mongol),
Egon

PS.: Amanha vou assistir aa louca corrida de cavalos nas estepes mongois…

Asia

Entre os Mongóis

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Egon Filter é um grande viajante. Basta uma olhadinha no site dele, brilhantemente chamado de Images to Share, para perceber isso. O cara já foi para lugares magníficos e acompanhar suas aventuras é uma aula de história, porque Egon faz o que eu também adoro fazer: ele estuda cada destino.

Agora, Egon está me matando de inveja na Mongólia, um dos meus destinos mais desejados. E gentilmente me autorizou a dividir com vocês os relatos que envia direto de lá. Afinal, se as imagens são para compartilhar, as histórias também são.

Este aqui embaixo foi o primeiro e-mail que recebi, chegou ontem. Acho que não preciso repetir o pedido dele, para que erros e faltas de acentos sejam desconsiderados, porque qualquer viajante sabe que é difícil escrever em teclados estranhos. Então, simplesmente aproveite.

(A foto não é do Egon. Peguei do Flickr apenas para mostrar um pouco dos gers de Ulaan Baatar.)

Foto: robsalternate (Flickr)

EGON NA MONGÓLIA

Ulaan Baatar, que era uma cidade-acampamento ao longo da rota de caravanas que ligava a China ao Lago Baikal (Russia), eh hoje a ligacao entre a velha e nova Mongolia. Liga a cultura nomade oriental com a modernidade ocidental (que estah agora suprimindo a dura realidade do falido socialismo russo). Entre a quantidade de carros usados japoneses ainda circulam alguns Ladas e jipes russos.

Entre os horrendos blocos de edificios-padrao russos aparecem novos predios, espelhados e metidos a modernos. Mas, antes de tudo, os Gers (cabanas de feltro dos nomades - yurt, em turco-russo) estao por todo lado na cidade, principalmente fora da area central. Apenas 50% da populacao de 2.5 milhoes do pais vive em areas urbanas  - a outra metade eh nomade, sempre migrando com seus rebanhos em busca de pastagens. Isto eh impressionante, nem acredito que o “nomadismo” que estudei na escola ainda existe nos dias de hoje.

Antes o maior imperio terrestre que jah existiu, a Mongolia viu-se invadida pela China em 1732 e somente voltou a ser independente em 1911. Mas em 1917, em meio aa revolucao stalinista russa, a China tentou a invasao novamente - sendo repelida pelas “amigas” tropas russas (que, por sua vez, garantiram o dominio russo: a Mongolia foi incorporada aa URSS). Somente declarou independencia em 1990, com a queda do muro.

E eu me sentia um alienigena em Ulaan Baatar: nao conseguia ler uma unica placa, pois o mongol eh escrito em cirilico-russo… E achar alguem que fale ingles, entao: soh me olhavam e falavam “ESSA MARCIANO NAO FALAR NOSSO LINGUA” para mim, em mongol… dureza. Imagina se me der uma dor-de-barriga subita? To ferrado.

Mas vou me aventurar por aqui, jah toh gostando - vamos ver no que dah,

Bayartai (ateh logo, em mongol),
Egon

Guias

Quanto vale um guia?

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Tá caro

Mesmo sem ter ainda 100% de certeza sobre o destino da próxima viagem, na sexta-feira dei o primeiro passo em direção a ela: fui atrás de um guia sobre o local. Para minha grata surpresa, descobri que existe um Guia Visual da Publifolha sobre o país. Não é meu guia predileto, ainda sou mais do Lonely Planet, mas sempre prefiro algo em português do que em inglês, porque a facilidade de ter um guia na língua natal é incomparável, mesmo que ele não seja assim tão completo.

Bom, se a surpresa de encontrar um guia em português foi boa, a surpresa que veio quando passei o código de barras no leitor foi ruim. O preço do bichinho era um absurdo: com desconto, sairia por R$ 70,50 (preço cheio: 83 reais). Imediatamente pensei em comprar pelo site da Publifolha, me achando esperto pra caramba, mas dei de cara com o mesmíssimo preço. Pior, estava disponível apenas pelo valor integral.

Tentei então os sites de grandes lojas: Submarino, Americanas, Saraiva e Cultura. O valor até ficou mais baixo na Saraiva (67 reais com frete) e no Submarino (R$ 61), porém ainda achei caro.

Foi quando parti para o site da Amazon. Tenho que admitir que muitas vezes os preços praticados pela loja americana não valem a pena. Na ponta do lápis, o livro e o frete frequentemente saem por quase o mesmo valor do exemplar gringo nas livrarias brasileiras, daí eu prefiro ter o guia imediatamente ao invés de esperar algumas semanas. Mas desta vez o preço com frete ficou menor do que todos (26.48 USD, o que significa mais ou menos 53 reais), apenas com o inconveniente de ser em inglês. No fim das contas, nesse caso, prefiro pagar 10 reais a mais para ter a versão tupiniquim mesmo.

O que mais me chamou a atenção e me fez escrever esse post foi o preço do mesmo livro para quem compra lá nos Estados Unidos: a bagatela de US$ 16,50. Sim, dezesseis dólares e cinquenta centavos! Pouco mais que 33 reais. Daí eu pergunto: existe alguma justificativa plausível para que um livro custe, aqui, 160% a mais do que lá?

Em tempos de pesquisas fáceis pela internet, será que as editoras não andam crescendo o olho demais pra cima dos viajantes brasileiros?

Cias. Aéreas

United breaks guitars. Y Iberia pierde equipajes

(Atenção: este blog foi aposentado. No lugar dele, surgiu o Gabriel Quer Viajar. Vá lá. É muito mais bonito e tal.)

Quem nunca teve a bagagem quebrada, perdida ou roubada em um voo nas férias? E depois disso, quem nunca se irritou com o descaso da companhia aérea, dizendo que o problema não é dela e blablablá?

O amigão Dave Carrol, aqui embaixo, também passou por esta e, depois de viver o purgatório que é reclamar contra estas empresas, se vigou de forma sensacional.

Veja o vídeo que já tem mais de 1 milhão de views. Ele explica tudo sozinho.

Que ritmo eu poderia usar para fazer uma dessas em homenagem à Iberia, hein? Já sei que o nome vai ser “Iberia pierde equipajes”.